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Felicidade. Procura-se.

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Canções favoritas a vencer o Eurofestival 2018

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Andava eu pelo YT a ouvir coisas de que já ninguém se lembra e encontrei este video , um countdown das canções favoritas a vencer o Eurofestival. Acompanhem e digam de vossa justiça. Na 10ª posição, a França diz Merci mesmo antes de ter ganho, e eu já aprendi o refrão; na 9ª posição está a Fergie tal e qual como quando cantou Party People, aqui sem o Nelly mas com muitos Monsters, e representa a Finlândia; na 8ª posição, o gémeo cabeludo do Ed Sheeran é quem vai representar a Alemanha; na 7ª a Bulgária manda Ossos e a sua SIA, the greatest; na 6ª posição temos o Alexander Rybak que regressa, com o seu violino que já lhe ganhou isto uma vez, mas desta vez já não vamos na cantiga; na 5ª posição é apenas uma questão de tempo até reconhecermos a Alanis Morissette e as suas longas guedelhas; na 4ª posição temos uma espécie de Charlie Puth, em versão camelo, a pedir-nos toda a nossa atenção; na 3ª posição é a Espanha e não comento a prestação de nuestros hermanos pois eles vão ser o...

Globalização na Rua Nova dos Mercadores - O Chafariz d’El-Rey

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A relativa igualdade de Europeus e Africanos no pico do Imperialismo português é gabada num excerto de um video da BBC onde se analisa a pintura do séc. XVI, Rua Nova dos Mercadores — O Chafariz d’El-Rey, da Colecção Berardo, uma pintura a óleo e têmpera sobre madeira, - a par da globalização como fenómeno de geração portuguesa. O que releva, diz o comentador, são as pessoas que populam aquela rua junto ao Tejo, em frente ao chafariz, numa época em que se pensa que 1 em 10 pessoas eram africanas, observando-se um clima de relativa igualdade, brancos e negros representados são tanto escravos como realeza, um cavaleiro ostentando Ordem de Santiago é negro: aquela Lisboa, a Lisboa na primeira era da globalização, mais parece a capital do séc. XXI. Desde o anúncio da exposição A Lisboa no Renascimento que tenho procurado uma boa fotografia desta pintura, O Chafariz d’El-Rey, mas sem êxito. Não é nada de especial do ponto de vista artístico, ao contrário de algumas que tenho ...

O Facebook violou a minha privacidade!

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Uma empresa de consultoria política utilizou de forma indevida dados recolhidos através do Facebook com o objectivo de prever qual seria o sentido de voto dos utilizadores nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Suspeita-se que tenham tentado manipular os eleitores americanos com mensagens direccionadas em função da informação pessoal recolhida nos respectivos perfis da rede social. Era só mesmo que me faltava, saber que usaram os meus dados para dar uma forcinha ao Mr. Trampas, por quem não nutro quaisquer simpatias. Olha lá se foram usá-los para beneficiar a existência das crianças que vivem ainda em acampamentos, no Haiti, depois do terramoto de que já ninguém se lembra. Não, que aí não há dinheiro a ganhar. Para algo assim, eu até dava mais dados - o meu peso, estatura, cor dos olhos, tipo de sangue - embora sempre gostasse de saber ao que iam. A coisa não me faz perder o sono, mas o Diogo e esposa, um casal amigo, estão tão ultra-indignados com o abusado Zuckas, o escând...

Amores tristes

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É uma incrível aguarela (!) de quase 1 metro de altura e, que pena, nem sempre pode ser visitada (National Gallery of Ireland) em virtude de ser muito frágil. Evocativa de uma história de amores amaldiçoados, representa o último encontro entre dois apaixonados antes da tragédia. Adoro. Não troco este beijo têxtil pelo de Klimt. Burton inspirou-se numa balada dinamarquesa, assim: Hellelil apaixonou-se pelo principe Hildebrand, um cavaleiro, seu guardião. Quando o pai descobriu ordenou a cada um dos seus sete filhos que acabasse com a vida do desgraçado que tinha cativado o coração da sua filha. O cavaleiro não era desajeitado de mãos e com espada afiada limpou o sebo a seis dos sete irmãos da catraia. Hellelil intercedeu pelo sétimo que restava, o mais novo, único consolo que agora restaria para a pobre mãe. Hildrebrand, decerto um coração mole que ainda não tinha tido tempo para ver e aprender umas coisas com A Guerra dos Tronos, cedeu, mas logo sucumbiu às feridas infligidas. Não ...

