30/09/12

Receita chinesa de Porco com Molho Agridoce



Hoje foi o aniversário da minha irmã e ela convidou-me para almoçar. Eu fotografei a preparação do Porco com Molho Agridoce, um dos mais populares pratos da cozinha chinesa, e anotei como se faz. É realmente simples de preparar. Acompanha-se com arroz branco. Nesta fotografia vemos o polme já pronto e o teste da colher. Na seguinte a carne de porco temperada pronta a ser mergulhada no polme.


Ingredientes para preparar o Polme


1/3 chávena de farinha

1/3 chávena de farinha Maizena

(se usarmos só esta a capa dos pedacinhos de porco fica dura)

1 ovo batido levemente

1 colher de sopa de óleo vegetal

Água morna - usar a necessária


Como fazer o Polme

Juntar as duas farinhas, bater o ovo com o óleo e juntar às farinhas. Juntar água morna para que o polme não fique nem muito grosso nem líquido e ajustar. Como perceber: deve escorrer lentamente pelas costas da colher. Depois deitar a carne cortada aos cubos no polme e envolver tudo. A carne foi previamente temperada com sal, pimenta, molho de soja e Maizena que a torna mais macia. Quando se fritar os cubinhos o óleo deve estar bem quente e os cubinhos devem ficar dourados.Devem colocar-se os cubinhos já fritos em papel absorvente para largar o excesso de óleo.


Ingredientes para a Carne


500 gr de lombo de porco cortado em cubos
Pimenta q.b
Sal q.b
Molho de soja q.b.
Maizena q.b.

Ingredientes para o Molho


1 pimentão verde grande
2 rodelas de ananás
1 cebola grande
1 tomate não muito maduro
Meio copo de açucar
2 colheres de sopa de Maizena
2 colheres de sopa de molho de tomate
1 colher de chá de molho de soja
1/3 do suco da lata de rodelas de ananás
1/4 copo de vinagre(de arroz, usar com cuidado pois é muito forte;).

Deve ser colocado com cuidado e ir provando pois depende do gosto de cada um.
Nesta foto podemos ver o molho antes de levar os pedacinhos de ananás cortados em triângulos. A quantidade de molho pode ser maior ou menor, a pessoa decide como gosta mais. Também já pode comprar o molho agridoce pronto o que torna a receita mais rápida de preparar. Na foto seguinte, vemos os "verdinhos"a refogar em lume alto.
Como se faz o Molho Agridoce? 


Numa caçarola mistura-se o açucar, o vinagre, o suco da lata de ananás, o molho de soja, o ketchup. Leva-se ao lume brando. Misturar de seguida a Maizena com água e adicionar ao molho, mexendo sempre até ver que o molho está encorpado. Ferver durante um minuto. Depois junta-se os pedacinhos de ananás a este molho.



Numa frigideira colocam-se três colheres do óleo de fritar a carne. Escolha uma frigideira bem grande pois os cubinhos de carne têm de caber nela com o molho agridoce. Corta-se a cebola em pétalas, o tomate e o pimento em tiras e fritam em lume forte por breves minutos. Junta-se o molho e por fim os cubos de carne. Envolve-se tudo ainda no lume, que se baixou, e está pronto a servir. E eis o resultado final!

29/09/12

O mundo segundo Monsanto - documentário



Le monde selon Monsanto,(2008) é um documentário francês de Marie Monique Robin, realizadora e jornalista, sobre a multinacional americana Monsanto, desde sua origem em 1910 até à sua afirmação no mundo como a maior produtora industrial de sementes. O mundo segundo Monsanto também é um livro sobre a investigação conduzida ao longo de três anos e em três continentes, já traduzido em mais de 11 línguas. Marie Monique Robin ganhou o prémio norueguês Rachel Carson Prize de 2009 dedicado a mulheres defensoras do meio ambiente.
Este inquietante filme de 108 minutos segue o percurso de investigação da jornalista e é mas oportuno do que nunca no momento em que nos Estados Unidos se assiste à luta da população para a aprovação da Prop 37 de que vos falei em anterior postagem. A etiquetagem é interdita nos EUA e isso deriva justamente do "princípio legal da equivalência de substância" - é explicado no video - que não considera haver diferença substancial entre uma planta convencional e uma geneticamente modificada.O governo dos EUA não criou uma lei nova para os OGM - a sua decisão foi política e não científica. Decidiu que alimentos naturais e transgénicos eram iguais e que os OGM seguiriam os mesmos normativos. "Os EUA são líderes em biotecnologia e querem manter-se assim," diz o vice-presidente Dan Quayle, na ocasião. O documentário refere a enorme promiscuidade entre membros do Governo, magistrados e a Monsanto e a forma como esta beneficiou da política de não-regulamentação das Administrações. Afirma ainda que a FDA mente ao planeta desde 1992. A história de Monsanto é, portanto, feita de relatórios científicos falsos, conivência com o Governo americano, tentativas de corrupção de membros de outros governos, nomeadamente do Canadá, perseguição de técnicos e cientistas - ficamos a saber que a Monsanto levou Tony Blair a facilitar a entrada de transgénicos na Grã-Bretanha e uma equipa de cientistas foi despedida e desacreditada.

A empresa tem milhares de empregados, um volume de negócios monstruoso, está presente em mais de 40 países e os seus produtos invadiram os mercados de todo o mundo. No início foram os PCBs,fluido de segurança para isolar e resfriar equipamentos elétricos pesados. Em Anniston, no Alabama, registaram-se mortes em virtude dos resíduos tóxicos, água envenenada que corria a céu aberto. "Não podemos perder 1 dólar que seja no negócio", lê-se num documento entretanto tornado público. As pessoas testam o nível de PCB no sangue como quem testa colesterol! Os PCB estão no ar, na água. Causam cancro, as mulheres de Anniston geram crianças com QI diminuido. Depois, herbicidas nomeadamente o Agente Laranja utilizado durante a Guerra do Vietname. A Monsanto falsificou estudos sobre o efeito da dioxina que faz parte do agente laranja e 40 anos depois, as pessoas continuam a ser afectadas por disfunções genéticas quer no Vietname, quer os soldados americanos que lá estiveram e foram expostos. Mais: hormonas de crescimento bovino, destinadas a fazer aumentar a produção de leite nas vacas.Há histórias de ameaças a um veterinário.Finalmente um jornalista revela documentos que mencionam alterações fisiológicas nos animais. As vacas desenvolvem mastites, há pus e antibiótico no leite e substâncias nocivas, cancerígenas, mas a Monsanto não quer saber nem das vacas nem dos consumidores.

A Monsanto quer cultivar o mundo à sua imagem. A Monsanto apresenta-se hoje como uma empresa de "ciências da vida", pioneira da biotecnologia, está na vanguarda da comercialização de sementes geneticamente modificadas, projetadas para resistir à pulverização do herbicida Roundup, o mais vendido no mundo. O Roundup poupa tempo e trabalho ao agricultor que já não precisa de contratar pessoas para limparem os campos das ervas. No início a Monsanto dizia que era biodegradável e isso estava no rótulo. Mas depois foi obrigada a remover essa indicação enganosa. Estudos mostraram que torna as células instáveis, o mesmo é dizer que abre caminho para o cancro. Esconderam isso do mundo para poderem avançar com a investigação biotecnológica.

Ao criar algo novo, uma planta transgénica, a Monsanto regista uma patente e ganha direitos de propriedade sobre essa planta. Então os agricultores assinam contratos obrigando-se a não guardarem parte da colheita para semente. Quando há suspeita de que o fizeram, são perseguidos pela Monsanto e instalou-se o medo do vizinho e da denúncia anónima entre a classe, que a Monsanto instiga. A Monsanto comprou empresas de sementes convencionais no mundo inteiro e a opinião de muitos é a de que ela quer controlar o mercado das sementes na sua totalidade, o mesmo é dizer, controlar a alimentação, logo a população. Em países em via de desenvolvimento é fácil fazer promessas de benefícios, por exemplo, utilização de menor quantidade de herbicida, o que na prática se revelou um fiasco. Na Índia a Monsanto invadiu o mercado com as suas sementes, as convencionais são mais caras e difíceis de encontrar. Mas, pior, surgiu uma praga nas culturas transgénicas, nunca vista, que alastrou às plantas convencionais. No México, considerado o santuário do milho, com mais de 150 variedades, que crescem fantasticamente desde há anos, sem adubos nem herbicidas, o pior sucedeu já - a contaminação transgénica. Houve cruzamento das plantas em virtude do pólen ser facilmente transportado pelo vento de umas para outras, e, pior ainda, proveniente de cultivo acidental.Isto representa uma ameaça para o milho local e para a própria sobrevivência do milho no mundo. No Paraguai o Governo acabou por validar a presença dos transgénicos que entraram no país contrabandeados e agora os agricultores são forçados a pagar royalties à Monsanto. O que dizem é que a monocultura transgénica elimina os pequenos agricultores, asfixia e destrói a biodiversidade, traz morte, doença. As pessoas deixam os campos e vão para as cidades. O que a Monsanto quer é a implementação de uma agricultura sem agricultor.

A Monsanto quer ser perspectivada como uma organização humanitária capaz de salvar as pessoas da miséria com a sua tecnologia revolucionária. Este documentário desmonta a falácia de Monsanto divulgando documentos, expondo vítimas, interpelando cientistas, representantes da sociedade civil, advogados, políticos, representantes da Food and Drug Administration ou da Environmental Protection Agency.

