4/29/07

SKETCH SWAP - UMA IDEIA GIRA PARA TODOS OS QUE ADORAM DESENHAR E RECEBER DESENHOS


Vão adorar o SKETCH SWAP! Experimentem.Desenhem no espaço em branco, enviem e aguardem o envio de um desenho que alguém por sua vez terá feito.Este foi o desenho que eu recebi! O desenho constrói-se ante os seus olhos, traço a traço. Simples, surpreendente, viciante, para crianças adultas e adultos criança.Bem mais divertido que o post anterior...

REFLEXÕES: COEXISTÊNCIA DE IDENTIDADES CULTURAIS


(A propósito das beijocas na bochecha que Richard Gere andou a dar a uma mulher indiana e que lhe deram direito a mandato judicial,possível multa e prisão, lembrei-me deste texto escrito há quase dois anos. Nem tudo se aplica, apenas uma ou outra ideia.)

O entendimento evolucionista da cultura entende-a como um processo civilizador que estratifica a humanidade por níveis culturais dividindo-a entre primitiva e evoluída, explicando assim a diversidade cultural. O entendimento funcionalista, enforma a diversidade cultural em modelos estanques, autónomos e coerentes, sem comunicação. Nega a transformação imanente à acção dos indivíduos e grupos. O homem sempre teve necessidade de conceptualizar e de organizar o meio, daí estas heranças, não necessariamente erradas, não necessariamente certas, apenas entendimentos que devem ser situados numa leitura temporal da nossa evolução cultural. E, verdade, é sempre melhor uma explicação que nenhuma explicação do que nos rodeia!
Quando penso em cultura, penso imediatamente em expressão criativa, em manifestação que nos atribui a verdadeira faceta de humanos e de cidadãos, elemento verdadeiramente diferenciador do ser humano no reino da biodiversidade. Aqui o criador não é unicamente o artista, cada pessoa encerra em si um potencial criativo, logo é agente cultural individual ou no seu grupo. A cultura é tudo o que conseguimos apreender do mundo que nos rodeia e, simultaneamente, a nossa acção sobre ele. É, um modo de existência e um modo de expressão.
A multiplicidade de culturas e subculturas sempre existiu, o que não existiu sempre foi a actual multiplicidade de canais comunicantes entre elas. No contexto da mundialização da nossa actual condição o seu confronto pacífico ou não, tornou-se evidente. As dinâmicas de interligação e intercâmbio tornaram-se incontroláveis, longe estamos da expansão espanhola ou portuguesa e da divisão do mundo conhecido entre as duas potências! As identidades culturais parecem pois ameaçadas de pulverização, quanto mais permeáveis ao enriquecimento, mais atrofiadas na sua conformação original. Mas terá de ser necessariamente assim?
Não se pode pensar cultura sem transformação em virtude do seu carácter dinâmico que lhe permite reinventar, tomar de empréstimo de outras culturas, apagar e recuperar contributos culturais. A prática humana quotidiana está repleta de envolvimentos quer directos quer mediados, num tecido socialmente diverso. Este contacto é enriquecedor enquanto fomenta aquisições, é plástico enquanto fomenta adaptações, é criativo enquanto fomenta explorações e activa soluções de mudança. Mas é também gerador de conflitos.
Sou forçada a entender a cultura como um processo em construção e um processo de problematização do que me rodeia. Não é através dela que construo a minha identidade? Então é também através dela que a questiono e problematizo. A identidade é um sentimento de pertença a uma cultura própria. Penso que actualmente a identidade cultural é um conceito em expansão justamente em virtude da globalização que imprimiu às sociedades modernas uma vocação entrelaçada ou de rede. Estamos todos ligados e em virtude disso teremos de aceitar ganhos e perdas, é inevitável. O desafio é encontrar o equilíbrio, quando o equilíbrio é possível! Ou então fundamentar e objectivar o desequilíbrio! É negociar a conciliação no choque, é não desvirtuar o adquirido, é fomentar uma aprendizagem de respeito pelas relações interculturais. Temos uma identidade pessoal, uma identidade nacional, uma identidade europeia. Não as sentimos todas de forma igual, não as assumimos de forma igual. Construída uma identidade através de uma aprendizagem, adquiridos traços simultaneamente distintivos e geradores de pertença grupal – sejam modos tradicionais de vida, comportamentos, instituições, etc – compreende-se a necessidade da sua preservação por um lado, mas também, e fruto das trocas e redes próprias das sociedades modernas, a da sua coexistência. Para mim é uma certeza que nada ganharemos se caminharmos no sentido da indiferenciação ou banalização das culturas pois a diversidade é em si mesma um património, uma riqueza. Por isso sou apologista da preservação de tudo quanto seja herança cultural, tarefa difícil pois o homem parece ter uma inata vocação para a extinção, mais do que para a preservação do que quer que seja!! Por um lado é importante trabalhar para preservar identidades construídas, por outro mais importante ainda dar-lhes uma visibilidade contextualizada e significante que permita o estabelecimento de sentimentos como a tolerância, o respeito, a partilha, capazes de esbater preconceitos muitas vezes fundados nos estereótipos e no desconhecimento, e o reconhecimento do valor da diferença. Não raras vezes é a própria globalização com os seus mecanismos mediáticos redutores que distorce a essência destas identidades fomentado o choque intercultural. E se o choque entre identidades culturais também sempre existiu e por vezes com perdas gravíssimas para os dominados, porque infelizmente as relações de poder permitiram o seu domínio, penso que com o que já aprendemos, devemos fomentar uma educação para a diversidade que permita contrariar a também muito facilitada difusão de pré-conceitos. O que nem sempre é fácil! A emergência de um novo grupo de direitos, os direitos à identidade cultural, depois dos cívicos, políticos, e sociais, é testada numa situação ilustrativa de conflitos identitários. Refiro, por exemplo, o conhecido caso de Barrancos e o protagonismo dos media no desencadear de toda a problemática, encarados como força de configuração social e cultural. O fenómeno foi desinserido do seu lugar e televisionado, jornal-comentado, ganhando uma visibilidade acrescentada, reconstruída, e entrando assim “manipulado” no domínio da opinião pública, sendo então realçados uma série de justificativos: a singularidade identitária da festa versus a barbárie, e depois ainda, a ausência de intervenção da autoridade ou a lacuna legal, que segundo alguns, devia contemplar uma excepção em nome de um “estatuto de cidadania cultural”. Para mim este nem é sequer um caso limite. Outros existem que me levam a testar as minhas convicções em relação à coexistência e defesa das diversas identidades culturais num mesmo espaço territorial, por exemplo, o caso do estatuto das mulheres muçulmanas, um dos tais cuja diferença parece comprometer a universalidade de direitos e dignidade da pessoa humana, quanto a mim uma aquisição inegociável da identidade cultural de humanidade, um núcleo conquistado e intocável.

