2/26/12

Concurso de fotografia Portugalidades



Concurso Internacional de Fotografia "Portugalidades"


Qual é o objectivo do Concurso Internacional de Fotografia "PORTUGALIDADES"? Premiar as habilidades fotográficas subordinadas ao tema da portugalidade e divulgar os trabalhos fotográficos que melhor a exibam, nomeadamente através da edição, eventualmente bilingue, de um livro de fotografia intitulado "Portugalidades", com fotos seleccionadas para o efeito de entre as fotografias apresentadas a concurso.

Consultem o Regulamento do Concurso Portugalidades e participem!

2/24/12

O clima está a mudar?




Recebi mais uma petição no meu email. Esta é mesmo fresquinha. Podia causar-me muita surpresa se não tivesse já lido sobre isto anteriormente. Negar a existência das alterações climáticas é uma nova moda nos Estados Unidos: um exemplo, os professores que ensinam nas escolas que o clima está a mudar e que as alterações são causadas pela actividade humana, estão a ser perseguidos como se fossem charlatães e não existissem relatórios científicos e provas sobre os efeitos. Li sobre isto mesmo a semana passada. 
É do interesse das petrolíferas que este debate prolifere. Ganham tempo e continuam em frente com o seu negócio lucrativo. Infelizmente isso poderá atrasar um debate realmente interessante e inovador que conduza à aplicação e descoberta de alternativas menos poluentes,  - algumas até já existentes - quem sabe até mais baratas e que não coloquem em causa o equilíbrio dos mecanismos auto-reguladores do clima. 
Pensemos, por exemplo, no período de seca que Portugal atravessa. Por enquanto é um ano de seca isolado. Em 2005, creio eu, do que me recordo, também choveu muito pouco. E, tal como disse a Ministra Assunção Cristas, ainda pode chover bastante e o prejuizo que já se vive pode ser minimizado. Todavia a questão da seca no território pode vir a ser uma realidade triste e bastante mais comum nos próximos anos. À luz do que sabemos, não decorrerá esta seca das alterações climáticas que já se produziram? Não assistimos já a uma progressiva indefinição das estações, cada vez mais reduzidas a duas, uma quente, uma fria? Será que estamos errados por pensar assim? É que o Heartland Institute quer que pensemos, que tudo isto é natural e passageiro, e que estamos no bom caminho.

Eis o que diz o texto da petição que acabo de receber da parte do Climate Reality Project, assinado por Corey Husic, de 17 anos, contra o Heartland Institute que quer fazer propaganda destas novas e revolucionárias ideias junto das escolas:

"Eu sou Corey Husic, uma estudante do liceu, na Pensilvânia.Chegou ao meu conhecimento que você (Joseph Bast, do Heartland Institute)  está preparado para gastar uma quantidade significativa de dinheiro num programa sobre o aquecimento global para ensinar às crianças que a mudança climática não é real.É isso mesmo. De acordo com os seus documentos orçamentais próprios, que pretende entregar aos professores, afirma que o aquecimento global é "uma grande controvérsia científica" e que o dióxido de carbono pode até não ser um poluente.Informamos: Sua premissa é falsa. A realidade é que o nosso clima está mudando agora e as actividades humanas são a principal causa. Eu sou apenas um estudante do liceu, então por favor não tome minha palavra como lei. Pergunte a qualquer Academia Nacional de Ciências no mundo ou a qualquer cientista do clima.Dado que sei quem paga suas contas, seu plano é uma surpresa. De acordo com os seus próprios documentos, sua organização é financiada por empresas de petróleo e carvão, com evidentes interesses  financeiros em negar a ciência do clima - já para não mencionar as empresas de tabaco que tentaram convencer-nos de fumar não causa cancro.A minha geração já está experimentando um clima muito diferente de nossos pais e avós. Nós seremos os responsáveis ​​por garantir que as cidades costeiras são capazes de suportar a subida dos níveis do mar. Nós somos já os que terão de se proteger de eventos climáticos extremos como furacões mais fortes, secas mais longas e ondas de calor mais quentes. Em vez de tentar minar a ciência que nos mostra que os seres humanos estão provocando mudanças climáticas, devíamos estar a aprender como essas mudanças nos irão afetar e o que poderemos fazer quanto a isso. Em outras palavras, ensine-nos algo de útil.Nós respeitosamente pedimos que você cesse e desista do seu esforço de trazer a negação das alterações climáticas nas nossas escolas."


2/22/12

Quiche de espinafres e tudo o mais que lhe apetecer!


Olá meus amigos e leitores!
Apesar de ser uma moça prendada nunca me tornei muito amiga da cozinha e penso que agora já é tarde para lhe tomar o gosto! Mas...nunca digas que desta água nunca beberás, ou que desta receita nunca farás refeição. Quando gosto de uma comida aplico-me. É assim com os mariscos e os peixinhos. Neste blogue até já expliquei como preparar um carangueijo espinhoso ou santola! Pratos complicados, eu não faço. Pelo menos não faço até encontrar algo que adore comer e que me dobre a vontade!
Gosto muito de espinafres. Também já escrevi aqui sobre os espinafres quando descobri que não reunem consenso quanto ao seu valor na alimentação. Mas eu vou comendo espinafres crendo que se não exagerarmos na quantidade não há-de advir daí grande mal. Então, como preparar esta linda quiche? É fácil e muito rápida de fazer. Existem inúmeras variações e, honestamente, eu não sei qual será a forma mais tradicional de preparar uma quiche!!  Mas esta fez-se assim:

Para 4 pessoas: 1 placa de massa brisée - 400 g de espinafres congelados  - 1 lata de milho cozido - 1 lata de cogumelos - sal  - 
pimenta - salsa - canela - 4 ovos  - 1 pacote de natas - 100 g de queijo ralado

