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Polémicas de pandemia: as comemorações do 25 de Abril na AR

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Assisto à grande inflamação popular, ou apenas de redes sociais, não sei bem, discute-se se devemos ou não assinalar, na AR, em versão minimalista, o Dia da Liberdade. As massas dividem-se, cada uma em busca do triunfo da sua razão, umasde coração na boca, outras com o cérebro atravessado no estômago, ajuntando toda a espécie de argumentos, uns de natureza higiénica, outros patrióticos. Mas uma parte da gente, uma que talvez fosse passar o feriado à praia, e que está agora mais frustrada que um rato de laboratório porque este ano não há solário para ninguém, mesmo que o astro rei compareça, sempre foi indiferente a cerimónias na casa da Democracia, nunca deu ouvidos àquela maçada, um não aquece nem arrefece, apenas pão que vai ao forno mas que não cresce e não doura. Para estes, o 25 ideal era para estar na rua, como a poesia, e não podendo ser assim, ao ar livre, com raios ultravioleta, avermelhando faces em cravo, pulmões inflados e garganta rouca de cantar, em convívio, en...

E depois do adeus? 25 de Abril, Dia da Liberdade

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“ E Depois do Adeus ”,canção utilizada às 22h55 do dia 24 de Abril de 1974 como sinal de que os militares podiam avançar com as operações que iriam dar origem à Revolução dos Cravos. Entrevistado pela jornalista Alice Cardoso, Antena 1, José Nisa, o autor da letra, lembraria que o tema foi escolhido por ser considerado inócuo aos olhos da censura.

Cavaco Silva chocado com a ignorância dos jovens sobre o 25 de Abril

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Palavras do Presidente da República, Lisboa, Portugal O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se hoje (dia 25 de abril) "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia. No seu discurso na sessão comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva divulgou extractos de um estudo que mandou realizar sobre o alheamento da juventude face à política, e atribuiu parte da responsabilidade aos partidos políticos. O Presidente considerou "não ser justo" para aqueles que se bateram pela liberdade, tantas vezes arriscando a própria vida, que a geração responsável por manter viva a memória de Abril persista em esquecer que a revolução foi um projecto de futuro:  "Os mais novos, sobretudo, quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974 produzem afirmações que surpreendem pela ignorância de quem...