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O Facebook é uma máquina de fazer nuvens

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O Facebook é uma máquina de fazer nuvens. Desde que apareceu, mais e mais pessoas andam com a cabeça nas nuvens. Na era pré-Facebook, uma pessoa saía da cama e abria a janela para o céu azul. Agora abre janelas virtuais para o azul do Facebook no seu smartphone. O azul do Facebook nunca é completamente límpido. Se alguma vez o foi talvez apenas em 2004, quando se deu o Big Bang do Facebook e eram apenas meia dúzia de estudantes a pasmar o olhar naquele azul novidade, ainda puro. Agora, e normalmente, o azul Facebook tem nuvens. Como sabemos, nem sempre o facto delas existirem significa mau tempo. As mais comuns aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais vulgar a de um bocado de algodão. A base pode ir desde o branco até ao cinzento claro. Estas nuvens são sinal de bom tempo, surgem associadas a dias soalheiros. É é sob o signo do sol que se sucedem muitas das interacções na rede social: são como pedaços de algodão que que vogam na linha do tempo, não chegam a obscur...

De como salvei um rato de laboratório e falhei

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Quando aluna do Liceu da Figueira da Foz, salvei um rato branco de ser escortaçado numa placa de cortiça na aula de biologia. Era procedimento habitual, muito científico e de elevado valor educativo, que se fazia na sala de aula de então. Um dia qualquer do ano lectivo, lá era dividia a turma em grupos e a professora trazia um gobelé gigante de vidro cheio de ratos fresquinhos de mortos. Não sei já os objectivos pedagógicos da sessão. Sei que pude cravar o animal à placa, abrir a barriga do roedor e remexer nos orgãos do bicho, mais ou menos à vontade. Depois retirei e desenrolei cuidadosmente o seu intestino, que, a final, medi. A pequena tripa acinzentada estendia-se pela mesa de uma forma surpreendente. A professora não gostou muito da façanha exploratória, mas a mim pareceu-me um feito digno de nota 5 no final do período. Que devo ter tido, mas não por causa da façanha descrita, como é óbvio. Nos "feriados", costumava ir rondar o laboratório onde, em pequenas gaiolas er...

O Parlamento ainda não é o salão de beleza da nação

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A fotografia da deputada do Partido Socialista, Isabel Moreira , a pintar as unhas, já deu a volta à internet. Era assunto que estava disposta a considerar como "não-assunto" até ter ouvido uma conversa num café, em Leiria. O momento artístico foi registado no primeiro dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2019, na sala do plenário da Assembleia da República. Escolhi um texto informativo ao acaso, no caso, este , do DN, para trazer aqui, e já agora leiam também alguns dos comentários feitos a este propósito onde se registam reacções contra o comportamento da deputada: "Interessante. O quarto orçamento seguido sem inconstitucionalidades e que repõe direitos e rendimentos, e o máximo que os direitinhas conseguem é... escandalizar-se com unhas." ou "Não vejo qual o problema... muitas mulheres o fazem nos seus serviços e não vem mal ao mundo por aí... deixem de inveja!" ou "Quando estiver a gritar pelos direitos das mulheres...

Debate #metoo no Prós & Contras: o ridículo!

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Print screen Youtube Ahhh, vergooooooonha! Grandes opressores que são todos esses pais e mães que por esse mundo fora obrigam, coagem, limitam a liberdade física das criancinhas fazendo-as dar beijinhos aos vovôs e às vovós! (Cara impagável da Fátima do P & C.) Por educação, estão a ver, é assim que as nossas crias ficam amestradas e aceitam a opressão sexista futura. Cenas emprestadas da microfísica do poder, do Foulcault, mixadas com umas pequenas pedagogias, explicam - ou não - o discurso. Fui ver quem era o jovem orador. Pensei que fosse um artista do improviso. E é, fez um filme cuja sinopse reza assim: "Esta é a estória de um caralho-sem-caralho e de uma cona-sem-cona, tudo-em-um. Um projecto amador inspirado pelo filme La jetée de Chris Marker, e pelo Manifesto Contrasexual de Beatriz Preciado, esta curta explora a ambiguidade tecnologicamente mediada do que é ter um caralho ou uma cona, procurando acima de tudo foder com o género." Matéria original, quiçá m...

Serviço educativo

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O José Dias de Souza (Facebook) tinha esta collage em exposição e eu partilho para vocês, aqui no blogue, com muito desprazer, com esta nota de reodapé: Público de Serralves que 1. Não sabe o que é arte fotográfica, ou melhor, sabe: é a fotografia de reportagem ou de Natureza, onde os fotógrafos arriscam ficar sem a cabeça, seja levada por um morteiro numa zona de guerra, por um tubarão do Pacífico, um leão africano ou pelo vento a soprar a 200km à hora no corredor dos furacões; 2. É abertamente homofóbico e conservador; 3. Descobriu agora o conceito do museu/fundação “destinada às famílias com crianças/ com serviço educativo”, como se a maioria dos museus não o fossem; 4. Não consegue dissociar arte da política e política da arte, onde isso possa ser dissociável; 5. Acha que na "cidade dos ricos", onde tudo é, talvez, mais moral, mais ético, mais asséptico, não pode haver lugar à arte mais obscura e provocadora, - metam lá essa exposição mais para perto do rio,...

