12/16/14

O canarinho está doente! Alguém pode ajudar?

Olá amigos dos canários!

Apareceu um canário à minha porta, na rua!Isto foi em Agosto. Agora ele tem uma doença nas patitas. Encolhe muito uma delas, a esquerda. Elas apresentam uns "crescimentos amarelados", aparentam estar secas e escamadas, até parece que estão deformadas. 

Eu vi muitas fotos de patas doentes na net mas não consigo concluir nada fruto da minha inexperiência. Penso poder ser ácaro ou sarna, mas não sei, e também não sei que tratamento aplicar.A gaiola é lavada com água corrente e sabão Clarim todas as semanas, tem grade. Isto será insuficiente? Ele come uma mistura de milhos e papa de ovos enriquecida com ácidos gordos (Versele - Laga, Gold Patee) e de vez em quando maça, também talos de couve e alface, raras vezes.

Para já eu vou colocar vinagre de sidra na água pois mal não vai fazer. Mas produtos químicos não vou arriscar sem alguém conhecedor me indicar um caminho seguro! Alguém sabe o que posso fazer? Obrigada!

Nota: Agradecimentos ao José Lourenço que me deu a solução! O passarinho está bem!(Janeiro de 2015)

12/7/14

O abacateiro está num jardim!













Há três coisas que um homem deveria fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Frase atribuída ao poeta cubano José Martí.

Após dois anos de cuidados e mimos caseiros, o abacateiro encontrou o seu lugar num jardim! Agradecimento público ao meu vizinho que teve todo o trabalho de jardinagem, escolhendo um lugar abrigado para a jovem árvore estender as suas raízes pela terra dentro, crescer e talvez dar frutos, o que a suceder será dentro de cinco anos! Vou ter saudades de o ter na varanda! Mas é o pretexto para voltar a fazer uma refeição mexicana, preparar um guacamole e recomeçar o processo! 

Leiam esta postagem e vejam as fotos para saberem o resto da história!

12/6/14

Os benefícios da caminhada


Se têm seguido estas minhas postagens sobre caminhadas sabem que eu não comecei a caminhar para emagrecerNão posso dizer que tenha emagrecido muito a caminhar. Durante o verão talvez um quilo e meio. Li algures que caminhar 1 hora 3 vezes por semana pode queimar 240 calorias, o que dá para perder até 1 quilo por mês, mesmo sem dietas. É necessário percorrer cerca de 3 quilómetros em meia hora, os batimentos cardíacos devem situar-se entre os 70 e os 80% da frequência cardíaca máxima (FCM). Também li que para esse efeito, o ritmo da caminhada dever ser variado, ora mais lento ora mais rápido. Não sei se será mesmo assim, esse não é o meu objectivo principal. Se o objectivo da caminhada for emagrecer, terá de aprofundar na internet pois eu não o fiz e não tenho conhecimento melhor para partilhar! O que me levou a isso foi o facto de me sentir atrofiada e sem força muscular. Como não aprecio idas ao ginásio, optei pela caminhada. Pensei que podia começar por aí e que se me desse bem, mais tarde, podia fazer corrida.

Comecei em Junho de 2013, o verão correu bem, mas a partir de Novembro eu desmotivei-me e deixei de fazer as caminhadas. Só recomecei em Junho deste ano. Consegui mantê-las durante o verão, quase diárias mas mais curtas, e até agora só interrompi durante uma ou duas semanas em que choveu imenso. Com isto quero dizer que não foi fácil criar o hábito. Mas quando desistimos podemos sempre voltar a tentar!

Assim que comecei a ler sobre a caminhada descobri que ela é bem mais benéfica do que imaginava. Como já pude comprovar alguns dos seus efeitos, resolvi escrever sobre a minha experiência para incentivar os leitores do blogue a mexerem-se um pouco mais!(Assinalei com * o que já pude verificar.)

Quais são os benefícios da caminhada?

- Melhora a sua condição física geral*
- Fortalece a musculatura e ossos dos membros inferiores
- Reduz os níveis de ansiedade*
- Melhora a qualidade do sono*
- Ajuda no controle do peso*
- Contribui na manutenção e/ou aumento da densidade óssea
- Combate do mau colesterol
- Melhora a circulação sanguínea
- Ajuda a prevenir doenças do foro cardiovascular
- Melhora a capacidade do aparelho respiratório
- Ajuda a controlar diabetes e a hipertensão
- Ajuda a combater problemas articulares
- Contribui para melhor postura e equilíbrio*
- Ajuda a combater a depressão*
- Ajuda a estabilizar o humor em virtude da libertação de endorfinas*
- Ajuda a relaxar e a combater o stress*
- Favorece o contacto social
- Eleva a auto-estima e melhora a auto-imagem*

Por exemplo, hoje, sábado, percorri 8,20 km em cerca de duas horas. Não senti cansaço algum e podia até ter ido mais além. Mas não quero exagerar. Quando chego a casa tomo um duche e massajo as pernas dos pés até às coxas. Quando saio da casa de banho estou revigorada e pronta para trabalhar. Isto nem sempre foi assim, eu já tenho muitas horas de caminhada em cima. Devagar se vai ao longe! A próxima caminhada é segunda-feira.







Algumas regras para uma caminhada confortável e segura

- Aconselhar-se com o seu médico de família, conhecedor do seu historial de saúde, se não pratica nenhuma actividade física ou se tem alguma condição de saúde particular.
- Usar um calçado com bom amortecimento, capaz de reduzir o impacto do pé no solo. Não usar um calçado apertado pois o seu pé vai dilatar um pouco. Deve elevar o pé do chão e pisar com segurança, começando pelo calcanhar e terminando nos dedos.
- Usar roupa clara e leve, fresca no verão, quente no inverno.
- Usar roupa larga e absorvente. Roupa apertada pode dificultar a respiração ou movimentos.
- Usar meias finas de algodão para não fazer bolhas.
- Preferir percursos planos, - um terreno acidentado vai-lhe exigir maior esforço - sem muito tráfego por perto, - o que significará menor poluição - e bem iluminado - caso faça uma caminhada nocturna.
- Fazer alongamentos antes da caminhada, - em especial se ela tiver lugar de manhã - e no final da mesma.
- Começar a caminhar lentamente e depois acelerar; no final, desacelerar ao longo de 10-5 minutos para chegar a casa relaxado.
- Manter postura erecta, braços balançando alternadamente, acompanhando o ritmo da passada, o abdómen ligeiramente contraído.
- Centrar a cabeça nos ombros.
- Manter os olhos no horizonte, em linha recta.
- Manter os ombros relaxados, eles não devem ser inclinados nem para a frente nem para os lados
- Respirar corretamente, isto é, inspirar pelo nariz e expirar pela boca. Se está a usar a boca é porque o seu ritmo talvez seja excessivo. Uma regra prática: deve ser capaz de manter uma conversa enquanto caminha.
- Estar atento a desconfortos tais como falta de ar, dores de cabeça, tonturas, dores musculares, que podem ser sinais de problemas a exigir atenção clínica
- Beber líquidos antes, durante e depois da caminhada.
- Preferir horários com menor incidência da luz solar (até às 10h ou após às 16h). Lembre-se de usar manga comprida, chapéu ou boné, óculos de sol e o protector solar.

