14/06/19

Teremos sofrido bullying na infância a jogar ao mata?


 "Dodgeball is a game of humiliation, exclusion, and degradation".
Patches O’Houlihan
(Treinador no filme)
O Dodgeball é um jogo de humilhação, exclusão e degradação.

Dodgeball- A true underdog story. Talvez alguns de vós tenham visto este filme de 2004.  Este excerto do filme Dodgeball, é uma caricatura do jogo, também chamado Prisonball, muito popular nos EUA, e de há uns anos a esta parte crescentemente controverso. (Não se deixem impressionar: não é aceitável atirar a bola à cabeça do adversário como aqui se vê, repetidamente, caso em que o jogador é excluído, embora possa suceder.)

O filme é uma comédia que nos aconselha a "agarrar a vida pela bola". Nunca vi este filme. De acordo com a sinopse, Dodgeball versa sobre uma disputa entre dois proprietários de ginásios. Peter Lafleur (Vince Vaughn) é um incompetente e negligente dono de um ginásio pouco frequentado e endividado, o Average Joe. White Goodman (Ben Stiller), é dono do Globe Gym, e domina o negócio, em especial o da ginástica e do fitness. Deseja comprar o endividado Average Joe e eliminar a concorrência. A realização de um torneio em Las Vegas poderá ser a salvação do Average Joe. O prémio em dinheiro cobrirá as dívidas.White não se conforma e reúne uma equipa de Dodgeball para entrar no torneio. Parece ser um filme criado em torno de personagens malucas e situações tontas, um qualquer hit juvenil de Verão. Não vi, não arrisco dizer mais nada.



O Dodgeball é basicamente uma versão de um jogo que joguei com muito entusiasmo na infância, o jogo do mata, que estou certa muitos de vós também jogaram. Nunca tive velocidade nem resistência que se vissem. Talvez por isso o jogo da apanhada não me fascinasse por aí além mas "o mata" era a diversão suprema. Na minha escola primária, em Braga, na freguesia de S.Lázaro, havia um terreiro enorme, murado, e era aí que se desenhava o campo do jogo do mata com um pau ou uma esferográfica que já não escrevesse. Muitos tempos de recreio foram torrados ali, naquele rectângulo de pó dividido ao meio, sob o sol. Era eu quem levava a bola, uma bola amarela, de riscas coloridas. A minha mãe desconhecia que o jogo do mata era a razão pela qual a filha sempre chegava a casa de cabelo lustroso colado à testa, e muitas vezes com a bata de tecido rosado, de uso obrigatório, suja da  terra que a bola que rolava pelo chão e pelas nossas mãos, matizava. A varanda da cozinha, na fachada interior do prédio, até dava para a frente da escola primária, que era rodeada por eles, até parecia que eram todos espectadores do que ali se passava. Ouviam-se ao redor dela os toques da sineta e a gritaria no recreio. Mas quase toda a acção se desenrolava do lado oposto à entrada principal da escola primária tradicional, branca, de janelas alinhadas por dois pisos, de caixilhos de madeira verde, e porta ao meio, entre canteiros, que hoje é um ATL.

O campo era dividido em duas áreas e formavam-se duas equipas de cachopada. Talvez se tirasse à sorte qual a equipa que começava e quem era o piolho, já não me recordo. Os jogadores eram escolhidos um a um, e, ou me engano muito, eu não devia ser das preferidas pois não sendo a mais baixa da classe não era decerto alta, um atributo conveniente para apanhar as bolas em voo. Já não me recordo, mas aposto que seria assim.