Como fazer a quiche simplex - Forrei a forma com a placa de massa brisée, não se esqueçam de deixar o papel, rente à forma. Piquei a massa esticada com um garfo. Dei uma cozidela aos espinafres congelados em água a ferver temperada com sal e depois separei-os grosseiramente com a ajuda de um garfo. (Também já os tenho descongelado no micro-ondas e colocado directamente na quiche.) Enquanto os espinafres arrefeciam, bati os ovos com um garfo numa taça grande, misturei depois as natas e temperei com sal, pimenta, salsa e uma pitada de canela. Juntei a seguir os espinafres, os milhos e os cogumelos cortados em pedacitos. Dei uma mexidela. Depois deitei na forma de massa. Polvilhei com o queijo ralado e foi tudo para o forno 20 minutos mais ou menos a cozer em forno moderado (200 °C). O recheio deve ficar consistente, pode demorar mais ou até menos tempo até ficar pronto, temos de lhe ir deitando o olho. O cheirinho que se espalha pela casa também nos fornece pistas! Pode-se comer quente ou fria.


Se fizerem uma busca pela internet vão encontrar mais formas de preparar esta tarte. Esta eu aprendi com a minha irmã e baptizei-a de quiche simplex.  Podemos juntar quase tudo: salsichas, fiambre, cenoura. Sai sempre bem. Para mim o que não pode faltar são os espinafres, claro!

2/16/12

Joshua Bell toca no metro, incógnito

Li sobre esta experiência social no Facebook e resolvi procurar mais informação, até porque não sabia bem se era inteiramente verdadeira. A história original ainda pode ser lida no Washington Post de 2007. É uma peça de Gene Weingarten, intitulada Pérolas ao pequeno almoço, mas o jornalista também lhe podia ter chamado Pérolas a porcos para resumir o desperdício em que se traduziu o episódio. Ou talvez não se tenha tratado de um desperdício total. Senão vejamos.

Um músico entrou numa estação de metro. O violinista vestia uma t-shirt comprida e umas calças de ganga. Na cabeça usava um boné comum. Colocou o estojo do violino no chão com algum dinheiro a servir de isco e começou a tocar. Eram 7:51 da um manhã de sexta-feira do dia 12 de Janeiro, em pleno rush matinal. Nos próximos 43 minutos o violinista interpretaria seis peças clássicas e 1.097 pessoas passariam, segurando copos de café na mãos, sandes, telemóveis, demasiado apressadas para se importarem com ele e a sua arte. Quase todos eles estavam a caminho do trabalho, o que significava, para quase todos eles, um emprego no governo. Esta estação dá acesso ao edifício do governo federal de Washington pelo que os passantes seriam na sua maioria burocratas de nível médio com títulos vagos como analista político, gerente de projetos, diretor de orçamento, especialista, facilitador, consultor. O que acham vocês? Parariam para ouvir a interpretação musical deste músico (de rua) ou seguiriam o vosso destino como se nada fosse?

Quem seria capaz de pensar que ali, num momento tão pouco apropriado e num local tão banal, actuava um dos melhores músicos clássicos do mundo, tocando algumas das músicas mais elegantes já escritas e utilizando um dos mais valiosos violinos Stradivarius já feitos, ele também uma obra de arte avaliada em 3,5 milhões de dólares? Alguém pararia reconhecendo o talento e a qualidade da oferta ali presente pelas mãos de Joshua Bell?  Seria a música só por si suficiente para fazer parar o movimento incessante na estação?Três dias antes de atuar ali, Bell tinha enchido a casa senhorial de Boston Symphony Hall, com ingressos a 100 dólares cada. As pessoas que compraram esses bilhetes já sabiam o que esperar e Bell também sabia que esse público lhe ia devolver atenção e palmas. Na estação de metro tudo era uma incógnita. Bell decidiu começar com Chaconne da Partita de Johann Sebastian Bach No. 2 em D Minor. Chaconne é considerada uma das peças de violino mais difíceis de executar. Muitos tentam, poucos conseguem ter sucesso. É exaustivamente longa - 14 minutos.Três minutos se passaram até que algo aconteceu. Sessenta e três pessoas já haviam passado quando finalmente um homem de meia-idade alterou a sua marcha para uma fração de segundo. Olhou e depois ele seguiu. Meio minuto mais tarde Bell conseguiu sua primeira doação. Uma mulher deitou uns trocos no estojo e seguiu rápido. Nos três quartos de hora que Joshua Bell tocou, vinte e sete pessoas deram dinheiro, a maioria delas a correr, a soma chegou aos 32 dólares. As restantes 1.070 pessoas que passaram, algumas apenas a três metros de distância do intérprete, mal se voltaram para olhar. A pessoa que se revelou mais interessada foi um menino de 3 anos de idade. Ele e todas as crianças que passavam eram naturalmente atraídos pela música mas os pais arrastavam-nos para longe invariavelmente. Depois de Chaconne, ouviu-se Ave Maria, de Franz Schubert, depois peças de Jules Massenet, Bach.

