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A caçada da carriça: uma tradição irlandesa

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Na Irlanda, havia uma tradição de caçar a carriça - a rainha de todas as aves -  no dia 26 de Dezembro, dia de Santo Estêvão.  Os rapazes  vestiam-se com fatos velhos cobertos de palha, tingiam as caras com pós de carvão e desfilavam com uma carriça morta pendurada num pau revestido com azevinho decorado com fitas. Dançavam, cantavam e tocavam pelas ruas, passando de casa em casa, juntando dinheiro para pagar o funeral do pássaro. Talvez seja esta a justificação para este antigo cartão de Natal. Para os Celtas e Druidas, a carriça era sagrada e somente podia ser caçada em jeito de sacrifício num único dia. Porque punha muitos ovos era vista como um símbolo de fertilidade. As penas também conferiam proteção aos pescadores e às gentes em geral. Mas depois surgiu uma lenda conta que uma bruxa atraía os homens para a morte e que para escapar se teria transformado numa ave minúscula: a carriça. Foi punida com a obrigatoriedade de aparecer um dia por ano, altura em que era pers...

Merry Capitalism and Happy New debt!

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Christmas is Coming: Porque gosto do Natal

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Não ia escrever mais sobre o Natal mas ontem dei uma pequena voltinha por blogues do Sapo e estavam mega-super-hiper natalícios. Acho que fiquei com inveja! Então resolvi escrever mais uma postagem do Desafio que a Cat criou para espalhar um pouco do espírito natalício na blogosfera. A Cat nem nos deu margem de manobra, a hipótese de não gostarmos do Natal nem se coloca, pois o tema que ela deu é: Porque gosto do Natal. Durante muito tempo dizer que não se gostava do Natal era um quase crime. Depois ocorreu o inverso: passou a ser tendência criticar o Natal com ligeireza. Tudo é motivo para detestar a chegada do "dia N". A lista é tão grande quanto se queira. Um motivo é que não se sabe quando nasceu Jesus Cristo e que festejar o nascimento a 25 se trata de uma farsa. Mas não é uma farsa. É uma mera convenção. Jesus nasceu em Dezembro, na Judeia, em Belém, mas em que dia é realmente um mistério. Dá jeito, ou não, que se tenha convencionado um dia? Podia ser de outra m...

O milagre do Natal

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Christmas is coming: Playlist Natalícia

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Este vídeo  de Driving home for Christmas  foi criado em 2009 para ajudar a  Shelter. Na lista abaixo está o video com Chris Rea, de 1988.  Com tantas canções e músicas sobre o Natal, quando pensam nisso, qual é a primeira que vos vem à cabeça? Eu é  Driving home for Christmas. A ironia é que eu nem sequer gosto de conduzir!  Aqui , Chris Rea, explica como escreveu a canção. Aquela que menos gosto, que me faz mudar de estação de rádio, ou, quem sabe, até sair de uma loja, quando comece a tocar, ahahah,  é All  I want for Christmas is you , da Mariah Carey... Esta postagem  insere-se no  Desafio  que a  Cat    criou para espalhar um pouco do espírito natalício na blogosfera.  Não sei se incluir as canções será uma boa ideia pois suscitam sentimentos diversos nas pessoas que chegam a empregar termos fortes como "ódio" ou "tortura" quando se referem a elas. Não me conto entre essas, mas reconheço qu...

Christmas is coming: Filmes para ver no Natal

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The man who invented Christmas Trailer A Cat  criou um Desafio mas eu já vou atrasada. Hoje é o dia de escrever sobre filmes de Natal . Por norma, no Natal, sempre procurei ver filmes de animação. Fazia parte, era uma espécie de ritual. Há alguns filmes populares sobre o Natal que eu nunca vi. Exemplo: Home alone ! Mas para esta lista escolhi filmes de todos os tipos, capazes de agradar na época que se aproxima mas que também podem ser vistos fora dela. Não os ordenei por critério algum.  O primeiro é uma ficção sobre Charles Dickens, o conhecido escritor inglês, que deu ao cinema bons argumentos de Natal. O filme revela como é que Dickens, em pleno bloqueio criativo e em crise financeira, criou as personagens de “Um conto de Natal”, inspirando-se em episódios da vida real à mistura com ficção. O filme não é sobre a magia do Natal, é sobre a magia do processo criativo, convidando-nos a entrar na mente e na vida de Dickens. Dan Stevens é magnifico de ver mas sou gr...

Natal em Ousilhão: máscaras, vinho e pão!

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  Caretos de Ousilhão  Máscaras e Gaiteiros da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Ousilhão E, de forma abrupta, os católicos que num dia foram convidados a adorar o Menino Jesus placidamente deitado nas palhinhas sob o olhar enlevado de todos quantos o rodeavam, são, 24 horas depois, a 26 de Dezembro, convocados a celebrar o Dia de Santo Estevão . Da natividade e do presépio passa-se para o martírio. Estampas e pintura religiosa abundante não são agora tão amáveis no tratamento deste episódio que até parece um grande spoiler , estrategicamente colocado para estragar a alegria de todos os que celebram o nascimento de Cristo: "Não esqueceis, Ele morre na Páscoa". Pintura  de Giorgio Vasari A pintura religiosa apresenta inúmeros exemplos da representação da horrível morte de Santo Estêvão por lapidação. Independentemente de sermos religiosos, ou não, é difícil ser insensível à morte de um homem que, apanhado no jogo dos falsos testemunhos, é mo...

