11/30/11

Calendário blogueiro para 2012


Esta é a tarefa #21 do Desafio 21 Dias! O Desafio chegou ao fim! Mais uma vez serve para constatar que  impera a falta de rotinas neste blogue. À volta com as datas que me são queridas, dias nacionais, internacionais e mundiais, tenho de concluir que se escrevesse uma postagem para cada uma delas já manteria o blogue actualizado em boa parte do ano!
  • Fui consultar as postagens antigas e encontrei uma data que eu sempre assinalo e uma iniciativa da blogosfera em que costumo participar:
25 de Abril, Dia da Liberdade  - data da Revolução dos Cravos. Porque sem a liberdade de expressão não estaríamos aqui certamente, todos os anos assinalo a passagem da data, crio um postal, coloco uma memória, qualquer coisa.

Blog Action Day começou em 2007 a promover uma discussão na blosgosfera sobre o ambiente. Em 2008 abordou a pobreza, em 2009 foi a mudança do clima, em 2010 o tema escolhido foi a água, e este ano, a 16 de Outubro, os bloggers discutiram  a fome no mundo. Tenho participado e divulgado a iniciativa.

  • Além dessas, duas datas que eu poderei considerar assinalar no próximo ano são:
Blog Day – Não costumo assinalar o 31 de Agosto mas há sempre uma primeira vez para tudo.

7 de Novembro de 2006 – o aniversário do blogue! Nunca me lembro disso. ..acho que nunca escrevi uma postagem sobre isso!Fica o lembrete!

  • Outras datas que também costumam motivar apontamentos da minha parte são:
Dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia
Dia 2 de Abril, Dia Mundial do Livro Infantil
(comemora-se nesta data em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen)
Dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
Dia 17 de Maio, Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação (viva a internet, viva!)
Dia 31 de Maio, Dia Mundial sem Tabaco
Dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente
Dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Dia 24 de Junho, Dia de S. João
Dia 17 de Novembro, Dia Mundial do Não Fumador
Dia 25 de Dezembro, Natal

E...acabou o Desafio 21 Dias! Até estou com pena! Amanhã já não me espera nenhuma tarefa. Obrigada Nospheratt por essa ideia, gostei de participar!

11/29/11

O poder da televisão


O Chiquinho acompanhou a dona ao Centro de Saúde de Rio de Mouro. Doente, a senhora saíu dali de ambulância e não mais regressou a casa. O cão nunca mais deixou as imediações do Centro de Saúde, continuou à espera que saísse, fizesse sol ou chuva. A televisão mostrou a reportagem e este homem de Queluz foi buscar o animal. Na altura todos se lembraram de Hatchi!

A história de Hachiko - A dog's story tornou-se popular no Ocidente depois do filme com Richard Gere ter estreado em 2009. Pela manhã o cão acompanhava o dono, um professor, até à estação de comboios, e no final do dia ia de novo à estação esperá-lo. Essa rotina terá durado um ano, findo o qual o professor sofrei um AVC, morrendo. Durante os 10 anos seguintes o cão continuou a ir esperar o seu amigo ao comboio. Custa até a acreditar, verdade?

Mas já antes, em 1987, existia Hachico Monogatari, filme japonês que relatava a história verídica do cão mais famoso do Japão. Eu não vi nenhum dos dois filmes. Tenho a certeza que choraria baba e ranho...E parabéns ao senhor que resgatou o cão, um exemplo!


O blogue em retrospetiva

A penúltima tarefa do Desafio 21 Dias é fazer uma restrospetiva das melhores postagens do nosso blogue, escolher uma por cada mês perfeito. Grande bronca, eu tenho meses em branco, nem uma vírgula, querem melhor atestado da minha dedicação ao blogue neste ano magro de 2011?! O que fazer? Para não parecer que sou preguiçosa e que estou mandando as tarefas do Desafio às urtigas, fiz uma seleção de 11 postagens sem atender aos meses. Não tinha outra alternativa!

Um dos meus passatempos favoritos é ver cinema. Desde criança que vejo cinema. Fui até cineclubista. Por vezes até esqueço o quanto gosto, em especial quando ando muito ocupada, relembro isso quando um filme me enche as medidas. Aproveito sempre que posso para ver na TV os filmes que não vi ainda, em especial filmes de cinematografias que não vão aos Multiplex ou filmes antigos. A minha paciência e curiosidade em torno do cinema costuma ser à prova de quase tudo. Mas ultimamente já desligo a meio quando um filme não cumpre os mínimos aceitáveis. Costumo escrever no blogue sobre uma fita que vi e que me impressionou favoravelmente. Quando não gosto não perco tempo com isso, mas O estranho caso de Benjamin Button provou que não há regra sem excepção.

Tinha de incluir uma postagem do Desafio 21 Dias do Blosque aqui nesta restrospetiva. Há muito tempo que recebia os updates do blogue da Nospheratt via email e quando ela lançou o Desafio 21 Dias ainda hesitei em aderir pois não sabia bem o que me esperava nem se teria tempo para executar o que seria pedido. Foi uma excelente forma de refletir sobre o que ando aqui a fazer, aprendi até no decurso das tarefas. Além disso reforcei algumas das minhas ideias sobre o futuro do Palavras Cruzadas.

Com a crise instalada em Portugal, com notícias diárias de falências de negócios, pequenos e grandes, o encerramento de um bazar e abertura de uma loja chinesa no seu lugar, na minha rua, talvez a 10ª na cidade da Figueira da Foz, motivou uma postagem sobre o segredo das lojas chinesas em Portugal .

Além do cinema, também a leitura é outra das minhas paixões. Um bom romance, biografias, poesia. Noutro capítulo, os livros infantis, a banda desenhada. Posso não comprar uma camisola nova anos a fio mas é difícil manter-me longe das prateleiras dos livros com olhar guloso. Nem sempre estou a par das novidades, a não ser quando os lançamentos saltam para as páginas culturais dos jornais ou da web. É impossível ler o que acaba de ser publicado quando ainda me falta ler tantas obras clássicas. José Rodrigues dos Santos é um autor que nunca li e os seus livros de mistério também não me cativam por aí além, prefiro textos mais terra-à-terra. Mas como ninguém resiste a uma polémica, fui espreitar que mimos andaram a trocar, os representantes da Igreja e ele, em torno do seu Último segredo e depois escrevi um apontamento.

A memória não é um dos meus melhores atributos. Por altura da recepção aos caloiros na Universidade de Coimbra, tentei recordar-me das tradições académicas, da Festa das Latas, antes que se varra tudo de uma vez!

Por vezes chegam ao nosso conhecimento histórias chocantes e não conseguimos calar a nossa indignação e espanto. Escrever sobre esses casos, mais do que elaborar sobre o que já todos escreveram e comentaram, serve para tentar perceber e apaziguar o nosso espírito perante algo que se nos afigura incompreensível. Foi assim com o caso da criança chinesa atropelada sem remorsos por um ocupante de uma carrinha, à porta de um mercado na nova terra das oportunidades.

Em 2000 fiz um curso de produção cultural e passámos uma tarde a discutir se a cultura devia ser grátis ou não. Passam os anos e a discussão é sempre actual. No momento presente o nosso Governo anda a cortar em tudo o que pode, quer acabar com as entradas grátis nos museus ao Domingo de manhã. Muitas pessoas já quase não têm dinheiro suficiente para pagar água, luz, gaz, comida e deslocações básicas. Mas eu continuo a defender que o acesso à cultura não deve ser tendencialmente grátis. Deve ser garantido a todos o direito à cultura mas quem pode deverá sempre pagar para entrar num museu ou num teatro.

E mais uma polémica, mais umas achas para a fogueira de uma discussão em torno da existência de uma página no Facebook que brinca com a violação, sem que os administradores da rede Facebook se incomodem muito com isso. 


Como criatura da beira-mar, que passa o inverno a suspirar pelo sol e pelos fins de tarde na praia, tudo o que são relatos sobre modos de vida em torno do mar, vida das espécies marinhas, suas histórias e lendas, me fascina. E vai daí uma pequena postagem sobre a apanha dos perceves e vida dos homens que descem as escarpas para os apanhar, quando encontrei perceves grandes na areia da praia!

Do mar para o espaço astral. Não é todos os dias que um satélite se despenha sobre a Terra. Quando li a notícia fui pesquisar. Queria saber de que tamanho e que aspeto tinha o monte de sucata americana que me podia até cair na cabeça. Desta vez até se podia cantar It's rainning satellites, alleluia!"