O responsáveis da Monsanto recusaram ser entrevistados mas posteriormente responderam ponto por ponto às críticas colocadas dizendo que neste projecto a jornalista "lança ataques contra a empresa e a biotecnologia e repete alegações que há muito tempo já foram descartadas por cientistas internacionais de renome" ou que o "documentário foi realizado por aqueles que não apoiam a biotecnologia agrícola e têm um esquema para desacreditar a tecnologia e aqueles envolvidos com o seu desenvolvimento ". Acrescentam, entre outros argumentos, que " A intenção (da jornalista e dos seus esforços) é classificar a Monsanto como uma empresa negativa e tenta abranger muitos problemas com a finalidade de confundir o público." Depois de ter visto o documentário eu cá não fiquei confusa, aliás, pareceu-me tudo muito bem explicado. Eu não estou contra uma tecnologia que é, sem dúvida, revolucionária. Estou contra a falta de rigor no controlo da segurança dos seus resultados e o facto da Monsanto querer introduzir no mercado os seus produtos a todo o custo, recorrendo a todos os esquemas possíveis.

Quais serão dos dados da sua actuação em 2012? Acessando ao site da empresa do Missouri encontrei um dos seus videos promocionais. No Relatório Anual de 2011 lê-se como a empresa está imparável, inscrita no Ranking das 10 empresas mais inovadoras do mundo, com forte implantação no Brasil - para este país desenvolveu o Intacta RR2 PRO e Roundup Ready 2 Yield especialmente adaptados à geografia e necessidades locais - e na Argentina.

Já este mês de Setembro foi publicado na revista internacional Food and Chemical Toxicology um estudo sobre milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos muito graves - os ratos alimentados com milho e água com Roundup viveram menos tempo, desenvolveram tumores e falhas em diversos orgãos. O milho da multinacional Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup produzido pela mesma foi considerado seguro e autorizado para a alimentação humana pela Comissão Europeia em 2005, tem circulado na Europa livremente.

Relembrando o que a Monsanto escreveu em relação ao Roundup na resposta ao documentário de Marie Monique Robin:

Roundup® - Os herbicidas agrícolas Roundup® são o carro chefe da área de negócios de defensivos agrícolas da Monsanto. As propriedades dos herbicidas agrícolas Roundup e de outros produtos que têm como base o glifosato podem ser usadas como parte de um programa de controle de ervas daninhas ambientalmente responsável e se encaixam na visão de agricultura sustentável e proteção ao meio ambiente. O Roundup® tem mais de trinta anos de história de uso seguro. Alguns ativistas já fizeram testes científicos falsos para desafiar este grande recorde de segurança - nenhuma dessas acusações teve qualquer mérito quando expostas aos altos níveis exigidos de detalhamento científico. Agências regulatórias do mundo inteiro já concluíram que os herbicidas a base de glifosato não apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente, quando aplicados corretamente, conforme as instruções técnicas descritas no rótulo.

28/09/12

O que é soja transgénica?

Artigo de Lígia Calapez e Sofia Vilarigues
Ozono - Revista de Ecologia, Sociedade e Conservação da Natureza
Nº 3 Dezembro 2000


Talvez tenham estranhado nas minhas anteriores postagens eu ter-me referido à embalagem e aos rótulos da soja e dos chás que comprei, e no caso destes até com desconfiança quanto ao produto que guardavam. Infelizmente nos tempos actuais quando a tendência devia ser a da confiança do consumidor nos avanços da ciência e na fiscalização da sua segurança, o que cada vez mais temos de fazer é estar alerta. Quando eu andava no liceu e a minha avó cozinhava proteína de soja texturizada para nós. Supostamente não haveria nada de suspeito nos nacos de soja que estavam no pacote nem razão para desconfiar. Nessa altura a soja era um alimento saudável e intocado. Mas em 1999 já nesta revista OZONO se afirmava que os nacos de soja da Salutem são transgénicos. A soja foi entretanto manipulada geneticamente e hoje a maioria da soja que se vende é de origem transgénica. Ora eu, quando escolhi o pacote da Salutem, pensava que estava a escolher soja limpa, de contrário, pensava eu, a origem transgénica devia estar assinalada no rótulo. Já se passaram muitos anos sobre aquela peça escrita. No site da Salutem escrevem:

Estes critérios (preocupações sociais e ambientais) estão presentes em: Produtos: I.e D. permanente quer na qualidade quer nos benefícios para a saúde dos alimentos Salutem. Critérios rigorosos quanto á origem das matérias-primas, excluindo produções agrícolas de organismos geneticamente modificados (OGMs) e preferindo, sempre que possível, as de regime biológico. Rastreabilidade total.

Infelizmente fiquei na dúvida. Vejam abaixo o caso chocante da cadeia Whole Foods, nos EUA. Se o que esse video mostra for verdade, essa cadeia há décadas que anda a enganar os consumidores. Como poderemos efectivamente confiar? A lógica do lucro subverte todos os valores e os tempos estão para desconfiar mais do que outra coisa. Resolvi enviar um email à Salutem:

Exmos. Srs.

Aquiri um pacote de nacos de soja da vossa marca. Ontem encontrei na internet referência a um estudo da Protest e do Jornal Expresso onde se diz que este produto é soja transgénica. Apesar de já se terem passado anos sobre a publicação desta notícia, eu e os leitores do meu blogue gostávamos de saber se ela é ou não transgénica. Sei que no vosso site dizem pontuar a vossa actuação por critérios de responsabilidade social e ambiental, mas mesmo assim gostava de obter um esclarecimento, uma vez que até têm um serviço de atendimento ao consumidor.

Aceitem os meus cumprimentos.

A Salutem respondeu:


Boa tarde, 

Desde já agradecemos o Vosso contato e a preferência dada aos nossos produtos.
Relativamente à questão que nos coloca informamos que nenhum dos produtos fabricados/comercializados pela Salutem é de origem ou tem na sua composição organismos geneticamente modificados. Assim, a Protisoja Nacos não é originária de soja transgénica.
Com os melhores cumprimentos,Ana Silvestre Departamento de Qualidade


Em primeiro lugar, o que são Organismos Geneticamente Modificados, os OGM ou transgénicos? OGM são seres vivos - plantas, animais, microrganismos - que foram sujeitos a maniulações, os genes, isto é moléculas DNA são tirados de um organismo e alterados. Depois são colocados noutro organismo. Este adquire novas potencialidades e transmite-as aos seguintes. O DNA tem informação hereditária como devem saber.

Os transgénicos surgiram na década de 70, ainda são uma relativa novidade mas já são um grande negócio. São também uma grande ideia como o foram os CFCs, os clorofluorcarbonetos, até se descobrir o seu impacto na atmosfera. Propulsor, (gás usado em sprays), expansor de plásticos, e como refrigerante em sistemas de frio, aparelhos de ar condicionado acabou por se revelar um enorme buraco, esse, o do ozono.Nos últimos meses as dúvidas transformaram-se em protestos agitados à medida que foram sendo publicados mais alguns estudos pouco abonatórios. O meu Facebook encheu-se de postagens de norte-americanos contra a multinacional MONSANTO, a empresa que controla o mercado das sementes nos EUA, convencionais e transgénicas. A Monsanto parece ter apostado em envenenar o mundo e fazer dinheiro à custa disso. Veja esse site, Occupy Monsanto ou leia 10 factos que deve saber sobre Monsanto, nem que seja apenas os títulos, se nunca ouviu falar sobre Monsanto. Os EUA e o Brasil são os dois países com maior área dedicada ao cultivo de transgénicos. Cada vez é menos pacífico que os transgénicos sejam seguros - as pessoas reclamam transparência. Alguns agricultores estão já a abandonar o cultivo porque o herbicida deixou de fazer efeito. Quando eles compram as sementes modificadas, ficam obrigados a usar o herbicida da Monsanto. As pragas já aprenderam a resistir, estão mais fortes e isso tem obrigado ao aumento do uso do herbicida. Nessas áreas também se tem assistido ao desaparecimento de muitos insectos benéficos.

A criação de novas variantes de um vegetal são demoradas, ao menos valha-nos isso ou já estaríamos rodeados delas! E é um processo caro. Ao contrário do que acontece na agricultura convencional em que se cruzam indivíduos de espécies próximas para apurar qualidades, através da engenharia genética os cientistas podem dar-se ao luxo de inventar, de criar algo novo, misturando especies. A ideia não me agrada, lembro-me logo do filme A MOSCA, de Cronenberg. Transgénico é uma criação do homem, não da Natureza. A Natureza tem sabedoria, o homem tem ousadia e estupidez natural q.b. para transformar qualquer paraíso num inferno, sobretudo se perspectivar possibilidade de lucrar com isso. Isto da engenharia genética é uma roleta, a imprevisibilidade é grande: como vão estes seres geneticamente modificados evoluir, como vão adaptar-se, como vão interagir com o mundo que as rodeia, os outros seres? Coelhos que se alimentem de plantas transgénicas e que sejam comido por lobos, que impacto terá isso sobre o organismo do lobo? Como não tenho uma boa formação em ciência acho perigoso embora pareça fantástico e uma revolução capaz de minorar a fome no mundo, por exemplo.

Ora bem, a soja é nem mais nem menos, o produto transgénico mais produzido a nível mundial, a seguir vem o milho. Mesmo assim, a maioria da agricultura mundial não é transgénica. A questão essencial que se agiganta pelo mundo fora é decidirmos agora se queremos que essa quota venha a crescer ou a ser reduzida. Temos de começar a pensar nessa questão e estar atentos à informação que se vai acumulando. Não devemos ser velhos do Restelo mas também devemos pensar nas lições do passado- o DDT, o agente laranja.

