3/31/13

Páscoa à chuva


Não pára de chover e na região onde vivo há estradas cortadas. Parece Inverno profundo. Da rua chega o som do sino do compasso Pascal mas esse é o único sinal que parece estar de acordo com a tradição! Por regra associo à Páscoa dias de sol, chilreios de pássaros! Este ano, nada disso. Somente dias baços, chuva e mais chuva. O dilúvio vai manter-se. Para cúmulo estou com gripe há quatro dias. Finalmente o meu nariz parece ter-me dado tréguas. Depois de ter acabado o stock de lenços de papel e o que restava do maço de guardanapos, não tive outro remédio: atirei-me ao papel higiénico. E lá voaram dois rolos. Não acreditam? É verdade! A Páscoa também é sinónimo de gulodice, calorias extra. Ovos e coelhinhos de chocolate, amêndoas de chocolate ou de açucar e outras doçarias da época? Obrigada, mas não quero. Este ano essa é uma preocupação que não me ocorre!  O meu apurado paladar sumiu, e mesmo que o tivesse, não tenho apetite. Tão pouco tenho vontade de escrever. Vim só desabafar as mágoas entre uma assoadela e uma caneca de chá de limão com mel pois os vírus dão-se mal em organismos hidratados! Toca a afogar os danados a ver se na Pascoela me vingo desta pouca sorte!

3/25/13

Pão de sementes cozido em casa!


A massa depois de amassada
A massa a levedar
Os pães depois de cozidos

Farinha composta multi-cereais para usos culinários. É da Branca de Neve. Deve ser uma novidade! Ou talvez não, eu é que nunca olho muito para as prateleiras dos supermercados...É farinha de trigo com 15% de sementes diversas - aveia, linhaça, girassol, sésamo, milho miúdo e centeio, - mais farinha de aveia, de arroz, de malte e de centeio. O pacotinho diz que o conteúdo dá para fazer um pão de sementes com 750 gr. Mas eu fiz estes seis mais pequenos. A preparação é muito fácil. Eu não tenho máquina de fazer pão nem usei batedeira. Juntei a água morna e a farinha e misturei à mão durante 10 minutos. Não tenho força nenhuma nos braços e detesto amassar! Mas foi rápido, não custou nada! Depois embrulhei a taça com a massa numa mantinha e deixei repousar 45 minutos. De seguida polvilhei o tabuleiro do forno com farinha e coloquei aí os montinhos de massa. Usei uma espátula larga para tirar a massa pois ela pega-se mais às mãos do que à madeira. Depois esperei uma hora e foi ver os montinhos crescer!! No pacotinho diz que a massa duplica de volume. Parece que é verdade! O forno é pré-aquecido a 220º e os pães demoraram 35 minutos a cozer. Ficou um cheirinho a pão fresco no ar!! A meio da sessão da noite de cinema em casa parei a história e fui à cozinha. Abri um ao meio, quentinho ainda. Uma noz manteiga dentro e lá regressei eu ao sofá toda contente! Depois queixo-me que os jeans não servem... 

3/20/13

À boleia de um paramotor sobre Montemor-o-Velho!



Voar. Ninguém fica indiferente à experiência. Desde sempre o homem quis imitar os pássaros. Ou os insectos. Quis a Natureza que alguns animais evoluíssem e que desenvolvessem essa aptidão incrível para escapar aos seus predadores ou para procurar comida mais longe e sobreviver. Mas os seres humanos não. Quantos anos seriam precisos para que um ser humano desenvolvesse um par de asas? Seria isso possível? O morcego é um mamífero e tem um par de asas. Por isso...talvez sim!? Não sou cientista, apenas observadora. Mas se calhar nem os homens de ciência têm a resposta para uma pergunta tão louca, só talvez a Natureza. Mas seria preciso esperar e o homem tinha pressa. Não podia esperar por milhares de anos de evolução. A sua inteligência permitiu-lhe passar a perna à mãe Natureza e tornar o sonho realidade. A aventura de voar levou-o longe, o homem já pisou o solo lunar. Quem sabe um dia não conseguirá voar até BX442, uma galáxia tão longínqua que só o Hubble a conseguiu ver. 

