A costureira
Esta fotografia dá pano para mangas, tanta coisa que nela se pode ler e refletir. Mas fez-me, em particular, recordar um momento, lá pelos meus 13 anos, de menina prendada. Já sabia coser à máquina e decidi fazer umas calças compridas num tecido acinzentado que sobrava lá por casa. Só porque via a minha mãe costurar achei que era capaz, coisa fácil, bastava fazer e depois seguir o molde, prender com alfinetes o tecido esquivo, cortar, alinhavar, chulear e depois fazer correr o pano sob o calcanhar metálico da Oliva. Não estava era preparada para certas exigências de finalização, por exemplo, inserir o fecho de correr na abertura frontal, ou casear a casinha do botão do cinto. Já não recordo como ultrapassei esses desafios, mas antes deles, foi preciso fazer esse dito cinto. Já volteava ao espelho envergando a minha obra de costura e estudava a marcação das bainhas em cada perna quando tomei consciência de que não fazia ideia de como marcar a minha linha de cintura na peça. Talvez o mol...