O que significa afinal em termos práticos ser transgénico? Significa, no caso da soja, que a planta é por natureza resistente a um herbicida e então o agricultor pode aplicá-lo de forma prática e mata a praga sem danificar a planta. Isto parece uma evolução de truz, não é? Outra variante são plantas que segregam elas mesmas o herbicida ou o pesticida, um veneno qualquer, e quando as pragas atacam elas defendem-se sem intervenção do agricultor. Outras vezes as plantas podem ter as características de dois organismos juntos. Portugal emparceirou com a Espanha, República Checa, Eslováquia e Roménia no cultivo transgénico - temos uma pequena experiência transgénica de 7724 hectares dedicados ao milho, em Monforte, milho da Monsanto, pois claro. Os Governos Regionais mandaram os transgénicos à fava sem hesitar. Bem vistas as coisas, 7000 hectares é pouco, parece que podemos ficar tranquilos e ir ver A Casa dos Segredos ou o jogo do Benfica. Mas eu não tenho simpatia pela experiência até porque o vento pode levar o pólen e este milho cruzar com o tradicional. Se eu não gosto da ideia de consumir transgénicos é fácil, dirão vocês, não compro soja e estou safo. Errado. A soja está presente em muita da nossa alimentação mesmo que não andemos a brincar aos vegetarianos, como eu andei ao longo destas duas semanas. Os transgénicos entram em Portugal por via da importação à tonelada e estão presentes em muitos produtos que consumimos sem alarido, carne, peixe, leite, ovos. Pensem que já hoje andaram transgénicos a circular no vosso organismo e vocês nem sabiam. Se isso não mexer muito convosco, pensem que a papa láctea que deram ao vosso bebé também pode conter mistela transgénica. Que tal a sensação?

Supostamente os alimentos transgénicos estão rotulados, pelo menos é o que a União Europeia manda fazer através do Regulamento 1830/2003 sobre rotulagem de transgénicos e de alimentos ou rações produzidos a partir de transgénicos. Toca a procurar a expressão GENETICAMENTE MODIFICADA algures nas letras miudinhas dos ingredientes dos cereais do pequeno almoço! Mas, já agora, no caso do frango alimentado com ração ou milho transgénico ou daquele bife de novilho que comprou ontem, será que isso também aparece algures? Nestes casos parece que não, a lei não obriga a que apareça! Dá para entender? Não, não dá. O que fazer? Não comer? Começar a consumir produtos de origem biológica? A que custo? Mudar para o campo e começar a cultivar o quintal e a alimentar criação? Para já muitos alimentos estão fora da alçada dos transgénicos mas há pedidos para que a maravilha da manipulação genética se estenda a outros seres vegetais ou animais.É um caminho que parece fantasticamente perigoso. Mais uma vez, A MOSCA, de David Cronenberg esvoaça diante dos meus olhos. Viva o admirável mundo novo. Ou será antes viva o admirável mundo morto?

Para saber mais sobre transgénicos e poder tomar uma posição, consulte o link para o Centro Documental da Plataforma STOPOGM, de onde retirei alguns dos factos que descrevi.

Se tiver tempo e curiosidade, veja o video sobre o escândalo da Whole Foods - quem aceder a este link anterior parece que entrou no paraíso da comida saudável. A empresa americana com sede em Austin está bem cotada em termos de responsabilidade social e para com o ambiente, tudo parece perfeito. Mas afinal parece que a realidade é bem diferente a avaliar pelo video que se segue. A Whole Foods é uma cadeia de lojas que supostamente venderia apenas produtos de origem biológica, naturais, seguros. Infelizmente vende produtos geneticamente manipulados e lucra milhões. O video desvenda porque é que ela não apoia a Prop 37...

Na Califórnia, em Novembro, vai haver uma votação que poderá fazer história. As pessoas estão a pedir que os alimentos geneticamente manipulados sejam devidamente rotulados. A dado ponto do video refere-se que na Europa há rotulagem obrigatória. Como se viu pelo caso que mencionei, a rotulagem de nada serve se não for efectivamente observada e fiscalizado o seu incumprimento. Mas sem dúvida que é o caminho a seguir e daí este grande movimento da população e dos produtores biológicos que enfrentam o poder económico das multinacionais como a Monsanto que estão a financiar a campanha contra a Proposição 37! Realmente é caso para perguntar: se os transgénicos são seguros, porquê a omissão nos rótulos? Não seria uma mais-valia para os produtos?

A Proposição 37 é uma proposta que vai a votos em Novembro e que, se passar, irá ajudar os consumidores a fazer escolhas informadas sobre o que comem. Escrito com a colaboração ampla de grupos ligados à alimentação, indústria, ciência, leis e especialistas em saúde, a Prop 37 (Lei para a transparência sobre alimentos geneticamente manipulados da Califórnia ) exige rótulos claros que permitam aos consumidores saber se os alimentos são geneticamente modificados, exacatamente como já se faz para valores nutritivos, ingredientes e outra informação relevante para os consumidores.

Chá verde faz emagrecer?



Como já devem saber por esta altura, ando, desde o dia 15 de Setembro, a experimentar uma alimentação um pouco diferente da que sigo habitualmente. As duas semanas têm passado rapidamente e no dia 30 a experiência termina, e calha até bem pois é o aniversário da minha irmã e, possivelmente, irei comer carne ou peixe e encerrar este teste.

Hoje vou escrever um pouco sobre o chá verde. Habitualmente, durante o Inverno, todas as noites eu bebo uma caneca de chá - tília, cidreira, camomila, etc. É um hábito antigo. Há anos que ando a ouvir falar do chá verde mas na hora de comprar eu escolho sempre os outros. Então, pois é, finalmente experimentei o chá verde, duas marcas diferentes e até tive um pequeno problema com ele - não sabia, tomei-o à noite, e perdi o sono. Eu que até já andava melhor das minhas insónias...baha!

Uma coisa que queria mudar na minha rotina diária é a ingestão de líquidos. A hidratação do corpo é essencial para o seu bom funcionamento geral e eliminação de toxinas. Eu quase não bebo água. Não gosto e nem no Verão eu tenho sede. Os líquidos que ingiro vêm da fruta que como e da sopa. Também não gosto de refrigerantes, nem com bolhinhas nem sem bolhinhas, e também não morro de amores por sumos pré-embalados, com excepção do Compal de pêra, e penso que tal se deva ao facto de ter bebido muitos na infância. À refeição eu aprecio um bom vinho ou cerveja, mas nem sempre, pois há pratos que não puxam pela bebida e dias há em que não me apetece mesmo, nem um copo nem meio copo. Também gosto de sumo de laranja com a refeição.

Pensei então começar a beber chá a meio da manhã, a meio da tarde e à noite. O chá verde tem vindo a invadir as prateleiras dos supermercados e a propaganda em torno do mesmo é imensa. Posso apresentar-vos duas marcas que experimentei.

MARCA DIESE: tem 95% de chá verde -Camellia sinensis - e 5% de Ginseng também e eu achei uma boa ideia pois sei que este último é revitalizante. Informam que o chá tem propriedades antioxidantes e aconselham 1 saqueta para 2-3 chávenas diárias. Sugerem ainda que se junte leite, açucar ou uma rodela de limão se o desejarmos, podendo ser bebido quente ou frio. A caixa é bonitinha mas as saquetas interiores deixam um pouco a desejar. Mas pior do que isso é que o chá tem pouco aroma, pouco sabor e um travo de fundo, ligeiro, amargo. Ora, eu gosto de beber chá em primeiro lugar porque porque é agradável, depois porque é benéfico, de alguma forma, ao organismo. Fiquei de descartar esta marca até porque acabarei por optar por comprar o chá em folhas - esta embalagem de 10 saquetas custa 1,29 euros.

MARCA CEM POR CENTO - Produtos naturais: tem 100% de chá verde. A embalagem é mais vistosa, remetendo para as origens do uso do chá verde, a China. Dão ênfase às propriedades depurativas, desintoxicantes e antioxidantes do chá. Aconselham 5-6 chávenas (até 1,5l de ingestão diária, no total), a primeira, morna, em jejum, e as outras entre as refeições. Se as pessoas tiverem insónias não devem beber chá verde após as 17 horas - ora aí está, esta embalagem diz expressamente conter cafeína. O chá não deve ferver ou ficará amargo. Usar 1 saqueta por chávena durante 3 minutos. Aconselham a combinação com cidreira, hortelã, camomila, erva doce e o mel para adoçar. As saquetas interiores são de plástico e têm um bom design. Cada embalagem custa 0,96 euros. Gostei mais desta marca, o chá é saboroso e aromático, não lhe encontrei travo amargo e tomei simples. Todavia irei optar antes pela erva em saca - o que vem nos saquinhos de chá? As folhas ou também os talos? Como vamos saber? Penso que o que devemos consumir sejam as folhas. Estarei a ser muito ruim por desconfiar?!

Uma das coisas que mais se diz sobre o chá verde é que ele faz emagrecer. Eu desconfio sempre de substâncias que fazem emagrecer. Para mim só uma substância faz realmente emagrecer e chama-se fome. Passar fome faz sempre emagrecer!! Em contrapartida há muitas substâncias que fazem engordar, demasiadas até!! A partir dos 40 anos o metabolismo desacelera e eu já sinto os efeitos. Isso e o facto de trabalhar à secretária a maior parte do tempo vão transformar a Belinha numa bolinha em curto prazo!!Junte-se o meu sono alterado dos últimos meses e a pouca vontade de fazer exercício físico!!