Hoje o homem comum tem muitas formas à disposição para conquistar os céus: dos aviões que transportam centenas de passageiros aos românticos balões de ar quente e silenciosos planadores, por necessidade, ou por prazer, muitos são aqueles que já deixaram a superfície da terra e se elevaram no ar. Na região onde vivo é comum observar parapentes e paramotores, muitas vezes eu vejo-os da minha janela, a pairar sobre o mar, silenciosos, - os parapentes - ou mais ruidosos, os paramotores. Ontem, por mero acaso, descobri um video da zona de Montemor-o-Velho filmado a partir de um paramotor. O autor, piloto do paramotor, chama-se Pedro Ferreira, reside no concelho de Montemor e tem 28 anos.  Dedica-se ao voo desde 2010. Ambos concordamos com a beleza da região. Quer a pé, quer vista do ar, é das paisagens mais bonitas que conheço. 

Aproveitei para pedir ao Pedro que me explicasse alguma coisa sobre este desporto radical do qual não sabia nada. Ele referiu que, basicamente, paramotor se resume nesta equação: parapente + motor = paramotor. "O parapente, basicamente é uma asa tipo pára-quedas desenhado para planar. O problema do voo em parapente é que é necessária uma enorme quantidade de factores para fazer voar um aparelho destes: vento, relevo, altitude, térmicas (ar quente), etc. Com a junção de um motor, o parapente passa a paramotor e isso torna-o numa aeronave capaz de ser pilotada com maior facilidade, independentemente da altitude ou dos outros factores. Pode-se, p.ex.,descolar do chão plano e ganhar altitude bastando para isso acelerar o motor."- explicou-me o Pedro.

Ora, aí está. O paramotor é uma evolução do parapente. É assim que o vejo. Há mais controlo, eu gosto disso. Embora quer um quer outro me deixem bastante assustada pela aparente fragilidade de meios envolvida, o paramotor parece-me agora mais seguro depois da explicação do Pedro. No entanto, o parapente deve ser um voo mais agradável, desde logo mais silencioso, mais próximo da experiência dos voo dos pássaros!
Confessei ao Pedro que, amedrontada como sou, nunca seria capaz de experimentar algo assim, e questionei-o quanto ao perigo da aventura! "Quanto à perigosidade, é tudo muito relativo...  - disse o Pedro. - A formação teórica e prática permite-nos, de certa forma, evitar comportamentos menos adequados, mas contudo têm ocorrido alguns acidentes. Estatisticamente os acidentes ocorrem em pilotos com mais experiência, porque estão mais dispostos a arriscar e a tentar manobras novas. Os pilotos principiantes raramente sofrem acidentes, talvez por estarem mais receosos e não se sentirem tão à vontade. Em relação ao equipamento, é muito raríssimo ocorrem falhas. Mesmo quando o motor se desliga, a asa permite planar e aterrar com máxima segurança.Basicamente, posso afirmar que, se um piloto não "inventar" muito pode voar com uma enorme tranquilidade e segurança!"

Depois destas palavras, alguns de vocês já devem estar com vontade de tentar um voo de paramotor. Então vamos lá a saber algumas coisas práticas, como, por exemplo, os custos envolvidos. É preciso aprender a pilotar e é preciso adquirir o equipamento. Quanto é preciso investir para provar o gostinho da liberdade? O Pedro informa: "O preço de um curso de piloto de paramotor ronda os 800€. Um motor novo ronda os 2500€ e uma asa (ou parapente) custa entre 1500-2500€. Mas hoje em dia encontra-se muito material usado a bons preços e em muito bom estado."

Outro aspecto que me deixou curiosa foi a câmera que o Pedro Ferreira estava a utilizar. Reparem no ângulo e na qualidade da imagem. Que câmera é que se leva para filmar lá em cima? Perguntei, a propósito, se o Pedro gostava de cinema... "A câmera que uso é uma GoPro Hero 2." - respondeu o piloto -  Trata-se de uma câmera de desportos radicais que pode ser fixada em vários pontos, no meu caso é no capacete. Filma em Full HD.
É a única câmera que tenho. Adoro cinema e gostava de ter uma câmera melhor para fazer umas "brincadeiras", mas infelizmente, dada a situação económica que atravessamos, é de momento impossível. Tenho uma máquina fotográfica e faço umas fotografias, embora sem grande qualidade técnica.


E para o final desta pequena entrevista ficou a pergunta por onde talvez devesse ter começado. Como é que o Pedro se apaixonou pelo paramotor? O Pedro despertou muito cedo este desporto, ele tinha sensivelmente 4 anos de idade quando descobriu os parapentes nos céus." Nessa altura vivia com os meus pais nos Alpes suíços - éramos emigrantes - e lembro-me perfeitamente de ficar horas na varanda a observar os parapentes que aterravam no terreno ao lado. Muitos anos depois, e já em Portugal, tomei conhecimento que por cá também já existia quem praticasse esse desporto. Meti conversa com um tio de um colega meu, que é piloto, e pedi-lhe para voar com ele. Ele aceitou logo e quando estavamos no ar soube logo que era aquilo que eu queria! E pronto, fui logo tirar o curso meses depois!