A prática da caminhada é benéfica para pessoas de todas as idades. Leia este estudo sobre o impacto positivo da caminhada na vida do idoso
Atualmente, apesar da ampla divulgação sobre os benefícios da prática regular de atividade física, constata-se que uma grande parte da população ainda vive de forma sedentária. O sedentarismo está muito presente na sociedade, acentuando-se este fato principalmente aos indivíduos idosos, o que contribui significativamente para um envelhecimento menos saudável, com declínio na capacidade funcional, perda da autonomia e maior ocorrência de doenças crônico-degenerativas, doenças psicológicas, até invalidez e morte prematura.
Leia também sobre o  Desafio dos 10.000 passos e mexa-se!

O uso do podómetro na caminhada


Podómetro (ou pedómetro). É uma palavra recente no meu vocabulário, coisa com um anito e pouco. Até aí sabia que existia mas nunca me tinha passado pela cabeça usar um. Um amigo chamou-me a atenção para o uso mais indicado da palavra: podómetro. Espreitei nas Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e realmente os entendidos votam em podómetro devido à etimologia da palavra:
- podómetro («do gr[ego] póus,podós, "pé" + métron, "medida"») 

- pedómetro («de pede- + -metro»); 

Qual seja a palavra escolhida estou a referir-me ao pequeno aparelho que uso na cintura para medir os quilómetros que faço durante as minhas caminhadas. Andar a pé é um exercício natural, com diversos benefícios para a saúde física e mental, pode ser feito a qualquer hora,- evitando períodos de muito frio ou de muito calor -  é económico. Basicamente é preciso um bom calçado, roupa normal, - chapéu, óculos de sol e protector solar são úteis também -  e uma garrafa de água para ajudar a manter a hidratação. Apesar de saber isso eu achei que não era incentivo suficiente. Então lembrei-me de usar um podómetro como forma de medir e incentivar a progressão através da superação das marcas obtidas. É fácil perder a noção daquilo que se caminhou, se muito, se pouco, façam o teste. Dependendo do lugar, - estrada urbana, estrada de campo, praia, circuito de manutenção - , se só ou acompanhado, a nossa percepção da caminhada é muito variável, restando-nos talvez cronometrar o tempo para ter uma ideia. Além disso o pequeno aparelho é um acessório divertido e ajudou-me a levar o exercício da caminhada mais a sério! 

O podómetro trazia um pequeno livro onde descrevia o Desafio dos 10.000 passos e eu comecei por medir os passos que dava. Mas comigo isso não funcionou bem. Sobretudo nos dias em que não caminhava ficava sempre bem longe dos 10.000 passos. Noutros dias esquecia-me de o colocar logo de manhã. Acabei a usá-lo só para medir as caminhadas! Gradualmente fui caminhando até mais longe mas por essa altura já me tinha habituado a fazer os registos de quilómetros percorridos e nunca mais pensei nos passos. O meu tempo livre também não permitia caminhadas superiores a 60 minutos. Todavia li que num estudo ficou provado que as pessoas dão mais passos se tiverem como objectivo os 10 mil passos por dia do que se lhes for prescrito uma caminhada de 30 minutos. Mas ainda assim este número pode não ser o ideal para todos, deve ser considerado uma referência. Por exemplo, crianças podem dar mais passos, os idosos e doentes crónicos, menos. Para mim o essencial foi começar e ir melhorando a minha marca. Alguma actividade é melhor do que nenhuma, não é verdade? Quando já estava motivada fui aumentado as minhas caminhadas de forma natural. No livro que acompanha o meu podómetro vem esta escala:

Indivíduo sedentário: 5000 passos
Indivíduo com actividade física reduzida: 5000 – 7500 passos
Indivíduo com actividade física aceitável: 7500 – 10000 passos
Indivíduo activo: 10000 – 12500 passos
Indivíduo muito activo: 12500 passos

Para que serve um podómetro?

Os podómetros servem para monitorizar a actividade física através da contagem dos passos, da distância percorrida e até do cálculo das calorias gastas.Com estes dados é possível concluir se uma pessoa é activa ou não e elaborar uma estratégia para incentivar a actividade física dos mais sedentários. Daí ser comum dizer-se que o uso de um podómetro ajuda a emagrecer: basicamente, se se mexer mais irá gastar mais calorias. 

Que tipos de podómetros existem?

Existem diferentes tipos de podómetros: os simples apenas registam o número de passos; os digitais indicam a distância percorrida e número de calorias queimadas. Alguns incluem ainda mais funções. A novidade mais recente são as app e outros instrumentos digitais que monitorizam toda a actividade física do indivíduo. Eis alguns exemplos:

- Um exemplo de podómetro
- App desportiva para  smartphones, o podómetro Accupedo ou o Runtastic Pedometer PRO 
- Um exemplo de pulseiras de fitness, capaz de aprender o seu nível de atividade e atribuir um objetivo diário personalizado. A pulseira indica passos, calorias, distância e monitoriza o sono. Pode ser emparelhado com um monitor de ritmo cardíaco para actividades de fitness e é até à prova de água...
- O podómetro que eu uso

Como se usa um podómetro?

O meu podómetro deve ser usado na cintura, preso no cinto das calças, - ele tem uma mola para isso mesmo - o mais junto ao corpo possível, de lado, por cima do osso ilíaco pois ele irá detetar os movimentos dos ossos da bacia e é assim que mede os passos. Para medir a actividade física ele deverá ser usado todo o dia, do acordar ao deitar. Outros podem ser usados no pulso ou pendurados ao pescoço.

Como funciona um podómetro?

O podómetro é um aparelho que faz uso dos princípios da inércia, aceleração, desaceleração e equilíbrio. Ele possui sensores que reconhecem o movimento dos passo, de forma mecânica, - através dum mecanismo de pêndulo e mola que mede o movimento vertical das ancas, - ou electrónico, que detecta o impacto de pé ao bater no chão.


Como utilizar o pedómetro para estabelecer objectivos?

1º Calibrar o pedómetro quando se usa da primeira vez - o manual que o acompanha ensina como se faz. Atenção: não use no banho, o podómetro não sabe nadar!
2º Medir o número de passos dados numa semana de actividade regular e fazer o seu registo diário. Deve usá-lo de manhã à noite. No final da semana dividir o total de passos dados por 7 para encontrar a média de passos.
3º A partir da segunda semana, estabelecer um mapa de objectivos, (por exemplo aumentar o número de passos diários para  X, ou a cada semana aumentar o nº de passos em X%), anotar o número de passos conseguidos e fazer a média.
4º Proceder de forma idêntica para as restantes semanas. Examinar o registo com regularidade para verificar o cumprimento de objectivos.

Se for uma pessoa sedentária não deve estabelecer objectivos grandiosos, vá aumentando a sua exigência devagar e dê tempo ao organismo para se adaptar à novidade. Pode estabelecer a meta dos 10.000 passos ou outra inferior. No estabelecimento dessa meta orientadora e dos objectivos seja ponderado. Lembre-se da regra SMART!

S pecific - objectivos específicos que dizem claramente o que há-de ser feito
M easurable  - objectivos que podem ser medidos, quantificados
A chievable  - objecttivos alcançaveis, nada de utopias!
R ealistic - objectivos realistas! Não é o seu amigo quem sabe o que é melhor para si. Conhecendo-se melhor do que ninguém deverá ser capaz de estabelecer objectivos que possa cumprir e manter. É importante que possa executar o seu plano.
T ime frame - objectivos realizados em tempo útil. Deve ponderar o factor tempo. Ex. Faz uma média de 5000 passos por dia. Resolveu que quer chegar aos 10.000 passos por dia. Mas, para cumprir e manter o plano, decide que vai fazer mais 10 passos todos os dias. Cedo irá desmotivar-se porque nunca mais atinge o seu objectivo principal: tornar-se mais activo.