Fiz uma pesquisa na internet e parece que sim, que a ingestão de chá verde tem algum impacto na redução de peso. Ele parece acelerar o metabolismo. Além disso também estudos diversos apontam também benefícios para a pele em virtude das altas concentrações de antioxidantes, mais potentes que os carotenos e as vitaminas C e E, e também para o coração pela diminuição do mau colesterol. Tudo isso pode ou não ser verdade mas é uma motivação extra para beber mais água e hidratar melhor o corpo. É fácil preparar o chá pela manhã, colocar num termo e beber ao longo do dia. Ou até ideal para fazer uma pausa entre o trabalho e esticar as pernas. Tudo passa por disciplina e educação de hábitos. Li também que é aconselhável pedir conselho ao médico se a pessoa estiver a tomar medicação. Por isso, deixo aqui esse alerta. Se já forem adeptas - ou adeptos - do chá verde, aceito opiniões!

27/09/12

Cozinhar cubos de soja é muito fácil




Olá amigos e amigas! Preparar soja afinal foi mais simples do que pensava. O resultado final foi satisfatório e de facto assemelha-se a carne, quer à vista, quer na textura. Tive visitas para o almoço - a minha irmã. Ela aprovou e acabou por levar uma dose para casa. Não segui a receita de que vos falei na postagem anterior, Preparar cubos de soja, pois à última da hora reparei que me faltavam ingredientes chave: os cogumelos! Portanto esta receita é mais de soja com soja. Mas, surpresa: ela absorve os sabores.

Assim que a soja contactou com a água cresceu imenso - usei a chávena que mostro na imagem como medida. Deitou um cheiro quase a carne frita, verdade, que se espalhou pela casa. Não consegui tirar-lhe bem a água, acho que usar um espremedor dará melhor resultado. Ela escapava-se da minha mão, é escorregadia q.b. Não tinha molho de soja - tive de compensar com o sal marinho, mas nem sequer usei muito. Também usei pimenta e salsa, como se dizia na receita, vinagre e um golo de azeite para amaciar. Coloquei pimentão para dar mais cor. Quando provei depois de estar ao lume achei que uma pitada de açucar ia bem e juntei. Não tinha muita polpa de tomate para juntar e a soja bebeu a quase total quantidade que juntei que não deverá ter excedido uma chávena. A soja não esteve 30 minutos no lume, talvez apenas 20 minutos pois tínhamos pressa.
Limitei-me a cozer esparguete e a servir junto, com muitas azeitonas. Acompanhei com um copo de vinho tinto. Fácil e muito saudável, come-se sem qualquer espécie de sacrifício, podem experimentar, sobretudo receitas mais compostas do que esta, que foi sobretudo uma experiência de improviso!



Aqui, a soja está ao lume a largar a espuma.



Duas chávenas de soja resultaram nesta taça.



A soja temperada ficou a marinar 20 minutos.
Chegou para receber o tempero e depois o lume apurou o gosto.

26/09/12

Televisão: Segurança nacional foi a vencedora dos Emmy




No último domingo houve cerimónia de entrega dos prémios Emmy, os primos do Oscares do cinema. Com alguma evolução na escrita e realização para TV ou, retrocesso criativo na escrita e realização para cinema, onde se repetem as fórmulas de sucesso até à exaustão, de há uns tempos a esta parte surgiram propostas de entretenimento muito interessantes e diversificadas no pequeno ecrã. Os Emmy deixaram de ser considerados parente pobre do entretenimento e toda a gente começou a dar-lhe maior atenção, até eu, que, de uma forma geral não vejo assim tanta TV e que rapidamente me canso da maioria das séries. Para mim, cinéfila inveterada, nada se compara a um bom filme, mesmo que seja visto no pequeno ecrã por questões de economia ou porque, às vezes, a TV é ainda uma forma de ver cinema que não passa no multiplex ou em mais parte alguma próxima de mim. Se a RTP2 terminar, acreditem que vou sentir falta de algum cinema que passava e que nos outros canais nunca está acessível. Verdade, eu não posso estar a comprar DVD para colecionar, não ganho para isso, além de que colecionar DVD é um desperdício, faz parte de uma lógica consumista que coloquei de parte. Com tanto filme de que gosto essa coleção esgotaria meus recursos e espaço de arrumação num ápice!! Eu sei pois ainda comprei muita cassete video. E para quê? Quantas vezes vi cada uma? Não faz sentido. Por cada filme comprado, há pelo menos mais 10 que nunca vi. A criação e acesso fácil a um banco de filmes virtuais é algo que eu defenderia com unhas e dentes. Mas um banco variado e representativo, não um banco comercial destinado a fazer dinheiro.

Mas deixando de parte congeminações futuristas e voltando ao presente, no Domingo acabou a hegemonia de quatro anos vitoriosos da série Mad Men. Eu nunca vi Mad Men de fio a pavio, apenas episódios e não por ordem. Do mesmo produtor e argumentista da espectacular The Sopranos's, Mad Men é uma saga sobre a vida dos publicitários dos anos 60, um retrato impecável da sociedade, das relações pessoais e laborais americanas e, em suma, a história de como se vendia o sonho americano, tudo brilhantemente reconstituído ao detalhe. Muita qualidade, portanto, e, por isso mesmo, uma série que a batesse mereceria de imediato a minha atenção.

  Segurança nacional - Homeland foi consagrada na primeira temporada e isso é um feito assinalável. Daí também ter sido a vencedora maior desta edição. Não sei se terá sido uma vitória justa ou se apenas havia um desejo de algo novo, uma inversão de rumo. Conseguiu o galardão de Melhor série dramática e Argumento, e os protagonistas Damien Lewis e Claire Danes receberam os prémios de Melhor Actor e Actriz. E já tinha recebido prémios técnicos, ou seja, seis prémios. Também não vi todos os episódios de Homeland, que a Fox até anda a passar em oportuna revisão. Nos últimos meses não tenho tido tempo livre e prefiro ver filmes do que prender-me a horários. Mas não me tinha passado despercebido que o ponto de partida desta série era, desde logo, interessante, Homeland é um thriller sobre um americano recém-libertado do Iraque, Brody Nick (Damian Lewis), onde passou anos como prisioneiro do inimigo. Carrie Mathison (Claire Danes), é uma agente secreta da CIA. Quando estava no Iraque, undercover, uma fonte moribunda revelou ao seu ouvido que o prisioneiro de guerra americano milagrosamente resgatado tinha passado para o lado do mal. Recebido na América como um herói, será que ele é, de facto, um terrorista em potência?

Só agora descobri que Homeland se baseia numa série israelita, Hatufim - Prisioneiros de guerra, pois em virtude da vitória nos Emmy voltou a ser assunto do dia no seu geral e em alguns detalhes. Procurei o trailler de Hatufim e, de facto, parece consistente. Não seria interessante podermos ver Hatufim na TV? Os americanos, sempre com olho para o bom negócio, acharam decerto que era mais fácil inspirarem-se nela, venderem a sua história e fazerem dinheiro. E nós embarcamos.

  
Algo que me tinha chamado também a atenção quando Segurança nacional - Homeland foi anunciada foi a presença do nome de Howard Gordon na adaptação e realização. O senhor foi argumentista e produtor executivo de 24. E aqui eu tenho de confessar que era tão viciada na série 24 que cheguei, por duas vezes, a ver todos os episódios de enfiada, quando passaram durante o fim-de-semana na RTP2. Uma maratona de 24 horas, confirmo que ao fim de umas horas o prazer se tinha transformado em sacrifício e perto do fim eu ansiava por fazer forward e chegar à última hora mais depressa! 24 era o que era, uma série que só um estúdio norte-americano poderia produzir, um produto americano típico, como o foram filmes de índios e cowboys. De duas uma, ou alinhávamos na brincadeira ou não, se sim, Jack Bauer era entretenimento garantido, com as suas sete vidas e soluções radicais. O show não era realista, penso que isso era evidente, mas era diabólico na forma como nos prendia ao sofá. Desde logo suspeitei que Homeland pudesse ser assim, um desenrolar igualmente tenso e diabólico, bastava que o argumento fosse tratado com pés assentes na realidade e seria uma série mais adulta e talvez excelente. De facto, nos episódios que vi, lá estava a tal atmosfera de medo e imprevisibilidade que apreciava em 24. Já que não vi a 1ª temporada de Segurança nacional na íntegra, é possível que me predisponha a ver a 2ª, cuja estreia vai já acontecer no próximo mês, na Fox.


25/09/12

Como preparar soja em cubos com cogumelos e molho de tomate


Comprei soja em cubos. Há anos e anos que não como nada feito com ela. Também não sabia como se preparava pois quando comia era a minha avó quem cozinhava. O pacote de soja PROTISOJA - proteína de soja texturizada - custou 1,99 euros e são 400gr. É da Salutem. Penso que dará 4 porções individuais, mas não tenho a certeza. A embalagem tem um rótulo muito informativo. Diz que soja tem alto teor em proteínas, vitaminas e minerais, baixo teor em gorduras, alto teor em fibras e muito baixo teor de sal. Diz que a PST - proteína de soja texturizada - se apresenta como uma saudável alternativa à proteína de origem animal enquanto fonte de aminoácidos. Também refere que é útil na composição de pratos vegetarianos ou noutros, isto é, podemos diminuir a porção de carne que ingerimos se juntarmos soja a estes últimos. O prato fica mais saudável e mais económico. Penso que é um conselho a não descurar.Resta saber como é que fica em termos de paladar. Para pessoas mais exigentes talvez a soja não seja opção, mas não há como testar, não é? Como forma de preparo apenas diz para demolhar durante 1-2 horas e depois utilizar. Mas não foram essas as indicações que eu encontrei pela internet fora. Podem ver o video acima mas eu resumo:

1º É preciso hidratar os cubinhos de soja. Para fazer isso, coloca-se uma panela com água ao lume e assim quer estiver a ferver deita-se a soja para dentro dela e deixa-se aí durante 10 minutos. Ela vai largar uma espuma branca e a água vai ficar amarelada. De acordo com o cozinheiro do video, se não se fizer isso ela não perde o "gosto a papelão". Ao fim de 10 minutos, a soja cresceu também um pouquinho, tira-se a soja do lume e escorre-se, lavando em água corrente e fria. Também li algures sobre a importância desse choque térmico. De seguida espremem-se bem os cubinhos para sacar o máximo de água. Há quem faça isso à mão ou use um espremedor manual daqueles que se usam para fazer puré de batata.

