3/20/17

Dia internacional da felicidade



Esta Segunda-feira, dia 20 de Marco 2017, celebra-se o dia Mundial da Felicidade. O Agrupamento de Escolas Domingos Sequeira, Leiria, em colaboração com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa, propoe o seguinte desafio: 

"Com um pequeno gesto, faça alguém feliz!". Após a realização de um acto de generosidade em prol de alguém, sugere-se a participação numa pequena investigação, acedendo à página do Agrupamento ou da Escola Secundária de Domingos Sequeira, a fim de preencher um pequeno questionário. 

O evento enquadra-se num conjunto de ações públicas e educativas para a tomada de consciência que "a busca da felicidade é um objectivo humano fundamental", conforme preconiza a ONU (Organização das Nações Unidas). Pretende-se, assim, sensibilizar os alunos e a população em geral para a importância que o investimento nas relações interpessoais tem para a promoção da felicidade e do bem-estar. Efectivamente, os estudos indicam que os bens relacionais são mais importantes para uma vida com sentido do que os bens materiais.

COM UM PEQUENO GESTO, FAÇA ALGUÉM FELIZ!
PARTICIPE NUMA INVESTIGAÇÃO: depois de ter contribuído para a felicidade de alguém,
aceda a uma das seguintes páginas e preencha o questionário
https://www.aedsequeira.com ou http://www.esds.edu.pt

3/6/17

As canções do Festival da Canção



Desafio: pega nos títulos de todas as canções que venceram o Festival e escreve uma merda qualquer.

Se as palavras do amor fossem uma Oração. Se iluminados pelo Sol de Inverno, Ele e Ela descobrissem que O vento mudou. Mas a vida não passa de uma Desfolhada portuguesa onde nem todos encontram um milho-rei. Onde vais rio que eu canto nas horas mais cansadas do dia. A Menina do alto da serra caminha ao correr do Tejo. Procura a Festa da vida que a festa na cidade é uma Tourada. Sai do call center sem alma, Flor de verde pinho que morreu antes do tempo. Trazer Portugal no coração não é mais um hino, é um caixão. Olha o horizonte e quer atravessar o mar. A deshoras Lisboa bebe-se em bares, ela entra no Dai-li, Dai-li Dou. Ao volante para casa finta a bófia duas vezes, Sobe, sobe, balão sobe, soprar é proibido. Encontrou Um grande, grande amor entre o primeiro e o último copo. A vida toca em Playback quando desperta a meio da noite, Bem bom, quase parece feliz. Esta balada que te dou é o teu milho-rei, diria o amante, mas no quarto apenas Silêncio e tanta gente só. Olha-o entremeado no escuro e murmura, Penso em ti amanhã, hoje não, Não sejas mau para mim. Estão deitados Neste barco à vela chamado cama, ela ouve-o respirar entre lençóis, lê-lhe nos lábios, Voltarei a ti, como em outros tempos o marinheiro Conquistador que zarpou do bairro de Belém, terá dito a Lusitana paixão. Ela sabe que este rio que nasce Amor d’água fresca e que abraça A cidade(até ser dia) acaba perdido no mar, que este dom de Chamar a música aos corpos de pele Baunilha e Chocolate, morre num amplexo. O meu coração não tem cor, pensa ela Antes do adeus. Se eu te pudesse abraçar todos os dias, esquecer Como tudo começou! Na cidade ninguém tem Sonhos mágicos mas eu Só sei ser feliz assim. Deixa-me sonhar (só mais uma vez), acreditar que Foi magia. A noite fez-se para Amar. Ora, mulher, Coisas de nada, diria o amante se ainda estivesse ali. Fica, Dança comigo até ao fim da noite, serei a Senhora do mar que o desejo te trouxe, vem, vamos percorrer juntos Todas as ruas do amor antes que a maré mude de novo. A luta é alegria mas a Vida minha não é senão espuma. Quero ser tua para sempre mas Há um mar que nos separa. E amanhã já de nada me servirá Amar pelos dois.

3/3/17

Não está nada bom para a praia


La La Land mostrado antes de Moonlight, em Londres!