Para as pessoas medrosas, como eu, é um privilégio ir à boleia das filmagens do Pedro Ferreira e poder ver o que ele vê do ar. Espero que os meus leitores também apreciem as imagens de Montemor-o-Velho e lhe deixem muitos Likes no Youtube como agradecimento pela partilha e incentivo para que continue a filmar para nós. 

3/10/13

A casa dos passarinhos

A primavera está a chegar. O dia 20 de março não tarda aí mas o tempo não tem estado famoso como se ainda faltassem meses para o acontecimento. Ontem choveu, trovejou e até se registaram mini-tornados em diversos pontos do país! Já devem ter visto que eu conto os dias para a chegada do verão. Até tenho ali uma widget para me facilitar a tarefa! Mas enquanto o verão não estoira por aí, com seus céus de azul choque, sol escaldante e ventos mornos a correrem pelos corredores das casas, eu terei de me alegrar com a proximidade da chegada da primavera. Viver um dia de cada vez e aproveitar cada um o melhor possível, isso é que é sabedoria. 

Há muito que celebrar nesta estação, a renovação da Natureza, a esperança numa vida nova. Por isso quando vi este suporte para chaves eu achei uma prenda ideal para a casa. Ele simboliza perfeitamente o espírito da estação! É um chaveiro em forma de uma casinha de passarinhos! Os dois chaveiros são aves. E são aves que assobiam! Levamos connosco as chaves quando saíamos, e, à noite, quando recolhemos ao nosso ninho, recolhemos também os passarinhos à sua casa. Achei tão romântico! Tenho a certeza que algumas das talentosas artesãs dos blogues que tenho visitado ultimamente serão capazes de se inspirar neste modelo e criar um totalmente handmade! Aqui deixo a ideia! Mais informações neste link da Amazon DUO Sparrow Key Ring with Birdhouse Double Sparrow Keychain Gadget for Home Decoration.





3/8/13

Dia Internacional da Mulher - direitos humanos em vez de direitos do homem

Ontem essa imagem estava a circular no Facebook. Na minha opinião de mulher gulosa, chocolate é sempre bem vindo, flor murcha ao fim de uns dias, dispenso flor, o lugar de flor é no jardim. Mas respeito é melhor que chocolate e flor em conjunto! Dê respeito no dia 8 de Março e nos outros dias também. Quer seja homem, marido, pai, irmão, primo, amigo, colega, dê respeito. Reconheça o que é diferente na mulher e compreenda. Reconheça o que é igual e apoie. Não fique calado perante a discriminação, denuncie. Esteja lado a lado. 
Dê respeito também se é mulher. Respeite-se a si mesma, perceba o seu lugar no mundo. Leia, informe-se. Não se cale, defenda a justiça, para si e para as outras mulheres. Não se acomode. Denuncie. Parar é morrer. A evolução é marcha. Pode ser marcha lenta, com pausas, mas não pode parar. Quando pára, lembre-se, isso é apenas um acidente de percurso, não o fim da linha. Não desista.
Hoje ao ligar o rádio ouvi uma mulher portuguesa a falar em directo do Dubai, onde está há quatro anos. Por essa altura, disse, as empresas em Portugal começaram a fechar e o marido conseguiu trabalho nos Emirados Árabes. Ela seguiu-o e tem feito o melhor que pode para se adaptar à sua nova vida. Como a carta de condução portuguesa não servia para circular no território ela teve de tirar uma nova licença. Para obter a licença, as autoridades do país exigiram que o marido escrevesse uma carta em como lhe dava autorização...
Na mesma rádio ouvi depois sobre o PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 637/XII - RECOMENDAÇÃO RELATIVA À ADOÇÃO POR ENTIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS DA EXPRESSÃO UNIVERSALISTA PARA REFERENCIAR OS DIREITOS HUMANOS. Eis a prova de como as coisas mudam devagar. Mas nada muda por si. Têm de haver forças envolvidas, a puxarem em algum sentido, movimento! Doravante lembre-se de dizer DIREITOS HUMANOS em vez de DIREITOS DO HOMEM. Quantas vezes a mudança não começa por pequenas coisas? A mudança começa por si, por mim, por todos nós.