Além de ficção, eu também vejo muitos documentários, sobre quase tudo. Escrevi esta postagem sobre a luta contra a contrafação em França após ter visto um documentário na TVI24.

E este é o meu (curto) ano de blogagem em retrospetiva, a maioria das postagens reflete acontecimentos de 2011. Foi um ano magro em postagens e negro em notícias. Que 2012 seja melhor! Tarefa concluída...e venha a última!

11/28/11

Decoração do blogue para a quadra do Natal

A tarefa #19 do Desafio 21 Dias era planear com antecedência a decoração do blogue para a quadra do Natal. Eu não tenho por hábito alterar muita coisa. Os meus blogues nunca ficam muito festivos. Por regra faço uma caça à árvore de Natal pela internet fora!! Verdade! Eu gosto daquelas árvores (.gif)com luzinhas a piscar! Não é fácil encontrar a árvore perfeita, ahahah! Há .gif muito feiosos, outros têm anúncios...A Nospheratt forneceu alguns links para sets de ícones de Natal e eu fui espreitar. Resolvi inovar. Este ano não vai haver árvore de Natal, apenas aquele pequeno guizo decorado no lugar da maçã, ali em cima, no cabeçalho! É o que se chama decoração minimalista!Resolvi não esperar pelo tradicional dia 8 para fazer a mudança. Afinal o tempo passa depressa, não é?
Tarefa concluída!

O estranho caso de Benjamin Button


O estranho caso de Benjamin Button, o conto de F.Scott Fitzgerald 
que deu origem ao filme de David Fincher.


O estranho caso de Benjamin Button, em banda desenhada. 

This isn’t just another bird! Its heart rate’s twelve hundred beats a minute! Its wings beats eighty times a second! If you was to stop their wings from beating, they would be died in less than ten seconds… This is no ordinary bird, this is a frikkin’ miracle! Captain Mike 
Quando O estranho caso de Benjamim Button estreou, e depois acumulou com pompa e circunstância talvez uma dúzia de nomeações da Academia, agendei na memória, para ver quando calhasse, mas não fiquei empolgada. No entanto havia boas razões para ir ao cinema: David Fincher a realizar e F.Scott Fitzgerald a inspirar. E havia também razões assim-assim: Brad Pitt, por exemplo.

Primeiro, David Fincher. Realizou Zodiac, baseado em factos verídicos, filme sobre um assassino em série que matou na década de 60 e cuja identidade permanece um mistério. É até ao momento o meu favorito entre os filmes que realizou. Não vi ainda A rede social e não tinha visto O estranho caso de Benjamin Button. Depois, Fitzgerald. Os livros Terna é a noite e o Grande Gatsby levar-me-iam sempre a considerar ver adaptações ao cinema de outras obras suas. Não li o conto em que Eric Roth se baseou para escrever o argumento, mas questiono como é que 76 páginas deram origem a um filme tão longo, haveria mesmo necessidade?! E, por fim, Brad Pitt: desde os tempos de Telma e Louise é um fenómeno de popularidade que me escapa. Quando gosto muito de um filme onde o Brad Pitt entra nunca é por ele lá estar, talvez com a excepção de Inglorius Bastards, onde me divertiu a valer. Os filmes que mais gosto com ele,  - não vi todos - que me lembre, são Ocean’s Eleven, O assassino de Jesse James pelo covarde Robert Redford e Destruir depois de ler (Burn after reading). O Brad Pit não me faz comprar bilhetes de cinema nem mesmo quando é nomeado na categoria de 
melhor actor pela sua interpretação como Benjamin Button. 

Abri a internet e passei os olhos pelas opiniões dos cinéfilos e dos críticos só vi elogios e agrados ao filme do bebé que nasceu velho de 80 anos, cravadinho de rugas, cataratas e artrose, para depois morrer um bebé novo, de pele perfeita e olhos límpidos. Na realidade eu estava à espera de um caso mesmo muito estranho, ainda mais desenvolvendo-se a história a partir de Nova Orleães, quando a I Grande Guerra termina, uma cidade multicultural, mística. Uma senhora idosa no lar onde ele é acolhido exclama ao vê-lo nos braços de Queenie, a futura mãe adotiva: “ He looks just like my husband!” Esse devia ter sido, quanto a mim, o conceito a explorar, imaginem esta história na mão de Guillermo del Toro. Mas não, sai-me um filme aparentado com Forrest Gump – outro, que também não me soube a chocolate, quanto muito a bolacha de água e sal. Por coincidência, o argumentista é o mesmo, Eric Roth. Tudo é convenientemente explicadinho e convencional, depois de assimilarmos que o bebé sofreu uma qualquer anomalia genética não há sobressaltos ou surpresas, é assistir a que ele cresça, viva a sua vida e feche os olhos no colo de alguém, rejuvenescido. Confesso que fui assistindo, algo entediada por toda aquela falta de estranheza que esperava encontrar e esmagada pela competência técnica evidente e que até se pode considerar pretensiosa! O meu maior espanto foi ver o Brad Pitt com cara de quem tinha acabado de fazer Thema e Louise! O cinema está transformado num freak show. Não há milagre que não se consiga com alguma maquilhagem e muito CGI. Mas isso não é a alma do cinema.

Este filme parece um palácio sobre estacas de madeira. É a história de Benjamin assim tão interessante? Bem espremidinha, que sumo dá? Uma reflexão sobre a incapacidade de dominarmos a passagem do tempo e de recuperarmos aquilo que perdemos. Nos minutos iniciais, é-nos apresentado o Sr. Bolo, um relojoeiro cego, que consumido pela morte do filho único, contrói um relógio que anda ao contrário, tal o seu desejo de inverter o curso do tempo e devolver a vida aos jovens que tinham morrido na guerra. Resta-nos a inconformação e a esperança:o capitão Mike não se limitou ao destino de comandar um barco, ele tornou-se um artista, a nadadora conquistou o Canal da Mancha aos 60 anos.
Há que viver cada dia como se fosse um milagre, o tempo é o que fazemos com ele. Se há coisas que estão condenadas a desaparecer com o tempo, outras podem atravessá-lo e superar o seu teste: as memórias, a amizade, o amor. Nunca sabemos o que a vida nos reserva é a tagline do filme.  Não saber o que um filme nos reserva é o melhor trunfo do espetador sábio. Mas aqui nem isso me salvou. 

E Brad Pitt? Mereceu assim tanto a nomeação ao Óscar para melhor actor? Por algum motivo, não o levou para casa. A personagem de Benjamin arrasta-se pelo filme, primeiro arrasta os pés, depois arrasta-se de muletas, depois, nem no mar alto ela é muito activa, limpa caca de pássaro, mete dinheiro no correio para uma viúva de guerra,  conversa e bebe chá a horas mortas num hotel. Em vez de enfrentar os desafios, deixa-os para trás, vende a casa, vende a fábrica de botões, abandona a mulher e a filha, olha que conveniência para o argumento! Benjamin é um contemplativo, mesmo no pino da juventude, ele abandona a festa onde Daisy vive a sua época de ouro. Parece que arrasta o peso da idade em cada movimento, em cada frase, mesmo se rejuvenesce a olhos vistos.

Também esperava uma narrativa menos comum da parte de Fincher, não um flasback de década após década motivado pela leitura de um diário por uma filha a uma mãe moribunda na eminência da tempestade Katrina!

O estranho caso de Benjamin Button, o filme,  renunciou tanto quanto possível à aura fantástica, mágica, que o poderia ter tornado singular. A normalidade aparente de tudo o que nos oferece engole o extraordinário que o relato podia ter assumido e assim é apenas mais um filme. A vida é, portanto, um milagre normal. Porque dançamos, porque somos artistas, porque fomos atingidos por um raio sete vezes e sobrevivemos, porque atravessámos o canal da Mancha, tudo isso é milagroso, até Benjamin, o bebé que em vez de envelhecer rejuvenesceu, não foi ele o milagre esperado, mas ainda assim um milage, diz Queenie no momento em que o encontra abandonado nas escadas. 


11/27/11

Resoluções de Ano Novo...para o blogue?!

As resoluções de Ano Novo para o blogue Palavras-Cruzadas são a tarefa #18 do Desafio 21 Dias. Estamos rapidamente a chegar ao termo do Desafio e eu nem acredito que entrei nisso! Não me arrependo, aprendi umas quantas coisas e parei para refletir num blogue em que nunca pensei...ou em que não pensava há muito tempo!