4/27/07

CHERNOBYL FOI HÁ 21 ANOS


Às quintas-feiras é dia de ver a única série de TV que sigo, House MD, e, por regra fico mais um pouco a fazer zapping.Ontem um canal estava a transmitir um documentário sobre Chernobyl, que, por certo, já muitos viram pois não era recente. O contraste entre a ficção de House, onde a equipa realiza uma extraordinária intervenção num feto para salvar a sua vida ainda inviável e a de sua mãe, e depois, a realidade de um orfanato (talvez em Kiev?) onde são deixados bebés que os pais rejeitam em virtude de malformações terríveis, o relato da sua médica dizendo que por questões políticas não pode dizer que o facto se deve à radioactividade de Chernobyl embora admita que as doenças aumentaram consideravelmente, e histórias de médicos presos e julgados por prosseguirem estudos independentes sobre a forma como a radioactividade (césio) em pequenas quantidades ainda afecta, terrivelmente, a população, não podiam ser mais contrastantes e chocantes. 

Ontem passaram 21 anos sobre a data do acidente nuclear em Chernobyl. Quem se lembra? Observem duas pinturas feitas por crianças de uma escola de Kiev em 1986 e o link para mais algumas.Aprender com os erros para prevenir o futuro.

4/26/07

CONCURSO_CONTEST CTT - A BRUXINHA ALCANÇOU 100 VOTOS!_ LITTLE WITCH REACHED 100 VOTES!