2º É preciso marinar a soja em temperos.A soja está pronta para receber os temperos. A soja aceita quaisquer temperos de que a gente goste e isso é muito interessante pois significa que se pode adaptar a qualquer tipo de cozinha e paladar. Assim, cebola, alho, sal, molho de soja, oregãos, pimenta do reino, etc, tudo o que a gente usa pode continuar a usar. Também é importante pensar em temperos para dar cor à soja como o pimentão, por exemplo. Azeite ou óleo vegetal, se adicionados, vão tornar a soja mais macia. Depois de adicionados os temperos podemos usar as mãos para ajudar à integração dos mesmos. O tempo que ela precisa de ficar a marinar é relativo. Esse cozinheiro diz que no mínimo 20 minutos antes de cozinhar, mas vi outras pessoas que deixam a soja assim, no frigorífico, de um dia para o outro. Também li que vão ser precisas mais quantidades de tempero para a soja do que aquelas que usamos em carne e peixe mas penso que isso só experimentando é que se acerta.

Depois desses ensinamentos vou preparar a soja seguindo esta receita que junta tomate e cogumelos.

150g de cubos de soja
500g de cogumelos brancos (ou outros de que goste)
2 cebolas médias
3 dentes de alho

Azeite qb
1 folha de louro
Molho de soja, a gosto
2 colheres de sopa de cidra/vinagre de maçã
Salsa qb
Sal qb
Pimenta preta qb
Água, acabada de ferver
300 ml de polpa de tomate

Hidratar a soja numa taça com água durante uma hora. Lavar e cortar os cogumelos em fatias.
Picar as cebolas e os alhos. Refogar a cebola e os alhos num tacho, juntamente com a folha de louro, até a cebola ficar translúcida. Juntar a soja escorrida, o molho de soja e o vinagre e envolver tudo muito bem. Deixar 10 minutos em fogo brando. Introduzir os temperos: salsa, sal e pimenta preta. Juntar a água quente e a polpa de tomate, colocar a tampa no tacho e deixar ao lume cerca de 20 minutos. Se a água se gastar, acrescentar mais água. Provar e rectificar os temperos, se necessário.

Janelle Monae na capa da revista Covergirl Cosmetics

Video, aqui

Janelle Monae é um talento. As revistas de música (e de moda) chamaram-lhe diva e visionária. Monae já andava pelos territórios da música há uns anos mas eu só reparei nela quando saiu The ArchAndroid. Estava numa qualquer lista de melhores discos do ano. Quando o ano se aproxima do fim - estou quase a fazer isso novamente - eu tenho a mania de espreitar essas listas e ouvir o que os outros andaram ouvindo. Nos últimos tempos não consigo manter-me a par das novidades e na TV e radio FM o que se ouve é sempre o mesmo, não necessariamente o melhor ou o mais divertido ou o que mais se adequa ao meu gosto. Juntamente com os CD dos The Wild Beasts, as canções de Janelle não mais saíram do meu computador e leitor de MP3. O primeiro single do álbum, Tightrope, com Big Boi dos Outkast, é revelador do seu compromisso com o que verdadeiramente importa - a música. O video ThightRope mostra uma Janelle petite e eléctrica, de casaco e calça preta, sapato de biqueira branca, movendo os pés freneticamente. As suas letras e canções ora agitam o nosso corpo e o nosso espírito ora nos embalam até aos confins do universo. O tom épico do CD talvez desagrade a quem não tenha paciência para escutar bandas sonoras de filmes. Por vezes é mesmo isso que o disco parece, uma banda sonora etérea, mas também dramática, por vezes psicadélica, um trabalho grandioso, apoiando-se em orquestras, em sonoridades funk e R&B, e na voz fantástica de Janelle, para nos contar histórias de amor e liberdade e encher de contentamento. E agora, Janelle é o rosto da Covergirl Cosmetics. Antes dela, Ellen Degeneres, Taylor Swift, Queen Latifah, Pink, Rhianna, ou Tyra Banks. Com 26 anos, esta jovem de Kansas City, Janelle tem-nos habituado a uma imagem clean e sóbria, acompanhada duma beleza sem artifícios. Nos concertos Janelle contagia com a sua entrega e enorme energia, nas entrevistas, brilha a sua intuição e discurso inteligente. Para mim é uma artista perfeita. Agora é também uma Covergirl!

E pode ser que o Outono nos traga um novo disco de Janelle Monae. Segundo algumas notícias de Agosto ele vai intitular-se The Electric Lady e a canção que lhe dá o nome já é conhecida, foi apresentada no Toronto Jazz Festival, em Junho! The ArchAndroid saíu em 2010, já é mais do que tempo de podermos desfrutar do talento desta talentosa mulher que entretanto conseguiu também um êxito mais comercial com a banda FUN, We are young...


24/09/12

Ajuda para as Colónias e Matilhas da Dosinda




Não conheço a Dosinda Mota pessoalmente. Ela vive em Rio Tinto, no Porto, e é aí que tem uma papelaria que se chama O Lápis, é um negócio novo que a Dosinda começou em Junho para fazer face ao desemprego em que se encontrava. Cruzei-me com ela online e agora, para mim, é uma amiga. 

Como alguns de vós talvez saibam, o Davis, o cão do meu sobrinho, adoeceu em Abril passado e viemos a descobrir que precisava de uma cirurgia tão cara que era impossível de realizar. Decidi então pedir ajuda na internet para ajudar a minha irmã a pagar a cirurgia. A Dosinda foi uma das pessoas que nos ajudou - reuniu peças de artesanato e organizou um leilão no Facebook, entregou-nos mais de 60 euros, ao que me lembro. Sem nunca termos falado, sem nunca ter visto o Davis, o nosso shar pei. Infelizmente, e depois de uma recuperação promissora, em Agosto formos forçadas a adormecer o Davis pois ele desenvolveu uma nova lesão na coluna, que rapidamente o colocou em grande sofrimento que não conseguíamos controlar. 

Se já antes desta situação eu e a minha irmã ajudávamos alguns animais, mais agora nos sentimos na obrigação de continuar a contribuir na medida do que podermos e soubermos. É isso que aqui eu peço constantemente quando faço apelos:

1.Não é preciso ser rico para dispensar alguns euros e contribuir para salvar a vida de um cão ou de um gatinho. Sózinhos nada conseguimos fazer, mas, se ajudarmos pessoas como a Dosinda, em equipa com elas, ajudamos cães e gatos a viver e a encontrarem lares, a serem felizes e a tornarem mais felizes as pessoas que lhes dão abrigo.

2. Se de todo em todo não podermos dar dinheiro, talvez possamos então reencaminhar os apelos para amigos e conhecidos ou mesmo estranhos. Os blogues, o twitter, o email e o facebook são excelentes ferramentas para isso. Ajudar a divulgar tem tanto mérito quanto contribuir com dinheiro, trabalho ou bens.

Gostava que as pessoas entendessem isto - divulgar é, só por si, cansativo, ocupa o nosso tempo e pode até ser desmotivante pois o retorno é quase sempre magro, é mesmo grão a grão que se vai conseguindo encher o papo. O processo é demorado e só se consegue reunir donativos com muita perseverança. Mas consegue-se e é isso que é preciso não esquecer.

Os animais são inocentes, estão na rua, expostos a perigos diversos em virtude da irresponsabilidade dos seus donos - que não quiseram esterilizar, por exemplo, ou que não mediram que as pequenas bolas de pelo crescem ou até porque a sua vida mudou e eles deixaram se ser bem vindos no lar, tornando-se um fardo, os motivos para o abandono e negligência são vários. Talvez pense que eles se defendem sózinhos, que se adaptam. Isso não é verdade. Eles ficam vulneráveis, podem ser maltratados e acabarão por morrer, de fome, frio, doença, envenenados, atropelados.

Hoje o meu apelo é, pois, para que ajudem as Colónias e Matilhas da Dosinda Mota, em Rio Tinto. Esta página do facebook existe para ajudar Colónias e Matilhas de animais necessitados. A Dosinda alimenta uma colónia de gatos em Rio Tinto, está a esterilizar os animais e a reencaminhá-los para adopção sempre que possível. Todo o dinheiro angariado reverte a 100% a favor de animais necessitados.

Desta vez ela tem um caso grave em mãos, uma gatinha bebé e doente que alguém lhe veio entregar.Cada pacote de Royal Canin Baby Cat custa 5.50 euros e há também medicação que a gatinha está a tomar para ser paga.

A vida não está fácil para ninguém, pessoas e animais passam actualmente por enormes privações. Mas ser solidário custa mesmo pouco. Basta 1 euro, porque não? Grão a grão...lembra-se do que disse acima? Acredite que 1 euro faz a diferença. Faça algo por estes animais desprotegidos, vai ver que se vai sentir bem consigo próprio. Experimente!Se quiser ajudar, tome nota:

NIB :0035 0695 0002 0979 6002 1

Banco: Caixa Geral de Depósitos

Titular: Dosinda Mota

Visite a página Colónias e Matilhas, faça um LIKE. De tempos a tempos a Dosinda organiza leilões, uma boa forma de ajudar os animais é licitar uma peça.

23/09/12

Desabafos de fim de Verão: apanhem a caca dos cães, seus porcos!