Resoluções de Ano Novo são a maior estopada. Faça-se a lista como e onde se quiser, a lápis sobre o papel sujo de farinha das filhozes, a tinta permanente no caderno de estimação, no MAC ou no Ipad, no blogue mais frequentado da internet ou apenas no interior da nossa cabeça de vento, e confirme-se depois, sem sobressaltos, um ano passado, que a única resolução de Ano Novo que se cumpriu foi escrever essa lista. É por isso que eu nunca penso sequer em resoluções de Ano Novo quanto mais escrevê-las. O início de um novo ano não me dá nem mais nem menos energia do que aquela que já tinha 24 horas antes, pode até dar menos se estiver de ressaca das festas. A minha vontade de fazer coisas não aumenta, a minha motivação não fica mais forte só porque apareceu um número novo no calendário, não me torno mais visionária, mais planeadora, mais cheia de não sei o quê, que agora é que é, meia volta e força. Como ando permanentemente em conjecturas sobre o dia de amanhã, fruto da minha ocupação precária e do meu próprio modo de ser, quando o ano novo chega, nem isso muda. Vejo as resoluções de Ano Novo mais como um ritual do que algo para levar a sério. É que ninguém parece tomar essas resoluções a sério, e desde logo os que se apressam a lançá-las sobre a mesa do ano velho! Ninguém parece acreditar nelas com todas as suas forças, logo fica fácil deitá-las para trás das costas mal a poeira das festas assenta. Admitamos que numa época em que há bolinhas de champanhe no ar e na própria corrente sanguínea é fácil alinhavar meia dúzia de intenções, mesmo sem ter o pensamento muito claro acerca delas. E depois, quando se acorda para a realidade, não há plano possível que salve as resoluções do fracasso, nem plano nem dinheiro e muito menos vontade! Tinham piada, sim, mas isso era apenas no papel. Na vida real, ufa, ufa...este ano não dá, mais vale esperar pelo ano novo... novamente!

Uma vez que me desafiaram a pensar em resoluções para o blogue, aqui vai, embora não possa inventar resoluções que não sinto. Este blogue esteve como morto mais de meio ano, saíu do coma em Setembro! Afinal o desgraçado merece algum carinho da minha parte, já me acompanha há uns tempos valentes. Por isso, no Ano Novo, eu vou ser a nova melhor amiga velha dele. Quero ainda concluir as leituras que estou a fazer sobre direito de autor e acabar de redigir as postagens que já comecei . Considero que é importante esclarecer-me e tentar contribuir ao mesmo tempo para mudar - melhor, tentar mudar- um pouco a mentalidade dos outros. Mais do que mero conteúdo para o blogue essas postagens traduzir-se-ão também numa mudança de atitude da minha parte em relação à forma como estou na blogosfera. Isto é mesmo importante para mim e por isso não é uma resolução de Ano Novo! Quero também que os blogues, este e os outros que mantenho, continuem a ser fonte de divertimento, aprendizagem, inter-ajuda e troca de conhecimento. É assim que sempre os entendi e é assim que desejo ver o futuro dos meus blogues resolvido, com ou sem resoluções de Ano Novo.

E mais uma tarefa concluída!

Os objectivos do blogue para 2012

A tarefa #17 do Desafio Blosque 21 Dias fez-me lembrar algumas vezes em que explicava objectivos, metas e indicadores aos formandos. “O meu objectivo é chegar a Coimbra para vir dar formação. Imaginem que cada um dos apeadeiros da Figueira até aqui são metas que tenho de alcançar. Mas chegar de qualquer maneira à cidade? Não! A bordo de um comboio e percorrendo certa quantidade de Km por hora ou não chegarei a tempo da formação e serei despedida pelo patrão...” 

Antes de entrar no Desafio 21 Dias eu nem pensaria em pensar objectivos para este blogue. Ainda que de forma mais ou menos inconsciente eu já tivesse pensado em fazer certas coisas, escrever uma qualquer lista de intenções para um blogue que já assumi não ter qualquer rumo desde o seu início, não me passaria pela cabeça. Mas, convenhamos, mal não faz. No mínimo, vai estimular a dedicação em torno do blogue, firmar uma espécie de compromisso comigo mesma. 
Eu vou apenas eleger um objectivo e 5 metas em virtude de tudo o que já adiantei acerca do modo como encaro o Palavras-Cruzadas. Mesmo assim é um objectivo de peso e logo verei dentro de um ano como me desenvencilhei dessa tarefa!

Objectivo 1 – Melhorar o conteúdo do blogue Palavras-Cruzadas

1. Proceder à revisão ortográfica das postagens do blogue.

(1000/12=83 postagens por mês!!!, mais ou menos 20 por semana...que mau!)

2. Reestruturar as postagens com mais de 1000 palavras para melhorar a experiência do leitor através do uso de numeração e espaçamentos. (Eu sei que tenho postagens gigantes, texto corrido...que susto!)

3. Retirar das postagens as imagens que possam estar a infringir direitos de autor

4. Actualizar o blogue com regularidade - (52x3=156 postagens/ano). Se já vou andar a rever 20 postagens por semana, não será isto até demais?!)

5. Aplicar as regras SEO na redação das novas postagens (apenas as que não colidam com a liberdade da minha escrita, não vou atender a densidade de palavras-chave, por exemplo!) 

Nota: a cadência será de 20 postagens/semana nos pontos 1,2 e 3. Quero só ver...
E é SÓ isso. Tarefa concluída.



11/25/11

Fazer o balanço do blogue

O Palavras-Cruzadas não se presta muito a este Desafio 21 Dias, Tarefa #16 Fazer um balanço. Eu nunca aprontei metas anuais, ele não obedece a objectivos. É completamente selvagem, este blogue! Todavia comecei a pensar nisso quando fiz a última faxina pós Verão. Não pela saúde do blogue em si mas por sentir que a minha escrita estava meio enferrujada. Pensei então numa espécie de ginástica blogueira agendada semanalmente que já nada teria a ver com a satisfação do tal impulso para a escrita que norteia a existência deste blogue. O Desafio 21 Dias também está a funcionar como uma espécie de teste: conseguirei eu postar diariamente? Em caso de resultado positivo talvez me seja mais simpática a ideia de me comprometer a uma periodicidade blogueira no futuro. O que significa que decerto terei matéria para o próximo Desafio. Apesar do que escrevi, é possível refletir sobre o que aconteceu ao longo do ano de 2011 neste cantinho da blogosfera.

Fui ao arquivo do blogue espreitar as últimas postagens do ano passado e as deste: em 10/30/10 ensinei-vos a preparar um caranguejo espinhoso. Em 12/24/10 publiquei um postal de Boas Festas e depois, em até 1/2/11, mostrei uma fotografia do meu sobrinho a fazer teatro de fantoches. De Janeiro a Setembro, nada há digno de registo: meses de jejum bloguístico, uma postagem por mês ou nenhuma até. Neste momento o blogue vai em 78 postagens, faltam 4 para igualar o número do ano passado, - que já está no papo mercê das postagens agendadas no Desafio Blosque 21 Dias. Mas esse número fica muito longe das 390 postagens de 2009. Quando o Verão acabou fiz uma limpeza aos meus blogues, este incluído, e revi o uso do Adsense e plataformas de afiliados. Fiz ajustes e Novembro é o mês de teste para essas mudanças, ainda estou a medir o seu impacto.

Visitei brevemente o Google Annalytics e comparei o comportamento do blogue em 2011 com o transacto 2010: tive menos visitas este ano do que o ano passado, mas os visitantes visitam mais páginas e passam 3 vezes mais tempo no blogue. Obtive 10% de visitantes novos em relação ao ano passado e tive uma diminuição da taxa de rejeição em 10%. Aumentaram os visitantes do Brasil e diminuiram os de Portugal, baixou o tráfego orgânico, aumentou o referido, recebo muito tráfego de outros blogues e do Facebook. Quantos às postagens mais visitadas temos que um texto modesto sobre o teatro de fantoches e os fantoches de dedo é o campeão de acessos, seguido pela análise do livro de José Rodriques dos Santos, O último segredo, e do caso da criança chinesa atropelada na rua. Os últimos são casos polémicos, o primeiro não, pertence ao universo lúdico infantil e educativo.

Assim, eu julgo poder dizer que, apesar dos meses de paragem e diminuição de visitas, considero que o blogue teve uma evolução positiva. Essa evolução não resulta de uma estrita interpretação dos dados numéricos, - gostei, por exemplo, de ver a diminuição da taxa de rejeição - mas abrange também convições entretanto formadas por mim a propósito do que fazer com o blogue. Eu considero que nesses dois meses, tomei consciência e tracei planos de suma importância para o futuro dos meus blogues, como, por exemplo, concluir e publicar o meu estudo sobre direitos de autor na blogosfera e rever todas as postagens para as expurgar de conteúdo em choque com essa proteção. Posso estar num importante ponto de viragem dos meus blogues!Tarefa concluída.