A BRUXINHA já ultrapassou os 100 votos e conseguiu chegar à primeira página do AQUI HÁ SELO. Isto só está a acontecer porque muitos Bloggers amigos estão a dar uma mãozinha à divulgação da minha proposta. A competição iniciou-se no dia 9 mas a BRUXINHA só lá chegou há 3 dias, no dia 23 de Abril, com uma tal desvantagem que cheguei a pensar que nem valia a pena tentar. Gostaria de alacançar o topo não apenas porque desenhar um selo dos CTT é um sonho antigo, mas agora também em virtude de toda esta onda de simpatia em torno da BRUXA. Seria também uma forma de recompensa para todos quantos têm votado e divulgado. Não sei como agradecer a não ser através destas palavras aqui escritas pois há pessoas de quem não tenho contacto. Muitas votam e enviam-me emails que me permitem dizer-lhes do meu agrado pelo seu gesto de uma forma mais directa.Até dia 31 de Maio a votação continua, por isso continuem a divulgar e a votar na BRUXINHA! Muito obrigada a todos!Aqui deixo novamente o link:
Para votar:
- clicar em link e são direcionados para o Aqui há selo
- inserir o vosso email(não funciona com contas Hotmail)
- validar o voto no email que receberem na vossa caixa de correio electrónico
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In english: my proposal for a portuguese post office stamp has reached 100 votes and it's on the front page of the site www.aquihaselo.com. This is happening because Bloggers are giving me a precious help promoting the Little Witch on their blogs. The competition started on April 9th but I got there just on 23th April.So there is an enormous gap between my stamp and the one that's leading. This is an old dream and I really would like to win the contest.But now I also would like to win to give a sort of symbolic reward to those Bloggers that are helping me gathering votes. I can't thank everyone individually so I write these words down. Until May 31st the competition is on so keep going promoting and voting for the Little Witch!Thanks!
To vote
- click the link
- insert your email(It does not work with Hotmail accounts)
- validate you vote when you receive an email in your personnal mailbox

4/25/07

MEU AMIGO MUSGOMAN, EM BILBAO


MUSGOMAN é um jovem talentoso no que respeita a intervenções artísticas urbanas - ele faz pinturas em graffiti nas paredes de Bilbao,decoração de edifícios e espaços para crianças, já realizou exposições, desenha lindas t-shirts com motivos semi-monstruosos e encantadores...e eu adoro o trabalho dele desde a primeira vez que vi. Com ele fiz uma das primeiras colaborações cujo objectivo era cruzar a técnica da colagem (minha) com qualquer outro tipo de manifestações plásticas. Sempre em busca de novas ideias ele acaba de me surpreender com este criativo trabalho gráfico sobre fotografia. Wow!Vejam e aplaudam!















4/22/07

AQUI HÁ SELO!! PRECISO DO VOSSO VOTO! __I NEED YOUR VOTE!!


Os CTT lançaram uma iniciativa muito engraçada dando oportunidade a qualquer pessoa de criar um selo. Foi algo que sempre ambicionei. Uma vez cheguei a enviar uma proposta aos Correios mas não obtive resposta. Dos vários temas apresentados eu escolhi O imaginário das crianças. Para a minha colagem se transformar em selo preciso do vosso voto. Por isso se gostam da Bruxinha, VOTEM nela!
Basta clicar em LINK! Insiram o vosso email na janela que irão encontrar. Depois confirmem o voto no email que vão receber na vossa caixa de correio. Obrigada!
Atenção: não funciona com contas do Hotmail!
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CTT, our national post office service launched a contest giving everyone the chance to draw a stamp. I choose as a theme Children Imaginary. To win the contest I need your vote. So if you like the Little Witch vote for her.
Follow the link (click the word "link") and insert you email. Then confirm your vote when you receive an email in your email box. It's easy!Thank you!
It does not work with Hotmail accounts!!

4/20/07

ICE,ICE BABY! VOU À ANTÁRTICA!


