Assisto à grande inflamação popular, ou apenas de redes sociais, não sei bem, discute-se se devemos ou não assinalar, na AR, em versão minimalista, o Dia da Liberdade. As massas dividem-se, cada uma em busca do triunfo da sua razão, umasde coração na boca, outras com o cérebro atravessado no estômago, ajuntando toda a espécie de argumentos, uns de natureza higiénica, outros patrióticos. Mas uma parte da gente, uma que talvez fosse passar o feriado à praia, e que está agora mais frustrada que um rato de laboratório porque este ano não há solário para ninguém, mesmo que o astro rei compareça, sempre foi indiferente a cerimónias na casa da Democracia, nunca deu ouvidos àquela maçada, um não aquece nem arrefece, apenas pão que vai ao forno mas que não cresce e não doura. Para estes, o 25 ideal era para estar na rua, como a poesia, e não podendo ser assim, ao ar livre, com raios ultravioleta, avermelhando faces em cravo, pulmões inflados e garganta rouca de cantar, em convívio, en...