11/30/08

CAI NEVE,CAI NEVE,CAI NEVE NO JARDIM!


Trancoso - Fotografia da autoria de Albertina Pires.
Para verem mais fotografias da neve que tem caído em Portugal espreitem este blog ...e arrepiem-se!

11/29/08

JC,THIS ONE IS FOR YOU!

(This post is a reply to JC’s challenge. He wanted to learn about bloggers’ celebration of Christmas.) For me this season has always been more about getting the family together or meeting old friends than celebrating the birth of Christ. When I was a child my mother adored to make the Christmas’s tree with me. I think she loved it more than me!! At that time it was a true pine not a plastic one. It had a wonderful scent that spread in the room! My father picked it somewhere in the near mountain as the city where we lived up in the north(Braga) was surrounded by mountains. (Now I have small plastic tree with ornaments attached. I like it very much. It’s instant Xtmas, I know. But it’s so cute! ) She wrapped the vase with colorful paper and then we placed the ornaments with lots of care because the balls were made of glass and painted inside. I also hanged received Christmas cards in the tree one after the other! After presents being opened my mother always took a photo of me, the present I got and the tree. This was a repeated ritual every year. The tree tradition only generalized in Portugal from 1950’s on. I remember my mother saying that when she was a child she had already a tree decorated with small balls of cotton and a star made of silver paper kept from a chocolate bar eaten during the year. She was raised in a rural area where only some more wealthy families did a nativity scene. That was kind of expensive. We never did a crib together but when I was a grown girl she bought the basic half a dozen statuettes. The crib she made at her house was then displayed all year long and not only in Christmas season. In Portugal there was a strong crib tradition and the ones sculpted by artist Machado de Castro are world famous: I also remember popular nativity scenes displayed in churches with hundreds of clay small figures painted with vivid colors and real moss. Some even had motion. Decorated streets in the city are still in fashion and my favorite lights are the ones placed plainly in trees.
City of Braga at nightSending Christmas cards was a must do for me. I stopped doing that now, I send emails. Every year I used to spend an afternoon buying and writing postcards. Sometimes I painted some. I still keep all Christmas cards received. We also have traditional portuguese Christmas songs and typical season dishes and sweets. My grandmother made cakes in a very hot oven. They were orange inside from the pumpkin and full of dried fruits, pine-nuts, walnuts and raisins. But in the north, where we lived back then, the traditional thing to eat was Aletria - a dessert made with paste like spaghetti but thinner, eggs, milk, cinnamon, lemon and fruits- or Rabanadas made with bread like baguette cut slices that are first poured in a hot sauce made or water, sugar, lemon, cinnamon,wine and then passed for egg and fried. When I was a child I do not remember eating the cake that it’s called Bolo-Rei: It is decorated with crystallized colored fruits and sugar. It’s extremely popular today. Inside it has got a hidden bean. If you pick the slice with the bean you must buy the cake next Christmas! On 24th, Christmas’s eve, dinner is in many houses done of cod, and boiled potato and cabbage with oil and garlic at taste. It was also traditional to attend midnight mass- Missa do Galo- but today this tradition is to disappear. We had for habit to leave one of our shoes in the base of the Christmas tree. We all placed the gifts there and they were opened at breakfast. On 25th we usually got the family around the table and had lunch and stayed at home chatting and eating and eating and chatting…and showing off our presents! Today we do as much...

...and if the weather was fine my father would take us for a ride on 25th and my mother would take another photo! Now, what about this car?!Imagine!I miss this car JC!

11/26/08

CEREAIS CAVACO SILVA,MÁRIO SOARES E MANUEL ALEGRE?