Não é todos os dias que se recebe um telefonema destes. Após uma noite de insónia, adormeço já passa das cinco da manhã. Acordo com o telefone e chamam-me para atender. Da RFM dizem-me que fui pré-selecionada para ir à Antártica, se tenho disponibilidade e tal, que dentro de uma semana anunciarão o vencedor do passatempo Happy Feet. Eu respondo por poucas palavras, estou completamente tonta por ter dormido mal, na realidade nem percebi bem parte da informação. Mas daí a talvez uma meia hora,e, felizmente, de café já às voltinhas no sangue, recebo novo telefonema: sou a vencedora!Vou ver as montanhas brancas, os planaltos, talvez uma aurora boreal,(O meu amigo James acaba de me alertar para o facto de que não existem auroras boreais no pólo sul, aí dá-se o nome de aurora austral,o que só prova que tenho muito para aprender sobre estas paragens remotas!!!!!Obrigada!) e, espero, as colónias de pinguins Imperador que habitam ali! Sobram ainda uns dias em Sydney, a Opera House e um mergulho em Palm Beach,e,e,e...em Janeiro! Algumas horas depois continuo atordoada com a perspectiva, não sei se por ter dormido tão pouco, se pela notícia. Ice,Ice, baby!Toca a fazer as malas!

4/18/07

VIRGINIA TECH - A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO GATILHO



Cho Seung-Hui escreveu uma peça de nome Richard McBeef. O protagonista é um miúdo de 13 anos que acusa o padrasto de pedofilia e de ter assassinado o seu pai. O miúdo deseja matar esse homem, que, a dado momento, a sua mãe ameaça com uma serra mecânica. Este argumento bizarro e poemas intimidantes, terão feito Nikki Giovanni, poeta e professora de escrita criativa na Virgínia Tech, reagir no Outono de 2005. A afluência na sua classe diminuiu drasticamente, ela inquiriu e descobriu que era Cho, com o seu silêncio militante, os seus poemas sinistros, óculos escuros e boné castanho sempre colocados, o causador da debandada de alunos e não fastio criativo. Esta é a história que contou ao Washington Post. Talvez estas manifestações criativas fossem indícios de distúrbios psíquicos sérios ou talvez não, talvez o massacre tenha sido despoletado por um factor completamente imprevisível ou longamente planeado.Pessoalmente penso que ou Cho deixou um diário muito explicadinho debaixo da alcatifa do quarto ou nunca iremos perceber porque disparou e matou, não obstante as notas já divulgadas. Suplício terrível para os colegas, estudantes e professores, e familiares das vítimas para quem a ausência de uma explicação cabal tornará ainda mais difícil aceitar e ultrapassar esta perda absurda. A propósito pergunto-me o que escreveria Stephen King aos 23 anos quando estudou na Universidade do Maine. Sei que ele era contra a guerra do Vietnam, não sei se era anti-belicista nem o que poderia pensar da célebre Segunda Emenda da Constituição americana, nem que ideia fará dos recentes acontecimentos em Virgínia Tech. De delírios criativos violentos está a literatura cheia.Não necessariamente significando que assim sublimam potenciais assassinos as suas pulsões. Mas imaginemos que eu, que até gosto muito de escrever,elaborava uma história ainda mais gore do que a de Cho e que a dado momento me apetecia fazer carreira de tiro da muito próxima Universidade de Coimbra. Todos sabemos que teria ainda de dar uma série de voltas até conseguir adquirir uma boa arma. É que o Jumbo ainda não vende, nem o Continente, nem a loja dos chineses ali na esquina. Dos diversos vídeos da NBC cito dois, o primeiro porque me impressionou pela negativa, em que o dono da loja onde Cho comprou a arma,John Markell, dizia que este lhe tinha parecido um normalíssimo estudante universitário – expliquem-me porque há-de precisar um normalíssimo estudante universitário de comprar uma arma tão potente e Washington permitir-lhe que o faça – e outro, pela positiva, onde Zach Petkewicz, um estudante que barricou a porta da sala de aula com mesas impedindo Cho de ali entar, assim se resguardando e aos colegas da morte, respondeu à pergunta do entrevistador da NBC, se a sua reacção se tinha ficado a dever a bravura ou adrenalina, que esta se tinha ficado a dever a um misto de medo e adrenalina e vontade de sobreviver. É isso mesmo, rapaz, medo. Pequena grande entrevista, perfeitamente lúcida e sensível de um estudante americano que não merecia um país assim, pensem bem, ir para a Universidade para ter medo?! God bless Portugal. Aqui podemos ir para Universidades que funcionam pior que mal (e mesmo assim ainda conseguimos chegar a primeiro-ministro) mas o único medo que ali sentimos é o de chumbar o ano e levar uma repreenda tal dos pais que até a Terra treme e a Lua cai do céu. À semelhança do sucedido após Columbine, reacendeu-se (será que alguma vez se apaga?!) o debate entre os americanos que defendem a necessidade de controlo sobre as armas e os que defendem a Segunda Emenda com unhas e dentes. Repito: com unhas e dentes. Recolhi apenas um comentário na blogosfera (blog do The New York Times) onde Don Williams – não faço ideia de quem ele seja, possivelmente um americano comum, com discurso típico de membro da NRA (National Rifle Association) – responderia assim à minha questão de saber porque haveria um normalíssimo estudante universitário de comprar uma arma potente e o Governo americano de dar-lhe a sua benção?, desta forma esmagadora:” The ONLY thing which ensures that the US government will not collapse into a dictatorship is 300 million citizens possessing 200 million guns and ready to fight for their rights.” Texto integral segue abaixo.