Quando vou para uma estação de comboios, de autocarros ou metro, e eu uso-as com frequência, eu tenho um transporte para apanhar, um horário a comandar as minhas acções e quase sempre um destino onde tenho de chegar a horas. Quantas vezes é que eu poderia parar e apreciar a música, por muito excelente que ela fosse, sem sofrer uma sanção por causa disso? Valeriam aqueles minutos de música ser repreendida pelo meu patrão, por exemplo? Aceitaria ele a minha explicação ou antes consideraria que eu não tinha as minhas prioridades bem definidas? Sem dúvida que eu não conseguiria saber se o intérprete era ou não um virtuoso, não tenho o ouvido assim tão treinado. Mas decerto não ficaria indiferente à música, talvez identificasse até as peças tocadas, algumas sem dúvida, e como tenho hábito de dar uma moedinha aos artistas de rua, eu teria dado uns trocos a Bell. Mas eu sou sensível às artes de rua. Páro quase sempre até para apreciar até mesmo simples malabaristas andrajosos de mochilas às costas! Parece-me indiferente que o artista em causa fosse um virtuoso ou que estivesse a tocar música clássica. Creio que até podia ser um tocador de concertina ou de covers pop, não creio que a reacção das pessoas fosse diferente. O mesmo sucederia com um mágico que estivesse ali fazendo alguns truques de magia ou um contorcionista ou até um encantador de serpentes. E mais, o que é importante para uns, para outros não é, para já não dizer o que é importante para a maioria. Há quem passe a vida inteira sem nunca ouvir Bach e conheça de cor as músicas dos Queen. Queen é igualmente bom dentro do seu género. E se fosse Freddy Mercury a cantar ali? Sim, eu sei, ele já morreu. Não era isso que pretendia dizer, vocês entendem-me. E como seria bom que todos tivéssemos a liberdade, a disponibilidade mental e a eterna curiosidade das crianças a quem até uma bola de sabão a pairar no ar deixa intrigadas!


Esta experiência social sobre a percepção e as prioridades das pessoas pode não ter qualquer rigor científico mas servirá pelo menos para nos fazer pensar se na nossa corrida diária não perderemos coisas importantes, ainda que haja uma forte justificação para isso, sejam belas ou menos belas, excelentes ou nem tanto, e se não valerá a penas fazer um pequeno grande esforço para estarmos mais atentos ao mundo que nos rodeia. Vale, pois, como uma provocação e cada vez mais actual face ao cada vez mais vertiginoso quotidiano que nos envolve, e por isso aqui fica para os meus leitores e amigos.



Joshua Bell interpreta Ave Maria, de Shubert
uma das peças que tocou na estação de metro

2/13/12

Clint Eastwood no anúncio da Chrysler



"It's halftime. Both teams are in their locker room discussing what they can do to win this game in the second half.
It's halftime in America, too. People are out of work and they're hurting. And they're all wondering what they're going to do to make a comeback. And we're all scared, because this isn't a game.

The people of Detroit know a little something about this. They almost lost everything. But we all pulled together, now Motor City is fighting again.

I've seen a lot of tough eras, a lot of downturns in my life. And, times when we didn't understand each other. It seems like we've lost our heart at times. When the fog of division, discord, and blame made it hard to see what lies ahead.
But after those trials, we all rallied around what was right, and acted as one. Because that's what we do. We find a way through tough times, and if we can't find a way, then we'll make one.

All that matters now is what's ahead. How do we come from behind? How do we come together? And, how do we win?

Detroit's showing us it can be done. And, what's true about them is true about all of us.

This country can't be knocked out with one punch. We get right back up again and when we do the world is going to hear the roar of our engines. Yeah, it's halftime America. And, our second half is about to begin."


Tradução

"É o intervalo. Ambas as equipas estão no balneário discutindo o que podem fazer para ganhar este jogo, na segunda parte.
É intervalo na América, também. As pessoas estão sem trabalho e a sofrer. Interrogam-se sobre o que poderão fazer para dar a volta à situação. E estamos todos com medo, porque este não é um jogo.

O povo de Detroit sabe um pouco sobre isso. Eles quase perderam tudo. Mas todos nós reagimos, agora Motor City está lutar novamente.

Eu assisti a uma porção de tempos difíceis, a um monte de crises na minha vida. E a momentos em que não nos entendíamos uns aos outros. Parece que perdemos a fé, às vezes. Quando o nevoeiro da divisão, da discórdia, e culpa tornavam difícil ver o que estava por vir.
Mas após as provações, todos se reunimos em torno do que era certo, e agimos como um.. Porque é isso que fazemos. Encontramos um caminho através de tempos difíceis, e se não podemos encontrar um caminho, então fazemos um.

Tudo o que importa agora é o que vem aí. Como podemos recuperar? Como fazê-lo juntos? E, como é que vamos ganhar?

Detroit mostrou que pode ser feito. E, o que é verdade sobre eles é verdade sobre todos nós.

Este país não pode ser derrotado apenas com um soco. Nós erguemo-nos de novo  e quando o fazemos o mundo vai ouvir o ronco dos nossos motores. Sim, é intervalo América. E, a nossa segunda parte está prestes a começar. "