Edição promocional e limitada de cereais para pequeno almoço em tempo de eleições.O apelo ao voto estava em tudo, até nos pacotes de cereais. Eu sei, já lá vai, mas eu ando atrasada e só agora é que descobri estas embalagens ilustradas da AirBed&Breakfast:os bonecos são de Ben Tegel e Brian Romero. Descobri isto pois estou a dar uma formação e o projecto que os formandos têm de desenvolver no final é uma embalagem.Então, para os motivar, tenho-lhes mostrado embalagens o mais diversificadas possível e na minha pesquisa encontrei estas. Agora imaginem as nossas passadas eleições e caixas de cereais com as caras do Sr.Cavaco Silva, Mário Soares,Manuel Alegre e os outros nas prateleiras dos hipermercados. Eu penso que até era capaz de comprar, mas acho que não os queria à minha mesa,logo de manhã!Isto foi catado via www.thedieline.com que é o site indicado para descobrir as melhores e mais surpreendentes embalagens do Mundo.

11/18/08

E SE OBAMA FOSSE AFRICANO? Por MIA COUTO (recebido por email)


E se Obama fosse africano?

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

11/17/08

SHIBA INU PUPPY CAM OU WEB DOGSITTING À ESCALA MUNDIAL

Quando li que meio mundo não tirava os olhos destes seis cachorros (três cães e três cadelas) e que isto se estava a tornar um autêntico caso de dogsitting à escala mundial achei que só podia ser tolice. Achei que mesmo eu, que adoro cães, não iria perder muito tempo a seguir as brincadeiras e sonecas de 6 cachorros Shiba Inu monitorizados com uma web cam pelos donos com o mero objectivo de estarem de olho neles enquanto trabalham. Mas enganei-me. Meia volta e meia lá estou eu a ver os cachorros. Gosto especialmente de os observar enquanto dormem e um deles,com mais insónia, resolve atentar os outros...E até já comecei a pensar por quanto tempo irá durar o show pois todos já têm famílias a quem vão ser entregues!!Ninguém diga que se conhece a 100%...



11/12/08

AINDA ESTOU NA ONDA DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NORTE AMERICANA...

Esta ilustração dava uma bela T-shirt.
Parece que os artistas encontraram em Obama uma fonte de inspiração inesgotável.Das muitas obras que já vi, destaco esta print de Patrick Moberg

11/11/08

11-11-11

Armistício de Compiègne 1918 - assinatura no vagão de comboio na floresta de Compiègne


Adriano Sousa Lopes (1879-1944) foi o desenhador oficial nas trincheiras da primeira grande guerra e ficou conhecido como "o pintor da guerra". Realizou sete obras monumentais sobre a participação portuguesa na guerra de 1918 para o Museu Militar.Em França e em Inglaterra a 11ª hora, do 11ºdia, do 11º mês, não passa despercebida.Marca a hora em que os canhões se silenciaram, o dia é comemorado em grande, é feriado nacional.Também na Bélgica.No resto do mundo é vulgar as pessoas guardarem dois minutos de silêncio quando batem as 11 horas.Em Inglaterra o Remembrance Day também se chama Poppy Day porque as pessoas usam papoilas(de papel ou plástico) ao peito em nome de quantos se sacrificaram na guerra.O dia do Armistício -Armistice Day- foi renomeado Remembrance Day depois da Segunda Grande Guerra.O uso da papoila ficou a dever-se ao facto de um médico canadiano de nome John McCrae ter visto os campos de batalha pontuados de cruzes e cobertos de papoilas ano após ano durante a devastação da Flandres (Bélgica) e ter ficado tão impressionado que escreveu um poema, que começava por "In Flanders fields the poppys blow/Between the crosses,row and row,/That mark our place:and in the sky/the larks still bravely singing,fly/Scarce heard amid the guns below."Com o calendário replecto de efemérides de toda a ordem e dias nacionais e internacionais, e mundiais, com tantas iniciativas Blogger em que levamos o tempo a colocar selos e banners para mil e uma causas, é com alguma pena que constato que em Portugal apenas os núcleos militares e de ex-combatentes se agitam minimamente em torno desta comemoração que afinal respeita a um dos nossos bens mais preciosos:a liberdade. Quando estive na Bélgica uma das memórias mais impressionantes que trouxe da viagem foram as placas que em algumas das fachadas dos edifícios lembram o passado da guerra a quem por ali passa.Não se trata de mera história local, aquilo é também a nossa história, o nosso passado colectivo, e foi o nosso futuro.E,de facto, não se fica indiferente ao ler a lista de nomes de combatentes mortos.Nós também estivémos lá...

