A guerra declarada ao azul e rosa
A Guerra das Rosas foi uma guerra de dinastias que se arrastou por cerca de trinta anos, em Inglaterra. O confronto entre a família real de Lancaster, cujo brasão tem uma rosa vermelha, que detinha o poder, e a de York, que tinha no seu uma rosa branca, foi despoletado no seio de proprietários feudais ingleses, pela defesa de terras das quais se tinham visto desapossados durante a Guerra dos Cem Anos, contra a França. No fim, o rei Henrique subiu ao trono, fortalecido, e governou sobre a nobreza, disciplinada, tranquilamente. Ora, hoje temos antes a " guerra das Rosas ", se é que posso escrever nesta cor e neste modo, sem que desabe sobre mim a acusação de que estou a estereotipar as mulheres com a brincadeira! É a guerra das novas feministas das redes sociais. Há quem diga que o feminismo de hoje é nocivo, que instiga a luta dos sexos. Calma. Não, elas não questionam apenas o uso da cor azul e rosa nos brinquedos das crianças. Em cada momento da história, as reiv...