Dia dos Namorados

Estamos em vésperas do Dia de S. Valentim, Dia dos Namorados, e ontem a televisão (RTP) passou um filme realizado por Garry Marshall, exactamente com esse título, Dia dos Namorados. Deste realizador o meu filme favorito é Frankie and Johnny, que data de há bastantes anos, com o Al Pacino e a Michelle Pfeiffer. A fita mostra-nos a vida de um ex-condenado que arranja trabalho num restaurante onde trabalha uma rapariga bonita e solitária e, ou não fosse um filme de Marsall, acabam a cozinhar um romance. Antes deste filme, Pretty woman tinha colocado meio planeta a suspirar pelos amores improváveis de uma prostituta - Julia Roberts - e um executivo refinado - Richard Gere. Quando alguém se apronta para ver um filme deste senhor já sabe o que pode esperar. Amores e desamores, peripécias românticas em modo concentrado, encontros e desencontros e, no final, tudo é cor-de-rosa. As comédias não são o meu género cinematográfico favorito e muito menos as comédias românticas. Não porque considere esse género inferior, muito pelo contrário, penso que é bastante difícil fazer boa comédia. E uma boa comédia romântica, valha-me S. Valentim, contam-se pelos dedos, parece que é mesmo uma agulha num palheiro, em especial na produção recente. 
Dia dos Namorados  é um filme pensado para fazer dinheiro fácil, para agradar dos 8 aos 80, há crianças, jovens adolescentes, homens e mulheres e seniores apaixonados, nem se esqueceram da faixa gayUma imagem vale mais do que mil palavras, é verdade, o cartaz já nos diz tudo o que o filme é - um catálogo de actores e actrizes de Hollywood. A impressão que dá é que se confundiu quantidade com qualidade, que se limitaram a fazer umas contas simples: se cada um atrair às salas os respectivos fãs, fazemos uma pipa de massa e já está. Não sei se a receita funcionou, mas tirem as vossas conclusões depois de lerem esta lista, se tiverem fôlego para isso: Taylor Lautner, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Jessica Alba, Jessica Biel, Ashton Kutcher, Julia Roberts, Jennifer Garner, Topher Grace, Jamie Foxx, Patrick Dempsey, Shirley MacLaine, Kathy Bates, Queen Latifah e um cão. 
Quando nos contam uma história, qualquer que ela seja, têm de nos apresentar as respectivas personagens. Sem exagero, a ideia que tenho é que a primeira hora de filme é gasta a apresentar toda esta gente - quando eu pensava que já não havia mais ninguém, ainda apareciam mais um ou dois!Sem tempo para desenvolver as personagens ou conferir-lhes qualquer densidade psicológica sob pena de terem de alterar o nome do filme para  "Maratona de Namorados", tudo neste filme é um corridinho! Em duas penadas já ficamos a saber o que interessa: quem está acompanhado, quem está só e quem vai ficar de companhia. Os diálogos não inspiram ninguém, as piadas não têm piada, Los Angeles não tem piada. Nem o amor aqui tem piada alguma. Aliás, onde é que estava o amor?! 
Quem quiser poupar dinheiro em cinema e actualizar-se quanto a estrelas de cinema é só assistir. Até os secundários são estrelas de Hollywwod, se é que isso interessa! No meu caso, foi a primeira vez que vi um filme com o Ashton Kutcher e enquanto ele saltitava pelo ecrã em modo mais ou menos macacóide e debitava as suas falas, eu interrogava-me sobre a opção da Demi Moore: o que lhe teria passado pela tola quando casou com o puto?!!É possível que fora do ecrã ele tenha mais encanto, é até possível que tenha mais encanto noutro qualquer filme, mas o florista que interpreta no Dia dos Namorados não podia ser mais enfadonho e mereceu a sorte que teve - ser abandonado pela Jessica Alba e pelo seu cão, sem apelo nem agravo, entre desculpas esfarrapadas, mais gastas que a minha paciência, pois entre bocejos acabei por ver o Dia dos Namorados até ao fim!

2/12/12

Sobre Whitney Houston

Quando fui ver o filme O guarda-costas, em 1993, no Teatro Avenida em Coimbra, eu fui para ver Witney Houstonnão Kevin Costner, à altura um galã bem cotado no cinema e a gozar os recentes louros da sua Dança com lobos. O filme em questão, se não ficou na história como um dos piores desse ano, pode ter ficado como o melhor dos piores e apenas porque ela estava lá e aquilo era quase a Witney a interpretar-se a si mesma, uma história de amor com final feliz da rainha da pop, mesmo se o Grammy de melhor vocalista já datava de 1987. Eu gostava dela o suficiente para ir ver o filme embora gostasse das canções de uma forma moderada, aquele tipo de canções não era bem a minha cena. Por essa altura Witney emparceirava nas charts com nomes como Michael Jackson, Tears for Fears, Paula Abdul, Deff Lepard, Prince, Madonna, Aerosmith, Mariah Carey, Guns r Roses, Nirvana, George Michael ou Michael Bolton. E eu ouvia tudo isso também. No entanto não havia como escapar ao fascínio duma voz que conseguia fazer de tudo, até os agudos impossíveis me soavam bem, por oposição aos da Mariah Carey, figurinha com quem nunca simpatizei. Por isso, quando hoje me disseram, olha morreu uma cantora famosa, cantava muito bem, chamava-se Houston, cantava mesmo bem, a imagem que tomou conta da minha memória imediatamente foi a do cartaz do filme O guarda-costas, com Kevin Costner a carregar Witney ao colo, enquanto uma canção soava nos meus ouvidos, The Star-Spangled Banner, embora não fizesse parte dessa banda sonora. Eu tenho um par de discos de vinil da Witney, já não sei dizer quais são, penso que um deles seja mesmo a banda sonora do filme. Os vinis eram caros, eu não tinha dinheiro para muitos, eu e a minha irmã negociávamos a decisão da compra, o disco devia agradar às duas, o que seria mais proveitoso.  Para quem não sabe, esta canção que referi não é um hit da Witney, é o hino dos Estados Unidos e se me lembrei dela primeiro foi porque há um par de semanas circulava na internet uma interpretação esganiçada do hino pelo Steven Tyler, vocalista dos Aerosmith,  na abertura de um evento desportivo norte-americano. Se até havia quem achasse que o homem se tinha safado, para mim Tyler está a precisar de lições de canto ou de uma transfusão de sangue ou qualquer outro truque pois ele não fez mais do que berrar o hino com quanta força tinha.  Não sei como é que depois dessa brilhante demonstração de talento vocal ainda tem coragem para avaliar candidatos a cantores no American Idol!! Quando o ouvi lembrei-me logo da interpretação da Witney Houston, da sua graciosidade, sentimento e força, a que, mesmo sem ser americana, eu não ficara indiferente há uns anos atrás. Ainda estava fresca na memória pois passei pelo Youtube para rever e comprovar. 
Um pouco à semelhança de Michael Jackson, a carreira de Witney interrompeu-se há muito tempo. As notícias sobre os seus hits foram sendo substituidas por notícias sobre a sua dependência das drogas, do álcool e fármacos, acompanhadas por fotografias que nada tinham a ver com a imagem da vedeta glamourosa, elegante e saudável dos anos 80-90. Houston hibernou musicalmente mas em 2009 lançou um novo CD e parecia estar em forma nos videos. No próximo mês de Agosto, vinte anos depois de O guarda-costas, vai estrear mais um filme onde ela tem um papel, chama-se Sparkle, um remake de uma fita de 1976 vagamente inspirada na história das Supremes.
Witney Houston teria talvez precisado de um guarda-costas a tempo inteiro na sua vida, melhor, um guarda-vidas, alguém que lhe tivesse explicado que a felicidade não é um destino, é uma viagem contínua, com paragens e retrocessos, labirintos, e que não há soluções mágicas para atalhar caminho, drogas, álcool, o que quer que seja. Regra geral a vida privada das pessoas não me interessa, sejam figuras públicas maiores ou menores, tenha eu livros, discos ou filmes delas na minha prateleira. Não sei nada sobre o que despoletou a crise na vida desta mulher, uma das mais premiadas cantoras de sempre,  a que tantas vezes chamaram "um instrumento de Deus". Sei como acabou. Sei também que não foi a primeira pessoa talentosa que se perdeu de forma tão inglória para o mundo das substâncias estupefacientes. E sei ainda que a sua história de fama e declínio não servirá de exemplo suficientemente explícito para demover outras pessoas deste caminho. 


