11/8/14

Segurança Nacional, Um, Intervalos, Três


Outra vez a escrever sobre Segurança Nacional? Até parece que não tenho mais nada que fazer. Foi anteontem, vi mais um episódio dividido em blocos de 10-15 minutos. Não estou, de momento, a ver mais nenhuma série. Não tenho tempo, além disso não tenho paciência. Como é que uma série de 55 minutos ou menos, tem três, três, TRÊS intervalos? São de apenas 5 minutos cada, mas 5 minutos é uma eternidade. Eu até gosto de publicidade, a sério, eu tenho boards no Pinterest com os melhores anúncios de TV. Mas nem tudo o que brilha é ouro, muita da publicidade que a gente vê é lata mesmo. E é preciso ter lata para repetir o mesmo anúncio da treta 3 vezes em 55 minutos. E é preciso ter muita paciência para não fazer zapping e não atirar a TV pela janela. E outra coisa. Eu não gosto do The Walking Dead, vão pró apocalíptico que os pariu mais o seu exército de gente a desfazer-se aos pedaços e a resvirar os olhos. Desde a primeira vez que botei os olhos no Rick Grimes que não me caíu no goto. Às vezes ou é amor à primeira ou ódio à primeira e não há retorno. Às vezes o meu cérebro fica mais morto que vivo. Esta série mata-me. Mas quando é que se vão cansar deste desfile de efeitos especiais e maquilhagem?! Sim, eu sei, eu sei que são os dilemas e os conflitos e a sobrevivência, não é o cenário o que mais importa em The Walking Dead. Perdoem-me os fãs se eu prefiro ver os mesmíssimos noutro cenário mais saudável, menos infeccioso. Porra, que nunca mais os vivos vivem em paz nem os menos-vivos morrem de uma morte a sério! A infestação arrasta-se temporadas fora e televisões dentro, entram anúncios renovados em tom ribombante, mas saem as cenas do costume, uns quantos de armas em punho, desgrenhados e barbados, em fuga ou em perseguição, e os outros a serem feitos em pedaços. E como se a nossa sobrevivência na terra dependesse de ver The Walking Dead, pimba, três vezes somos informados de que vai estrear e tal e tal, no dia tal, às horas X...Não se aguenta, toda esta anunciação, mais o anúncio da estreia de Gotham, logo seguido de mais um do American Horror Show, por três vezes difundida em 55 minutos, entremeada com anúncios de perfumes, vaselina e automóveis! Irra! A TV trata-nos como se tivéssemos uma qualquer doença da memória, deviam oferecer-nos post-it e canetas com ponta de feltro grátis quando subscrevemos os MEO ou as NOS ou o c... Quando às quintas à noite acabo de ver Segurança Nacional eu percebo melhor porque é que deixei de ver televisão há muito tempo. Não é só porque muito do que lá passa não tem qualidade, é porque isto é uma má experiência televisiva e só me espanta como é que as pessoas se conformam e pagam por isto. Eu cada vez mais me  apetece atirar-lhe com um tijolo!

Mas de volta ao que interessa, a série, Segurança Nacional. Só para que conste. Os argumentistas de serviço nesta quarta temporada não são dados a sentimentalismos. Em resultado da bem sucedida operação de sedução de Carrie, o inocente estudante de medicina, Ayaan, uma vez descoberta a sua fragilidade e comprometimento, é despachado com um tiro na testa pelo amado tio, que lhe revela que há um drone a segui-lo dos céus. Mais chocante não podia ser? Errado! Eu não sei até onde é que vão levar o desvario de Carrie nesta temporada, mas é do mais absurdo pensar que esta personagem mandaria abater Saul, o seu mentor. Uma profissional treinada a perder as estribeiras por completo, OMG, mas que cena triste. “Are you out of your mind?! That is Saul down there. Saul.” Pois é, Quinn, tiraste-me as palavras da boca. No dia em matarem o Saul eu deixo de ver a série. Alguém está comigo neste propósito?! Se não costumam ver a série, o Saul é esta personagem que espreita por debaixo dumas barbas densas, estão a ver? O Saul faz-me sempre lembrar os Ewoks da Guerra das Estrelas, embora superiormente capaz em matéria interpretativa! Ele quase não respira, quase não precisa falar, mas o Saul é uma personagem que tem soul, é uma discreta e grande interpretação de Mandy Patinkin. Sinceramente, e depois do que escrevi em postagem anterior, não sei porque é que continuam a estragar a personagem Carrie desta forma.  Estão a reduzi-la a uma qualquer mulher destrambelhada! 
Daqui a pouco não resta nada. Mas este episódio foi o reino do absurdo até ao finzinho. Enquanto se discutia se Saul ia pelos ares ou não, os jeeps de Akkani, o terrorista, arrancam. São três, só há um drone, separam-se por três estradas diferentes. E em qual deles está Saul? Qual jeep seguir? Pim, Pam, Pum. E é assim que acabamos o episódio com o ex-director da CIA a passear de jeep nas mãos dos paquistaneses, há olhos no céu mas está tudo cego. Parece-me uma boa metáfora para a segurança nacional.

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