Bustos de Cristiano Ronaldo para todos os gostos!

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March for our Lives - 24 de Março de 2018

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Haveria muito para dizer mas estou sem tempo agora. Eis um sumário em forma de fotografia. Desconheço o autor.

The cult of Done Manifesto - O Manifesto de Fazer Coisas

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Bre Pettis e Kio Stark realizaram um manifesto com 13 ideias para ajudar a fazer as coisas andar naqueles momentos em não há ou há pouca inspiração e desatamos a arrancar os cabelos. É assim, em tradução muito livre: 1. Existem três estados do ser. Não saber, agir e fazer coisas. 2. Aceite que tudo é um rascunho. Isso ajuda a fazer coisas. 3. Não existe estágio de edição. 4. Fingir que você sabe o que está a fazer é quase igual a saber o que está a fazer. Então aceite que você sabe o que está fazer, mesmo que não saiba. E faça! 5. Bana a procrastinação. Se você espera mais que uma semana para ter uma ideia que funcione, abandone-a. 6. O momento de ficar pronto não é o de finalizar, apenas significa ter outras coisas para fazer. 7. Uma vez feito, pode abandonar isso. 8. Ria da perfeição. Ela é aborrecida e um impedimento a fazer coisas. 9. Pessoas sem mãos sujas estão erradas. Fazer coisas é estar certo. 10. Fracassos contam como coisas feitas. Então cometa erros. 11. De...

O preconceito contra tatuagens ainda é muito forte

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O regulamento do hospital de Cascais já anda nas bocas do mundo e bastou uma olhadela nos comentários para ler mimos como este: "Não me estou a ver ser tratado por um/uma loucos com tatuagens e pircings." Ora, a minha cabeleireira tem tatuagens visíveis e quando ligo a marcar peço para ser atendida pela menina das tatuagens. Porquê? Porque ela é uma excelente profissional: atenciosa, sabe conversar e faz ao meu cabelo exactamente o que é preciso. A primeira vez que me atendeu comentei favoravelmente as tatuagens, que eram bonitas e estavam bem feitas. Ela confidenciou-me a supresa de ter alguém a elogiar-lhas, já que o que sucedia era o inverso. Sempre apreciei a arte da tatuagem desde que as descobri, há muito tempo, nos filmes japoneses. De então para cá tornaram-se muito comuns mas são ainda um tabu, muitas vezes um efectivo obstáculo à contratação laboral e ao relacionamento profissional e até pessoal. Que as considerem inestéticas é algo que consigo entender completame...

Garraidas em Coimbra passaram à história

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Apanhada na censura do Facebook!

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E pumbas! Na sequência da publicação das glândulas mamárias do pangolim fêmea, e em troca bem humorada de comentários, publiquei as glândulas mamárias da Madonna, de mão dada com o Jean-Paul Gautier, a desfilar na passerelle, uma coisa velha de uns oito anos. Mas o que te deu hoje para pisar o risco, Belinha, sua grande doida? Não sabes já o que te espera? A reprovação do Facebook chegou na forma deste aviso, que me pede para remover todas as fotografias que contenham nudez, de forma a manter a minha conta activa. Ora, as mamas da Madonna não valem realmente a perda da minha conta. Afinal todas temos mamas. Todos os animais mamíferos as têm. Até o ornitorrinco tem mamas mesmo se põe ovo. Mas para algumas mentes perturbadas e bafientas as mamas são um par de coisas terríveis, quer sejam as da exibicionista da Madonna, quer sejam as da recatada mãe que amamenta um bebé. As mamas são capazes de levar à perda das contas do Facebook, quase me atreveria a compará-las a ogivas nucleares, c...

A garraiada é uma tradição fofinha, sim?