Tarefa #15 do Desafio 21 Dias: Adeus Ano Velho


A tarefa #15 do Desafio 21 Dias do Blosque foi escrever e agendar a postagem para a despedida do ano velho. Por esta altura do ano eu costumo sempre criar um postal de Boas Festas para divulgar online, nos blogues e redes a que pertenço, muitas vezes faço um único postal bilingue, o ano passado dei-me ao trabalho de criar dois exemplares, um para cada língua. E então não é que o texto em inglês resultou melhor?! Estes são dois exemplos, uma colagem e um projeto Faça Você Mesmo. Aproveite para executar o projeto de reciclagem das cápsulas Nexpresso que exemplifico no postal e assim decorar a sua árvore de Natal de forma muito barata e ecológica! Por enquanto eu ainda não criei nenhum postal de Boas Festas e como sei que me aguarda alguma azáfama para as próximas semanas começo a pensar que este ano vou quebrar a tradição!

11/24/11

Os papagaios selvagens de Brooklyn

Costumo ver o CSI-NY a fechar a noite. A fórmula é eficaz, dá para desligar enquanto o sono chega. Num dos episódios desta semana um taxista assassinava passageiros e depois envolvia os corpos em lonas antes de se desfazer deles. Uma das lonas estava suja com caca de pássaro, mas não de um qualquer pássaro. Fiquei estupefacta quando os detetives se dirigiram ao suposto local onde os papagaios vivem, as imediações da Universidade de Brooklyn. A câmera mostrou uma árvore carregadinha de aves chilreantes: papagaios selvagens em Brooklyn? Verdade. Achei tão curioso que no dia seguinte pesquisei na internet e encontrei um blogue cheio de informação sobre os papagaios! Pedi autorização ao Stephen C. Baldwin para divulgar a informação e as fotografias do seu Brooklin parrots!

Da Argentina até Brooklyn são muitas milhas para voar. Parece que tiveram uma ajudinha. A tese mais credível é a de que  um carregamento de papagaios destinados à venda em Nova York foi acidentalmente aberto no aeroporto Kennedy por pessoas não autorizadas, em final dos anos 1960 (1967 ou 1968). Os pássaros caçaram-se ao ar livre e asas para que vos quero! O Steven indica que mais de 60.000 papagaios selvagens deste tipo (Myiopsitta Monachus) foram enviados da América do Sul para os EUA durante os anos 1960 e início dos anos 1970. Por que tantos? Os argentinos tinham tentado, ao longo de 10 anos, aniquilar esse tipo de papagaios - um programa patrocinado pelo governo conseguiu matar mais de 400.000 deles no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Mas em meados dos anos 1960, alguém teve uma ideia brilhante: em vez de matá-los, por que não enviá-los para os EUA e fazer alguns dólares extra? Os papagaios também podem ser vistos em colónias vizinhas -  Greenwood Cemetery, Sea Park, Bensonhurst, Sheepshead Bay,  Bath beach, e Bay Ridge.

Os papagaios selvagens, que também se chamam monge ou Quaker, são considerados espécie potencialmente perigosa e perseguidos. O mais curioso, conta Stephen, é que a América só tinha uma espécie de papagaio nativa - o Periquito da Carolina - mas ele foi extinto há uma centena de anos por intervenção humana. Então ele considera este acontecimento uma benção da natureza, uma segunda chance. 
O video seguinte mostra os papagaios selvagens de Brooklyn e, além disso, o Steve escreveu a letra, compôs a música e canta a Balada dos Papagaios de Brooklyn. Apreciem!

SICASAL - Campanha de Solidariedade

A SICASAL é uma marca portuguesa bem conhecida dos consumidores. No passado dia 15 deflagrou um incêndio nas suas instalações e de imediato se temeu que parasse de laborar. Se em circunstâncias normais isso já seria um desastre, no actual panorama de crise, em que se torna cada vez mais difícil ser contratado, seria calamitoso pois a unidade fabril emprega muitos trabalhadores. Hoje, em dia de GREVE GERAL, maior Greve Geral de sempre, dos sectores público e privado, recebi um email que passo a divulgar por concordar genericamente com o seu teor. 

"Assunto: SICASAL - Campanha de Solidariedade - Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar - Divulga e Participa
Trata-se de uma empresa portuguesa que, perante esta fatalidade,teve o cuidado de comunicar que não despediria um único trabalhador, sendo que são os seus próprios colaboradores que têm trabalhado na recuperação e limpeza das suas instalações. A Sicasal é uma empresa Portuguesa. As suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica. Que dois belos exemplos!Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar. Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita. As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo. Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração. A isto chama-se EXEMPLO A SEGUIR.

Cartazes de cinema, todos diferentes, todos iguais

Descobri o blogue do Christophe Courtois durante o Desafio 21 Dias. Não, ele não está a participar. Mas tenho tentado espreitar os blogues participantes e, no Fósforo, encontrei uma colecção de colagens de cartazes de cinema pacientemente feita pelo Christophe. Lembrei-me dos anos em que comprava a revista Prémière, em francês, ainda não havia a edição portuguesa. Ainda as guardo, uma pilha delas. Eu nunca fui muito francófona e o meu francês é actualmente suficiente para a leitura, sofrível para a conversação e coxo para a escrita. Mas se ainda me lembro de algum vocabulaire isso deve-se a essas leituras, que, já depois de ter abandonado a aprendizagem da língua no Liceu ainda prolongaram o meu contacto com ela. Comprei depois a edição portuguesa mas nunca a considerei tão boa e cedo abandonei. Lembrei-me hoje da Prémière pois dentro da revista vinham sempre duas folhas com os affiches du cinema, que podíamos destacar e colecionar. Recordo-me de já nessa altura ter pensado que muitos eram parecidos. Ora, o Christophe, muitos anos depois, provou isso mesmo. Como sabemos, o cinema é repetição de imagens, e quem diria que até nos próprios cartazes! Pedi ao Christophe para reproduzir aqui algumas das colagens de cartazes de cinema e ele acedeu! Além de me ter divertido bastante a olhar cada uma e a contabilizar quantos daqueles filmes tinha visto, ainda li algumas das suas postagens sobre cinema e...acabei por comentar e ficar a seguir o blogue dele. Além de textos sobre filmes, ele escreve também sobre publicidade, banda desenhada e mais assuntos do meu interesse, alguns também abordados aqui no Palavras-Cruzadas. É sempre bom alargar horizontes e acho que ainda não tinha nenhum blogue francês na minha blogroll...Salut Christophe!




11/23/11

O que fazer com este blogue?

"É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele. Porque quem coxeia pelo caminho, embora avance devagar, aproxima-se da meta, enquanto que quem segue fora dele quanto mais corre mais se afasta."
Santo Agostinho