Publico um excerto do texto que pode ser lido na íntegra, aqui.
Em Portugal, a utilização da expressão Direitos do Homem - que materializa histórica e filosoficamente o poder de excluir - está disseminada por diversos documentos oficiais e particulares, neles incluídos documentos fundadores e programáticos como a Constituição da República Portuguesa. 
Por outro lado, é corrente a utilização na oralidade do substantivo masculino para integrar ambos os géneros, embora homem com maiúscula ou com minúscula, não esteja linguisticamente classificado como substantivo sobrecomum, e bem, já que se assim fosse materializaria um (pre)conceito correspondente a um estereótipo de discriminação de género. 
Nestes termos, os Deputados dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP apresentam o seguinte projeto de resolução: 
1. Considerando que a salvaguarda da igualdade e da universalidade em matéria de direitos humanos tem natureza primordial e carácter incessante; 
2. Considerando que, os requisitos da igualdade e da diversidade constituem um ativo de produção e de desenvolvimento humano, económico, social e cultural;

3. Considerando a respetiva dupla função dialética, seja no plano primordial da efetivação dos direitos humanos, seja no plano da eficiência do modelo de desenvolvimento económico;

4. Assumindo que, a desproporção entre as políticas implementadas relativas a combater a discriminação de género e o ritmo dos resultados obtidos, tem subjacente razões de natureza histórico-cultural e social, nomeadamente matrizes fundadas em estereótipos de género que justificaram no passado uma alta assimetria discriminatória;

5. Considerando que, a linguagem condiciona e potencia conceptualizar o pensamento;

6. Considerando a responsabilidade de rememoração inter-geracional que nos incumbe.

Nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, a Assembleia da República, recomenda e apela dirigindo-nos a entidades públicas e privadas, a que doravante, sem prejuízo da utilização da expressão redutora para reportar a documentos do paradigma da exclusão: 
a) Na produção de documentos oficiais, bem como em sede de revisão dos mesmos já em vigor ou futuros, seja substituída a expressão Direitos do Homem pela expressão Direitos Humanos. 
b) No exercício de funções na titularidade de cargos em órgãos de soberania, das regiões autónomas e das autarquias locais, bem como no exercício de funções públicas de qualquer natureza e independentemente da natureza do vínculo, seja utilizada a expressão Direitos Humanos em substituição da expressão Direitos do Homem.

c) Na produção de documentos particulares e, nomeadamente em manuais escolares e académicos, bem como nos textos para publicação e divulgação, seja substituída progressivamente a expressão Direitos do Homem pela expressão Direitos Humanos.

d) Na oralidade, sobretudo no âmbito de ações de formação e de ensino, seja utilizada a expressão Direitos Humanos ao invés da expressão Direitos do Homem.


3/6/13

Obrigada Wilson!

Hoje fui surpreendida pela mensagem de Wilson Martins Coutinho na minha caixa do Facebook. Posso dizer que fiquei encantada. Eu tinha-lhe escrito o ano passado quando descobri o álbum de fotos do Davi  - não é esse cãozinho da fotografia, é outro. Mas pensava que seria quase impossível obter eco da sua parte pois a caixa dele deve estar sempre a abarrotar de imensas mensagens! Nunca esperei que ele respondesse! Imagine o que é receber uma mensagem de alguém que você admira e considera um herói. É, não menos do que isso, um herói, e escrevo sem nenhum exagero. Foi uma alegria!
Wilson agradecia a postagem dedicada à extraordinária recuperação do cão Davi fruto dos seus cuidados que escrevi aqui no blogue no final de Janeiro. Não se bastando com isso, Wilson fez um destaque para esse texto na sua página que resultou numa torrente de comentários lá no seu Facebook! Fiquei comovida com essa enorme demonstração de carinho e louvor pelas acções dele em prol dos animais. Wilson é, verdadeiramente, um caso excepcional que se destaca no universo de gente que vamos conhecendo pela internet ajudando os animais desvalidos. Se gosta de animais e ainda não conhece a história de Wilson, dê um saltinho à postagem que escrevi ou vá directamente ao Facebook e ajude a divulgar a sua inspiradora vida de dedicação aos animais!

3/5/13

Comprei uma botija de água quente!