11/6/08

HAPPY BIRTHDAY,SAILOR!

Today DP turns sixty and so I’m writing sixty words to celebrate his anniversary and wish him a long and happy life. I like his sense of humour! When I read his posts I am always looking up for words in the dictionary!!! Plus he has been in my city and seems to enjoy Portugal in a genuine way.

11/5/08

HISTÓRICO

O princípio...(ver mais fotografias no link)


Barack Obama,44º Presidente dos EUA

(Foto retirada daqui)

11/4/08

ELEIÇÕES AMERICANAS NA TV

Num mundo altamente globalizado a América ainda vai tendo esta capacidade de colocar o planeta a olhar para ela. Há momentos assim em que a Terra quase pára de girar e quase sempre a América faz parte do filme. Hoje não é a noite dos Óscares mas haverá muitos interessados a seguir o resultado de uma das mais empolgantes corridas à Casa Branca de que há memória. Para ajudar a passar o tempo antes das projecções podemos assistir a partir da meia-noite e meia a Recount, um telefime muito recente premiado com três Emmys na edição de este ano. " I just wanna know who actually won this f***ing election!"tornou-se a tagline famosa.Bem dirigido e interpretado,o assunto em questão é a controversa eleição de George Bush em 2000 e a recontagem de votos na Flórida.Bem planeado por parte da programação da TV.Vale a pena aproveitar o clima eleitoral e assistir mesmo que não contenha resposta para a pergunta crucial...

11/3/08

O SAPATINHO DA CINDERELA




Já não precisa de perder o sono a pensar onde irá encontrar aquele par de sapatinhos confortáveis para usar na passagem de ano, aqui vos deixo uma sugestão do criador Christian Louboutin .São ideais para aplicar as poupanças do porquinho mealheiro-façam um cálculo aos centímetros do salto, 50 euros por cada centímetro,o preço talvez ande por aí.São também ideais para despertar a cobiça das suas amigas e a má língua das suas inimigas, e para lhe dar direito a entrada nas urgências do hospital se usados em dias festivos acompanhados de bebidas espirituosas, dentro até trazem uma etiqueta que diz, "se usar, não beba". Os da Cinderela deviam ser assim, não admira que tivesse tropeçado nos próprios pés e deixado um deles para trás.Ainda estou aqui a fazer contas aos centímetros do salto destes sapatos.Bonitos demais para pisar o chão, esquisitos demais para meter em cima da mesa e usar como suporte de telemóvel, altos demais para ser bailar-eu teria vertigens,eu precisaria de muletas para usar este par de escadotes!Mas são bonitos...é,post fútil,de vez em quando também cá canta.

11/2/08

CALENDÁRIO PARA 2009 ...QUASE GRÁTIS!


Já tem um calendário para o próximo ano? Não?Então aqui está um! O que tem de fazer?

1º Clique na minha página SCRIBD para fazer o download do ficheiro. O formato é PDF.2º Imprima em folhas A4 (7folhas)na sua impressora comum num papel de gramagem razoável.
3º Corte com X-acto e régua pelas guias de corte que vai encontrar no documento.
4º Use uma caixa de CD como suporte-basta inverter a posição da tampa.A base da caixa do CD assenta na mesa. Guarde todas as folhas dentro da caixa retirando a parte preta onde o CD encaixa.5º Está pronto a usar ou a oferecer...e é quase grátis!


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