Desafio do Blosque, para hoje, é perceber porque nos entregamos a esta estranha forma de vida,  a blogagem. Qual é o nosso objectivo? A tarefa #14 do Desafio 21 Dias deu-me o pretexto para ir vasculhar as postagens antigas. Pensei que seria curioso descobrir se os meus objectivos para o Palavras-Cruzadas se tinham alterado ao longo do tempo. 
Dar nome a um blog devia ser um momento importante da sua criação, se calhar o mais importante. Tão importante como saber o que vamos fazer com ele. Baptizar o blog parece ter vindo a tornar-se uma etapa cada vez mais complicada pois testei meia dúzia de designações todas indisponíveis. Lembro-me de há uns anos ter criado um blog num minuto! Tipo empresa na hora! Fácil! Desta vez quase exasperei. E o blog estava a dar pontapés, queria mesmo nascer ontem! O que faz dele um blog do signo Escorpião, ou seja, adivinho-o problemático. Por fim descubro com surpresa que esta designação ainda não estava tomada. Óptimo! Quem vai gostar de saber do nome é a minha mãe. Desde sempre me recordo de a ver a resolver todas as palavras-cruzadas de revistas e jornais a que lançava mão. Eu ainda resolvi algumas, mas não, não é um dos meus passatempos de eleição.É apenas a designação que me ocorreu e que o Blogger deixou registar. Palavras cruzadas com tudo.
  • Em 2006 publiquei uma postagem escrita em 2004, no meu primeiro blogue, que se chamava furor scribendi, e que eu tinha apagado da blogosfera.  Aí eu confessava não ter simpatia pelos blogues – que surpresa! -  mas já partilhava o meu desapego em relação aos leitores. Reparem que ao dizer isto não quero dizer que enxovalho os visitantes do meu blogue, que não sou “boa sala na blogosfera”, ou que não gosto de ter leitores e apenas que não escrevo a pensar em os fidelizar no meu blogue. Sem leitores eu continuaria a escrever. Admito ainda que o blogue é um espaço onde posso relaxar e refletir, reiventar-me e contestar...
Hoje violei um dos princípios que intimamente tinha convencionado comigo mesma: o de não partilhar o meu Blog com ninguém em nome de um lavor autêntico de palavreado, palavrete e palavrão, ideias e não-ideias. Passarão os meus pensamentos doravante a pensamintos? Acaso me deturpar-me-ei por me saber lida? Mascararei as impressões de mim, dos outros, do mundo? Articularei de forma diferente as palavras? Mmmmm...dois segundos e tenho a resposta: não. Já pensei isto uma vez, não é novidade. Isto não passa de um exercício egoísta, narcisista, onanista e ista e ista e ista que poucos não abandonarão ao cabo de alguns minutos de leitura, a não ser que não tenham nada de melhor para fazer, que eu própria abandonarei também, um qualquer dia. Criei o meu primeiro Blog por despautério. Foi um Blog de reacção e não de acção. Eu era anti-Blogs. Acho que quem tem Blogs tem tempo, e eu não tenho tempo, por isso ter um Blog é um contrasenso. Mas eu sou cheia deles! Ocorrem-me já coisas melhores, mais úteis, mais divertidas, mais instrutivas, mais prazenteiras que fazer para ocupar o tempo que não tenho, que é sempre pouco, que sempre me escapa, do que engordar um Blog. Por outro lado há um desassossego em mim que o espaço vazio e branco do Blog me devolve, depois, transformado em paz. É o melhor relaxante natural que conheço a seguir à valeriana. E a outros exercícios mais mecânicos! Tinha pensado que manteria o Blog secretíssimo. Que seria uma espécie de diário onde pudesse aberrar e berrar à vontade, dissertar no mais puro estilo diletante, chorar ou rir até o meu PC entrar em curto–circuito. Que seria uma espécie de divã onde poderia repensar-me, refazer-me, reinventar-me, ou uma bancada de contestar sem incomodar vivalma e dar largas ao exercício da minha costela contestatária, aprendida não com o Eça, melhor, antes com a Mafaldinha, dedo em riste e goelas esgrouviadas, sem prejuízo de maior! (...) Se tiver vontade e paciência leia a postagem completa.
  • Em 2007 escrevi uma postagem onde eu pergunto aos leitores a mesma questão do desafio da Nospheratt : Porque é que tem um blog? Consegue dizer-me? Aqui escrevi que ter um blogue me dá um pretexto para escrever.
O que eu afinal gosto nisto da blogagem é de me sentar descontraidamente e de me deixar levar até àquele lugar ermo do meu cérebro onde existe um grande formigueiro de palavras.E então assopro uma e duas vezes para dentro e elas agitam-se e começam a sair profundamente irritadas e em grande alvoroço antes de eu as conseguir domesticar e se alinharem em carreiros, um, dois, três, meia dúzia, lá surge o post, apressado, corridinho, no branco do ecrã. Este blog dá-me um pretexto para escrever, ou seja, para agitar o formigueiro. Penso que ninguém começa um blog se não tiver um formigueiro igual ou parecido com o meu dentro da sua cabeça. Refiro-me, claro, a blogs cujo conteúdo é a escrita. Ora a blogagem veio acrescer uma nova forma de imaginação social às massas. Se tiver vontade,  paciência e determinação, leia a postagem completa.
  •  Ainda em 2007 admito que não tenho um objectivo definido para o blogue, não controlo o seu rumo, os assuntos versados.
 Uma vez que não tenho para este blog um caminho definido quem aqui chega pode encontrar de tudo. Não controlo a sua temática. Assunto é o que calha e dias há em que não calha nada pois não me apetece escrever nem um assento agudo. A ausência de um tema de base costuma ser apontada como um erro pelos mestres da arte de bem blogar. É uma regra básica: eleger um tema em que estejamos à vontade e ficar agarrado a ele com unhas e dentes, fazer dele a nossa dama – ou o nosso príncipe - jurar defendê-lo e honrá-lo, na alegria e na tristeza, até que o enfado dite o fim. Ou a artrose nos dedinhos. Resumindo: um benfiquista pode muito bem encontrar por aqui o curriculum detalhado do Vítor Baía, um portista pode muito bem por aqui encontrar um compêndio sobre a taxonomia das águias…como se eu alguma vez fosse escrever sobre a bola ou sobre o reino animal! (Nunca se sabe!) Este blog é pior que o Correio da Manhã aos sábados: cabe cá de tudo. As muitas visitas não me deixam perceber se afinal não saber ao que se vem é melhor ou pior do que vir à procura de mais do mesmo. Se tiver vontade, paciência, determinação e falta de coisas melhores para fazer,  leia a postagem completa.

  • Já no decorrer do Desafio 21 Dias, escrevi que "Ele (o blogue Palavras Cruzadas) é um herdeiro dos primeiros blogues que não passavam de diários na web, meros registos pessoais despreocupados. Foi assim que ele nasceu, longe das ideias de monetização ou angariação de clientela.  Ainda hoje eu resisto a dar-lhe um perfil numa ou noutra direção. É um híbrido!
  • Em conclusão acho que posso dizer que os objetivos do Palavras-Cruzadas não se alteraram significativamente. Este blogue é sobretudo  um espaço de expressão e de aprendizagem, até de teste, onde eu não quero submeter-me a demasiadas regras.
Sem essa liberdade o prazer da escrita desapareceria, a espontaneidade que eu tanto prezo por contraponto à elaboração muito pensada de todos os documentos que saiem da minha impressora. Gosto de abrir o editor do Blogger e de escrever sem ter de pensar muito nas consequências do meu exercício. Apesar de eu desejar manter essa descontração tenho vindo a notar algumas concessões resultado de uma tentativa de me aproximar de uma “blogagem” mais normalizada. Isto tem acontecido sobretudo por influência das leituras sobre optimização de textos para motores de busca. Mas se houver algum braço de ferro entre as duas, não tenho a menor dúvida que a liberdade derrotará o poder do dinheiro, leia-se "cêntimos"! Tarefa #14 concluída.

11/22/11

Palavras cruzadas para todas as idades

A tarefa #13 do Desafio 21 Dias é criar uma página de recursos. Como informou a Nospheratt, trata-se de "uma página cheia de links selecionados com informação e ferramentas, organizada em torno de um assunto específico". Eu já tinha pensado nisso e ainda não tinha tido oportunidade de a criar. Até já me tinha referido ao de leve a esse assunto enquanto resolvia os desafios. Muita gente, muita mesmo, chega a este blogue à procura de palavras cruzadas. Eu tenho uma única postagem sobre esse assunto! A partir de hoje existe uma página dedicada aos problemas de palavras cruzadas e a todos os visitantes que são amantes do cruzadismo. Tarefa concluída!

Envia-lhe um postal durante 11 meses

Um apelo aos amantes da fotografia e do correio tradicional -  Projecto "ENVIA-ME UM POSTAL", leiam o texto completo no site original.

SEND ME A POSTCARD - como funciona?
- Durante os meses de Dezembro de 2011 até 31 de Outubro de 2012, Envia-me pelo menos um Postal (só fotografia) por mês (11 no total) em tamanho 10X15 cm, a cores ou a preto e branco, de preferência da tua autoria, para a seguinte morada:Colectivo f4 - Galeria/Oficina  Rua do Ferraz, 22 4050-250 PORTO 
No verso da fotografia e antes da direcção indicada, escreve à mão (evita imprimir):SEND ME A POSTCARD - exhibition and book 
 In english it goes like this:
Call to photo and snail mail lovers - Project SEND ME A POSTCARD, read the complete postage on the original site SEND ME A POSTCARD - How does it work?- During the months of December 2011 until October 31 2012, send me at least a postcard (photo only) a month (11 total) 10X15 cm size, color or black and white, preferably of your own...

11/21/11

5 coisas que eu aprendi sobre blogues em 2011

E são 22:45 quando eu abro essa janela do editor para fazer uma postagem com as 5 coisas que eu aprendi sobre blogues em 2011. É a tarefa #12 do Desafio 21 Dias. Uma porra, é o que é. Daria pano para mangas se não respeitasse somente a 2011. Já olharam o arquivo? Até Setembro este blogue esteve paradex! A primeira coisa que me veio à cabeça foi: este ano eu não aprendi porra nenhuma sobre isso. A Nospheratt acrescenta que pode ser sobre o meu blogue, sobre a blogosfera, sobre os blogueiros, sobre a dinâmica entre todas essas coisas…uma aprendizagem ou uma descoberta. Dou-me 30 minutos para resolver essa tarefa, hoje vai ter de ser em velocidade cósmica, é o tudo...ou nada!