Como aumentar o número de passos diários? Ora aí está uma boa questão!

1º Não vale fazer batota. Saiba que se usar o seu podómetro enquanto conduz muito provavelmente ele irá somar passos! Tome nota dos passos dados até entrar no seu automóvel. Conduza até ao destino, faça reset, e recomece a contagem. Ou faça melhor: deixe o carro à porta de casa e vá a pé.

2º Faça um diário de passos. Sem fazer o registo não vai tirar o melhor proveito do podómetro. O registo permite saber se está a progredir ou não, e também, se detalhar esse registo, saber onde é que pode aumentar a sua actividade. Confesso, eu não detalho nada - limito-me a anotar os quilómetros. Mas terá a sua piada saber quantos passos são da minha casa ao supermercado ou ao café ou até ao trabalho...!

3º Use os seus pés e a sua imaginação para dar mais um passito (e incentivar os outros a dá-lo também!)

- Liberte-se do seu automóvel para pequenas distâncias
- Estacione mais longe do seu local de trabalho
- Estacione mais longe das lojas onde quer ir fazer compras
- Estacione no parque mas longe da entrada para o centro comercial
- Passeie pelo centro comercial antes de entrar na loja escolhida
- Utilize as passadeiras rolantes dos centros comerciais para caminhar
- Saia do autocarro ou do metro antes do destino
- Utilize as escadas em vez do elevador
- Compre o jornal num quiosque e vá a outro lado jogar no Totoloto
- Prefira uma Caixa Multibanco mais distante se tem uma mesmo à sua porta
- Passeie mais (ou mais vezes) o seu cão! 
- Adopte um cão! (Apenas se tiver condições, evidentemente!)
- Caminhe pela casa enquanto usa o telemóvel
- Levante-se da secretária e estique as pernas de hora a hora indo até à varanda, ou até à rua!
- Se almoça fora de casa, no fim do almoço dê a volta ao quarteirão antes de regressar ao trabalho. Em breve os seus colegas vão querer ir consigo.
- O seu dia é demasiado ocupado? Quer caminhar de noite mas não se sente seguro? Promova uma caminhada nocturna colectiva. É mais seguro e mais divertido.
- Desafie os familiares para caminharem consigo
- Desafie um amigo para caminhar consigo em vez de marcarem encontro no café para meterem a conversa em dia. Tomem o café antes da caminhada...ou depois.
- Desafie os vizinhos para caminhar - façam um mapa colectivo e afixem no hall do prédio como forma de dar visibilidade ao vosso progresso, não é necessário que façam a caminhada em conjunto
- Tem uma empresa? Desafie os seus trabalhadores para caminhar, faça um mapa colectivo e afixe no placard
- Mais ideias? Deixe nos comentários!

E onde arranjar motivação para a caminhada? Saiba desde já que o seu corpo e a sua mente irão resistir à mudança!

A motivação pode ser variada. Cada um deve encontrar a sua. Ela vai alimentar a sua vontade de continuar a caminhar!

- Obtenção de benefícios ao nível da saúde. A caminhada é um exercício de baixa intensidade e não produz os mesmos benefícios da corrida ou de outras actividades mais duras. Mas é ideal para quem é sedentário. Para estas pessoas ela vai traduzir-se em melhor saúde e mais bem-estar geral, físico e mental. No meu caso, já me apercebi que a caminhada ajuda a estabilizar o meu humor, a dormir melhor e a perder peso. Também me deixa mais enérgica. 
- Criação de um momento de convívio saudável com família/amigos/colegas de trabalho (estes momentos não têm de ser diários, por exemplo, à segunda caminha com o amigo A, à quarta com B, no sábado com a família)
- Criação de um espaço de meditação e bem estar interior: se vive rodeado de gente e solicitações, aproveite este tempo para esvaziar a mente e prender-se ao momento presente, entregue-se a pensamentos agradáveis - é um exercício mental muito proveitoso e viciante!
- Criação de um Diário de passos - o registo vai ajudar a manter a progressão, além disso sem ele não saberá a quantas anda!
- Audição da sua música favorita - se gosta de caminhar sózinho pode juntar a música ao percurso. Isto comigo não funciona, gosto de me sentir ligada ao ambiente, ouvir o mar, o vento nas árvores, os pássaros, as pessoas, os automóveis a circular!
- Criação de um Registo fotográfico das caminhadas - costumo sempre fazer 3-5 fotos dos sítios por onde passo. Repare, nem que fotografe o céu todos os dias, no mesmo lugar, irá sempre obter uma foto diferente. É giro.


- A variedade é motivadora: crie diversos percursos, experimente horas diferentes, caminhe com diferentes pessoas
- Faça tudo por tudo para aguentar 21 dias! Dizem que é o mínimo de tempo que levamos a criar um novo hábito. Quando chegar a esse marco, celebre!
- Faça propaganda dos seus novos hábitos! Eu de vez em quando coloco no Facebook as fotos que faço e os respectivos quilómetros. Agora acho que podia ter criado uma página ou um blogue só para isso.
- Após 21 dias continue a somar até às 8 semanas. Ao fim de dois meses deverá notar diferenças significativas no seu organismo. Volte a celebrar! É importante! Compre uma nova camisola, um boné, um novo par de sapatilha! Recompense o seu esforço!
- Use o poder da visualização! Quer emagrecer? Imagine-se em forma! Projecte-se no futuro! Conhece alguém que caminha e que aparenta ser saudável da cabeça aos pés? Eleja essa pessoa como um modelo a seguir e diga para si mesmo: "dentro de 6 meses eu vou estar assim"!
- Mais ideias? Deixe nos comentários!


(Nota: como devem imaginar, eu não inventei o que aqui escrevi, esta postagem é fruto de muitas leituras que tenho feito sobre o assunto desde que comecei a caminhar! Um dos sites que podem consultar é o 10.000 Steps, aconselho, é australiano.) 



12/5/14

O saco de água quente perfeito!


Era uma vez uma botija de água quente pestilenta. Lembram-se desta história? Pois tenho a comunicar que a mesma feneceu. Esta semana o frio veio finalmente apoquentar-me e eu fui buscar o saco ao fundo do guarda-fatos. Já passava da uma da manhã e eu estava cansada, enregelada e a tombar para o lado com sono. O meu corpo ansiava pela minha caminha flanelada e um saco quentinho! A água aqueceu num instante. Mas assim que comecei a encher o saco ela caiu no chão com estardalhaço, parte atingiu a mão que segurava o saco levando-me a largá-lo de imediato! Os anos passam e não perdoam, estarei a ficar assim tão pitosga que tivesse falhado o gargalo da botija?!! Não. O saco estava roto! Soltei um riacho de asneiras e fui à varanda buscar o balde e a esfregona. Estava frio a valer! Meti o saco rosa pingão no balde e limpei bem o chão da cozinha. Retornei ao quarto desconsolada e bêbeda de sono, mas com menos frio pois limpar a casa é garantido que aquece! No dia seguinte retirei a saca exterior de tecido rosa para ver os estragos. A borracha nos topos do saco aparentava ter derretido, estava fina, parecia ter sido cortada a canivete! 