Botija de água quente, saco de água quente ou bolsa de água quente. É tudo a mesma coisa. Indicado para diminuir os espasmos musculares ou para obter um efeito analgésico, ou, simplesmente para aquecer os pezinhos no inverno! Durante anos eu resisti a utilizar as botijas de água mas a semana passada corri ao supermercado para comprar uma pois as noites estavam frias demais! Havia três regras básicas que eu conhecia, ensinadas pela minha mãe: não colocar a água acabada de ferver no saco, não encher em demasia e fazer sair o máximo de ar possível. Lembro-me do saco dela, de côr verde e com uma bonita capa em tricot feita pela minha avó, com anos e anos, mas pouca utilização pois a minha mãe nunca foi friorenta como eu. Além disso ela sempre considerou o saco como algo muito pouco prático e cedo se converteu às botijas eléctricas, primeiro tubulares, depois com formato de disco voador! Essas, penso que tenham areia dentro e uma resistência eléctrica. O maior perigo das primeiras, as tubulares, que apareceram no mercado - e eu ainda me lembro disso - era que não tinham um temporizador e quando as pessoas se esqueciam delas ligadas na corrente além dos 5 minutos necessários para o aquecimento, elas sobreaqueciam e as forras exteriores pegavam fogo e enchiam a casa de fumo! Eu ainda recordo pelo menos dois episódios desses e o cheirote que ficava pela noite fora!

No magnífico Youtube há um video com tudo o que precisa saber sobre como bem utilizar e cuidar da sua bolsa de água quente! Pode até parecer excessivo tamanho ensinamento mas eu cresci a ouvir histórias de sacos que rebentam e causam queimaduras. Por isso talvez eles queiram tranquilizar os potenciais clientes! Em virtude dessas histórias eu nunca quis usar. Mas o frio e eu somos inimigos do peito. À semelhança do Napoleão, eu também não me dou bem com o General Inverno! O frio faz-me sentir doente e, à noite, se os pés não aquecerem eu não durmo! O frio venceu! Quando cheguei ao supermercado a escolha não era muita - ou comprava um saco com capa ou sem capa, e depois escolhia entre as cores disponíveis a preferida. Li a etiqueta para ver se aquilo não teria vindo da China, caso em que prenunciava um estoiro logo que a água lhe entrasse dentro!! Há produtos em que não vale mesmo arriscar, o barato pode sair muito caro e os produtos chineses são muito manhosos. Parecia que não, emobora o lugar de fabrico não fosse explícito, lia-se que a botija estava em conformidade com as normas europeias. Nesse momento eu também não conseguia ver o estado da borracha pois ele já vinha ensacado na capa macia e dentro de uma saca plástica transparente. Também havia sem capa mas eu pensei que não teria tempo de costurar uma tão cedo e trouxe-o - nem sequer me lembrei que podia embrulhá-lo numa toalha, lá está, uma principiante nestas andanças de botijas de água quente não se lembra destas coisas!! Mesmo assim trouxe-o!

À noite fui à cozinha aquecer a água toda contente e meti o saco entre os lençóis. Daí a uma meia hora quando regressei ao quarto e os puxei, pessoal leitor, veio de lá um cheiro de oficina de recauchutagem de pneu que não se aguentava! Naqueles dias em que não lhes apeteça sexo com o vosso companheiro, em vez de invocarem as velhinhas dores de cabeça, sempre podem usar este estratagema- enfiem uma botija de água quente na cama! Duvido que haja homem que se queira deitar ao vosso lado imaginando-se numa casa de pneus! Todavia o frio era maior que a minha náusea ao cheiro da borracha e eu acomodei o saco lá bem ao fundo da cama, até ter os pés quentes. Assim que eles ficaram quentinhos eu levantei-me e fui a correr pôr o maldito bem longe. Mas durante o tempo que ele esteve dentro da cama, sempre que me mexia, lá subia uma aragem a pneu de automóvel até ao meu nariz! É um cheiro intenso a borracha! Só uma vez eu fui a uma oficina com o meu carro para mudar uns pneus velhos e veio tudo isso na minha memória, até os sons. Imaginem a potência desse odor! No dia seguinte, e nos outros que se lhe seguiram, o saco esteve pendurado na corda da varanda a arejar. Mas o cheiro continua intenso. 

Esta semana a temperatura subiu um pouco e não tarda aí a primavera pelo que em breve guardarei a botija pestilenta!  No próximo ano a alternativa poderá ser, estou a ver, um daqueles saquinhos de pano com sementes e ervas aromáticas dentro que se levam ao micro-ondas, no máximo, durante 2 ou 3 minutos.  O problema é que eu também não uso micro-ondas! É um electrodoméstico que já utilizei em diversas ocasiões mas que não me convence a 100%. Então eu não tenho.



Já agora fiquem a conhecer estas almofadas térmicas da marca Ricoxete. São fabricadas à mão por mulheres e homens a cumprir pena de prisão em Portugal. 100% naturais, recicláveis, biodegradáveis e hipoalergénicas, são feitas em tecido de algodão e caroços de cereja (1500 caroços em média ou 350 gramas). Garantidamente não devem cheirar a pneu! Ah! E se alguém souber de algum truque para remover o cheirote da borracha, não deixe de partilhar por favor!

