11/9/11

A gatinha Glória depois da operação

Mais uma actualização, Dia 15 de Dezembro. A Glória ainda está sem pelo mas ele já está a crescer. O pescoço está quase como novo. Vamos aguardar desenvolvimentos.

Actualização do dia 4 de Dezembro: a gatinha já consegue caminhar e ronrona.  Já não parece a mesma e ainda vai ficar mais catita!
Obrigada a todos os que ajudaram à recuperação deste animal e parabéns à Vera.

Dia 29 de Novembro. A Glória já tem o pescoço quase sarado, aceita mimos e ronrona, já não é uma fera o que significa que já não está em sofrimento. Obrigada a quem se interessou, divulgou e contribuíu. Não, a gata não é minha, não é de ninguém, ainda, mas pode ser que venha a encontrar donos. Não seria uma ótima notícia?
Dia 21 de NovembroA Glória já dá uns passitos e a Vera diz que continua má como as cobras! Mas a recuperação está no bom caminho! Ainda é preciso doar $$

As primeiras fotos da Glória!
NIB da conta para receber donativos: 
00350 7450 0016 7864 0008
Se contribuirem enviem um email para vera-santos-80@hotmail.com com o descritivo Glória para a Vera poder controlar as coisas e listar o vosso nome no Facebook.

Actualização dia 13 de Novembro: valor da factura ‎534,20 euros (vejam os comprovativos no Facebook)

Se acompanham o blogue Palavras-Cruzadas estão a par desta situação de resgate que previamente relatei. A gatinha Glória foi atropelada numa via rápida e deixada na berma, em Setúbal. A Vera Santos ia a passar de carro, viu-a e foi dar a volta, regressando em sentido contrário para a resgatar. Levou-a ao Hospital Veterinário de Setúbal e de exame em exame foi apurado que os orgãos internos estavam sãos mas que a bacia estava partida. Primeiro pensaram que o custo da operação seria de 1000 euros, mais tarde passou para os 400 euros. Desde que li o apelo da Vera que estou a divulgar o caso. Ela precisa de ajuda para pagar estas despesas pois o hospital aceitou operar sem receber, como se pode ver na foto - repare na incisão e pontos, a ferida do pescoço já está muito melhor!

Este caso é importante para as pessoas refletirem em torno da atitude a tomar ao encontrar um animal na rua. Há pouco tempo eu própria me deparei com um caso: eram 4 cachorros e cadela mãe, a viver na praia, grupo de muito difícil aproximação. Assustados, metiam-se para debaixo de uma plataforma e ninguém lhes chegava!! A associação local, APAFF, ia tentar apanhar a cadela e um filhote que restaram ao cabo de um tempo, da última vez que estive na praia. Eu não podia fazer mais, ou achava que não podia fazer mais e de facto é assim. Divulguei a situação e levei comida para os cachorros. Mas estou ciente de que isso não chega. 
O que a Vera fez, pelo contrário, é o que todos devíamos ser capazes de fazer e por isso me empenhei em divulgar o caso da gatinha Glória desde que tomei conhecimento. A Vera acolheu a bichinha possivelmente sabendo que sózinha não conseguiria fazer muito. Mas a responsabilidade da situação não a demoveu. Apesar de eu não estar ligada a nenhuma instituição e de não poder sequer oferecer a minha casa para acolher animais, eu estou mais ou menos por dentro do que deve ser feito quando nos deparamos com um animal abandonado na rua ou em situação crítica. 
Na minha opinião este caso prova que as pessoas estão disponíveis para ajudar se houver alguém que arrisque tomar a responsabilidade, alguém como a Vera. Ela já reuniu alguns donativos e com a ajuda preciosa de mais pessoas amigas dos animais vai decerto conseguir pagar as contas. Em breve a gatita vai voltar a ostentar o porte e o charme natural de todos os felinos - eu espero ver isso!

O que devemos fazer quando encontramos um animal abandonado?

1. Devemos retirar o animal da rua. A rua não é o sítio nem para os cães nem para os gatos. Eles pertencem a casas, com famílias. Devemos ter a coragem de abrigar temporariamente e de aceitar que teremos de nos esforçar para obter um lar para esse animal.
2. Devemos levar o animal ao veterinário para que ele avalie a sua situação. Não se deve pensar que todos os gatos e cães de rua estão doentes  -muitas vezes o mal maior desses animais é sujidade e fome.
3. Devemos tentar saber se tem um dono pois o animal pode pura e simplesmente estar fugido.
4. Devemos contactar o máximo de pessoas que se possam interessar pela sorte do animal se tivermos concluído que não tem dono ou que o dono não o quer mais. Podemos contactar os amigos, os conhecidos, a família, os colegas de trabalho e pedir para eles também divulgarem a situação. O que podemos pedir?
- dinheiro se tivemos despesas no veterinário;
- um lar provisório se não podemos acolher nós mesmos indefinidamente;
- um lar definitivo;
- divulgação na internet,(redes, blogues) divulgação em flyers, cartazes;
- comida;
5. Se quisermos facilitar o processo de adopção do animal, é preciso ir ao veterinário para realizar exames, ver de vacinas, desparasitar e castrar. Se existe uma associação de proteção de animais na zona onde vive,  contacte-a pois talvez saibam de consultórios mais económicos ou receptivos a este tipo de situações, que pratiquem preços mais económicos.
6. As associações de proteção de animais ajudam a divulgar o animal que tem em sua casa para adopção, contacte-as.
7. Devemos providenciar informação completa sobre a situação do animal em causa que permita às pessoas perceberem perfeitamente o caso e solidarizarem-se com o que estamos a fazer.

(Ninguém disse que é fácil mas é muito compensador.)

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