“The worst spree killing ever — 1982 in South Korea — was done with grenades stolen from a police armory. The third worst spree killing — in 1938 in Japan –was done with Japanese swords(silent –hence no alarm ). The Red Lake High School shooting were done with a firearm that the shooter had stolen from his policeman Grandfather –after killing his grandfather while the grandfather slept. If you look at the larger set of “mass murders”, you see that firearms play no part — bombs or arson is the tool. Look, for example, at the 87 people killed in 1990 when Julio Gonzalez set fire to a crowed New York City nightclub. Or the Oklahoma City bombing, which killed 168. If you look at the advocates of gun control, you see a deep callousness. These advocates disarm law-abiding people and then do nothing when the victims they have disarmed are slaughtered like sheep. We have already noted how gun control advocates on the Virginia Tech faculty banned possession of firearms by licensed owners — and then did nothing to protect the people they had disarmed.But you see the same thing elsewhere. In Washington DC, Baltimore, and Philadelphia the gun control advocates have disarmed the residents of poor neighborhoods — and then stood by and let those poor residents be killed in the hundreds for lack of adequate police protection. The gun control advocates want dictatorial control over their fellow citizens –but accept no responsibility associated with that power. The other thing you will notice in the rants of gun control advocates is aggression. They lack the courage to physically confront criminals but they are well prepared to use the massive power of the state against innocent gun owners. To punish and imprison. This is important because a look at mass murders shows that to get a real high body count, you need a legal government. Hitler’s Nazi Germany, which killed 5+ Million. Stalin’s Soviet Union –which killed millions. Or the US government — which burned hundreds of thousands of women and children alive in napalm strikes against German and Japanese cities in WWII. And has been prepared to nuke a hundred million into ashes since.We hear so much about how Europe and Asia are not as “violent” as the USA. But the multiple, massive genocides of the 20th Century occurred in the Eurasian garden spot. And to the extent that democratic republics –vice military dictatorships — exist on this planet, they exist because of the example of the USA. The ONLY thing which ensures that the US government will not collapse into a dictatorship is 300 million citizens possessing 200 million guns and ready to fight for their rights. We have already seen how two-faced lawyers can wipe themselves with the paper rights in the Constitution: habeas corpus -Gone. Right to trial by jury –gone. Ban of cruel and unusual punishment–gone. Ban on search and seizures absent warrent issued by an independent judge: gone. But we will throw the bums out in the next election? Not really — rich elites ensure that you will only get to choose which of two bums will rule. Plus there’s no right to vote written into the Constitution, is there? So if the American people are disarmed, what will protect them from the rise of a dictatorship? Well, gun control advocates don’t have to address that question. Remember, they don’t accept responsibility for the circumstances of what they do. — Posted by Don Williams


4/17/07

NUNCA MAIS FAÇO UM TESTE DE PERSONALIDADE!


Resolvi fazer o teste Que leader famoso sou? Não gostei do resultado e repeti. O resultado ainda foi pior do que o anterior.Isto só pode ser uma brincadeira, certo?