E já estamos no Outono. Este ano não tive oportunidade de ir à praia senão em Setembro e estava a contar com mais algumas boas tardes de sol e banhos, como a de ontem, até ao fim do mês...mas, nada feito. Às duas da manhã chovia contra a vidraça e havia relâmpagos e trovoada. Pior do que isso,há pouco fui ao site da meteorologia e esta semana que aí vem trás chuva, vento e temperaturas máximas baixas e mínimas ainda mais baixas. Estou mesmo aborrecida. A minha toalha de praia ainda está na corda da roupa, a t-shirt e o bikini, a saca aguarda no chão da varanda juntamente com as sandálias. Mas não acredito que volte à praia. O ano passado o Verão esticou-se pelo Outono até mais não, este ano resolveu cumprir o calendário, não lhe devem ter pago horas extraordinárias, parece que a austeridade atingiu a minha estação do ano favorita. Que porra. Se tivesse dinheiro era agora que me metia num avião e voava para outro hemisfério. Além do meu cérebro precisar desta evasão, o meu corpo também reclama por mais algum calor, as baterias ainda não estão carregadas para aturar o macambúzio do Inverno.

Como devem imaginar a praia está quase vazia e como é grande ainda parece mais vazia. Para mim, é-me igual. Sou pequena, arranjo sempre um espacinho.Os nadadores salvadores desapareceram, assim como as demais estruturas de apoio aos banhistas, incluindo as passadeiras de madeira que tanto jeito dão para calcorrear o areal mais facilmente. Ainda passa um vendedor de bolas de berlim e de gelados da Olá mas parece que já nem se esforça muito por apregoar o que tem para vender. Junto ao mar sucedem-se os pescadores. De vez em quando lá sacam um peixito ao mar. Ainda há jovens e adultos junto à orla marinha, em especial estrangeiros, a desfrutar da natureza. Não pude deixar de reparar neste casal que fotografei. Estavam num chapéu de sol junto a mim e tinham consigo um pequeno cão. Sou a favor dos cães nas praias, sou é contra pessoas que não sabem que devem observar certas regras quando levam os animais para as praias. Este casal teve sempre o cãozinho preso pela trela e revezaram-se a tomar banho, primeiro ela foi ao mar e ele ficou com o cão, depois ele. De seguida prenderam-no no chapéu de sol. O bicho era sossegado e aninhou-se e dormiu. Não sei em que é que este animal me importunou e acho que este casal prefere ter o seu animal de estimação consigo do que deixá-lo em casa. Considero certo que assim seja e daí não concordar com o veto de animais na praia. 

Como em quase tudo o que respeita a animais de estimação, o comportamento do animal depende da atitude dos seus donos. Este ano também vi o filme do costume mesmo se nem dez vezes fui à praia - os banhistas levam o cão, deixam-no completamente à vontade e ele faz do areal defecatório, anda por ali, marca onde quer, mete-se com toda a gente. Há quem goste de focinhos, há quem não goste e está no seu direito. Pior do que lambidelas são os presentes. Se os donos apanham os cocós na relva, na praia também os deveriam apanhar. Mas não. Ficam por lá para eu cagar os pés quando os pisar. Está mal. Todos os anos escrevo a mesma coisa. Fartei-me de elogiar a limpeza da praia da Rocha, no Algarve, mas não há equipa de limpeza que aguente se as pessoas não fizerem a sua parte.O areal da praia de Buarcos estava imundo de cocós e lixo no início de Setembro, agora está pior. Acaba oficialmente a época balnear e até parece que há licença para estrumar a areia. Pena que o tempo me tenha trocado as voltas e, possivelmente, tenha acabado ontem a minha curta época de banhos, ou eu ainda iria à praia mais uma meia dúzia de vezes a serpentear pela areia para me desviar das porcarias visíveis. A sério que defendo que, quer nas praias, quer nos jardins, fossem criadas zonas específicas - nas praias para pessoas com cães, nos jardins e parques, para as pessoas levarem os seus cães. É escusado pensar que isto vá mudar, esta malta amiga dos animais parece sofrer toda de problemas de coluna - não conseguem dobrar as costas e chegar ao chão com as pontas dos dedos. Sei que é muito desagradável apanhar a caca dos canídeos, umas vezes mais do que outras. Mas pergunto-me o que fariam estes donos de canídeos a alguém que andasse por aí a defecar nas praias, nos jardins e nos passeios. É preciso outro argumento? Então porque é que não percebem de uma vez por toda que deixar a caca do cão no meu caminho não é bonito? É preciso um curso, porra? Ou é preciso um polícia a passar multas para finalmente perceberem o óbvio?

No momento em que escrevo está um solinho tímido e nem há vento, mas o céu está azul acinzentado. Dizem que a esperança é a última coisa a morrer, mas contra factos não há argumentos- é Outono, começou a contagem para o próximo Verão e eu estou com uma neura que nem posso!

22/09/12

Cinema: Pots, pans and other solutions


"Na Islândia, o primeiro país europeu a acordar num crash económico, as pessoas ganharam a consciência de que podiam e deviam intervir na sociedade, e começaram a exigir mais participação democrática. Referendou-se o pagamento das dívidas dos bancos pelos cidadãos. O governo foi obrigado a eleger e financiar um Conselho para elaborar uma nova constituição: é um grupo de cidadãos – sem políticos, advogados ou professores universitários abriram o processo à participação de todos os interessados e conseguiram aprovar por consenso a proposta de um novo texto. Na Islândia de hoje, os cidadãos estão organizados em associações e têm propostas concretas para uma sociedade onde todos possam participar. Vamos conhecer a Islândia que não se fala nos media."


Título: Pots, Pans and other solutions
Realização: Miguel Marques
Montagem: Miguel Marques, Yolanda Rienderhoff
Música - Bruno Carreira – LIGHTS ON(E)
Duração: 64’

O site do documentário! Lá se pode ler que, se quiser e tiver possibilidade, pode "pagar o seu bilhete" e assim ajudar a equipa a continuar o seu trabalho. Este documentário pode (e deve) ser exibido em locais públicos. Se quiser, pode requisitar um poster do filme por correio electrónico. Pode fazê-lo por transferência bancária de uma quantia entre 1 e 5 € para a seguinte conta:






IBAN: PT50 0035 0549 0005 4403 9005 4






NIB: 0035 0549 0005 4403 9005 4







Pots, pans and other solutions está também disponível em DVD. Se o pretender adquirir envie um email para potspans2012@gmail.com indicando o seu nome, morada e prova de transferência bancária de 10€ (Europa) ou 12€ (resto do mundo) que servirão para cobrir despesas.





12/09/12

A comunicação integrada veio para ficar




Uma abordagem integrada na publicidade tem consequências positivas a três níveis- para a marca, para a reputação da própria agência que procura criar valor para uma marca com a sua acção, e para o consumidor. Quem ignorar isso está morto. Os tempos mudaram e nem sequer foi ontem. A novidade já é velha, mas ainda há quem ande distraído. Quem não perceber isto não vai sobreviver à competição. Os consumidores já intuíram a mudança. Hoje em dia quem é que ainda não deu por si a ignorar as campanhas a que nos habituamos durante anos? Quantas páginas de uma revista ou de um jornal terá de ocupar uma campanha para nos fazer prestar atenção? O que terá de mostrar? Quão bom terá de ser o copy? Isso já não chega para que nos detenhamos.

O zapping que fazemos quando gravamos um programa de TV permite-nos ignorar os anúncios a que antigamente não podíamos escapar, a não ser, claro, que levantássemos o rabo do sofá e fôssemos até ao WC ou ao frigorífico buscar um snack! Ainda assim existem momentos cruciais em a que a TV continua a ter um enorme peso na veiculação da mensagem publicitária - por ocasião de jogos de futebol ou outros espectáculos de massas, a entrega dos Óscares, a passagem de ano, as empresas continuam a lutar por esses minutos que valem ouro pois sabem que os potenciais consumidores estão de olho no ecrã.

Mas a internet mudou o panorama da publicidade completamente e hoje nenhuma agência ignora o poder da social media. As marcas tiveram de repensar a sua forma de comunicar e colocar as pessoas no centro das suas campanhas- já não se faz campanha para elas, faz-se campanha com elas. A publicidade é personalizada e integrada. O consumidor é mais do que nunca um agente que tem parte na acção. E a acção tem lugar em toda a linha. Não basta uma ideia, é preciso uma grande ideia. O consumidor está mais envolvido no processo, tem mais informação, maior poder de decisão mas também perde o interesse rapidamente tal é a avalanche de novidade a que está sujeito. Uma grande ideia é aquela que além de interessar o consumidor lhe permite perceber o ganho de valor intrínseco. Ao perceber isso o consumidor vai partilhá-la com os amigos. A grande ideia percorre todos os canais de media, usa uma mesma linguagem, e para que tudo esteja sincronizado é preciso que a agência funcione como um navegador - está atenta do princípio ao fim do processo, certifica-se que todos os canais estejam ao serviço da grande ideia, avalia antes, durante e depois da campanha.

O objectivo da publicidade integrada é que as experiências publicitárias se tornem memoráveis em si mesmas e não apenas em termos de mensagem de marketing. Isso vai transformar uma marca numa marca que o consumidor preza, com a qual cria um laço emocional e afectivo. Este video é sobre este conceito e é um grande trabalho de comunicação e animação. Vale a pena ver.

10/09/12

Vote na Igreja da Madalena -concurso El Mejor Rincón de Espana

A Igreja da Madalena alcançou a disputa final no concurso El Mejor Rincón de Espana e agora, até 26 de Setembro, é preciso votar todos os dias para que seja eleita o melhor recanto de Espanha! Eis o link!




La mejor embajadora de Portugal en España

A melhor embaixatriz de Portugal em Espanha!

É agora... ou será tarde!