2/9/12

Cupido para o Dia de S.Valentim - free download

Olá gente amiga!
Hoje é dia de uma oferta aqui no Palavras-Cruzadas. É um paper toy, um Cupido de papel, que podem descarregar, recortar, dobrar e colar em poucos minutos, e oferecer à vossa cara metade no Dia dos Namorados. Em 10-15 minutos eu fiz o meu. 
Podem descarregar do Google Docs, é muito fácil. Se depois de abrirem o link carregarem no ícone da impressora e os desenhos aparecerem a cinza, escolham, à esquerda Imprimir usando a caixa de diálogo do sistema ou primam Ctrl+Shir+ P que deve resultar. Não acontece a todos! Usem uma folha A4 das mais grossinhas.
Antes do Google Docs eu usava o Scribd, é de lá a janela, abaixo, onde podem ver o paper toy aberto. Esses links na folha do paper toy são do meu outro blogue e loja onde vendo as minhas ilustrações, daí o inglês, desculpem, mas não tenho tempo para fazer dois diferentes e ele é tão simples de fazer que não há como enganar!


Cupid Paper Toy 2012
   

2/7/12

Quem ajuda a Mariana a ir a Cuba?



O video da Mariana na sessão de fisioterapia no Cartaxo. A Mariana a conversar como gente grande! Sobre o quê? Sobre os tratamentos, sobre os técnicos e sobre como ela nasceu, é verdade.Tenho a certeza que não vai deixar de ajudar a Mariana depois de ver este video!
Os dados para enviar o seu donativo:
  
BANCO MONTEPIO - MARIANA CARIA
Nº conta : 0290 100020962
NIB: 0036 0290 99100020962 14
 IBAN: PT50 0036 0290 99100020962 14
 BIC: MPIOPTPL

Contacto dos pais Fátima e Fernando: 912136701

Olá leitores e amigos!

Pediram-me para divulgar este caso. Eu senti-me honrada com o pedido, a sério que sim. Desta vez não vamos ajudar nem cães nem gatos, vamos ajudar esta menina de quatro anos  a aprender a falar, a gatinhar, a andar. A Mariana tem uma PARALISIA CEREBRAL. Parece-me uma grande aventura para nós, juntar-mo-nos a este casal, a Fátima e o Fernando, gente modesta que vive no Cartaxo e que não tem meios para conseguir oferecer à filha TRATAMENTO MÉDICO de qualidade para que ela possa desabrochar e no futuro vir a ser capaz de dar o seu melhor, de ser uma jovem e uma adulta AUTÓNOMA, e quem sabe retribuir-nos, de muitas formas, a pequena ajuda que lhe dermos agora. 

Enquanto uma criança da idade da Mariana brinca muito, a Mariana passa os dias entre terapias várias- terapia da fala, terapia ocupacional, sessões de fisioterapia, acupunctura e um programa educativo especial. Também frequenta o jardim onde pode conviver com mais meninos e meninas! Não deve ser fácil para ela nem para a mãe que a acompanha nessas rotinas. Além disso a Mariana tem de usar vários  aparelhos para que ela se desenvolva e que não devem ser nada confortáveis. 

A Mariana leva uma vida diferente das outras crianças, ela é diferente, mas aspira a um futuro brilhante como todas. E a qualidade da sua vida amanhã DEPENDE do que conseguirmos fazer AGORA.

Eu li toda a informação disponível no grupo do Facebook Ajuda-me a andar e a ser uma criança normal - Mariana Caria e blogue da Mariana e os pais temem que as pessoas não acreditem na sua situação, pois os tempos estão para burlas de todos os tipos. O caso da Mariana é REAL, já teve tempo no telejornal da TVI, inclusivé. A Mariana já conseguiu ir duas vezes a Cuba e precisa de continuar o tratamento. É lamentável que não tenhamos meios em Portugal para evitar estas deslocações pois a Mariana não é a única criança a necessitar destes cuidados médicos especiais.

O que pode fazer?

Divulgar! Divulgar é grátis e não custa nada. Copie esta postagem - copie o link, leve para o seu blogue, use os botões em baixo para partilhar. Quanto maior a divulgação, maiores as probabilidades da Mariana obter ajuda. Facebook, Twitter, email. Use-os!

Junte-se ao grupo do Facebook Ajuda-me a andar e a ser uma criança normal - Mariana Caria e promova esta causa. Estando no grupo estará sempre a par das novidades.

