11 DE SETEMBRO DE 2001: como foi possível?
O tempo não pára, já se passaram seis anos. De que me lembro? De uma colega me ter apanhado no final do almoço e de me dizer, no carro, que um avião tinha embatido numa torre em Nova Iorque. Eu perguntei se tinha sido o Empire State Building, ou o Chrysler Building e ainda me lembrava de outros edifícios mas não das torres gémeas, o World Trade Center que aparecia vezes e vezes sem conta em filmes norte americanos e que não tinha o glamour dos anteriores, apenas mais altura. Ela disse-me que não, que não era esse o nome. Eu perguntei também se tinha sido um acidente e ela respondeu-me que lhe parecia que tinha sido um acto deliberado. Pela altura em que chegávamos ao trabalho, onde não havia TV, já havia videos na Internet que mostravam o avião a embater numa das torres, não me recordo se eram imagens do primeiro ou do segundo embate, e a certeza de se ter tratado de acto terrorista. Ao longo do dia o trabalho não absorveu nem a estupefacção nem a incredulidade nem o misto de alerta e...