Presépio em movimento - Figueira da Foz

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Na Rua José Nunes Medina , na Chã, Figueira da Foz, um presépio tradicional . Os moradores da casa, um casal, vieram dizer-nos, quando parámos para ver de perto, que demorou dez dias a montar e que já o fazem há muitos anos. Não ficámos a saber quantas horas terão sido necessárias para fazer os mecanismos que animam as figuras. Esses e até algumas casas, são fruto do labor de um só homem. Talvez já não seja possível fazer a conta ao total de horas de trabalho e dedicação acumuladas ao longo de anos. O presépio está na família há mais de 60 anos. São talvez 800 imagens, uma vintena de cenas animadas e algumas com água. A água faz movimentar uma azenha, a roda gira na perfeição, e, próximo, também se pode ver um burrinho à volta, conduzido por um homem: é um engenho chamado nora, que hoje raramente deverá ser encontrado a funcionar em alguma zona rural do país. Ao lado, um grupo de cavadores, de enxada na mão, amanham a terra. O barbeiro corta o cabelo a um cliente, é vizinho d...

O fantástico presépio de Natal da Maria Teresa - Marinha Grande

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Na Marinha Grande , na rua Marquês de Pombal, bem perto da Câmara Municipal, mesmo no centro da cidade, está todo o ano montado um curioso Presépio de Natal . Ocupa o que parece ter sido uma loja, digo isto pela existência de montras amplas e duas portas. Já tinha estado de nariz colado ao vidro, o ano passado, quando ao passar por ali, no verão, o vi pela primeira vez. Fiquei intrigada pela dimensão e pelas pinturas na parede. Este ano calhou passar de novo em plena época festiva e encontrei a porta aberta. Havia alguma animação no interior: várias pessoas, adultos e crianças, fotografavam as inúmeras figuras e deixavam moedas na concha de loiça do Pai Natal; outras conversavam com a simpática senhora de cabelos brancos, a D. Maria Teresa, que explicava sobre o presépio, acompanhada da jovem neta, que também respondia às questões dos visitantes mais interessados. Fiquei a saber que era a responsável pela actual colecção de 1600 peças, que já foram 2800, mas porque tem dad...

Natal no supermercado

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Cheguei há pouco do supermercado e nem vos digo os valores registados na escala de Natalli – que mede a intensidade do espírito de Natal a partir dos seus efeitos sobre as pessoas e sobre as estruturas construídas e naturais - nas filas das caixas. A habitualmente cordial operadora estava com um ar meio crispado, ainda achei que podia ser do fresco do ar condicionado, mas com tanta ginástica de braços só se estivesse morta. Muita gente em fila e com cara de poucos amigos, a esticar o pescoço que nem galinha de forma a perscrutar o volume de compras de cada um, numa ânsia desmedida de mudar para uma posição mais favorável no poleiro - por si só uma típica coreografia natalina; todos de sobrolho carregado e a lastimar-se como todos deixam tudo para a última hora, até eles mesmos - por si só um típico coro de natal. Dei a vez a uma senhora de muita idade sem ela ter implorado. Só trazia uma garrafa de vinho na mão e eu senti-me de imediato solidária, quem sabe se não seria a sua...

Boas Festas e poinsétias

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Talvez conheçam o nome Pulquéria porque o leram em algum livro de Machado de Assis, ou então associam-no à Imperatriz bizantina devota do culto mariano. A mim chegou-me pela primeira vez em conversas familiares ouvidas entre a minha mãe e avó, em criança, sobre a querida amiga Pulquéria, e marcou-me para sempre. Não vislumbrando sequer um diminutivo carinhoso de menina, jovem e senhora capaz de amparar a desafortunada no convívio com a desdita de tal escolha pela vida adiante, imaginava com horror ser nomeada assim, ter o nome bordado a azul a ponto pé-de-flor no uniforme da escola primária, ou, mais tarde, nos atoalhados de banho, ou, pior ainda, ostentá-lo na caixa de correio à porta de casa ou em placa na porta do escritório, desconhecendo por longo tempo que pulquéria, palavra com origem latina, é sinónimo de bela e bonita. Quando o descobri não fiquei todavia mais pacificada e agradeci que os meus progenitores me tenham bendito com um nome clássico e não com um que soa a puniç...

O Natal está fraco, Feliz Natal!

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O meu Natal está mesmo fraco. Não tenho cheta para comprar presentes nem futuros. Os passados estão em saldo mas os descontos não são interessantes. Estou ainda sem árvore. Não me decido. Fiz um download de um estudo de 200 páginas sobre o impacto ecológico da compra de um pinheiro natural versus o de cloreto de polivinila. Vou na página 10. E ainda nem toquei no bolo-rei. A etiqueta na embalagem tem uma lista de corantes e conservantes maior que a minha agenda de contactos telefónicos. Pensei até que fosse a receita, mas não. Trouxe antes uma broa de milho. A cadela mascou-me um post-it onde tinha anotado as boas acções para o mês de Dezembro. Andei aturadamente a tomar notas o ano inteiro para não me esquecer. Agora não sei se consigo refazer a lista assim do pé para a mão. Já ninguém escreve cartões de Natal, nem mesmo eu que até os desenho para vender, perceba-se agora porque estou sem cheta. Troquei o “Do céu caíu uma estrela” pelo “Deadpool”, o “Last Christmas” pelo “Cheap Thri...