À hora do almoço dei um salto à farmácia e desta vez comprei um super saco Made in Germany. É da marca FASHY. Se forem comprar um saco de água quente eis o meu conselho: esqueçam os sacos comprados em supermercados, que foi onde eu comprei o meu. E, sobretudo, se forem pestilentos desconfiem logo que aquilo é gato por lebre. Este saco é de de um material azul, macio ao toque, maleável e não tem qualquer cheiro. Dizem que a duração provável do saco são cinco anos, a não ser que o seu uso seja muito intensivo. Se não estou em erro o saco pestilento comprado numa grande superfície - sim, sim, não foi na loja dos chineses - custou 5 euros. Este custou 8.50 euros, um preço ainda razoável e a qualidade não tem comparação.

A marca apresenta alguns produtos diferenciados, por exemplo, este saco de água quente transparente que contém peixes cor de rosa que mudarão de cor caso a água esteja demasiado quente. Era apenas um pouco mais caro e pode ser uma escolha interessante se for destinado a ser usado por crianças ou pessoas debilitadas.

E esta possibilidade de personalização com fotografias a gosto?
 (Só disponível na Alemanha, não na minha farmácia, evidentemente!)


E uma capinha com moldura? (Vista no site.)


Eis um video rápido sobre os Fashy com alguns modelos e capas para as botijas de água quente. Eu vou fazer uma inspirada num modelito que vi aqui!


E mais um video sobre a vertente social da empresa que colabora com a WorldVision para melhorar a vida das crianças da Serra Leoa.



ACTUALIZAÇÃO: 22.10.2016 - o saco continua de boa saúde e recomenda-se!

A caminhar é que a gente se entende


Um texto escrito em Agosto de 2013 e que se engasgou na postagem automática do Blogger! Encontrei-o ontem, nos rascunhos, entre outros sobre a caminhada, uso de podómetros e afins. Sim, é verdade, este ano estou bem mais motivada do que em 2013-após um verão de caminhadas não muito longas mas frequentes, o outono já quase lá vai e eu continuo a caminhar 3 vezes por semana, entre 3 e 8 km de cada vez! Parabéns a mim! Se não fosse uma conversa com uma amiga, ontem,  sobre as minhas caminhadas e os podómetros, este e outros textos sobre o assunto não veriam a luz do dia, ou do blogue, ou da internet! Aqui vai. (Depois publico os outros, são dicas sobre a caminhada, a motivação, seus benefícios, etc. Pode ser que inspirem alguém!)

"Há uns tempos escrevi toda entusiasmada sobre a guerra ao sedentarismo. Antes disso tinha escrito que emagrecer devia ser divertido. Estávamos no início do ano (2013), as resoluções de ano novo ainda deviam estar frescas e eu cheia de vontade de me fazer à estrada. Mas a vontade de caminhar, fazer jogging, marcha, o que quer que lhe queiram chamar, acabou depressinha. Foi uma vergonha. Equipei-me três vezes e pronto. Hibernei! Os meses passaram. Veio a Primavera, veio o Verão. Já vamos quase no final de Agosto. Está na altura de retomar o tema aqui no blogue. Ou por acaso achariam que eu tinha mandado o meu plano original às ortigas? Não andariam longe da verdade se por acaso eu não tivesse ido ao Porto no 10 de Junho. Essa ida ao Porto foi a gota de suor que faltava para despertar de uma vez a minha motivação. Como sabem a cidade do Porto não é exactamente plana. Além de ter andado pelas ruas, como habitual, desta vez tive de subir escadas por todo o lado, no estádio, no metro, no interior das casas. E custou-me muito. Além de saber que carrego peso a mais, também os músculos não pareciam querer trabalhar. Nessa noite tomei a decisão de retomar o plano de Fevereiro. E assim foi, de regresso à Figueira meti as pernas e os pés à obra! Mas em vez dos 15 minutos de marcha que fazia em Fevereiro aventurei-me a um esforço maior: nada mais nada menos do que 5km de marcha diários. São 80 minutos de marcha rápida. Sim, não vou exactamente a pisar ovos, para isso mais valia ficar em casa. Não acreditam? Verdade! A chave para o sucesso destas empresas está na motivação. E desta vez bastava lembrar-me dos meus dias no Porto para não desistir!
Vamos ao relato. Pode ser que consiga convencer os agarrados ao sofá com a minha experiência. Tenho de confessar, os primeiros 12 dias foram terríveis. O que foi mais difícil não foi fazer o exercício, foi o pós-exercício. É verão, há sol. Desde logo a luz e o calor são bons convites para sair de casa, é muito diferente do inverno. Mas quando chegava a casa as minhas pernas doíam imenso. Na primeira semana eu não consegui fazer isso diariamente. Fiz dia sim, dia não. Só na 12ª vez é que, à noite, quando me deitei, notei finalmente os meus músculos em paz, como se eu apenas tivesse atravessado a estrada para ir comprar o jornal ao quiosque! Portanto, o que custa é começar e não podemos começar à bruta. Como é que escolhi o percurso? De forma a sentir-me recompensada. Fiz o meu percurso Tavarede - Buarcos - Tavarede a horas diversas, procurando fugir ao calor. De manhã cedo e ao final da tarde. O objectivo era chegar à borda do mar, talvez molhar os pés ou dar um mergulho, e regressar. No inverno posso substituir por tomar um café em frente ao mar. Isto é como a cenoura que se baloiça à frente do burro, acreditem que ajuda estabelecer este pequeno incentivo. Pois os benefícios reais não são imediatos, temos de ir enganando a mente com estes truques!Desta vez não estou a caminhar no parque, estou a usar a estrada e os passeios.Procurei caminhar o mais longe possível do trânsito automóvel, para evitar respirar as emissões. Não que a Figueira seja uma cidade muito poluída, não é o Porto, mas às horas de saída e entrada na cidade, há algum trânsito. Tenho alguns metros de ruas para subir mas na maioria o terreno é plano. Quanto a equipamento, comprei umas sandálias com sola reforçada, em substituição das sapatilhas, mas posso dizer que foi uma péssima escolha. Eram confortáveis e não me fizeram bolhas, mas já estão prontas para ir para ir para o lixo. Nem 70km aguentaram! Ao fim de 15 dias de marcha comecei a notar mais energia diária, tendência para melhorar instintivamente a minha postura quer ao caminhar ou mesmo quando estou sentada. Outra coisa que notei foi ao nível da respiração, sobretudo à noite. Parece que respiro melhor e que a caixa toráxica se tornou maior!Quanto a perder peso, isso seria bem interessante, mas não estou a mudar os meus hábitos alimentares pelo que não sei se a esse nível irei ter muito sucesso. De qualquer forma só me voltarei a pesar em Outubro. Não sou daquelas pessoas que passam o tempo a fazer step na sua balança e a apontar as oscilações! O meu plano agora é continuar a fazer marcha até ao momento em que me sinta confiante para começar a correr. Mas ainda estou longe disso e pelo caminho tenho de me manter motivada e activa, isso já é uma pequena batalha a travar quando o outono vier e os dias se tornarem menos luminosos e mais frios. Se conseguir manter a marcha e os exercícios de alongamento até ao Natal já me considerarei uma sortuda. Se já pensaram em iniciar-se novamente na actividade física, a marcha é o ideal. Se pensam que não serão capazes, eu sou a prova de que serão, apenas terão de encontrar o vosso click!, a vossa motivação. Sem ela nem vale a pena fazer planos, poupem o dinheiro dos ténis, do fato-de-treino e tudo o mais. Lá para Dezembro voltarei ao tema, quem sabe não é este ano que peço ao Pai Natal umas sapatilhas à maneira!"