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Carrega Coimbra. Ah, grande estudantada. Um referendo! Já parecem aqueles estudantes da escola americana de Parkland a lutarem por causas. Estou comovida, até se me chegou uma lágrima ao canto do olho a ver este papel. Também fui estudante em Coimbra: é uma coisa que nos marca como um ferrete. E atão desde que me veio à mão este papelote, uma fotocópia do areal da praia da Figueira da Foz com estudantada espojada, e umas letrecas, que fiquei de olhos embaciados de ternura. Antes ou durante ou depois, no dia da garraiada na praça de touros da Figueira da Foz, os estudantes que vieram de Coimbra na CP em comboios especiais, vão para a praia curar os copos a mais e/ou as marradas que levaram: é uma tradição a praia encher-se de corvos bêbedos. É uma espécie de Sunset mas muito menos concorrido e colorido. Ocorreu-me entretanto que isto da garraiada é uma coisa só de machos! E andam os estudantes a pedir que se juntem a esta causa por uma Universidade para todos? Universidade e Div...

Traumatismos e depressões

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A Mariana encontrou o Andriy na farmácia, já era quase hora de jantar. Andriy estava a comprar Ben-u-ron e Benzitrat. Interessada, ela quis saber quem estava doente lá em casa e ele contou que o filho tinha dado uma queda e partido uma perna. Estava em repouso, depois da vinda do hospital, pois tinha feito também um traumatismo craniano. Andriy veio para Portugal ainda antes da independência da Ucrânia e fala a língua portuguesa de forma quase confiante. Tem um pequeno restaurante onde a Mariana vai com frequência e tratam-se com grande familiaridade. No regresso a casa a Mariana cruzou-se com o João nas bombas de gasolina. Almoçam quase sempre no restaurante do Andriy, preferido por ser perto da Câmara Municipal, onde trabalham na seccção urbanística. Ela mantém com ele um romancelho de fim-de-semana quando calha e julga que ninguém sabe, a não ser toda a gente que trabalha na Câmara Municipal. Vê lá tu que o filho do ucraniano arranjou um traumatismo craniano e partiu uma perna...

Para Cristas as touradas são uma espécie de bailado

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Video Queria só deixar explícito que não apoio o bailado das touradas, nem garraiadas académicas, nem macacadas estudantis de qualquer género em nome da tradição, situações onde vulgarmente se abuse do mais fraco porque é um animal, em nome deste ou daquele argumento, a praxe secular, a tradição, a cultura, a inclusão estudantil, a camaradagem, o divertimento, a preparação para o futuro. Argumentos cada vez mais questionáveis que são já foco de debate em muitas Universidades onde começa a tornar-se relevante a necessidade de revisão e actualização das tradicionais praxes humilhatórias a caloiros, não inocentemente chamados de animais, práticas muitas vezes atentatórias até de direitos humanos, em nome da dignidade quer dos novos estudantes que chegam às academias, quer dos que os recebem. A entrada na Universidade, com a carga simbólica que também lhe está associada, de etapa maior na aquisição de um conhecimento específico, de crescimento intelectual, devia ser igualmente acomp...

Dia Internacional da Mulher 2018

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Dia 8, hoje, dia de luta com raiz nas jornadas de mulheres que no início do séc.XX, dos EUA à Europa, aspiravam a condições de trabalho dignas, sufrágio universal, entre outros direitos, em suma, à prática efectiva de um princípio de igualdade entre homens e mulheres. E então a CM do Pedrogão promove um workshop de beleza e algum Facebook reage, indignado, ao workshop e respectivo cartaz, onde tudo incomoda, o apoio institucional, a futilidade da oferta associada a esta data, o rosinha das fontes e a boneca de lacinho. Sem esquecer que, para muita gente, nos dias que correm, mulher que é mulher tem mesmo é que andar de cara lavada. Maquilhagem é coisa superflua, opressiva, capitalista. Uma mulher de cara limpa é segura de si, empoderada, as outras, coitadas, umas servas da vaidade, belas adormecidas à espera do seu príncipe, em perene vassalagem a padrões ditadores de beleza. Aquelas apontam o dedo crítico a estas e estas, agastadas umas, indiferentes outras, já se inscreveram em...

Pedro Passos Coelho Professor de Economia e a States

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A States está à venda Olha a States onde eu ia recuperar a alegria de viver depois de conviver com o Adam Smith, o papá do liberalismo económico, e outros da sua laia. À altura, quaisquer pensadores económicos me produziam cãibras mentais, preferia de longe os filósofos do Direito. A discoteca States era onde eu ia desempenar o esqueleto e espairecer das preleções teóricas do Prof. Doutor Avelãs Nunes. Ele era o docente da cadeira de Economia Política, 1º ano da Faculdade. Para quem não sabe, Avelãs é um importante intelectual marxista, autor de reflexões maduras sobre capitalismo, Direito, globalização e neoliberalismo, um peso-pesado do meio académico, o seu curriculum vitae deve agora ser tão extenso como as sebentas por onde estudávamos. Algures guardo o seu livro Uma introdução à Economia Política, que ele recitou ao longo do semestre. Aí se aborda o pensamento característico do mercantilismo, os meandros da fisiocracia, a “escola clássica” (Adam Smith, David Ricardo,...

