Sobre Fatima, religião e basquetebol
A Nike lançou o hijab desportivo em 2017 Não me surpreenderia que os Portugueses que aplaudiram a sobrevivência de Malala e o seu prémio Nobel pela Paz sejam os mesmos que querem agora mandar a Fatima para o Paquistão por ela querer tapar o corpo. Apanhei com atraso a história da Fatima Habib , jovem atleta de 13 anos, que vestiu uma camisola preta, de mangas largas, por baixo do equipamento oficial de basquetebol sendo impedida pela equipa de arbitragem de jogar, e muito bem, por não estar conforme os regulamentos desportivos, no solar Algarve. Fatima é paquistanesa, professa a religião muçulmana que, como sabemos, contém preceitos que exigem recato ao sexo feminino. Vive em Tavira há quase cinco anos com os seus pais, frequenta o 9º ano e está a poucos meses de conseguir a nacionalidade portuguesa. É descrita pelo seu treinador como a melhor jogadora da equipa. Mangas largas e compridas permitem esconder protecções, que dão vantagem, ou que podem magoar os opos...