Ahah! É giro ler este texto agora. Quando o escrevi prometi voltar ao tema em Dezembro do ano passado. Mas, se bem me lembro, o ano passado por esta altura eu já tinha arrumado as botas! 

11/12/14

A missão Rosetta, o Philae e o cometa


Hoje assistimos a um feito inédito. Missão Rosetta está de parabéns. Completados 10 anos de viagem, Rosetta encontra-se a cerca de 500 milhões de quilómetros da Terra, entre a órbita de Júpiter e Marte. O robot Philae desprendeu-se dela  e pousou finalmente no núcleo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Pousar num cometa é uma manobra difícil. Este cometa viaja pelo espaço a alta velocidade, a 135,000 km/h, tem 4km de diâmetro e movimento de rotação, expele gases e poeiras, a superfície é irregular.  Não havia grandes dados sobre ela. O cometa não apresentava dados de actividade no momento do rendez-vous. Eles são activados pelo sol. Os gases gelados tanto à superfície como sob ela são sublimados, passam do estado sólido ao gasoso, e arrastam partículas para o espaço circundante ao núcleo criando uma atmosfera(coma), é  isto que gera a cauda luminosa característica ao longo da sua órbita.


Fonte da imagem

A distância da Terra ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko é tão grande que uma informação enviada pela sonda demora quase meia hora para chegar ao controle da missão, nada do que vemos acontece "ao vivo". A satisfação e o entusiasmo ultrapassaram as fronteiras da Europa como facilmente se constata nas redes sociais e na internet em geral e todos aguardam pela chegada dos dados com curiosidade. Até o Google festeja!



Este cometa foi identificado em 1969, por Klim Churiumov e Svetlana Gerasimenko, no Observatório Alma-Ata, no Cazaquistão. Percorre uma elipse em torno do sol a cada 6,44 anos, que começa para lá de Júpiter e vem até um local entre Marte e a Terra. O "P" em 65P quer dizer que é um cometa do tipo  "short period" que descreve uma órbita precisa à volta do sol que demora menos de 200 anos a completar.É de assinalar e também saudar a cooperação de vários países num tempo em que as divisões entre estados se tornam cada vez mais notícia. 



Rosetta é uma sonda que carrega consigo 11 experiências científicas e um robot chamado Philae, com mais 10 instrumentos adicionais. Tem 2.8 x 2.1 x 2.0m e os painéis solares medem 14 m de comprimento. Med 32 metros de uma ponta à outra dos painéis. Pesa 3000 kg, carrega 1670 kg de combustível e o Philae pesa 100 kg. A missão tem por objectivo levar a cabo o estudo mais completo de um cometa até agora realizado. Custou 1.4 biliões de Euros, dos quais 220 milhões são o custo autónomo do Philae. Estes números cobrem 19 anos de missão e é o preço de um moderno submarino. É dinheiro público colocado ao serviço da exploração do desconhecido, que muitos contestarão, em tempo de crise e de austeridade europeia. Mas o avanço tecnológico a esta escala tem muitas vezes aplicações práticas no dia-a-dia, não se refletindo apenas no desbravar do conhecimento humano ou deste ramo particular da ciência.

Rosetta foi lançada para o espaço em 2004 a partir de Kourou, na Guiana Francesa. O seu nome vem da Pedra Roseta, um fragmento de pedra com inscrições encontrada num forte do rio Nilo, por militares de Napoleão, e que levou à decifragem dos hieroglifos egípcios há cerca de 200 anos. Na mesma ordem de ideias a esperança dos cientistas é que esta Rosetta moderna lhes permita descodificar o mistério da evolução do sistema solar. Também graças a um obelisco encontrado na ilha de Philae, no Nilo, Champollion, um linguista e egiptólogo francês, avança na compreensão dos hieróglifos. Já na década de 1960, os templos da ilha seriam transportados para a ilha de Agilkia, para prevenir a sua inundação mercê da construção da barragem de Assuão. Agilkia foi o nome dado ao lugar escolhido para a aterragem do módulo.

Os cometas são os objectos mais primitivos do sistema solar e por isso contêm informação sobre a sua origem. A sua composição química não muda muito desde a sua formação, contrariamente ao que sucede com os planetas, e por isso reflete como era o sistema solar há mais de 4600 milhões de anos. Também se espera que Rosetta permita descobrir se os cometas contribuíram para o princípio da vida na Terra. Eles carregam moléculas orgânicas complexas, devolvidas à Terra nos seus impactos, e poderão ter tido um papel importante no papel da formação dos oceanos e da atmosfera.

Rosetta é a primeira missão a ultrapassar a cintura de asteróides e a depender da energia solar para geração de energia em vez da tradicional que recorria a geradores termo radioisótopos. A nova tecnologia dos seus painéis solares gigantes permite que a sonda opere a 800 milhões de quilómetros do sol onde a luz solar se situa apenas ao nível de 4% daquela que se verifica na Terra. Nos primeiros dois dias e meio o Philae vai usar uma bateria, nos três meses seguintes as baterias de reserva serão carregadas a partir dos painéis solares, mas não se sabe se o Philae aguentará tanto tempo na superfície do cometa ou se os painéis não se cobrirão de pó, o que impedirá o seu carregamento.

Rosetta foi construída na Alemanha envolvendo contributos de 50 entidades de 14 países europeus, Estados Unidos e Canadá. Mais de 1000 pessoas estiveram envolvidas no projecto. O centro de operações da missão está situado em Darmstadt, na Alemanha. Em 1986 uma sonda europeia passou a 600km do cometa Halley



A canção do cometa - É o som do cometa a avançar pelo espaço, é produzido por oscilações no ambiente do seu campo magnético. O "canto do cometa" não é audível pelo ouvido humano em virtude da baixa frequência. A frequência do som foi aumentada 10.000 vezes para ser audível.




E, para o fim, um apontamento humorístico!

11/11/14

Fui ver Interstellar




Um destes dias o meu sobrinho disse-me algo chocante, disse que estão a estudar o sistema solar e os planetas na escola, e que ele acha tudo isso uma seca! Eu sempre achei tudo isso muito fascinante. Tenho livros de astronomia que pedi aos meus pais de prenda quando era da idade dele. Mostrei-lhos e ele torceu o nariz. Não sai à tia. Mas tu e eu vemos tantos filmes de ficção científica, filmes sobre o espaço, com planetas e galáxias! – disse-lhe, muito pesarosa. –Pois é tia, mas isso não é a mesma coisa, -respondeu-me ele. Pois, lá nisso ele tem absoluta razão, ficção científica não é ciência. Isto vem a propósito de Interstellar, já andam por aí a arrasar o filme por maltratar a ciência. A minha bagagem científica não é grande, é alguma, muito básica. Assisto a este tipo de filmes sobretudo pelo entretenimento, não pela lição de ciência. Se quero ciência vejo um documentário ou leio um livro. Ou me divirto ou desmonto o filme cientificamente. Se não aceito as regras do jogo, não posso jogar. Evidente que existem erros que são atentados à inteligência. Mas convivo bem com alguma boa margem de erro e sobretudo tento aproveitar o espectáculo o melhor possível.