3/4/13

Prémio Nacional Indústrias Criativas


Atenção ao prazo! É até 7 de Abril de 2013. 

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa da Unicer Bebidas, S.A. e da Fundação de Serralves, em parceria com a Addict - Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, Agência de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, e Universidade Católica- Escola
das Artes e Universidade do Porto.



Para além de uma grande ideia, os projectos na área das Indústrias criativas devem ser inovadores, ter viabilidade económica e financeira, ser potenciadores de criação de novos postos de trabalho qualificado e produzir um efeito impulsionador na afirmação da criatividade e inovação portuguesas nos mercados nacional e internacional.

As indústrias craitivas incluem os seguintes sectores:
- Audiovisual - incluindo Cinema, Fotografia e Vídeo,
- Arquitectura, Artes Visuais e Artes Performativas,
- Artesanato e Joalharia, Design, Design de Moda,
- Edição - incluindo Edição Electrónica,
- Música, Publicidade, Software Educacional e de Entretenimento, Televisão e Rádio.

As Indústrias Criativas têm intervenção em áreas distintas, como, por exemplo, o Ambiente, Cultura, Desporto, Educação, Indústria, Solidariedade Social, Trabalho, Turismo e Lazer e Urbanismo.

Leiam o Regulamento e participem!

3/3/13

Trabalhando num sonho!


Working on a dream
Estou trabalhando num sonho 
Embora às vezes o sinta tão distante
Eu estou trabalhando num sonho
e eu sei que vai ser meu um dia.
Bruce Springsteen (Working on a dream)

Tenho uma lista de canções no meu computador que ouço sempre que preciso de uma dose extra de animação. Working on a dream, do Bruce Springsteen, faz parte dessa lista. Há quem tome fluoxetina (mais conhecida por Prozac) para combater o desânimo,  eu tomo canções no inverno, no verão a receita é uma hora de praia diária. É assim que afasto o mau humor e que carrego as baterias! Não fiquem com a ideia de que estou a brincar com quem precisa e toma Prozac pois eu mesma tomei um parente do Prozac durante uns meses! Sei que essas pessoas não se bastariam com algumas canções do Boss ou uns raios de sol, embora, quer a música quer o sol, também estejam certamente indicados como co-adjuvantes do tratamento dos estados depressivos! 

(Um aparte importante! Combata o estigma: depressão é doença, sim, encare-a como uma pneumonia! Se tem, trate, se sabe de quem tenha, ajude a pessoa a procurar tratamento. Não perca tempo, não se iluda, não faça de conta, enfrente o bicho e dê a volta por cima!)

Todos gostamos de canções, mesmo quando não conseguimos cantar. A música faz parte das nossas vidas em muitos momentos. Encontramos alento nela, faz-nos refletir, faz-nos sonhar. Pensem nos cantares de trabalho, que surgiram da natureza colectiva das tarefas agrícolas há muitos anos, imaginem os grupos durante a lavoura, amenizando a dureza da vida rural com uma canção cantada em grupo! Pensem nas canções de denúncia, caso da música de intervenção dos anos 60-70. No nosso país as canções de intervenção deram voz ao povo oprimido e à sua ânsia de liberdade. Noutros países envolvidos em guerras de anos, essas canções apelam à paz, como o folk-rock dos EUA, lembro Joan Baez ou Bob Dylan. Por fim, quem não gosta de se perder em pensamentos enquanto escuta uma bela melodia!

Bruce Springsteen, norte-americano de Nova Jersey, escreve e canta frequentemente sobre problemas sociais da classe média, os conflitos entre os poderosos e os fracos, as injustiças e desigualdades que se repetem ao longo da história, afinal, tão presentes na América como em Portugal. Hoje, talvez fruto do que aconteceu ontem em Portugal, eu reparei na letra de Working on a dream com mais atenção. É uma canção sobre a realidade e o sonho americano, e apesar da sua melodia contagiante  e esperançosa, é sobre a situação de  todos aqueles que tiveram de deixar a família ou até o país para conseguirem arranjar trabalho. Seja porque as empresas faliram, seja porque foram deslocalizadas para países onde a mão de obra é mais barata, o que esta canção descreve está a acontecer todos os dias, em algum país desenvolvido do mundo, em Portugal também: "Quase 44 mil pessoas residentes em Portugal emigraram em 2011 para outro país, um aumento de 85% face às 23.760 pessoas que partiram para o estrangeiro em 2010, revelam os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre estimativas anuais de emigração."(Fonte