Saddam Hussein, viveu até 2006 e foi presidente e primeiro ministro do Iraque, um ditador do mundo árabe, entre o nacionalismo e o socialismo. Como muitos ditadores chegou ao governo através de um golpe e depois agarrou-se a ele e por lá ficou até ser perseguido e enforcado sem glória. Financiou a sua ditadura através do petróleo, como não podia deixar de ser. Invadiu o Irão e travou com ele longa guerra, apoiado pelos Estados Unidos. Depois invadiu o vizinho Kuwait que foi libertado durante a chamada Guerra do Golfo. Derrubado nessa sua conquista mas continuando firme no poder, Saddam continuou a reinar sobre o Iraque de forma brutal. Os curdos, no norte e os xiitas, no sul, sofreram repressão brutal sobre as suas revoltas. Apesar de não concordar com a postura de George Bush, que com a ajuda dos britânicos invadiu o território a pretexto da existência de armas nucleares eligações à Al Qaeda, pessoas como Saddam nunca deviam estar à frente dos destinos de uma nação. Desaparecido durante meses, acabou por ser encontrado. Um Tribunal Especial iraquiano julgou o ex-ditador que foi acusado de violações dos Direitos Humanos, incluindo crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. Ele queria ser executado como um militar, por um pelotão de fuzilamento, mas acabou por ser enforcado e o video da execução circulou na internet recolhendo comentários do mundo inteiro, uns de regozijo, outros nem tanto, outros de repúdio pela divulgação dessas imagens.


4/10/07

WORLD PRESS CARTOON 2007 SINTRA - EU VOU!


O World Press Cartoon 2007 inaugura-se no dia 13 de Abril e prolonga-se até 13 de Maio no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. Através de uma forma de arte muitas vezes irreverente, satírica e colorida, os cartoonistas contribuem para enriquecer a nossa leitura dos acontecimentos estimulando, com humor, uma nova reflexão e consciência em torno dos mais variados fenómenos, não raras vezes gerando acesas polémicas através do seu traço. O impulsionador e director deste salão é António (Moreira Antunes), bem conhecido cartoonista português. Enviadas a concurso obras publicadas em jornais e revistas ao longo do ano de 2006, ao todo 403 trabalhos realizados por 286 cartoonistas, 56 países representados. Uma exposição imperdível pela diversidade artística que se antevê na recapitulação dos principais eventos que marcaram o ano de 2006…com muito humor.

4/8/07

O PRIMEIRO CARTOON DE RUA






Sempre ouvi dizer que no meio é que está a virtude e por isso quando me chegam ecos de partidos nacionais ou internacionais que se intitulam de extrema qualquer coisa fico logo de pé atrás. Por regra qualquer movimento, entidade ou pessoa que se diga “de extrema qualquer coisa” não levam a melhor comigo. É como as vendas por telefone. Ninguém até hoje me conseguiu vender nem um lenço de papel pelo telefone. Se não vejo a cara do vendedor não consigo fechar o negócio. Começo imediatamente a elaborar o plano de fuga. É uma reacção instintiva de protecção contra o logro. Não que uma boa cara não seja também a melhor das armas no ministério do engano, verdade! Mas eu sou muito à S. Tomé, “ver para crer”. Até parece que é com os olhos que penso e decido e não, afinal, com o cérebro. E para ver, pensar e decidir se colocaram cartazes no centro de Lisboa, primeiro um tal Partido Nacional Renovador, depois uns tais Gatos Fedorentos. Juntos protagonizaram o primeiro evento de cartoon de rua de que tenho memória. Esta intervenção humorística com forte mensagem política foi do melhor que vi acontecer nos últimos tempos em termos de espectáculo de rua. (Não, não estou a ironizar.) Juntos. Infelizmente a ousadia do meio utilizado veio a traduzir-se numa sobrexposição que terá beneficiado em muito mais o pequeno e obscuro partido nacionalista do que os afamados humoristas. Se José Pinto Coelho se queixava do seu partido não ser conhecido pode agora exultar pois o seu PNR anda nas bocas do mundo. Sem a intervenção felina o infeliz e xenófobo cartaz teria sido vandalizado, como aliás foi, e rapidamente esquecido. Com a arte e manha dos Gatos até eu dou por mim a escrever no meu blog sobre um partido mindinho que nunca me vai conseguir vender nem um parágrafo do seu ideário.

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