Faça um donativo, os dados estão lá em cima. Não se iniba de dar apenas 2 euros se só tem 2 euros para dar. TODA A AJUDA CONTA.

4º Faça download da imagem abaixo e imprima. Corte. Obtém 4 mini-panfletos que pode trazer na sua mala e dar a 4 PESSOAS em qualquer momento ou lugar que ache adequado - na escola, no trabalho, no café, no ginásio, no intervalo do jogo de futebol, no comboio, no metro. Pode usar o Google Docs ou o Scribd

O download no Google Docs é fácil. Se depois de abrir o link carregar no símbolo de IMPRIMIR e os banners ficarem cinza, deve clicar de seguida onde se lê - Imprimir usando a caixa de diálogo do sistema. Assim a cor aparece. Não sei se só a mim é que isto acontece pois é a minha estreia no Google Docs! experimente:


Pode partilhar o banner facilmente através do botão share, de cor cinza, na barra inferior do Scribd, a partir desta postagem, ou usar o Google Docs

Não se esqueça! 
Uma pequena ajuda faz uma grande diferença.
Mariana Banner

2/6/12

Sobre os direitos das mulheres

Olá leitores e amigos!
Hoje trago-vos um texto que não é meu, mas que eu traduzi para vós com muito gosto. A Sue é norte-americana e ajudou-me aqui há uns tempos atrás sem me exigir contrapartidas algumas. Foi uma simpatia mesmo. Desde então eu visito o seu blogue  - o texto original pode ser lido aqui - e hoje descobri lá este excelente testemunho  sobre a evolução dos direitos das mulheres nos EUA. Em tempos eu estudei e dei formação nesta área. Até esse momento eu desconhecia a forma como o nosso Direito tratava as mulheres antes do 25 de Abril. Mesmo hoje, como todos sabemos, a igualdade na lei não se traduz em igualdade no mundo real. Depois de descrever o que viveu nos anos 60 e 70 e de evidenciar as mudanças registadas na evolução dos direitos das mulheres, a Sue termina com um alerta para as gerações jovens. Leiam, independentemente se serem homens ou mulheres, pois é um relato de parte da história de todos, não da Sue, mas de todos nós e está muito bem escrito. 
Gostaria de receber comentários de pessoas que me pudessem transmitir as suas experiências/vivências neste campo pré- 25 de Abril  mas já sei que é esperar demais...Boa leitura!

Não voltaremos atrás

Tentei manter certos assuntos longe deste blogue. Evitei religião e política tanto quanto me foi possível, MAS ontem foi o meu aniversário e senti necessidade de dizer algo. Sou provavelmente mais velha do que a maioria dos meus leitores e sei que muitos não partilharão da minha opinião, mas tenham paciência por esta vez. Há muito em jogo.

Estive envolvida no Movimento pelos Direitos das Mulheres por muito tempo. O meu envolvimento deu-se em quatro áreas, educação e emprego, direitos sociais e reprodutivos. Muitos de vocês são demasiado novas para se aperceberem de como as coisas mudaram ainda tão recentemente. A minha avó não tinha direito de voto. Assim que as mulheres alcançaram esse direito ela nunca mais nos deixou esquecer como era importante exercer esse direito. Recebemos um telefonema em cada dia de eleições para nos lembrar de votar. Eu nunca falhei uma eleição.

Sempre fiz planos de me tornar veterinária. Tinha as notas necessárias para isso e fui aceite na escola da minha escolha, mas havia uma quota em relação ao número de mulheres que podiam se aceites na escola de veterinária e eu ingressei na lista de espera. O trabalho era considerado fisicamente demasiado exigente para as mulheres. Escolhi não esperar e deixei a escola para entrar no mundo dos negócios.

Nos anos 60 e 70 os anúncios nos jornais estavam divididos entre emprego só para homens ou só para mulheres. Os principais trabalhos para as mulheres eram o ensino, a enfermagem e o clero. O empregador decidia se contratava uma mulher ou não. As candidaturas questionavam se a mulher era casada ou se planeava casar, se tinha ou se planeava ter filhos. Se uma candidata dizia que planeava ter filhos, era-lhe perguntado quando e que planos ela tinha para cuidar da criança. Aos homens nada era perguntado. Candidatei-me a um banco no Sul da Califórnia cujo formulário de candidatura tinha uma secção de questões sobre o ciclo menstrual.

Era esperado que as mulheres usassem saias para trabalhar independentemente do trabalho ou das condições meteorológicas. As calças compridas não eram permitidas e se uma mulher aparecesse no trabalho com umas era mandada para casa para trocar de roupa. As mulheres recebiam menos do que os homens executando o mesmo trabalho. Assumia-se que os homens eram o suporte da família mas mesmo que uma mulher fosse mãe solteira ou enviuvasse ela receberia menos. Não havia licença de maternidade. Se uma mulher casada engravidasse e saísse do trabalho para ter a criança, era substituida. Já uma mulher solteira que engravidasse poderia ser despedida pelo simples facto de engravidar.

Eu trabalhava como auditora num banco no centro de Nova Iorque quando me apercebi dos grupos de mulheres que se estavam a formar e da legislação que estava a ser discutida. Embora as Feministas fizessem cabeçalhos de jornal por simbolicamente queimarem os sutiãs, estas propuseram que as mulheres ficassem um dia em casa e exigiram o direito de poder usar calças compridas. Em conjunto com o grupo de empregadas mais jovens do banco eu fiquei em casa e o banco fez o acordo connosco. Podíamos usar calças com casacos a condizer. O banco reviu os salários que passaram a ser equivalentes aos dos homens na mesma função.