Mas algumas canções têm um simbolismo especial e colectivo. Ontem ouviu-se uma dessas canções nas ruas de Portugal, foi Grândola Vila Morena. A população portuguesa manifestou-se em peso contra a quebra do nível de vida devido às medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e adoptadas pelo Governo. Nos anos 80, também se verificaram manifestações de descontentamento social, Portugal também vivia sob a influência de programas de ajustamento do FMI. 1983 e 1984, foram dois anos que ficaram marcados pelos acordos com o FMI e pelo agravamento extraordinário das condições de vida dos trabalhadores portugueses. Depois, a entrada na CEE - Comunidade Económica Europeia - traria ânimo e um projecto de esperança num futuro melhor para Portugal. Desde 1986 e até 1991 Portugal recebeu fundos estruturais da CEE destinados a modernizar o sector produtivo e assim combater a sua desigualdade face aos restantes membros europeus.  É certo que a economia se desenvolveu, todavia o país nunca alcançou o desejável nivelamento com os seus congéneres, seja porque os fundos não foram aproveitados em pleno, seja porque temos estado entregues à má governação recorrente. Hoje, todavia, ter esperança na União Europeia transformou-se uma piada e embora muitos continuem a trabalhar no sonho europeu, outros sentem que a Europa se tornou uma madrasta, um monstro, a Europa mete medo.

Não há português de 50 anos  que não saiba a história da Grândola Vila Morena, um símbolo da Revolução dos Cravos e da abertura de Portugal à democracia em 1974. Houve duas senhas na Revolução. A primeira, às 23h, foi a música "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho. Grândola, que foi a segunda, passou no programa "Limite" da Rádio Renascença às 0.20h do dia 25, e foi o sinal para o arranque das tropas mais afastadas de Lisboa e a confirmação de que a revolução estava em marcha. No último mês a conhecida canção de Zeca Afonso ganhou uma nova vida. Em Fevereiro de 2013, enquanto o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falava no debate quinzenal com os deputados, foi interrompido pelo movimento "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" que cantou a Grândola como forma de protesto contra as políticas económicas deste Governo e da troikaSe para uns a cantoria na Assembleia da República  foi um protesto cívico, criativo e justificável, próprio dos regimes democráticos, para outros não passou de um insulto à liberdade de expressão, uma forma indigna de usar esta canção. Mas desde então outros ministros têm sido alvo desta criativa manifestação de protesto e agora a canção foi cantada pela multidão, com grande emoção, no encerramento das manifestações do dia de ontem. O video é o desse momento na cidade do Porto, nos Aliados. Assistam, porque é esmagador. Também no portal norte-americano The World  a Grândola Vila Morena é notícia por estar a ser pedida pelos ouvintes lusos residentes no Connecticut!! É caso para dizer, Viva a Grândola Vila Morena, viva o sonho! Não acham?






3/1/13

Amigas do SIGA-ME, leiam isso por favor!

Olá amigas do SIGA!
Esta postagem é especialmente dirigida a vocês! Quero agradecer terem começado a seguir o meu blogue! Quero agradecer as vossas mensagens e comentários também! Durante algum tempo eu nem tinha a widget de seguidores activa (Google Friend Connect) e sempre escrevi sem esperar retribuição. Não consigo parar a minha tagarelice virtual, é estimulante. Faço uns intervalos mas acabo sempre por regressar! Eu nunca me importei se ninguém comentava aqui. Escrevo porque gosto de escrever. Aprendo coisas, treino o português, exercito a memória, divirto-me. Mas ultimamente fui atingida por um ataque de solidão blogueira e andava a matutar no que havia de fazer para obter algum feedback de outros blogueiros quando encontrei a lista do Siga-me.

A maioria dos blogues da lista são sobre artesanato e eu passei um bom bocado a ver as peças espantosas que todas criam. Eu sou imensamente apreciadora do trabalho manual e até tenho algum jeitinho de mãos. Mas raras vezes produzo algo que se veja! Depois de visitar todos os blogues listados fiquei empolgadíssima com alguns dos trabalhos que vi e até cheia de vontade de deitar mãos à obra, inspirada por tanta criatividade e talento!! Mas da vontade à acção vai um passo de gigante e eu tenho pernas pequenas! Não consigo fazer tudo o que quero! Mas adorei ver tanta criatividade, tanta diversidade. No entanto pensei que ninguém iria seguir este meu blogue que só tem palavras, muitas palavras! Diversidade aqui também há, mas artesanato nem por isso! Escrevo sobre cinema, preocupações sociais, animais, objectos, videos, actualidades, curiosidades, enfim, escrevo sobre o que me apetece. 