Mulheres com três mamas na passerelle: a moda é linda!

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Spring 2019 Collection da autoria de Giuliano Calza Sei que andam todos muitos ocupados a dissecar a bizarrice do Mapplethorpe mas fiquem a saber que designers de moda visionários estão neste preciso momento a inovar na passerelle com propostas alucinantes como esta. Este ano foi moda no Instagram fotografar o peito com o bikini invertido. O resultado era algo parecido com a imagem, idiota q.b. para uns, um absoluto "desafio" para outros. Pois, um futuro próximo trará mulheres com três mamas arrepiadas por um top dois tamanhos abaixo a passear por aí, não apenas no Insta. Isto para começar a aventura, pois mais tetas poderão ser ajuntadas ao trio ou até outras próteses: três narizes, para adeptas de meter o nariz em tudo, por exemplo. Não se espantem muito que isto não é novo, é apenas reciclado: não tardou que a prostituta tri-peituda do Total Recall fosse tida como a fonte criativa do designer. Mas esta cena não é de nenhum filme de ficção científica, é da GCDS (God C...

Serena Williams: já não se pode desenhar serenamente

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Já não se pode desenhar Serenamente. Que o diga Mark Knight que tem sido massacrado em virtude do seu cartoon de Serena Williams. Há quem não aceite a sua defesa de que visava apenas o mau comportamento de Serena no court e não a raça, as desculpas de que não conhecia nada sobre Jim Crow, um personagem dos palcos, o primeiro estereótipo do negro afro-americano, o branco de maquilhagem negra, uma espécie de idiota preguiçoso, a que ainda há pouco Childish Gambino fez alusão no seu videoclip This is America. (Outros se lhe seguiram, a "Mammy", o "Uncle Tom", etc. Mais recentemente, novos estereótipos: o "drug dealer", por exemplo. Outros estarão na forja.) Mark afirmou ainda que desconhecia a caricatura racista - o "coon caricature" (onde o negro era visto como um ser acriançado) ou o "sambo caricature", (onde era retratado como um leal servo) tipos de desenho de teor abertamente racista que pulularam nos EUA durante a escravatura e ...

SOMNII na Figueira da Foz: um escândalo!

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Anda a circular um video, que suscita partilhas e comentários díspares. É isto: um carro a bombar som e um jovem deitado sobre o mesmo, a celebrar a vibe do momento. Isto passa-se na av. 25 de Abril, junto da Torre do Relógio, próximo do local onde estava instalado o palco do RFM SOMNII. A pessoa que filmou, repetia a dado momento da filmagem, " Não sei se rio, se choro". Devo estar a ficar velha pois vi o video e não achei nada de mais. Não seria uma coisa normal hoje, ou amanhã, quase meados de Julho, mas era o Somnii, é expectável alguma euforia fora da norma durante os três dias que dura. O miúdo estava a curtir o som do seu carro, a estrada até estava cortada por questões de segurança, se não estou em erro. Qualquer pessoa se podia deslocar, afastar-se, há muito espaço, se se sentisse incomodada; ou então ir lá falar com ele e dizer-lhe se podia baixar o volume. É possível que ele não fosse um zombie de cérebro cozido e apenas um jovem a curtir o seu som e algum ...

Cuidado com o Facebook!

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O Facebook anda a alienar as pessoas em moldes de que nem as mesmas têm consciência. Ora façam o favor de ler esta troca de mensagens entre mim e a M. V. Um belo dia de Junho dou por mim a ser interrogada em jeito policial por esta M. V, que há coisa de um ano me pediu amizade. Segundo afirma M. V., ter-lhe-ei botado um “Like” numa qualquer coisa, em Janeiro, o que a incomodou para lá do razoável e agora vai de me perguntar por contas! Boa! Se eu já nem me consigo recordar do que almocei, vou lá saber em que publicação da M. V é que meti um “Like” em Janeiro! Desde Junho que é este romance. Isto ou é amor ou é loucura ou é amor louco. Seja o que for, não é vírus, poderá ser “pishing de afinidades” ou “graxa”! O que vos parece? M. V. - O que é isto? Se eu fosse psiquiatra não teria página no facebook. Eu - Não faço ideia daquilo a que te referes, M. V. Cuidado pois pode ser algum vírus. M. V. - A senhora ou senhor pode mostrar uma foto que a/o identifique. Ninguém lhe pede...