Corvos, ratos e gaios semeadores

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Foto de Luc Viatour Belgium, Brussels,  visitem o site do fotógrafo. Vi um video (entretanto removido) onde um corvo que remexia meio papo seco com o bico no chão de cimento parecia repartir uma porção que tinha removido do seu interior com um ratito saído da vegetação próxima. A legenda incutia em nós essa mesma conclusão: Crow shares food with tiny rat , ou coisa semelhante. O rato tinha feito uma ou duas aproximações destemidas ao corvo e ao guloso alimento e recuado sempre para a segurança da folhagem, junto ao passeio. Os corvos são omnívoros e os ratos fazem parte da sua alimentação. O corvo observava o roedor e o seu esconderijo de forma interessada, talvez hesitante entre largar o pão e dar-lhe caça, mais vale um pedaço de pão na mão, que dois a voar. A dada altura vemos que leva no bico um pedaço de pão que retira do miolo e que o coloca junto do lancil, cobrindo-o com uma ou duas folhas secas. O roedor apressa-se a sumir do cenário perante o avanço do corvo na sua d...

Festival da Canção RTP 2018

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Já não ia escrever nada sobre o Festival da Canção, águas passadas, hoje já ninguém fala disso. Apenas ontem acabei de ouvir a primeira leva de canções. O efeito Salvador fez com que este ano as atenções se voltassem de novo para um Festival que estava bem longe da vista e do coração dos portugueses. Ninguém mais tinha nem tempo nem ouvidos disponíveis, talvez apenas os mais saudosistas, alguns particulares amantes da música portuguesa espalhados pelo mundo e os que, longe do país, nele encontravam um suporte emotivo para o seu patriotismo e saudade. De acordo com algumas opiniões que li o público ficou desapontado. Não sei se eu fiquei desapontada. Não há ali canções que me encham as medidas auditivas nem o coração mas gostei de algumas. Mas e quantas canções é que me enchem as medidas ao longo do ano? Portuguesas ou não? Ah, pois é. Cada vez menos. O que não compreendo é como num formato em que um compositor escolhe o intérprete se fizeram escolhas que não valorizam ou que até...

As natas do MC Somsen

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N o fim-de-semana vi uma postagem do MC Somsen onde ele partilhava que uma Ana se tinha apropriado de umas suas fotos com pastéis de nata dando a entender que as tinha fotografado, colocado a legenda divertida e eventualmente comido as natas, na Praia Grande. Ora, talvez o MC não tivesse o botão de partilha de postagens activo. Mas a Ana, se mais educada, podia ter pedido emprestado ao MC aquele momento saboroso:” Ó MC, posso servir-me das tuas natas para acrescentar alguma doçura à minha vida virtual que é tão amarga e deslambida?” Tenho a certeza que o MC teria condescendido. Mas não. Como era obviamente uma questão de vida ou de morte, a Ana nem lhe ocorreu pedir. O tempo urgia. Aos primeiros suores, tremores e quebra de forças, a Ana gamou as natas para assim evitar a quebra de tensão. Ou, mais apropriadamente, a quebra de atenção. Ninguém gosta de perder a atenção dos outros por muito tempo, aqui, no Facebook. Além disso, pedir dá o seu trabalho, demora. Gamar é o melhor reméd...

Uma canção gira: o papa-capim

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Ouvir aqui. Ele deu um pulinho tava bem nervosinho o papa-capim Preso numa gaiola de uma escola, que vida ruim, tadim… O menino olhou, quando viu perguntou: "o que é isso aqui?"  É muita crueldade tirar a liberdade de um bichinho assim, é o fim.  Passarinho, se tem asa então é pra voar  A gaiola nunca foi seu ninho, é na natureza o seu lar  Vai bichinho, quem se diz dono do teu cantar  Ignora que Deus te criou, e te deu o céu pra viajar