1. Este ano eu descobri que os blogues não morreram. Ao contrário do que li, e que me motivou a escrever Os blogues morreram? , este ano eu percebi que eles AINDA andam aí. Nem os meus morreram apesar de estarem moribundos. Mas esse é o seu estado quase permanente desde há muito tempo.

2. Este ano eu descobri que tenho de tomar uma atitude séria contra as violações do direito de autor que eu própria cometo no blogue, por mais insignificantes que elas sejam, sobretudo se quero invocá-lo quando me rapinam ilustrações, aqui e em qualquer lugar na rede. Descobri isso não porque tenha sido vítima, isso já foi o ano passado, mas porque ao discutir o assunto e esbarrar nas desculpas e argumentação dos outros me apercebi que tenho a obrigação e o dever de tomar uma atitude mais pedagógica. Começarei por dar o exemplo. Também ando a estudar a lei portuguesa,- eu que só pego nos códigos em caso de estrita necessidade, - ando a estudar e já comecei a escrever umas quantas postagens para cobrir este tema de A a Z.

3. Este ano eu descobri que, é verdade, sim senhora, me estou a borrifar para os leitores. Aqui eles não são a prioridade. Se fossem eu não escreveria uma linha. Os meus leitores são invisíveis. Como cantam os Xutos "o que foi nao volta a ser/ e o que foi não volta a ser/mesmo que muito se queira ", pois, é, não acredito que alguma vez o blogue volte a ser o que era e até já me passou pela cabeça encerrar de vez os comentários. Por aqui ando, pois, 
na boa companhia das aranhas do Google, posso mesmo dizer "entregue aos bichos".

4. Este ano eu descobri que___________________________.Ó pá, não querem preencher isto vocês? Safa, não estou mesmo nada inspirada para esta tarefa. Ah! Como se eu não soubesse que  inspiração rima com ilusão. Ora aí está algo que eu re-descobri este ano: ter um blogue dá trabalho. Quero dizer, ter um blogue a sério, um blogue com bom conteúdo, actualizado regularmente, etc,etc, mais do que isso, ter um blogue implica ter disciplina. Isto quer dizer que este ano eu fiz mais um dos meus regressos à blogosfera, vamos ver por quanto tempo me aguento.  


5.Este ano eu descobri que há sempre coisas para aprender na blogosfera e que se aprende tanto com quem faz bem feito - já aprendi coisas ao longo deste Desafio 21 Dias, por exemplo, a usar o Evernote! -  como com quem faz mal feito - só acordei para a questão dos direitos de autor após ver tanta malandragem com fotos. Isso foi determinante para eu cair em mim e perceber que todos temos de contribuir para que a blogosfera deixe de ser o equivalente do mar das Caraíbas, o paraíso da pilhagem!

11/20/11

Quer participar num livro com mais 999 autores?

Trago-vos um evento muito curioso, Uma obra, mil autores, que tem tudo, mas tudo a ver com palavras. Pedi autorização para divulgar e informo que qualquer pessoa que escreva em língua portuguesa pode participar. Eu já estou inscrita, achei um piadão poder entrar nesta iniciativa de escrita criativa - sim, é isso, como tenho pouca sarna para coçar, ainda me fui alistar mais nesta!

Eis a informação chave: o objectivo é criar e publicar o romance com mais autores da história da literatura: 1000 autores! A primeira página já está escrita e mais umas dezenas até. Mas ainda existem lugares por ocupar. Quer participar? Irá receber por email as páginas que já se encontram escritas e depois tem 48 horas para escrever a sua página. Tem de ficar atento.

Pedro Chagas Freitas, de Guimarães, é um jovem autor de 31 anos, já com 15 obras publicadas e o dinamizador desta iniciativa. Para se inscrever no romance com mais autores do mundo e colocar o seu nome entre a lista de autores, escrevendo uma página da obra, basta preencher o formulário no site ESCRITA CRIATIVA ou enviar e-mail directo para fabricadeescrita@gmail.com.

Dia de levar o blogue ao check up!

"Alma minha, gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
 (...)"
Camões

Meu coração por ti gela.
Não saia com essa fada de mulher hoje.
Eu vou-me já para casa.
O rapaz beijou a boca dela.
Diz Graça, diz a verdade.
Nunca gaste dinheiro mal gasto. *

cacofonia (grego kakophonía, -as, som desagradável) s. f.Som desagradável ou palavra obscena resultante da união de sílabas ou palavras diferentes. = CACÓFATO, CACÓFATON ≠ EUFONIA
Check up completo do blogue é a tarefa #11 do Desafio 21 Dias. A Nospheratt forneceu uma lista de check up do blogue com 20 perguntas mas eu vou fixar-me somente neste ponto - o conteúdo está bem escrito, gramática e ortografia corrigidas, e estimula o leitor a ler? 
Já assinalei algumas das fraquezas do blogue ao longo das tarefas anteriores e seria mera redundância voltar a focá-las nesta tarefa #11 que assinala a chegada à segunda metade do desafio. Considero que este ponto é primordial se admiti que o que me leva a manter o blogue é sobretudo uma irreprimível  vontade de escrever que transformo em diversão. O mínimo que devo então exigir de mim é que brinque mas que leve a brincadeira a sério, que o faça de forma competente ou que me esforce por o fazer. 
É assim que tento aprimorar a ortografia, ou seja, escrever de forma correta, usar bem as letras, os sinais, a pontuação; e usar bem a gramática, isto é, a forma como colocamos as palavras numa frase – a sintaxe – e a morfologia – a forma das palavras em si mesmas.  Sempre fui algo arisca ao estudo desta e não fosse a intuição muitas vezes acabaria errando por não dominar todas as regras. Como faço? Quando tenho dúvidas, eu vou procurar à velha gramática que tenho ali ao lado, junto com um prontuário ortográfico – agora em crescente desactualização – e um dicionário da Porto Editora, um livro que eu salvaria no meio de um hipotético incêndio, sem pestanejar...e agora também desactualizado. (Com tantos recursos online, mais uma vez in paper I trust! O próprio Blogger tem um corretor ortográfico!!!) 
Estou a ter um grande problema, ele chama-se Novo Acordo Ortográfico. Lixou-me o dicionário que me custou uma pipa de massa há uns anos! Mas há mais... Por enquanto podemos utilizar a nova ortografia ou não, inclusivamente até depois do período de transição, podemos continuar a fazê-lo que não vamos presos! Mas imaginemos continuar a escrever como hoje escrevemos. Quando a minha mãe usou o diccionario na escola primária para ver o significado de orthographia ela não imaginaria que teria de aprender a escrever pharmacia de outra maneira, - por força do acordo ortográfico de 1945 - e que ainda conheceria um novo acordo ortográfico. Imaginemos que a minha mãe não se tivesse adaptado. Sendo modista de profissão, isso talvez não lhe causasse grande transtorno. Mas, e se fosse professora, jornalista, profissional da comunicação? E os bloggers de hoje? Já pensaram nisso? Vejo aí gente de todos os sectores a resistir e a dizer que não se vai actualizar. Tudo bem, se se podem dar a esse luxo. Eu tenho de me adaptar. Já fixei algumas das alterações mas por vezes tenho dúvidas e dou constantemente por mim a usar ambas as grafias, o que é significativamente pior do que manter a antiga!Isto está-se a revelar um grande problema e por isso fiz questão de o focar aqui. 
Desde a última faxina ao blogue, em Outubro, que eu tenho vindo a entrar em postagens antigas para fazer correções diversas e apercebi-me de que há uns anos atrás eu não fazia espaços a seguir à pontuação! Parece uma coisa insignificante mas atrofia o texto. Como o blogue passou por vários modelos e formatação de fontes, encontro também muitos outros desajustes, por exemplo utilização de vários tipos de fonte, tamanhos desajustados, vídeos que excedem o corpo central. O processo de correção está em marcha, mas vai acontecer paulatinamente, são quase 1000 postagens para rever!
Quanto ao estímulo que meus textos provocam no leitor, ao longo do blogue tenho recebido alguns comentários positivos. Sei que a forma como escrevo não agradará a todos, nem os meus assuntos. Mas como também já tive ocasião de referir, este blogue não foi criado para mimar o leitor, nasceu para satisfazer os meus caprichos. Ainda assim, estou a tentar melhorar esse aspeto e tornar os meus textos mais user/reader friendly, mais focados no leitor e menos no eu e eu mais eu, o que também já abordei em anterior tarefa, Usabilidade do blogue.