A bola era trocada entre os elementos em campo e o seu respectivo piolho, que alternavam com os adversários, em áreas desencontradas. O objectivo do jogo era matar os jogadores adversários e escapar à morte por meio da bolada. Se a bola nos tocava e caía ao chão morríamos e íamos para o cemitério. No mata não recordo ter apanhado com a bola no nariz, como, anos mais tarde, me sucedeu nas aulas de educação física: até vi estrelas! (Felizmente os óculos só aterrariam no meu nariz à entrada da faculdade pelo que não eram motivo de receio, como para alguns, que os tiravam por precaução.) Se a agarrávamos podíamos matar o adversário. O morto ia para o lugar do piolho e esse adversário entrava então no jogo. Os seguintes mortos acumulavam-se na zona do piolho, o cemitério. Ambos, piolho e demais elementos, podiam matar. A primeira equipa a ser dizimada, isto é morta, perdia o jogo. O campo era grande e quando já só estava uma criança em jogo era por vezes difícil finalizar a partida, à qual a sineta impunha o término, para nosso desgosto colectivo.

Depois desses intensos campeonatos "de vida ou de morte" na escola primária nunca mais joguei ao mata mas nas aulas de educação física acontecia-me muitas vezes ser das últimas a ser escolhida para uma equipa. Além de mim, havia também um rapaz, que talvez não por acaso era um dos melhores alunos da turma, o típico caixa de óculos, um rato de biblioteca, um marrão, que em adulto haveria de se tornar médico de nomeada, alto mas sem grande domínio motor sobre o seu corpo, ou interesse no que quer que fosse que acontecesse no ginásio, que sofria idêntico transe. Por vezes fazia os exercícios com ele, o que era até ousado pois não era habitual  que se formassem pares mistos em educação física. A nossa fraqueza mútua acabou por nos dar força e uma tranquilidade inesperadas: passámos a fazer tudo os dois, assim  anulada a ansiedade de saber qual o veredicto, quase sempre adiado para o fim.

Na escola primária, ser mais baixa que a maioria  nunca me impediu de jogar ao mata e  de gostar daquilo a valer. Não me recordo de me sentir "marginalizada" por causa disso ou de sofrer: entendia que era natural que os outros entendessem que eu não conseguira saltar tão alto como eles e apanhar as bolas com idêntica destreza. Podia marcar pontos no jogo evitando-as, outros que saltassem. De qualquer forma, estava em jogo e era isso que contava para mim. No ciclo preparatório e liceu passei pelas aulas de educação física sem grande temor embora fosse uma naba nos desportos colectivos e aparelhos, exercícios de velocidade e força. Gostava imenso de ginástica e era capaz de passar horas a jogar badmington, tinha uma flexibilidade e agilidade bastante boas que me fizeram merecer 4 valores: um sucesso. Quanto ao resto, é paradigmático o exemplo dos jogos de basquetball. De todas as bolas que me passaram pelas mãos aquela grande laranja reunia todo o meu ódio: pesava toneladas e era crespa, uma invenção desagradável incomparável à de vólei, macia e leve, que tinha a minha preferência. Os colegas e as colegas eram quase todos uns gigantes. O Rui Correia, que alguns de vós podem ter ficado a conhecer há poucas semanas pois foi eleito Professor do Ano no Global Teacher Prize- Portugal 2019, era enorme! Esta miúda apenas via pernas e braços à sua frente: aquela aranha humana não me deixava nem passar a bola nem rematar. Era morte certa para qualquer jogada, se a bola me viesse parar às mãos. Eu sabia-o, toda a gente sabia. Evitavam-me. Estava certo. Tentava fazer o meu melhor, sempre, e entretanto o jogo acabava e íamos à nossa vida, porque aquilo era apenas um jogo e não uma questão de vida ou morte. Não fiquei com memórias fantásticas dessas aulas. Não foi por causa delas que tenho uma vida semi-sedentária e, sobretudo, reconheço que há uma diferença entre guardar más memórias e traumas.