Christopher Nolan habituou-nos a filmes desafiantes, contou uma história do fim para o princípio em Memento, brincou com a mente e o poder dos sonhos em Inception, elevou o super-herói Batman aos céus do estrelato. Em Interstellar viaja no tempo usando um “buraco de verme” e o bilhete da viagem paga-se com amor filial, dor e sacrifício. Usou o 2001:uma odisseia no espaço como matriz visual – e pessoalmente gostava que tivesse vertido mais disso para o ecrã - mas insuflou-lhe um melodrama familiar, aproximou-se assim de Spielberg, que se terá desinteressado deste projecto, preferia que tivesse gravitado menos em torno deste, mas gostei que se tivesse lembrado de John Ford.
Nesta espécie de prólogo de Interstellar a questão que nos ocorre é que planeta iremos deixar para os nossos filhos. A humanidade não tem futuro. O campo de sonhos americano está transformado num pesadelo, as culturas a serem devoradas pelas pragas e engolidas pelo pó. A nossa espécie está condenada a morrer pela fome ou pela asfixia quando o oxigénio se esgotar. A ausência de um marco temporal específico é interessante – sabemos que isto é o futuro, mas não sabemos quando. Somos inquietados pela dúvida ao mesmo tempo que a similitude das casas, veículos e vestuário nos faz sentir ainda mais próximos daquele desastre. É como se o fim da humanidade estivesse para breve.

Nesse futuro sombrio parte das conquistas da humanidade foram abandonadas em nome da necessidade primeira: alimentar as pessoas. O mundo regrediu, o investimento é feito não em tecnologia e antes na agricultura, não na formação de cientistas mas de agricultores. Cooper, um engenheiro e piloto de testes à força convertido em agricultor– Mathew McConaughey em boa forma, novamente - diz que o homem deixou de olhar para as estrelas e sonhar para agora vaguear no lixo. A NASA é uma organização a laborar na clandestinidade pois as pessoas não admitiriam gastar dinheiro com a conquista do espaço. Em vésperas de apocalipse, o problema para o génio da NASA, o professor Brand, é levar para o espaço a sua arca de Noé, fazer um êxodo intergalático, coisa que o campo gravitacional da Terra não viabiliza. Outro plano possível é mandar astronautas para o espaço, pioneiros, exploradores capazes de encontrar um planeta onde a vida seja viável e proceder à sua colonização. E é assim que Cooper irá ter possibilidade de largar a agricultura e voltar a voar. A forma como isso acontece pode parecer algo sobrenatural, mas no final do filme ganha melhor sentido. Como já sabemos, com Nolan temos de esperar até ao The end para perceber tudo...ou nada perceber.

Entramos depois no tempo da aventura. A viagem no espaço é visualmente esplendorosa, os ambientes planetários revelados, o “buraco de verme”, o buraco negro, é tudo surpreendente e de uma dimensão capaz de arrebatar o mais avesso a estes espectáculos - por favor, procurem uma sala Imax perto de vós, valerá a pena. A simplicidade dos equipamentos 
cria uma sensação de familiaridade no espectador e acentua a fragilidade da missão perante o desconhecido e as forças em teste. Os fatos dos astronautas de desenho fortemente ancorado quer em filmes de ficção científica anteriores, quer inclusivamente nos utilizados pela NASA, ou mesmo a nave Endurance a girar sobre si mesma, os seus blocos constituintes podendo ser utilizados para criar habitáculos na superfície de um planeta, está a anos luz da estranha"nave ferradura" de Prometheus. As manobras, os comandos, a rotina no interior da nave surgem-nos como bastante reais, próximos duma Appolo 13. Não existem artifícios milagrosos para superar os momentos de perigo, o suspense decorre de forma natural da incerteza e dificuldades inerentes à missão, a tónica é colocada no forte realismo.

Mas é sobretudo a viagem no tempo que é fantástica. A forma como Nolan usa o tempo para contar a história e criar episódios e reviravoltas na mesma, é, para mim, onde reside a magia e o engenho de Interstellar. Não que seja uma novidade mas este filme faz um uso incrível desta possibilidade, criando momentos surpreendentes em torno do fenómeno da dilação temporal, o abrandamento do tempo dos que estão perto de uma fonte gravitacional. Einstein falou disso mas não conseguiu fazer a prova. Hoje, experimentalmente, consegue-se. Muitos livros e filmes de ficção científica o referem, não é novo. Interstellar baseia-se nas teorias do físico Kip Thorn. Em termos simples, a nossa compreensão da distância é baseada em 3 dimensões. Mas a teoria científica sugere que o espaço é um lugar onde as dimensões comunicam entre si. Não está ao nosso alcance, no presente, manipular essas dimensões. Mas no futuro isso poderá ser possível. Uma diferente compreensão das leis do universo poderá desbloquear a 4º e a 5º dimensão. Quem dominar a 5º dimensão pode circular entre o presente, o passado e o futuro. Uma força como a gravidade pode percorrer as várias dimensões e é assim que a gravidade se torna a chave da percepção de tudo o que acontece em Interstellar. Do lado de cá de um “buraco de verme” o tempo avança mais devagar do que do lado oposto. Observamos depois que o buraco negro produz uma anomalia gravitacional no primeiro planeta que os astronautas visitam, mas que no segundo se reduz em virtude de estar mais distante do campo gravitacional. Ou seja, enquanto Cooper está no espaço e na superfície de um certo planeta, o relógio corre tão devagar que na nave onde o aguarda o colega e o computador Tars, já se passaram 23 anos. Na Terra o filho cresceu, casou, teve um filho, o filho morreu. Eu sei que os spoilers são uma praga para quem tenciona ver o filme, mas ler e ver são coisas diferentes, acreditem.

Preparem-se para o deleite visual mas também para close-ups de lágrimas sem fim. Não é habitual termos um melodrama familiar tão implicado no género científico. Mas estamos perante pessoas e não máquinas, e neste filme até nas máquinas incutimos características humanas: TARS tem sentido de humor! As personagens de Interstellar são homens e mulheres, não super-heróis de plástico e por isso há muito sofrimento e angústia a atravessar este filme onde o poder dos laços familiares é testado como não há memória. Os astronautas são sugados pelo desconhecido, mergulhados na noite e no silêncio, - e nós com eles - separados de tudo o que lhes é familiar:  sentimentos, pessoas, lar, planeta mãe. Se isto não é uma espécie de morte, é algo próximo. À luz desta ideia parece até perfeito que a filha de Cooper afirme que existe um fantasma no seu quarto que tenta comunicar com ela numa linguagem morta, o código morse.  E não vou explicitar para não estragar a surpresa.

O filme viaja no mistério das emoções humanas tanto como nos mistérios do universo. Uma das primeiras cenas marcantes do filme é a partida de Cooper no seu camião. Para mim esse momento é a chave para descodificar toda a componente emocional presente em Interstellar. Vemos a casa a sumir-se na retaguarda, ouvimos a contagem decrescente para o lançamento da nave, Cooper ao volante, olhos rasos de água. Que outro sentido para o poema de Dylan Thomas?“Rage, rage against the dying of the light”, não é acerca da extinção da humanidade, é sobre o fim de cada um de nós. Não aceitar a morte é, antes de tudo viver com amor, com fé, com esperança até ao último minuto, é esse o leque de emoções que nos torna seres únicos e capazes de feitos excepcionais, como por exemplo partir para o desconhecido, (morrer) e ressuscitar (regressar) 
para cumprir a promessa que se fez a uma filha. E é neste ponto que Interstellar mais surpreende ao mobilizar-nos para  a ideia muito pouco científica de que o amor pode transcender todas as dimensões. Por isso amamos os mortos. E assim foi, de facto, quase três horas depois dos campos de milho, das tempestades de pó, e das lágrimas da partida, o amor filial foi a chave para a abrir a caixinha última onde se guardava a fórmula para salvar a humanidade. Ah, outra coisa: esqueçam os extra-terrestres, esqueçam Deus, nós damos vida ao universo, somos nós, não há nada mais lá fora.