Tarefa concluída, hoje de forma mais sintética! 

O Benfica jogou com a Naval e eu fui ver!




Enganei-vos! Não. Eu não fui ver! Quem foi ver o jogo foi o meu sobrinho e ontem enviou-me as fotografias tiradas no Estádio Bento Pessoa, onde, na sexta-feira, jogaram o Benfica e a Naval, a equipa da casa. O Benfica ganhou a disputa metendo um golito pouco antes do termo da partida, seguindo portanto para os oitavos-de-final da Taça de Portugal
Foi a primeira vez que o Gabriel viu um jogo de futebol ao vivo. Delirou! O meu pai incutiu-lhe o bichinho do Benfica ainda o puto mal balbuciava a palavra "bola". Encheu-lhe o quarto de merchandising do clube - começou pela águia Vitória de peluche e depois até lhe deu um candeeiro muito curtido, eu até gosto da bonecada, do Benfica é que nem tanto. E agora o meu sobrinho diverte-se a picar-me a paciência pois sabe das minhas simpatias azuladas! A mãe também foi, a maluqueira vermelha é contagiosa e quando chove, propaga-se mais facilmente! Era ela quem estava a fazer a reportagem e por isso não aparece aqui. Depois de uma semana a fazer planos para um espetáculo perfeito eis que a chuva escolhe precisamente aquele par de horas para caír em peso na cidade da Figueira. O piso do estádio não aguentou e o jogo deve ter sido uma espécie de futeaquático!No intervalo andaram a compor a relva, podiam também ter aspirado a água! Apesar das minhas simpatias pelo Futebol Clube do Porto serem muito antigas, o meu empolgamento pelo futebol é relativo. Vi muitos jogos do F.C.P. e até do Barcelona, quando os jogadores do Porto migraram para a Catalunha! Esses anos do F.C.P. foram empolgantes. Depois o meu interesse esmoreceu, mas continua a ser a minha equipa favorita. O meu pai teve pouca sorte: ele bem queria um miúdo para o acompanhar no ritual dos Domingos da bola mas o destino ofertou-lhe duas gajas que não atinam muito com a cena futeboleira. Mesmo assim, não se pode queixar: talvez até com menos idade do que o Gabriel, eu ia com ele ver os treinos e jogos no Estádio 1º de Maio, em Braga,embora já não saiba dizer se o meu interesse era o futebol ou antes os chupas caramelizados que se vendiam no campo!

11/19/11

Prevenir a falta de actualização prolongada do blogue

Quem não aparece, esquece!
Quem vai ao mar, perde o lugar!
Longe da vista, longe do coração!

Hoje é o dia da tarefa #10 do Desafio 21 dias, a porra do sol já se foi embora e eu regressei da rua a correr e sentei o rabiote decidida a resolver mais um desafio e rapidamente – porque hoje é sábado e não quero ficar agrilhoada ao PC toda a santa tarde!
Nem queria acreditar no que me esperava: ler um texto sobre o que é um plano de emergência para o blogue e fazer a minha própria planificação de um plano desses. Asseguro que foi a primeira vez que ouvi falar de tal coisa. Mas questões de previsão em matérias de blogagem não é comigo. Faço os backups e coloco nos drafts notas sobre ideias, temas, tópicos que desejo desenvolver no futuro, mais do que isso eu nunca fiz. E porquê? Já o disse e volto a dizer, eu não levo o meu blogue muito a sério. Por vezes deixo-o entregue às traças por meses, depois regresso. Da primeira vez que fui forçada a isso, no auge da minha descoberta dos blogues, abandonar a rotina da postagem, resposta aos comentários e visita de outros blogues custou-me a valer. Mas esse blogue estava envolto numa dinâmica que este Palavra-Cruzadas nunca teve e possivelmente nunca terá. Neste eu escrevo apenas quando tenho ganas disso. Se não me apetece, eu não escrevo. Reza o código não escrito dos blogues que um blogger deve ser comprometido com a sua escrita, os seus leitores. Eu não me habituo, meia volta e vai, dou umas facadinhas nesse casamento: abandono-o, traio-o com outros blogues, é isso, sou uma promíscua. Mas não é por nadar contra a corrente que vou desprezar esta ideia. Como já tenho escrito, um dia posso decidir mudar de rumo. Assim, e seguindo de perto as dicas do texto da Nospheratt, eis o que me ocorre:

Plano de Emergência 

A.Problema: estagnação do blogue devido a falta de actualização prolongada.

B. Objetivo: manter o fluxo de postagens no blogue em tempo de ausência prolongada e resolver eventuais problemas da sua manutenção online.

O ano passado eu apanhei uma virose de tal forma violenta que fiquei uma semana KO e mais outra em recuperação. Em outra altura foi o meu computador alvo de um vírus tão danado que até na loja se viram gregos para remover- 3 semanas sem a máquina. Estive 10 dias fora no Algarve e deliberadamente nem levei o computador. Nunca sabemos o que os deuses loucos possam urdir no nosso futuro, certo?! Se quisermos ser um Às dos blogues vamos ter nos antecipar a estas situações e alterar o futuro! Como se faz isso? É ler adiante!

C.Estratégia e operacionalização:

- escrever e arquivar postagens para futuro, dentro da temática habitual do blogue e que possam ser publicadas independentemente da época do ano. ( Exemplo: é de caras que postar um texto sobre fantasias de Carnaval não tem muito sentido no Natal, e escrever sobre receitas de bolo-rei na Sexta-Feira Gorda também não! Prometo que vou pensar nisso e preparar algumas postagens. )

- activar a moderação de comentários em qualquer período de ausência . (A Nospheratt refere que em casos de ausência superior a 8 dias se deve activar a moderação para evitar a exposição dos leitores a spam e comentários ofensivos. Felizmente em anos e anos de blogagem, nunca tive de aturar desaforos. Mas lá poderá chegar o dia. Agora, spam é a toda a hora, bem pensado.)

- criar e colocar no blogue um aviso justificativo da ausência. ( Eis o que penso sobre isso e porque já vi coisas do género: não é preciso alarmar os visitantes do seu blogue. Se acha que está com gripe das aves não escreva em fonte gigantesca e a vermelho que teme ter sido infetado e que voltará ao contacto assim que lhe crescerem penas e bico! Alarmar não é boa ideia em nenhuma situação. Vai inquietar toda a gente e promover um jorro de comentários e tentativas de contacto. Depois de ter mobilizado todas as atenções da blogosfera em torno de si, regressa para revelar que afinal sua doença grave era apenas uma constipação mais que comum? Não é bonito. Seja reservado e sintético, eu sempre sou.)

- marcar um dia por semana na agenda para visualizar os comentários e dar-lhes andamento, mesmo com a moderação activada. (Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, se puder fazer alguma coisa, claro.)

- fornecer um contacto alternativo, caso seja possível, email, twitter, facebook, para que em caso de extrema necessidade a pessoa interessada o possa ainda contctar. ( O meu blogue não é profissional, mas existem blogues que as pessoas utilizam para promover activamente um negócio. Nesse caso isto faz todo o sentido.)

D.Recursos:

- Postagens em arquivo. A Nospheratt aconselha calcular 1 por semana. Ela mantém 10 em arquivo. Isto eu não tenho, mas prometo que vou escrever algumas. Elas devem constituir uma reserva intocável e serem utilizadas só em último recurso.

- Ficheiro de manutenção do blogue actualizado. (Isto eu tenho! Tenho um pequeno caderno onde reuni todas as informações deste género. Mais uma vez, in paper I trust!) Trata-se de manter uma ficha com dados importantes para conseguir o acesso ao blogue e a resolução de problemas que o possa retirar do ar - as palavras-passe, o email de acesso, os contactos da empresa que faz a hospedagem, onde se comprou o domínio, etc, - e até de widgets e aplicações que lhe tenha adicionado e que podem dar bronca a qualquer momento. Esse ficheiro será muito útil se tiver previamente identificado um...

- guardião do blogue. O “ guardião do blogue” será uma pessoa que goste de você o suficiente para se interessar por essa função de bombeiro e em quem você deposite confiança para manter o seu blogue debaixo de olho. Eu tenho uma pessoa dessas a zelar por uma página importante do Facebook, é uma garantia. Poderei pedir-lhe o favorzinho, não vá o diabo tecê-las! 