Não me ter dado mal nos ginásios escolares não significa que não tenha conhecido rapazes e raparigas que sofreram bastante nas aulas de educação física em virtude da sua inabilidade ou inapetência pelo desporto não ser compreendida nem sequer aceite, e até mais pelos professores do que pelos colegas. Comparativamente havia mais compreensão para os alunos que tinham maus resultados às disciplina de Português ou História. A falta de tacto desses adultos chegava a ser realmente um foco de humilhação para os alunos, e sem qualquer necessidade, em nada beneficiando o interesse do aluno na classe ou pelo desporto, ou sequer contribuindo para a sua formação como pessoa, ou para a superação do problema. Esta inadequação não desapareceu. Hoje alguns professores de educação física continuam a tecer observações umas vezes desnecessárias - quando não há aproveitamento - inoportunas e indesejáveis - quando um aluno é mais feminino do que devia, por exemplo, às vezes bastando terem cabelos compridos - achando que é assim que os vão fazer triunfar e "entrar na linha", ou a não intervir quando seria benéfico. Os alunos relataram-me o seu desconforto, não se queixaram, mas alguns ponderavam fazê-lo, embora receassem que a situação se agudizasse com a queixa.

Estas linhas surgem todas a propósito de uma notícia sobre uma conferência organizada pela Sociedade Canadense para o Estudo da Educação, em Vancouver, onde se  discutiram os desafios que os professores e educadores enfrentam na promoção da educação física. Um grupo de pesquisadores,  admitindo saber que enfrentaria críticas dos que consideram o Dodgeball  divertido ou que o que defendem não equipará as crianças para o que o mundo real lhes pode trazer, afirmaram  que o Dodgeball -  semelhante ao jogo do mata  - é uma arma de opressão dos mais fracos, pois existem estudantes estigmatizados por algum motivo que são escolhidos por último ou eleitos alvos no jogo. Dizem, todavia, que não são anti-competição ou anti-desafio. Não querem a proibição do jogo e apenas o debate dos seus prós e contras, questionar porque é que ele se continua a fazer no campo educacional. O lugar do Dodgeball seria na praia, nos piqueniques, nas festas de aniversário e de empresa, não na escola.

Dizem ainda que ao permitir esta experiência do Dodgeball nas escolas se está igualmente a ensinar o gosto pelo confronto humano, a reforçar eventuais distâncias que existam entre as crianças em vez da sã convivência. Aceitar a sua existência nas escolas equivale a legalizar o bullying (Joy Butler). Joy quer que os professores comecem a prestar atenção a estes casos em vez de enaltecerem aqueles  que transformam colegas em alvos humanos. O jogo ensina os alunos a desumanizarem-se mutuamente, criando insegurança nas escolas, quando esta deveria estimular o crescimento positivo. Stephen Berg, outro professor da área de educação, quer actividades mais inclusivas nas escolas, diz que a filha não é atlética e que quando sai de um jogo daqueles sente que não contribuiu com nada e sente vergonha, e que para crianças e jovens como ela é injusto ter de aguentar ou ser forçado a ser forte.

No vídeo disponibilizado num dos links, Burns, entrevistado para a TV, começa logo por notar que a prática acontece em ambiente escolar, e, portanto, o jogo joga-se ali por uma razão educacional, logo, há que questionar o que estão os alunos a aprender sobre a forma de se comportarem. Basicamente uma criança tem de praticar o bem para fazer o bem quando adulta, diz ele. Por exemplo, em algumas escolas as crianças têm a seu cargo alguns animais de estimação para aprender a cuidar bem de animais no futuro. Ora, as interações no Dodgeball reforçam traços de carácter indesejáveis. Portanto, uma criança que atira uma bola a outra pode crescer e tornar-se um adulto desagradável. Burns invoca, neste sentido, os comentários irados das pessoas que estão contra a sua opinião dizendo que é fácil extravazar assim uma opinião quando se se praticou a ira por muito tempo. A competição pode ser saudável quando motiva a ser o melhor em alguma coisa, ou pode ser uma competição que isola o mais fraco, é o que sucede no Dodgeball.

A controvérsia relativa ao Dodgeball não é de agora, mas cada vez mais os adultos -peritos, normalmente em educação e psicologia - querem ditar regras para proteger as crianças e os adolescentes de toda a espécie de riscos, experiências desagradáveis e potenciais traumas. Em alguns estados americanos o Dodgeball já foi banido. A sociedade americana leva esta necessidade de protecção ao extremo mas o processo de crescimento de uma criança  implica correr alguns riscos, o que é algo diferente de correr perigos desenecessariamente. Nesse percurso as crianças devem poder contar com o amparo dos adultos, a sua orientação e vigilância. É  assim que a gente começa a conhecer-se, os nossos limites, os nossos pontos fortes e fracos, a aprender com os erros, enfim, a crescer.

