11/29/11

O blogue em retrospetiva

A penúltima tarefa do Desafio 21 Dias é fazer uma restrospetiva das melhores postagens do nosso blogue, escolher uma por cada mês perfeito. Grande bronca, eu tenho meses em branco, nem uma vírgula, querem melhor atestado da minha dedicação ao blogue neste ano magro de 2011?! O que fazer? Para não parecer que sou preguiçosa e que estou mandando as tarefas do Desafio às urtigas, fiz uma seleção de 11 postagens sem atender aos meses. Não tinha outra alternativa!

Um dos meus passatempos favoritos é ver cinema. Desde criança que vejo cinema. Fui até cineclubista. Por vezes até esqueço o quanto gosto, em especial quando ando muito ocupada, relembro isso quando um filme me enche as medidas. Aproveito sempre que posso para ver na TV os filmes que não vi ainda, em especial filmes de cinematografias que não vão aos Multiplex ou filmes antigos. A minha paciência e curiosidade em torno do cinema costuma ser à prova de quase tudo. Mas ultimamente já desligo a meio quando um filme não cumpre os mínimos aceitáveis. Costumo escrever no blogue sobre uma fita que vi e que me impressionou favoravelmente. Quando não gosto não perco tempo com isso, mas O estranho caso de Benjamin Button provou que não há regra sem excepção.

Tinha de incluir uma postagem do Desafio 21 Dias do Blosque aqui nesta restrospetiva. Há muito tempo que recebia os updates do blogue da Nospheratt via email e quando ela lançou o Desafio 21 Dias ainda hesitei em aderir pois não sabia bem o que me esperava nem se teria tempo para executar o que seria pedido. Foi uma excelente forma de refletir sobre o que ando aqui a fazer, aprendi até no decurso das tarefas. Além disso reforcei algumas das minhas ideias sobre o futuro do Palavras Cruzadas.

Com a crise instalada em Portugal, com notícias diárias de falências de negócios, pequenos e grandes, o encerramento de um bazar e abertura de uma loja chinesa no seu lugar, na minha rua, talvez a 10ª na cidade da Figueira da Foz, motivou uma postagem sobre o segredo das lojas chinesas em Portugal .

Além do cinema, também a leitura é outra das minhas paixões. Um bom romance, biografias, poesia. Noutro capítulo, os livros infantis, a banda desenhada. Posso não comprar uma camisola nova anos a fio mas é difícil manter-me longe das prateleiras dos livros com olhar guloso. Nem sempre estou a par das novidades, a não ser quando os lançamentos saltam para as páginas culturais dos jornais ou da web. É impossível ler o que acaba de ser publicado quando ainda me falta ler tantas obras clássicas. José Rodrigues dos Santos é um autor que nunca li e os seus livros de mistério também não me cativam por aí além, prefiro textos mais terra-à-terra. Mas como ninguém resiste a uma polémica, fui espreitar que mimos andaram a trocar, os representantes da Igreja e ele, em torno do seu Último segredo e depois escrevi um apontamento.

A memória não é um dos meus melhores atributos. Por altura da recepção aos caloiros na Universidade de Coimbra, tentei recordar-me das tradições académicas, da Festa das Latas, antes que se varra tudo de uma vez!

Por vezes chegam ao nosso conhecimento histórias chocantes e não conseguimos calar a nossa indignação e espanto. Escrever sobre esses casos, mais do que elaborar sobre o que já todos escreveram e comentaram, serve para tentar perceber e apaziguar o nosso espírito perante algo que se nos afigura incompreensível. Foi assim com o caso da criança chinesa atropelada sem remorsos por um ocupante de uma carrinha, à porta de um mercado na nova terra das oportunidades.

Em 2000 fiz um curso de produção cultural e passámos uma tarde a discutir se a cultura devia ser grátis ou não. Passam os anos e a discussão é sempre actual. No momento presente o nosso Governo anda a cortar em tudo o que pode, quer acabar com as entradas grátis nos museus ao Domingo de manhã. Muitas pessoas já quase não têm dinheiro suficiente para pagar água, luz, gaz, comida e deslocações básicas. Mas eu continuo a defender que o acesso à cultura não deve ser tendencialmente grátis. Deve ser garantido a todos o direito à cultura mas quem pode deverá sempre pagar para entrar num museu ou num teatro.

E mais uma polémica, mais umas achas para a fogueira de uma discussão em torno da existência de uma página no Facebook que brinca com a violação, sem que os administradores da rede Facebook se incomodem muito com isso. 


Como criatura da beira-mar, que passa o inverno a suspirar pelo sol e pelos fins de tarde na praia, tudo o que são relatos sobre modos de vida em torno do mar, vida das espécies marinhas, suas histórias e lendas, me fascina. E vai daí uma pequena postagem sobre a apanha dos perceves e vida dos homens que descem as escarpas para os apanhar, quando encontrei perceves grandes na areia da praia!

Do mar para o espaço astral. Não é todos os dias que um satélite se despenha sobre a Terra. Quando li a notícia fui pesquisar. Queria saber de que tamanho e que aspeto tinha o monte de sucata americana que me podia até cair na cabeça. Desta vez até se podia cantar It's rainning satellites, alleluia!"

Além de ficção, eu também vejo muitos documentários, sobre quase tudo. Escrevi esta postagem sobre a luta contra a contrafação em França após ter visto um documentário na TVI24.

E este é o meu (curto) ano de blogagem em retrospetiva, a maioria das postagens reflete acontecimentos de 2011. Foi um ano magro em postagens e negro em notícias. Que 2012 seja melhor! Tarefa concluída...e venha a última!

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