Fui a manifestações com algumas amigas e ouvi oradoras como Gloria Steinam e Bella Abzug. Era um tempo de exaltação. Em Siracusa, onde eu morava, havia dois restaurantes com bares lounge que não aceitavam a entrada de mulheres a não ser que acompanhadas por um homem. Não eram clubes privados, eram lugares públicos vedados às mulheres. Fizemos piquetes em torno destes sítios e conseguimos que a TV e jornais locais cobrissem as nossas reivindicações e os dois restaurantes acabaram por abrir as portas às mulheres. Lembro-me do primeiro dia em que o fizeram, uma amiga e eu almoçamos num deles e brindámos ao nosso sucesso.

Às mulheres que casavam eram suposto que adoptassem o apelido do marido e passavam a ser a Sra. Qualquer Coisa. Na minha pesquisa geneológica encontrei um obituário dos anos 70 onde se podia ler que a John Smith sobreviviam o seu irmão William Smith e as suas irmãs Sra. James Jones e Sra. George Brown. Um mulher casada era despojada da sua identidade e tornava-se um apêndice do marido. Como sabem, quando casei eu mantive o meu nome e adicionei o nome do meu marido a seguir a um hífen. Nos anos 70 eu não poderia ter feito isso.

O assunto que me puxou em definitivo para o Movimento pelos Direitos das Mulheres foi o direito de tomar decisões acerca do meu próprio corpo. Nesse tempo não havia o chamado date rape (violação no período do namoro) ou spousal rape (violação dentro do matrimónio). Uma mulher casada fica sob o domínio do marido. Ele decidia se e quando ela devia ter filhos, se e onde é que ela trabalharia fora de casa. Uma mulher solteira que engravidasse na sequência de um date rape ou porque o método contraceptivo falhasse tinha de escolher entre ter a criança ou arriscar a vida num beco nas mãos de alguém que talvez fosse ou não médico, ou fazendo um aborto auto-induzido.

Tornei-me voluntária da Planned Parenthood, organizei manifestações e falei com todos, em especial com os homens na minha vida. Precisávamos que eles percebessem o que estava em jogo e se juntassem a nós na tentativa de mudarmos as coisas. As coisas mudaram lentamente e nós demos nota de todas as pequenas mudanças e celebramos as grandes. Eu até apresentei queixa contra um empregador que me havia discriminado por ser mulher e ganhei!

Muitas e boas mulheres sofreram e, sim, morreram porque a mudança não aconteceu a tempo. Hoje vejo jovens mulheres tomarem por garantidos muitos dos seus direitos e vejo a oposição a crescer gradualmente na sua direcção. Receio que as duras vitórias ganhas se venham a perder e que a sociedade retroceda a tempos em que as mulheres não serão entendidas como indivíduos e em que as suas escolhas sejam restringidas. Precisamos de passar a nossa história às gerações vindouras e essas gerações precisam de estar alerta contra quem possa atentar contra os nossos direitos como mulheres.

Obrigada por me ouvirem/lerem.

2/5/12

Animalife ajuda a ajudar 80 cães da Teti!

Consultem a morada dos PONTOS DE RECOLHA da ANIMALIFE!

Olá amigos leitores. Infelizmente o meu blogue continua a perder leitores. Um deles justificou-se dizendo que não concordava com o facto de eu ter dado exposição e apoio a Katinka Simonse aqui no blogue. Uma leitura atenta do que escrevi mostra que eu não dei apoio a Katinka, mas também não posso concordar com as peças informativas que têm andado a ser escritas e divulgadas na internet, meras cópias de outras na língua inglesa, e que pecam por defeito. Qualquer pessoa antes de formar opinião deve estar informada, refletir e decidir então num ou noutro sentido. No caso da Tinkebell, os dados que estavam a ser avançados eram poucos e não ajudavam a extrair dos seus actos um mínimo de reflexão útil, apenas conduziam à automática desaprovação e voto na petição que pretende levá-la a tribunal. O que fiz foi reunir informação útil e apresentá-la. E levantar questões. Nada mais. É a segunda vez que registo uma debandada aqui no blogue. A outra aconteceu quando publiquei quadros de uma artista norte-americana que representam casais gay...Enfim. Uns vão, outros vêm, viva a liberdade!

Mas vamos ao que interessa. Na sequência do meu anterior apelo a favor da D. Maria José, aqui trago mais notícias. Não se esqueçam dela. Vão sempre a tempo de ajudar, se hoje não podem, quem sabe daqui a uma semana ou duas? A situação necessita de apoio continuado para ser resolvida e por isso eu vou sempre actualizando a informação.

A novidade - a Animalife juntou-se a esta causa. Qual a missão da Animalife? "Ajudar todos os animais abandonados e/ou para adopção, existentes no nosso País, a encontrar um lar. Disponibilizar às Associações uma ferramenta que lhes permita receber donativos e cativar voluntários e sócios, ajudando a criar condições para apoiar os animais que estão ao seu cuidado de uma forma mais rápida e com menos dificuldades. Educar a população em geral sobre os cuidados a ter com um animal de companhia, para que seja possível reduzir o nº de animais abandonados em Portugal através de uma adopção consciente."


A ANIMALIFE vai permitir dar mais visibilidade ao problema destes animais e possivelmente obter mais donativos. A associação passará os recibos dos donativos recebidos, o que até aqui não era possível. Depois de construídas as boxes e albergados os animais será constituída a associação. Cada box tem um custo de 300 euros, constituir a associação tem um custo de 350 euros. As verbas conseguidas até ao momento estão na conta da D. Maria José - na próxima semana é tempo de ir às compras de material para as boxes! No dia 30 de janeiro obtiveram a autorização do veterinário municipal e do vereador da Câmara Municipal e podem dar início às obras. Ou seja, também pode ajudar com trabalho braçal  - precisam-se voluntários, possivelmente máquinas para o efeito também.