As crianças hoje crescem numa espécie de redoma de preocupações. É péssimo fazer uma criança  participar de jogos colectivos com carácter de eliminação na escola. O ideal é manter a auto-estima intocada, é ficar pela competição consigo mesmo, ou até mesmo ter voto na matéria e poder deixar a criança escolher a prática desportiva. Assim, se a criança  considerar aborrecido, cansativo e sem interesse, ou mesmo humilhante, jogar o basket, porque mede um palmo e meio, e preferir  fazer uma qualquer outra coisa, dança do ventre, ioga do riso, zumba, sei lá, a escola deve providenciar a alternativa para que ela não cresça traumatizada. Enquanto isso as famílias compram fast-food e as crianças engordam a ver TV e a praticar vídeo-jogos no computador e jogos no telemóvel. A obesidade tornou-se uma epidemia e acrescenta mais um obstáculo à prática desportiva, que se torna uma actividade mais pesada do que agradável no curriculum escolar. Depois, com preocupação,  os pais insurgem-se contra os jogos colectivos onde os mais leves e ágeis superam os mais obesos injustamente!
David Burns, um dos pesquisadores, é entrevistado na TV
Ouvi o David Burns a ser entrevistado na TV e só me dá vontade de o meter num rectângulo a jogar um demorado Dodgeball com o White Goodman do Gobal Gym. Sem querer ignorar ou diminuir o sofrimento de quem se deu mal com o Dodgeball, pergunto se o problema será mesmo o  jogo ou antes quem o joga (algumas "rotten apples") e supervisiona, até porque se é em contexto escolar, algum adulto deve andar por perto. É o único jogo que transforma o corpo das crianças em alvos: esta ideia tinha de nascer em solo americano, claro, belicistas por natureza. As crianças atiram bolas umas às outras e é isso. Atirar objectos é uma violência. Mas... e o jogo da apanhada? Correr atrás de alguém para o apanhar, não é também uma violência?  Mas... não são os jogos simbólicos? Alguém até  argumentou contra o Dodgeball dizendo que depois de Columbine tinham de ser muito cuidadosos com o que andavam a ensinar nas escolas. Em Portugal chamamos-lhe "Jogo do Mata". Olha se os americanos soubessem disto ainda nos acusavam de estar a fomentar o assassinato precoce das nossas crianças nas escolas. Além disso, atenção que os mais atléticos estão em vantagem e isso humilha automaticamente os menos atléticos: os gordinhos que não conseguem saltar que nem molas e evitar a bola, os magriços que tremem que nem varas verdes ao imaginar que podem ser despedaçados por ela, os que usam óculos, todos vivem no medo. Informo que existem 6 bolas em jogo, no meu "mata" era apenas uma: é muita bolada! Por isso o  Dodgeball não devia ter lugar na escola pois aí as práticas desportivas têm de servir a todos os alunos e não apenas aos mais aptos. Mas...e o basket, meus amigos? E o basket? Os mais altos nem precisam de driblar para humilhar os mais baixos com aquela altura toda. Como é? Banimos o basket também? E porque não redesenhar a bola do Dodgeball se ela é assim tão intimidante? Não faltam  materiais densos com que se possa experimentar. Não é nada agradável chegar a casa com nódoas negras, mas mesmo sem Dodgeball, não foram raras as vezes em que as ganhei nas aulas de educação física.