Mais do que seguidores eu gostaria de ir obtendo alguns comentários. Não digo uma avalanche de comentários por postagem, uma avalanche também não!! Mas pelo menos alguns para este blogue ganhar alguma vida! Mas para isso eu sei que é preciso visitar também os blogues linkados, claro, como vocês dizem, gentileza gera gentileza!! E aí começou o meu problema. Hoje, quando me preparava para uma segunda ronda, verifiquei que isso não é tão fácil quanto eu queria!

Eu não conheço bem esta widget do Google Friends Connect mas, mesmo não a conhecendo bem, sei que ela serve para criar uma espécie de rede social em torno de blogues afins. Quando alguém se torna “seguidor” do meu blog, as  atualizações que eu fizer passam a ser exibidas na conta do Blogger do meu seguidor, os meus novos artigos  vão aparecer na “Lista de Leitura” dos meus seguidores. O feed do meu blogue é também adicionado à conta do Google Reader da pessoa em questão. 

Ora, um atributo essencial de qualquer rede é a fácil comunicação. Mas o que eu estou a verificar é que não há comunicação! Eu clico nos avatares de cada uma de vós e não consigo ir mais além. Por isso eu pedia para verificarem a vossa widget do Google Friend Connect. Comparem com a minha, cujo print screen eu aqui coloquei, e distingam 3 zonas: uma, do meu perfil, onde eu escrevi sobre mim, outra, dos links, onde estão os links para os meus blogues, e, finalmente, uma terceira zona, a dos blogues que eu estou a seguir. Não me perguntem como fiz isso pois eu já fiz há muito tempo e não lembro mais. Mas o que me está a acontecer quando clico nos vossos avatares é que algumas de vós têm a segunda zona preenchida com o link do vosso blogue e outras não. Eu pedia a quem não tem aí o link do seu blogue, que o tentasse colocar aí, pois de outra forma (eu penso que) não consigo visitar-vos sem voltar à lista do Siga-me. Posso ver as vossas actualizações na Lista de Leitura mas isso não é a mesma coisa - nessa lista estão as actualizações de todos os blogues que sigo. Como eu tenho mais alguns blogues activos imaginem quantas actualizações recebo!!! O link em falta é o caminho mais rápido entre o meu e os vossos blogues.

Não sei se só eu que estou a ter este problema. Por favor, dêem um pouco de atenção a este assunto da widget do Google Friend Connect. Se eu estiver certa, isto pode ser a diferença entre receber mais ou menos visitas nos nossos blogues. Desejo um bom fim de semana a todas, com bom descanso e muita arte!

Jennifer Lawrence rules, yeah!


Não vi nada dos Oscares deste ano, nada mesmo. Nem em directo nem depois, e nem no Youtube. Não tive qualquer oportunidade e também já não tenho a curiosidade que tinha há uns anos atrás. Então agora assisti a este video da Jennifer Lawrence e do Jack Nicholson no Youtube e achei o máximo! Já sabem como são os actores e as actrizes, não consigo acreditar que alguma vez sejam espontâneos quando em público, creio mesmo que levam a vida toda ensaiada e decorada na ponta da língua, sem excepção, não vá aparecer um jornalista ou um paparazii manhoso e apanhá-los em falso! Mas Jennifer parece mesmo ter reagido  de forma imprevista à investida de Jack Nicholson e é só rir com as caretas dela. Simpatizo com a actriz. Até ao momento eu vi quatro filmes onde ela entrou - XMen, o Início, onde interpreta Mystique, uma personagem do universo Marvel, a mulher mutante de corpo azul que podia assumir qualquer forma; O castor, onde interpreta uma jovem estudante adolescente marcada pela perda do irmão mais novo, prestes a terminar o liceu; Os jogos da fome, o popular filme do ano passado, onde é Katniss Everdeen, a heroína que toma o lugar da irmã mais nova num peculiar torneio até à morte, e Guia para um final feliz, onde é Tiffany, uma viúva problemática. Já escrevi anteriormente sobre este filme, aqui, e, quando o vi, fiquei até mais surpreendida com o desempenho de Bradley Cooper do que com o de Jennifer! Tinha gostado dela nos Jogos da Fome e de Cooper só tinha visto A ressaca. Depois disso também vi As palavras e mais uma vez o homem brilha embora o filme deixe um pouco a desejar. Mas é Jennifer quem tem recolhido todos os prémios e na noite dos Óscares, com a sua juventude, as suas respostas divertidas e despretensiosas, acabou por conquistar ainda mais fãs.Vejam o video e sorriam!

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