11/10/14

Informação sobre a bactéria legionella


Janeiro-Junho 2013 Hotelaria e Saúde3

A doença dos legionários constitui um problema de saúde pública. Quando os sistemas de água dos edifícios estão mal concebidos, mal instalados ou com má manutenção é fácil que a legionella contamine a água por encontrar as condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento.Com a actualização para 233, o número de pessoas infectadas pelo surto de Vila Franca de Xira é dos maiores alguma vez registados no mundo, é, até ao momento, o 4º maior de que há registo. Uma das melhores formas de combater qualquer doença é estar minimamente informado sobre ela. Depois de ler as instruções de prevenção do sr. George, achei por bem ir ao Google actualizar-me. 

A primeira coisa que retive foi que a maioria das pessoas tem resistência à bactéria e não contrai a doença. Li algures que em 100 exposições 5 pessoas são contaminadas. Para haver 180 contaminados em Vila Franca, e a ser este dado verdadeiro, a exposição deve ter sido enorme ou então a maioria das pessoas, por seu grande azar, faz parte do grupo de risco. A segunda é que existem normas e leis que todos os sistemas públicos de água têm que cumprir e que asseguram uma protecção razoável quanto à água que chega a nossas casas.

É sempre necessária a existência da nebulização da água, ou seja, é através da aspiração de partículas de água que vão para os pulmões que contraímos a doença. Por exemplo, num parque público onde houver pulverização de água de rega  contaminada há risco de alguém contrair a doença. A água de bebedouros em edifícios públicos pode conter legionella. Se a pessoa se inserir no grupo de risco deve evitar beber essa água. Deve até evitar beber água da torneira, devendo fervê-la antes de a beber. Mas é sempre por causa da aspiração, - via trato respiratório - não da sua ingestão - via esófago - que se contrai a doença do legionário.

Pareceu-me também que o risco é raras vezes o sistema das casas particulares e mais os de edifícios colectivos. A preocupação maior será nos sistemas de recirculação de água, tipo torres de arrefecimento de ar condicionado industriais e grandes sistemas de AVAC, coisas que ninguém usa na sua casa própria. É o circuito típico de uma torre de arrefecimento de água, onde a agua em circulação é sempre a mesma, e na torre é "despejada" no topo da mesma e por gravidade desce pelas lamelas até ao depósito recolector na base, sendo bombeada novamente para a utilização com a reposição da água evaporada no processo. É uma das muitas soluções possíveis para ar condicionado em grandes edifícios e em muitos processos industriais,onde seja necessário arrefecer grandes quantidades de água. 

Em nossas casas, no entanto, se existirem pessoas do grupo de risco  na família é mais seguro elevar a temperatura do cilindro ou esquentador para os 60º e controlar os possíveis escaldões - a partir dos 44º há risco de queimadura. (Veja-se o esquema. Abaixo dos 55º a bactéria não morre.) Todavia continuará a ser possível contrair  a doença usando água fria da torneira para lavar os dentes. Também o uso da máquina de lavar louça é seguro, de facto a temperatura da água é elevada. 

Os sistemas que oferecem maior risco são aqueles que produzem aerossóis, através da formação de microgotículas de água contaminadas com um tamanho igual ou inferior a 5µm, as que quando inaladas podem penetrar no sistema respiratório atingindo os alvéolos pulmonares e causar as infecções graves.Existem produtores de aerossóis água potável- chuveiros,equipamentos de terapia respiratória, torneiras; e produtores de aerossóis em água não potável-torres de arrefecimento, humidificadores, condensadores, baterias de arrefecimento.

A elevação da temperatura da água na eliminação da legionella é afinal uma prática comum nos sistemas de distribuição de água, principalmente em hospitais e hotéis.  A temperatura da água quente é elevada a 70ºC . Esta deve ser controlada nos pontos mais críticos do sistema, ou seja, aqueles que estão mais distantes e que normalmente coincidem  com os pontos terminais das redes, nomeadamente torneiras e chuveiros. A temperatura efetiva para aniquilar a legionella é 70ºC. Assim, faz-se correr a água àquela temperatura nos chuveiros e torneiras durante 30 minutos. Mas esta medida apresenta algumas fragilidades. Do que percebi a bactéria vive no biofilme e este não chega a ser destruido, rapidamente volta a colonizar as áreas. A outra hipótese é então a desinfeção química.

As bactérias legionella, onde se podem encontrar?

- Existem em ambientes aquáticos naturais por regra em em baixos níveis (lagos, rios, ribeiros, poços, solos húmidos, nascentes, zonas de água estagnada e águas subterrâneas, etc);
- nos sistemas artificiais, como redes de abastecimento/distribuição de água;
- nas redes prediais de água quente e água  fria; 
- nos sistemas de ar condicionado - torres de arrefecimento, condensadores/humidificadores - dos grandes edifícios, nomeadamente em hotéis,centros comerciais e hospitais, empreendimentos turísticos, escritórios, fábricas, etc; 
- sistemas de água climatizada para uso recreativo ou terapêutico (tanques recreativos ou jaccuzzis, banheiras de hidromassagem, piscinas, spas, termas); 
- sistemas de lavagem de gases;
- sistemas de água contra incêndios;
- sistemas de rega por aspersão;
- sistemas de fontes ornamentais;
- repuxos tipo bebedouro público entre outros;
- nos equipamentos usados na terapia respiratória (nebulizadores e humidificadores de sistema de ventilação assistida).
- tubos de água para cadeiras de dentista;
- máquinas de limpeza com água a alta pressão;
- armazenamento de água ao sol.

O que provoca a exposição à legionella?

A exposição a esta bactéria pode provocar uma infeção respiratória, atualmente conhecida por Doença  dos Legionários, assim chamada porque a seguir à Convenção da Legião Americana em 1976, no hotel  Bellevue Stratford, Filadélfia, 34 dos combatentes participantes morreram e 221 adoeceram com pneumonia. A doença que pode assumir a forma de uma gripe - a febre de Pontiac, que até pode passar despercebida sendo tratada como gripe comum - ou então pneumonia.

Como se transmite a infecção por legionella?

- A doença tem sido identificada nas Américas, Austrália, África e Europa, podendo ocorrer sob a forma de casos esporádicos ou de surtos epidémicos, sobretudo nos meses de Verão e Outono;

- a infeção transmite-se por via aérea (respiratória) através da inalação de gotículas de vapor de água contaminada, aerossóis ou spray; 
-  a sua pequena dimensão veicula a bactéria para os pulmões, possibilitando a sua deposição nos alvéolos pulmonares;as partículas com tamanho inferior a 5_m em diâmetro podem ser inaladas e penetrar profundamente nas vias respiratórias provocando a legionelose;
- por exemplo, uma fonte infectada com Legionella (como por exemplo um fontanário) pode disseminar aerossóis contendo Legionella. Quando isto ocorre, grande parte da água do aerosol evapora rapidamente, deixando partículas no ar que são suficientemente pequenas para serem inaladas; 
- as bactérias estão presentes num estado agressivo e em grande quantidade;
- a ingestão da bactéria não provoca infecção;
- não se verifica o contágio de pessoa para pessoa; 
- pode não ser facilmente identificada pois parece uma gripe - toma o nome de febre de Pontiac - ou pneumonia.
- casos de legionelose tem sido frequentemente associados a fontes de contaminação situadas até 3,2 Km de distância, havendo evidências de que esta distância poderá ser superior.