É verdade que o jogo dá uma oportunidade para que alunos impopulares e fracos sejam abusados pelos restantes, mas espero que os pesquisadores saibam que crianças e jovens que querem abusar de outros vão sempre encontrar a forma, o lugar e o tempo para o fazer. E onde anda a supervisão dos adultos durante esta prática? Não será esta uma oportunidade dourada de "meter na ordem" os abusadores, de vincar o valor das regras,  e fazer disso um exemplo de aprendizagem para todos?  O desporto não é uma área isenta de vícios e incorreções. Só quem nunca esteve num campo de treino de futebol júnior é que não assistiu já à migração daqueles para o plano infanto-juvenil: por lá surgem atitudes pouco dignas não só dos jovens iniciados mas também dos treinadores, atletas e pais.

Talvez o jogo seja realmente estúpido, talvez eu não consiga perceber isso em virtude da minha longínqua experiência tão agradável. Mas não se aprende nada com ele? Pode, realmente, dizer-se que no Dodgeball não há grande trabalho de equipa ou de cooperação e auxílio entre praticantes para alcançar um objectivo comum. Mas e o valor da saúde? Afinal sempre é uma actividade física, melhor essa que nenhuma, melhor até que ficar agarrado ao telemóvel horas sem fim, não? E o respeito? Que tal aprender a respeitar as diferenças dos colegas e as suas fraquezas e a não ser um "bully"? E a amizade? Será que é impossível cultivá-la no Dodgeball? E o rigor no cumprimento das regras? E o valor do insucesso, tão importante como o êxito, para aprender que a vida é feita de altos e baixos? E colocar em prática o fair-play, não se aplica? E o valor da pura diversão, que, com regras, pode até permitir-se ser um pouco louca, não?

Também criticam o Dodgeball porque poderá desincentivar um estilo de vida activo em adulto, ou a prática de um desporto, em virtude de ser "um jogo de humilhação, exclusão e degradação"- como dizia o treinador no filme -  que marca negativamente os mais fracos para sempre. É sabido que a prática da actividade física  contribui para a saúde física e mental, a melhoria do comportamento na escola, a prevenção de doenças diversas e a promoção do bem-estar. A sua prática na escola pode significar o início de hábito para uma vida futura mais activa. Mas bastará uma má experiência na idade infantil ou juvenil para ditar o abandono dessa via pelos futuros adultos? As más experiências não são privativas do Dodgeball...Ficar em forma e viver saudavelmente está hoje inscrito na rotina de muitos adultos através de práticas individuais e não apenas, ou sobretudo, da prática de desportos colectivos, e acredito que por mil e uma razões que não, certamente, traumas de boladas. Pelo menos, quero acreditar nisso.

Sugestões de leitura

Noção de bullying: Um aparte para recordar a noção de bullying: O que é o bullying? É um comportamento intencionalmente agressivo, repetido, violento e humilhante, que envolve um desequilíbrio de poder: as crianças usam o seu poder (força física, informação constrangedora, por exemplo) para controlar e prejudicar outras crianças. Ameaças, boatos, ataques físicos como bater, arranhar, cuspir, roubar , ou verbais, como, chamar nomes, provocar, gozar,  ou excluir alguém do grupo, etc.

'Legalized bullying': Stop playing dodgeball in schools, UBC professor urges
Experts say dodgeball is ‘legalized bullying’ — is the game really the problem?
B.C. researchers label dodgeball a tool of oppression
The National Dodgeball League site
How to play dodgeball - video

2 comentários:

  1. Gabo-lhe a memória! Já não me lembrava de todos esses pormenores do Jogo do Mata! Ou na volta nem joguei com essas regras!
    De resto, em tudo há descriminação! E nos jogos de bola, em que os dois melhores jogadores iam escolhendo, cada um, alternadamente, os melhores jogadores para a sua equipa até restarem os piores, geralmente os gordos ou sem jeito para a coisa, que, geralmente iam sempre para a baliza?
    Acho que os pais hoje em dia vêem os filhos como umas flores de estufa, só que um dia os filhos terão que sair da estufa e conhecer o mundo real, a selva lá fora, e depois, como toda e qualquer planta que trazemos para casa, se não for devidamente aclimatizada acaba por morrer!

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    1. Tive de pedir ajuda ao meu sobrinho para me conseguir lembrar. Ele jogava também na escola e nas aulas de educação física.;)

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