Ontem tivemos 11 horas para tentar evitar a eliminação da Igreja manuelina da Madalena do concurso El Mejor Rincón de Espana. Eram precisos mais 450 novos votantes!
Uma aventura bonita em que tanta gente se envolveu - a fase de apuramento, os quartos de final, as meias finais...Até às 23 horas provámos do que somos capazes! Vamos rumo à final! E, já agora, leituras elucidativas sobre Olivença e a Igreja da Madalena:

1.Em Olivença «o português pertence ao mais profundo da nossa cultura»

2. Olivença. o património português do outro lado do Guadiana

2. Igreja da Madalena, uma das criações artísticas mais elevadas e desconhecidas da cultura portuguesa

09/09/12

À caça de receitas vegetarianas pela internet



Até ao fim de Setembro não vou comer mais carne nem peixe. Vai ser uma experiência de 15 dias. Vou manter o ovo e o leite, este, em especial, porque o leite de soja é bastante caro, não me parece estar enganada quanto a isso. Mas na minha próxima visita ao supermercado vou investigar!! E também para não ser uma mudança demasiado radical. Assim, ando na internet à procura de sites que ofereçam receitas vegetarianas, sites ou blogues portugueses, escritos por pessoas que vivam em Portugal e que se abasteçam nos supermercados portugueses. Se souberem de algum especialmente bom, indiquem-mo, por favor!! O primeiro site que encontrei foi Receitas Vegetarianas e pareceu-me bastante arrumadinho, escrito com clareza e agradável. Também gostei de Vegan Outreach, mas está em inglês.

Não me apetece partir numa cruzada por novos ingredientes, até porque não vivo no Porto ou em Lisboa, e não sei o que haverá no supermercado. Mas sei que existem alguns que são tradicionais dos pratos vegetarianos e espero que não seja difícil encontrá-los. A este nível vou ter de investigar!! Há muitos anos eu e a minha avó comíamos "carne de soja" e gostávamos bastante. É um óptimo substituto da carne, muito proteico e rico em fibra. Mas como éramos as únicas na família a gostar disso, esse ingrediente saíu da despensa e nunca mais entrou...está na hora de lhe abrir a porta de novo!! Acho, todavia, que não é preciso entrar em stress pois em muitos dias já é habitual eu não comer nem carne nem peixe. Deixar a carne não me aflige nada, já que existem muitas que não aprecio ou aprecio muito pouco. No entanto, deixar de comer peixinho é algo que me está a causar alguma dúvida pois eu adoro tudo o que vem do mar, algas incluidas! Além disso, o peixe é uma maravilha para cozinhar, sai sempre bem, até de forma mais simples, grelhado, cozido...Como é que vou conseguir viver sem peixe?!

Algo em que tenho de investir é na aprendizagem dos temperos a usar. Uma vez li que a cozinha portuguesa não evoluiu, que parámos no uso dos mesmos temperos, especiarias e ervas aromáticas, apesar de nos termos especializado há muitos séculos no transporte de especiarias para a Europa! E, claro, sendo eu uma pessoa que foge da cozinha como o diabo da cruz, não devem faltar coisas para descobrir, acho que vou ter de investigar um pouco pois na minha ideia as receitas vegetarianas necessitam de variedade!

Uma das minhas preocupações é se, seguindo um regime vegetariano, eu irei ganhar mais peso. Não sou ingénua, ser vegetariano não é um passaporte automático para a dieta equilibrada. Continua lá tudo com excepção de carne e peixe!! Não posso engordar mais, isso eu sei. Estou com peso a mais e estou numa idade em que perder peso não é pêra doce. Outra das minhas preocupações é não gastar mais dinheiro com esta alteração de hábitos alimentares. Qual será o peso de um regime mais verde na balança do meu orçamento?

Vão ser apenas 15 dias e depois se verá. Aceitam-se dicas, comentários, opiniões, tudo o que possa ser útil a uma vegetariana em potência!

Obrigada Ro por mencionares a quinoa , já fui procurar informação sobre este grão que em 2013 vai ter um ano dedicado a si! Também já sei onde se pode comprar a quinoa , e até como se prepara:

Conselhos de utilização da quinoa - cerca de 60 a 80g por pessoa. Lavar os grãos. Cozer em 2 vezes o seu volume de água, durante 10 minutos até que o gérmen branco se separe do grão. Tapar e deixar crescer fora do lume. Servir quente como acompanhamento ou frio em saladas. Desde há mais de 5000 anos, que os índios da região do Altiplano boliviano cultivam "o arroz dos Incas". Grão rico em proteínas e naturalmente sem glúten, parece um alimento promissor, para vegetarianos e para todos em geral.

Também vi que aqui nesta loja há soja granulada à venda e soja em cubinhos, que eu já conhecia, e quinoa, um pouco mais barata. Fui uma única vez a um restaurante vegetariano, no Porto. Creio que comi tofu, seitan...lembro-me que houve um prato principal e sobremesa, lembro-me também que gostei de tudo embora não tivesse ficado doida para lá voltar!Não tenho qualquer memória dos sabores, já foi há muito tempo...

Já recebi mais uma sugestão que é o site Centro Vegetariano. Aqui até há uma secção intitulada Razões para ser vegetariano, definições, guias para começar.

E uma sugestão da Helena Figueiredo, muitas receitas vegetarianas, saladas, sopas, aperitivos, sobremesas e até ementas especiais para festas e épocas festivas. Este site está em inglês.

08/09/12

Queres um livro da Editorial Presença grátis?



Amigos e amigas dos livros!!

A Editorial Presença organizou um passatempo em que atribui livros gratuitos,só pagamos os portes para os receber. O objetivo é promover a leitura de livros da Editorial Presença,
através da plataforma Facebook.

Inscrevam-se através do meu link para me ajudarem a obter um único livro que me interessa da lista da Presença e depois também poderem escolher os vossos livros grátis!

Poderão participar todos os utilizadores da rede social Facebook, desde que sejam fãs da página da Presença. O passatempo decorrerá até às 23h59m do dia 17 de setembro. Cada utilizador acumula pontos e pode adquirir, no máximo, cinco livros. Após o quinto livro, o utilizador já não pode fazer novas encomendas mesmo que tenha créditos.

Serão as ações do utilizador que levarão à aquisição dos pontos:

ser Fã Presença = 1crédito;

participar no passatempo = 3 créditos;

cada amigo que se registe na aplicação a partir do seu convite = 4 créditos;

a cada 10 amigos que se registem na aplicação a partir do seu convite = 5 créditos.

Leia o regulamento na íntegra antes de participar.

Eu estive a ver a lista de livros e apenas gostava de ler um, é o romance histórico, ELIZABETH, A Idade do Ouro - preciso de 26 créditos! Ajudam-se a conseguir este livro grátis?

Nota: Obrigada, já tenho créditos suficientes e o livro já vem a caminho!!

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05/09/12

Figueira da Foz: a praia dos vendavais e da micro-massagem


Este tem sido um Verão incomum. Na segunda feira fui à praia pela primeira vez este ano. O ano passado por esta altura já tinha perdido a conta às saltadas à beira-mar. O meu passeio de estreia rente às ondas, os meus planos de ficar por lá a catar as areias e a ver o sol descer no mar foram derrubados pela ventania ao fim de meia hora!! As temperaturas desta semana eram mais que ideais para umas banhocas mas o vento está a estragar tudo. Meti os pés ao caminho e regressei a casa, aborrecida. Ontem, voltei. No caminho entrei numa loja e comprei um tapa-vento, um pára-vento, um trava vento, um barra vento, um livra-me-do-vento, uma dessas coisas. Anos a fio tenho resistido ao bendito porque fico sem horizonte recolhida atrás do pano e eu distraio-me bastante a olhar o mar de uma ponta à outra da baía. Ou ele é alto demais para mim ou sou baixa demais para ele. Reconheço que deve haver uma altura ideal de pano para travar os grãos de areia, provavelmente esta. Depois de ter suado a espetar aos paus na areia, olhei para a barreira de tecido desconfiada. Resistiria? Verdade seja dita, nunca vi um tapa-vento voador, já tenho visto sacas voadoras, chapéus voadores, tanto chapéus de usar na cabeça quanto chapéus de praia. Estes últimos vêm em segundo lugar na minha lista de objectos voadores muito indesejados nas praias, os primeiros são as bolas de futebol que por alguma razão desconhecida têm uma enorme tendência para me aterrar em cima. Os chapéus de praia voadores ainda propiciam alguns momentos hilariantes, entre o corre-corre de quem vai atrás deles para os apanhar e o foge-foge de quem se desvia do pau aguçados e do toldo às cambalhotas pelo areal fora! Apanhar com um em cima no mínimo deve fazer nódoas negras. A não ser que sejam daqueles feitos de arame e tecido tão finos que dizer que fazem sombra é o mesmo que dizer que o sol se tapa com uma peneira. Esses, vem uma lufada de vento mais forte, torcem-se e contorcem-se e lá vão eles. Para quê comprá-los? Antes um sombrero mexicano!Bem sei que são leves mas não servem para a praia dos vendavais, a praia da Figueira, onde, mesmo em semanas normais, lá por hora do chá e dos biscoitos, chega-se à mesa o amigo vento. Embora nem sempre furioso, fica o aviso, mais vale prevenir do que remediar, quem vai para o mar, avia-se em terra! Aqui ou escolhem um guarda-sol robusto ou então passam as férias a correr no areal ou de loja em loja!Já as bolas voadoras são uma espécie nefasta que pulula nas praias de norte a sul, que me persegue há anos e anos, e com a qual não tenho contemplações. As bolas vão corridas a pontapé e agravos diversos, sejam-me pedidas por crianças ou adultos. É. Sou ruim. Mas só pensará isso quem ainda não apanhou uma bolada em cheio no nariz com direito a sangue e tudo...e estrelas, até vi estrelas!! É que esta praia não é exatamente pequena e por isso não têm desculpa, pais eduquem os vossos filhos, filhos, eduquem os vossos pais. Digam NÃO às bolas voadoras!!