Quem é mais facilmente contaminado?

- Atinge em especial adultos, entre os 40 e 70 anos de idade; 
- atinge com maior incidência nos homens; 
- abaixo dos 20 anos a contaminação é improvável;
- os fumadores, pessoas com problemas crónicos de origem respiratória ou renal, os diabéticos, alcoólicos, os  imunodeprimidos  e os medicados com quimioterapia ou corticosteróides, têm maior possibilidade de contrair esta doença.

Quais são os sintomas da doença dos legionários?

- Os sintomas incluem febre alta, arrepios, dores de cabeça e dores musculares. 
- em pouco tempo aparece tosse seca e, por vezes, dificuldade respiratória; podendo nalguns casos desenvolver-se diarreia e/ou vómitos; 
- o doente pode ainda ficar confuso ou mesmo entrar em situações de delírio;
-período de incubação é de 2 a 10 dias.

Factores que favorecem a multiplicação da bactéria legionella:

- Em água entre 20°C e 45°C a bactéria multiplica-se;
- a temperatura ideal para o seu crescimento é entre 35ºC e 45ºC;
- pH entre 5 e 8;
- humidade relativa superior a 60%;
- zonas de reduzida circulação de água (reservatórios de água, torres de arrefecimento, tubagens de redes  prediais, pontos de extremidade das redes pouco utilizadas, etc);
- processos de corrosão ou incrustação;
- utilização de materiais porosos e de derivados de silicone nas redes prediais, que potenciam o crescimento bacteriano;
- zonas de equipamentos onde haja reduzida circulação de água (reservatórios de água, tanques, torres de arrefecimento, tubagens de redes prediais, pontos de extremidade de redes pouco utilizadas;
- presença de micro-organismos nas águas (amibas, algas, protozoários) não tratadas ou deficientemente tratadas;
- presença de biofilmes  que são pequenos depósitos de microorganismos e substâncias extracelulares em sistemas de tubulação e tanques. São base de procriação da bactéria. Áreas de risco para a formação de biofilme: chuveiros em hotéis, hospitais, casas de enfermagem, piscinas e clubes desportivos; spa e piscinas;instalações de ventilação com gás húmido; torres de arrefecimento; áreas onde a água é distribuída para refrigeração e humidificação, refrigeradores/lubrificantes usados na produção de metal e corte, misturas de resíduos de carvão com água de rio,sistemas de irrigação.
- presença de nutrientes na água, ferro, magnésio
- presença de lodos

Práticas para minimizar a proliferação de Legionella:

Nos equipamentos, em geral

- Assegurar uma boa circulação hidráulica, evitando zonas de águas paradas, ou de armazenamento prolongado, nos diferentes sistemas;
- accionar mecanismos de combate à corrosão e incrustação através de uma correta operação e manutenção, adaptados à qualidade da água e às características das instalações;

- estar atento aos pontos críticos dos sistemas e equipamentos (antiguidade e antiguidade dos materiais, uso do ferro, por exemplo);
- efetuar o controlo e monitorização da qualidade da água do processo, quanto ao residual de biocida, ao pH, à dureza, à alcalinidade; 

- realizar as análises das águas quanto à presença de bactérias heterotróficas, germes e Legionella.
- utilizar meios de isolamento térmico adequados para manter a temperatura ideal.

Em particular nos chuveiros, torneiras, canalizações, cilindros

- Escolher equipamentos que permitam elevar a temperatura da água aos 70º para proceder a desinfecções periódicas;
- a temperatura dos cilindros/termoacumuladores deve ser mantida acima dos 60º;
- no ponto mais distante do circuito a água não deve baixar dos 50º;
- abaixo dos 55º a bactéria não morre;
- manter todo o sistema em bom estado de conservação, escolher sempre materiais anti-corrosivos; 
- manter o sistema em funcionamento com descargas regulares;
- evitar a formação de sedimentos em crivos e filtros do sistema procedendo à desmontagem semestral de torneiras, chuveiros e ralos e sua limpeza;
- desinfectar com lixívia tradicional (hipoclorito de sódio), ou seja, não perfumada e sem detergentes; Nota: embora tenha encontrado várias fontes a sugerir este uso, encontrei outras tantas a dizer que a lixívia não é eficaz na eliminação da legionella. 
- fazer descargas de pressão para evitar zonas de estagnação da água nas canalizações;
- quando a água falta por período prolongado não utilizar de imediato sem fazer o sistema funcionar no seu todo;

- nesses casos água deve correr por meia hora - tempo necessário para que morra - à temperatura mínima de 60º;
- o mesmo se aplica a períodos de inactividade do sistema (casa fechada, edifício encerrado para manutenção ou férias, outro) em que a temperatura da água se deve manter entre valores que dificultem a multiplicação destes microrganismos (água quente superior a 50ºC e água fria inferior a 20ºC)
- a temperatura da água fria deve ser inferior a 20º
- o dióxido de cloro  é o desinfectante mais aconselhado para eliminar a legionella porque actua na água e no biofilme, o habitat da bactéria.

Algumas notas sobre como prevenir a legionella no
s sistemas AVAC de ventilação ou climatização 

- Captações de ar novo devem ser localizadas e orientadas para evitar a entrada de aerossóis produzidos em torres de arrefecimento, chaminés, etc;
-ventilar com caudais de ar novo suficientes;
- dispor de acessos adequados aos componentes do sistema para a sua inspecção; 
-dispor de acessos adequados aos componentes do sistema para a sua inspecção, limpeza e reparação;
- instalar filtros adequados para controlar a entrada de partículas.
 Substitui-los atempadamente;
- evitar água estagnada sob os equipamentos de refrigeração, instalando drenos contínuos com sifão;
-reparar de imediato qualquer fuga de água em qualquer local (do sistema de AVAC ou do edifício)
- seleccionar humidificadores a vapor de água seco, em vez dos que usam água recirculada;

- manter a humidade relativa do ar interior abaixo de 70%, nos  espaços ocupados;

- estabelecer planos de manutenção que contemplem a inspecção, a  limpeza e a desinfecção dos diversos componentes do sistema – com especial atenção a humidificadores e a torres de arrefecimento.

As torres de arrefecimento das fábricas

Devido às condições existentes nas torres de arrefecimento, se não forem tomadas precauções adequadas podem-se desenvolver bactérias. Materiais orgânicos e outros detritos podem ficar acumulados nas torres pois estes equipamentos têm filtros de ar muito eficientes e movimentam grandes volumes de ar. Os materiais orgânicos depositados servem de fontes de nutrientes para o crescimento da Legionellae. Diversos biofilmes que podem suportar o crescimento da Leggionellae podem-se encontrar nas superfícies dos permutadores de calor e superfícies estruturais.

Dúvidas? Contacte a Linha Saúde 24 (808 242424)

Leituras avulsas na internet; Fonte principal: Doença dos Legionários Guia Prático - Direcção-Geral da Saúde- Direcção-Geral do Turismo - Lisboa 2001


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