Esta brincadeira no Rio Cinema, em Londres – que passou uns segundos do La La Land antes de projectar Moonlight - trouxe-me à memória um episódio que teve lugar talvez ainda em 1999 ou já em 2000. Por essa altura havia sessões de cinema nesta vetusta colectividade figueirense, o Grupo Caras Direitas, que já tem mais de 100 anos. Lembro-me de ter lá visto Estranhos prazeres, A raiz do medo, City Hall, Ed Wood, Casa de Doidas e muitos outros filmes. Talvez fosse um sábado ou domingo quando me dirigi à bilheteira onde comprei o ingresso uns minutos antes do início da matinée. Os bilhetes eram uns rectângulos de papel em azul ou rosa, pró menino e prá menina, talvez também noutras cores. Tinham escrito “Volte sempre” – evidentemente que só por causa disso é que eu voltava; e “conserve este bilhete”- obviamente que por causa disso é que ainda os guardo. Havia também uns feios folhetos de tipografia que eu adorava porque mostravam a lista de filmes para todo o mês e me punham logo a fazer planos. Lia-se em alguns deles “Serviço de bar” e "Pipocas Popcorn USA” e “Sala equipada com Dolby Stereo Digital”. O importante a reter é que os bilhetes não tinham impresso o nome do filme, aliás, havia espaços a serem preenchidos que ficavam sempre em branco: a data, o preço. Apareciam por vezes uns números sumidos carimbados no espaço a seguir a Sessão, dois pontos. E era tudo. Fiquei de bilhete na mão, em pé, no hall da colectividade, a fazer tempo, mesmo atrás de mim estava afixado um grande cartaz do Magnolia, mas havia outros. Acaso estão recordados das cenas iniciais deste deste filme? Um narrador elabora sobre acasos e coincidências, sobre tudo estar interligado e fazer parte de um todo? E que a vida é estranha e tal, tão estranha quanto pode ser este caso de uma mãe que mata o filho quando ele se prepara para cometer suicídio? Bem, estava ansiosa por ver a sequência inicial de que todos falavam, era o novo filme do Paul Thomas Anderson sobre gente patética de perdida, viciados e misóginos...e a chuva de sapos. Entretanto aparece o sr. Gaspar, o então presidente da colectividade, por quem eu tinha imensa simpatia, e ali ficámos a conversar sobre o filme espectacular que eu ia ver, os dez minutos foram consumidos em segundos pelo entusiasmo com que todos os cinéfilos falam destas coisas nestes momentos cruciais que antecipam a grande revelação, isto é, que já se viu todos os filmes do tipo, que alguns dos nossos actores predilectos estão lá, que alguns críticos nos jornais dizem que a história é densa, que um amigo achou o filme muito alucinado, que uma amiga adora a banda sonora. E como para bom entendedor meia palavra basta, ninguém entrou em detalhes. Esgotado o tempo, despedi-me do caro cinéfilo, subi as escadas e fui a correr sentar-me no balcão onde as cadeiras eram novas e de um vermelho confortável, não de madeira histórica e de estofos forrados de napa. Não me recordo se havia mais alguém no balcão, fecharam-se as luzes. Ali o filme começava logo após a abertura das cortinas, se é que as cortinas eram corridas como manda a tradição, creio que sim, não havia cá 20 minutos de trailers nem aquele recado para desligarmos telemóveis pois ainda não tinham chegado os tempos da modernidade, eram poucos nos bolsos e ainda sem internet móvel para os animar, por lá ficavam, afinal era o ano de 1999 mas a Lua ainda estava na nossa órbita, ou talvez fosse 2000 mas a odisseia no espaço estava adiada muito além de 2001. E então tem início a ansiada projeção e surgem imagens de Boys don’t cry, do que lembro, nocturnas mas posso estar a inventar fruto da má memória. O que não estou a inventar foi o sentimento de estranheza que me tomou. Supus estar a ver o trailer do próximo filme a ser exibido. Uma pessoa arranja sempre a melhor desculpa possível quando quer iludir a realidade! Infelizmente o trailer não terminava porque não era o trailer, era mesmo o filme com a Hillary Swank, - muitos anos antes de ser a mulher do milhão de dólares - que estava a ser exibido! Nem sequer me tinha passado pela cabeça ver aquela fita pelo que, contrafeita, lá assisti até final à história da miúda que se fez passar por miúdo e que deu mal, um argumento inspirado em factos verídicos que lhe valeu o Oscar da melhor interpretação feminina. Quando o filme terminou saí da sala completamente desconsolada: ninguém me tinha trocado as voltas, mas eu tinha trocado alguma coisa, e, hoje, tantos anos passados, ao relembrar a abertura do Magnolia continuo sem perceber o que porquê de um tal equívoco, se nada acontece por acaso.

Cartaz Magnolia

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