Uma vantagem desta ventania é a micro-massagem de areia. Dá sentido literal à expressão "ter a cabeça cheia de areia". Claro que é a sua superfície e não propriamente a cabeça, não dizemos "ter o couro cabeludo cheio de areia", deixamos esses preciosismos para os profissionais dos cabelos. (Um aparte: ofereceram-me um champô esfoliante que também me deixa a cabeça cheia de areia. Tem micro-grãos. Não percebo como alguém pode ter tido semelhante ideia. Lavo o cabelo e parece que fui à praia dos vendavais!) A micro- massagem de areia sem dúvida que tonifica o corpo e quem sabe não é mais uma oportunidade a explorar pelo turismo. A micro-massagem de areia poderá vir a colocar a Figueira da Foz na rota das experiências de bem-estar mais radicais e a competir com banhos de lama, banhos de sol em praias de rocha escaldante, coisas assim não são para fracos que divinizam spas muito zen, requintados, e espreguiçadeiras com camas de espuma!! Mas existe público à espera destas provações pois massacrar o corpo parece que traz promessas de beleza e talvez de paz interior, vendam lá isso como quiserem, eu não compro!Bom, depois de espetados os 4 paus no chão, instalei-me para apreciar, enfim, algum descanso. Quando o vento chegou forte a minha mão esticou-se para o pau mais próximo, instintivamente, não fossem eles ser arrancados da areia como os pelos pela raíz com cera quente. Mas não. Nos piores momentos havia uma onda de areia com talvez 10 cm de altura a deslocar-se rentinha ao chão e chovia alguma, ainda, para cima de mim. Mas o tapa-vento aguentou firme a nortada. Hoje fui ao site da meteorologia e a perspectiva de melhorias não existe. Aquelas setas mais gordinhas que podem ver no gráfico correspondem todas a vento moderado, por isso o tapa-vento vai continuar a ser o meu melhor amigo nos próximos dias e até estou a pensar em fazer uma saquinha de transporte para o meu novo objecto de estimação! Viva o Verão na praia dos vendavais!

03/09/12

Trabalhos a esferográfica confundidos com fotografias




Leia mais alguma informação sobre este trabalho no Deviantart.

Samuel Silva e seu trabalho no seu Deviantart.

Nota: ele pede que linkem para a sua página ao usarmos as suas imagens. Façam isso, por favor, se resolverem escrever sobre ele.

Samuel Silva e eu partilhamos algo. Fizemos o mesmo curso, Direito, e gostamos de arte. Mas é apenas isso que temos em comum. Ele exerce e eu deixei a prática da advocacia há muito, ele tem um talento enorme e eu...faço umas coisinhas! Na página do seu Deviantart as pessoas menos cuidadosas perguntam se podem usar as suas fotografias dele - gatos, tigres, jaguares, - como avatar! Na realidade, as suas fotografias são desenhos feitos a esferográfica. Nascido em 1983, este artista autodidata, com modéstia diz que é um hobbista paciente. Na prática profissional ele é advogado desde 2007. Mas a lei não tomou conta da sua vida a tempo inteiro, no tempo livre ele cultiva o seu gosto pelo desenho pois sempre foi interessado por ele, diz que começou a desenhar e pintar aos 2 anos de idade. "Eu comecei a desenhar e desenvolver meu próprio estilo de desenho a caneta esferográfica quando eu estava na escola, na sala de aula, em esboços simples na parte de trás dos meus livros de exercícios." Não sei onde ele tirou o curso, mas do que me recordo as aulas da faculdade eram longas, expositivas, e os professores, na sua maioria, assemelhavam-se a robots de primeira geração, que debitavam frases em tom monocórdico nos enormes anfiteatros!! Confesso que dava vontade de fazer uma escapadinha dali a toda a hora!! Por isso, se tirou o curso na minha faculdade, imagino que muitos dos códigos do Samuel possam estar abilhantados com lindos desenhos.

Além da caneta esferográfica, Samuel utiliza também outros meios para desenvolver a sua arte: giz, lápis, lápis de cor, pastel, óleos e acrílicos. Ambicioso, ele quer testar os materiais até ao fim e promete não abrandar! Diz ainda que as canetas esferográficas são amplamente subestimadas mas que elas são um meio poderoso. Impossível será contradizê-lo depois de vermos os seus trabalhos. E nisso eu concordo, não é o que usamos para criar a nossa arte, é antes a forma como usamos os nossos instrumentos que vai ditar o resultado final. Samuel é mestre na arte de utilizar a caneta esferográfica, sim, aquelas canetas que se vendem um pouco por todo o lado, e as solicitações foram tantas que ele promete explicar como se faz e até deixou deste simples tutorial para percebermos de que forma ele cruza os traços e as cores sobre o papel até sconseguir os tons e volumes que pretende e criar imagens-quase fotográficas no papel. Um advogado que tem mãos de ouro, paciência sem limites - pode levar até 50 horas a concluir um desenho - e um olhar acutilante. Observem e pasmem.


01/09/12

Doces iguarias de Rudolph: tarte vegetariana com abóbora



Estou a pensar se não devo mudar o nome deste blogue para "receitas cruzadas"!! As minhas últimas postagens são todas sobre comida! E eu que ando sempre a apregoar que não gosto de cozinhar. Bom, isso é verdade. Mas também é verdade que por volta da uma da manhã, ao correr os programas disponíveis na televisão, voltei a encontrar o chef Rudolph e as suas doces iguarias. Ele ensinou a fazer uma pizza vegetariana, uma salada de pepino e maçã ralada, uma tarte de abóbora, trufas. 

Começo a simpatizar com o Rudolph!! As trufas de chocolate, que eu adoro, são demasiado complexas de fazer para eu sequer me sentir tentada a experimentar. Mas agora já sei como os pasteleiros as fazem e é giro - a cozinha quase parece um laboratório com líquidos borbulhantes em ebulição e temperaturas precisas a alcançar! Ele disse que os pasteleiros experientes testam a temperatura do chocolate para a cobertura das trufas no lábio inferior. O processo de "temperar o chocolate" não é para todos. Eu, passo. Prefiro comer as trufas já prontas!! Estas, que o Rudolph ensinou a fazer eram uma bomba: natas aromatizadas com café em pó, daquele solúvel, açucar caramelizado, - ele colocou directamente no fundo do tacho, disse que é "à francesa", mel, chocolate de leite aos pedacinhos, e, para a camada exterior, chocolate negro...! Bem, eu até já estava a desejar deitar-lhes o dente!Um grande sucesso destes programas seria que o telespectador pudesse encomendar na hora o prato confeccionado! E obtê-lo instantaneamente tipo Lâmpada de Aladino, plim!! Isso é que era, isso é a televisão do futuro...! Mas no presente eu tive de me contentar em aprender a fazer a tarte salgada com abóbora, legume que eu só como na sopa ou em bolinhos, por altura do Natal. Esta tarte é ideal para vegetarianos e fácil de fazer! Aqui vai a receita da Tarte Salgada de Abóbora do Rudolfo!
Ingredientes para a massa

285 g de farinha
170 g de manteiga
130 g de creme de queijo
3 colheres de sopa de água fria
1,5 colheres de sopa de vinagre ( Para cortar o glúten que se forma)
1 colher de chá de fermento em pó
pitada de sal

Recheio

500 g de abóbora
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de noz-moscada
1 colher de chá de canela
1 pitada de uísque
1 maço de cebolinho
4 ovos
200 ml de nata
75 gramas de nozes pecãs

Primeiro, vamos fazer a massa misturando todos os os ingredientes indicados até obter uma massa lisa. O Rudolph meteu a massa na batedeira de braço e aquilo foi um ver se te avias!! Não faço ideia de quanto tempo demorará se for amassada à mão, mas ele disse que é melhor ser numa máquina pois o calor natural da mão vai aquecer a massa! Depois, achata-se a massa um pouco, para facilitar quando se estiver a estender com o rolo, e deixa-se em repouso no frigorífico pelo menos 1 hora. Esta massa leva queijo o que a torna macia e mais saborosa.

De seguida, vamos pré-aquecer o forno a 180 º C e começar a preparar o recheio. Descascar uma fatia de abóbora e cortar em pedaços. Descascar a cebola e cortar em pedaços não muito pequeno, e o alho também não precisa de ser cortado muito miúdo. Coloque uma folha de papel vegetal num tabuleiro e coloque a abóbora que vai temperar com noz-moscada em pó, canela, cebola, salpicos de uísque e alho. Leve ao forno por 10 minutos. Deixe depois arrefecer.

Agora vamos compôr a tarte. Pré-aquecer o forno a 210 º C. Abrir a massa com ajuda de uma rolo e forrar a forma, untada com manteiga. Não esquecer de picar a massa com um garfo!! Bater os ovos com as natas, tal como fazemos para preparar uma quiche. Picar o cebolinho e adicionar, o verde do cebolinho vai ficar muito bonito. Devemos espalhar a abóbora assada e tudo o mais de forma uniforme na forma, ela vai mirrar no forno!! Depois despejamos a mistura de ovos e natas na forma, e espalhamos as nozes pecãs. Vai ao forno por 25 minutos. O Rudolph explicou que temos de assar a abóbora primeiro pois ela demoraria mais a assar do que a massa e não ia saír bem. Por isso, nada de ideias para atalhar caminho e poupar tempo!!!

Public Domain Image source.