Relembro: a D. Maria José tem a seu cargo 78 animais e tem de os mover para novas instalações o mais brevemente possível pois o senhorio quer a quinta de volta. Há que construir boxes e depois formalizar uma associação. 

A forma de enviar o seu donativo monetário mudou em virtude da entrada em campo da ANIMALIFE. Há um novo NIB e um novo banco. Não façam mais envios para o outro NIB anteriormente divulgado.

NIB: 0010 0000 47158930001 79, Banco BPI
2ºDepois de contribuir envie o seu comprovativo para amigosdateti@gmail.com e para geral@animalife.pt.
3º Coloque também o número de contribuinte e morada para que possa ser emitido e enviado o respectivo recibo

Também li no Grupo do facebook Os amigos da Teti que foram conseguidas boas ajudas a nível de ração. Não se deixe entusiasmar, os animais são muitos e comem todos os dias. No tempo frio até comem mais!! Quando for ao hipermercado passe pelo corredor dos produtos para animais e veja o que pode fazer.

A forma de entregar o seu donativo em géneros também é diferente, agora é mais fácil:
Para entregar no local, no Pinhal Novo, Palmela, contacte a D. Maria José - 914 728 234 - para combinar a entrega.

Envio via CTT:
Maria José Cautela
Apartado 11
2955-909 Pinhal Novo
3º Agora também podem entregar a ração nos pontos de recolha da Animalife:
Morada: R. D. João V, n.º 31, 1250-089 Lisboa – Loja Pet Blue - Horário: De Segunda a Domingo - 9h às 22h e em todos os outros do cartaz lilás.

Relembrando a ajuda em espécie que pode ser enviada:

Ração seca e húmida para cão e gato
Mantinhas, cobertores, lençóis e camisolas velhas(servem para fazer almofadas)
Medicamentos, eis a lista dos que são usados:
- Ananase
- Maxilase
- Clamoxyl
- Ultraluvur
- Nolotil
- Primperán
- Lasix
- Fortcortin
- Vetmedin
- Alpurinol
- Glucantime



E, por fim, relembo ainda que estes animais precisam FAD (família de acolhimento definitivo)  FAT(famílias de acolhimento temporário), marque uma visita e vá conhecer os animais de Teti no Pinhal Novo, Palmela, se está a pensar dar esse maravilhoso passo que é encontrar um animal de companhia!É possível ver alguns dos animais no álbum de fotografias do Alex, também no Facebook.

O grupo do Facebook Os amigos da Teti é um novo grupo. O anterior era um grupo aberto, este é fechado. Surgiram discussões sem qualquer mérito na wall do grupo e a forma de lidar com o problema foi a criação deste novo grupo onde é possível exercer algum controlo por parte dos administradores. Ou as pessoas se focam nos objectivos do grupo ou poderão acabar sendo excluídas. Eu concordo, lamento é que tenham de ter sido tomadas estas medidas. Se quer  ajudar de alguma forma, peça para se juntar ao grupo.

Divulgue esta postagem no seu blogue, via Twitter, Facebook, email. A divulgação é o primeiro passo e é uma forma de ajudar que está ao alcance de todos. Use os botões que se encontram abaixo desta postagem para divulgar, é fácil!

2/2/12

Jerónimo e o polvo


Como alguns de vocês sabem, eu adoro a cidade do Porto. Quando fui viver para lá o que mais me chocou foi  encontrar tanta gente a pedir e a dormir nas ruas. Nada que se comparasse com Coimbra. A rotunda da Boavista era um caso que me fazia arrepiar a alma. A toda volta, sentados no chão, era uma paisagem humana de miséria a que só com deliberado esforço e rotina nos habituamos. Ao cair da noite as pessoas começam a reunir caixotes e mantas e a fazer a cama nas lojas que têm montras com espaços recuados um pouco por toda a cidade. Como vivia muito perto da rua de Santa Catarina e a percorria com frequência, posso dizer que em alguns dias era abordada, se não me esquivasse, por uma dezena de pessoas em cerca de 10 minutos. É-me indiferente que estivessem a pedir porque precisavam para a dose diária de droga ou para ter comida no estômago. No meu entender, todas aquelas pessoas não tinham outra hipótese, bom, talvez algumas ainda tivessem outra hipótese mas já tivessem desistido dela. 
Hoje quando li esta história sobre o julgamento do sem-abrigo do Porto que roubou o polvo e o frasco de champô lembrei-me de todas essas pessoas com quem quase diariamente me cruzei. E é a eles que dedico esta história. Com ela não pretendo desculpar o acto de roubar mesmo pouca coisa por parte de quem não tem e precisa, por muito que perceba o desespero. E já nem quero contrapor a este caso os roubos escandalosos que ficam por punir para conformar esse acto como digno de excepção. Mas, vejamos, se os bens do pingo Doce foram imediatamente recuperados, para quê apresentar queixa? Já viram a quantidade de recursos que o julgamento de uma destas bagatelas penais envolve? O crime é do tipo semi-público, - penso que é um furto simples -  logo, se a queixa é apresentada cabe ao Ministério Público deduzir acusação. O ofendido não precisa de fazer mais nada mas pode desistir da queixa até ao julgamento. A partir do momento em que a queixa é apresentada é só gastar dinheiro dos contribuintes para pagar da defesa oficiosa aos funcionários todos do sistema judicial e da polícia, além de se ocupar espaço nos tribunais com um processo que se podia ter evitado, ou que até poderia ser resolvido numa outra instância, se ela existisse, deixando espaço para outros bem mais importantes. Só que não existe essa instância. E por cada queixa de pequenos roubos com origem nas superfícies comerciais esta enormidade repete-se!É mesmo para divulgar, sei que vão achar piada à história, mas garanto que o assunto é mesmo sério.

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