Uma coisa que podemos fazer é dar ao “guardião” do blogue poderes de administração. Assim, essa pessoa fica não somente responsabilizada como deverá entender isso também como uma especial honraria. Tornar alguém administrador de um blogue nosso é idêntico a abrir as portas da nossa casa e partilhar com alguém. Logo, cuidado na hora de fazer! Como é que se faz isso?

Peço desculpas mais uma vez pois o meu blogue está no inglês. Mas a recente interface do Blogger é simples, quer no inglês quer em português. Devemos ir a SETTINGS > BASIC. Aí vamos encontrar PERMISSIONS, que se subdivide em BLOG AUTHORS E BLOG READERS. O que temos de fazer é, primeiro acrescentar o nome de uma segunda pessoa no campo BLOG AUTHORS e de seguida conceder-lhe permissão para ser ADMINSTRATOR ou administrador. Ao carregar no botão +ADD AUTHORS o blogue liberta uma caixa onde vamos inserir o email da pessoa a convidar. Seguido esse passo, aguardamos pela reposta, - positiva – e depois é só dar permissão a essa pessoa para administrar o blogue connosco.
E mais não tenho para dizer por agora. Tarefa cumprida!

11/18/11

Postagens para futuro é a tarefa #8

Ontem não consegui cumprir na íntegra o Desafio 21 Dias. A tarefa #8 consistia em agendar 4 postagens para futuro, mais especificamente para a última semana do ano e primeira semana do mês de Janeiro. É uma boa prática para bloggers que encaram o blogue com seriedade extrema - assim mantêm o fluxo de postagens e podem fazer férias do blogue na época das festas sem desiludir os leitores habituais. 
No caso do Palavras-Cruzadas duvido muito que algum dos meus leitores se fosse ressentir com a minha ausência, mas o tráfego diminui  imenso quando deixo de postar e também os meus rendimentos do Adsense. Mais vale prevenir do que remediar, sabedoria popular que se aplica na perfeição à arte de bem blogar! 
Desta vez não gostei de fazer esta tarefa. Por regra eu escrevo aqui quando algo me  motiva para escrita, essa razão é importante para mim. Eu escrevo por ter vontade de escrever sobre ALGO. No caso dessas 4 postagens tive de me forçar a pensar temas para desenvolver. Foi aborrecido e as postagens sairam meio forçadas. Ontem apenas consegui escrever uma postagem, mesmo partindo de um draft em arquivo. Hoje já consegui completar a tarefa (ver print acima) e a lista de postagens é a seguinte:
Dia 27 de Dezembro - O gato comeu o rato!
Dia 31 de Dezembro - Ano morto, ano posto.

Dia 4 de Janeiro - Costuma ver videos de gatos na internet?
Dia 6 de Janeiro - A minha avó e a reciclagem.

Entretanto a tarefa #9, agendada para hoje, dia 18, é criar ou rever a página do About. Eu tinha uma página de About, ou Quem sou eu, muito sintética. Ela incluia alguns dados sobre mim, links para os meus actuais blogues mais activos e site pessoal. Diz a Nospheratt que essa página do About ou Sobre é importante pois promove a credibilidade do blogue. Além disso, ela refere - e eu achei isso muito interessante – apresentar aí o blogue e aproveitar a visita dessa página estática para transformar o visitante em  leitor do blogue. Mais, a Nospheratt sugere usar a página para listar postagens em destaque e colocar links para as redes sociais. Achei tudo isso muito útil e apliquei: agora o visitante pode assinar lá mesmo este blogue, via Feedburner, pode seguir-me no Facebook ou no Twitter e até dar um pulo ao meu perfil no Google+, que é também o perfil do blogue, onde tenho foto. Por isso achei redundante colocar de novo ali uma fotografia. Também incluí uma lista de links que funcionam como amostragem do conteúdo do blogue. Tarefa concluída.

11/17/11

Cultura de concurso televisivo

Cada vez acho menos piada ao Facebook. Faço login e na homepage, de norte a sul, as pessoas partilharam e comentaram mil vezes o mesmo video ou a mesma imagem. O MESMO video e a MESMA imagem. Isto também acontece nos blogues - toda a gente comenta a notícia do momento, o video do momento, o espirro do momento. Mas no Facebook a façanha acontece em moldes mais rápidos, mais notórios e mais aborrecidos para quem está de fora. Por outro lado, este gesto, se bem utilizado, pode conduzir a resultados notáveis, por exemplo de angariação de fundos para salvar animais e ajudar pessoas, de mobilização em torno de uma causa, entre outras possibilidades. Mas quando de trata de um assunto pateta  a força viral da rede dá-lhe um contorno despropositado e, muitas vezes, de puro exagero, a montanha pare um rato, ou umas centenas deles, tantas vezes são os videos partilhados, videos de uma porcaria qualquer, um tipo que se despistou em cima de um skate, por exemplo. Convenhamos que é um tédio. Mas sou só eu a embirrar com o Facebook?! Não há por aí nem que seja uma alma e meia que pense como eu? Não seríamos sequer suficientes para fazer um dueto de almas conspiradoras, mas já seria um princípio! Opinar e comentar é algo extremamente interessante e válido mas não nos moldes em que tanto acontece no Facebook!Não em menos de um minuto, tal a pressa de passar adiante, de preferência enquanto o patrão não chega ou quando ele acabou de sair e se entr ana rede à sucapa. Em resumo: aparece um video que faz furor e somam-se resmas de comentários uns em cima dos outros, que se repetem uns aos outros, bota Like aqui e acolá, share, share, share...Como eu também nunca me entusiasmei a fazer forward do que recebo na minha caixa de email, talvez seja por isso que estas correntes me causam alguma comichão mental, às tantas sou eu que não consigo enxergar mais.
O video do momento é o dos universitários que não sabiam pevas de cultura geral. Como boa ovelha da manada, também fiz comentário no Facebook, ora essa, então não havia de comentar esta pérola? Este caso lembra-me outro video, feito na rua, nos EUA, que vi há não muito tempo, querendo fazer passar o povo americano por estúpido, quando os EUA registam o maior número de patentes no mundo, sim, agora venham dizer-me que são os emigrantes que se mudaram para lá. 
Digam o que disserem, este tipo de reportagem é uma falácia. Pode servir para todos os grupos, analfabetos, universitários, juízes, médicos, padeiros, picheleiros, turistas, jogadores de futebol, estrelas da pop... - em qualquer lugar e circunstância, manipulada que seja a edição da mesma - e quase sempre o é porque se não fosse manipulada, o resultado não era nada digno de chamar a atenção. E, além disso, não prova pevas. Cultura geral é saber resmas de factos soltos?! Pensava que cultura geral era saber explicar, por exemplo, quem é José Saramago, conhecê-lo um pouco, saber enquadrá-lo e à sua literatura num período da nossa história, saber o que significa um prémio Nobel, ter lido um ou dois livros dele, ter refletido sobre isso e formado opinião, e o mais que se conseguir relacionar. Não é apenas saber que ele escreveu O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Ora que porra, eu também sei que Bolano escreveu 2666, o livro estava por todo o lado no hipermercado, quando saíu, o livro é um calhamasso, mete-se pelos olhos dentro, impossível não reparar nele. Saber isso torna-me culta? Claro que sim, cultíssima. Todavia, alguém que enche o peito a dizer que está a estudar Turismo deve saber o mínimo sobre a sua área,  - não saber qual a capital da Itália?! Ainda se fosse a capital do Lesoto...*e se não souber, ao menos que tenha vergonha, em vez de se rir de forma escancarada e ainda se desculpar com as horas, a falta do café ou das vitaminas. E por isso despejei no Facebook:
Pensava que era uma revista com mais nível, a Sábado. Uma reportagem da treta, para encher papel e obter gracejos à custa da ignorância, seja ela qual for, nunca vai colher o meu agrado. E estes putos deviam ter mais interesse pela cultura e menos em aparecer na TV - Vox Pop é TV? Eu vejo pouca - a qualquer custo a fazer figuras tristes. Eu, que possivelmente responderia à maioria dessas questões feitas na reportagem, mandava logo um piparote nesse micro. Posso dizer que os anos que passei na puta da faculdade atrasaram em muito os meus conhecimentos de cultura geral e que o Liceu foi o período de aprendizagem mais rico que tive na minha vida. PORQUE tinha tempo para ler muita coisa na biblioteca do mesmo e na pública e digerir o que lia. Hoje anda tudo a 1000 e os jovens pensam que os livros lhes causam urticária, nem com toda a web do mundo se safam.Também não é assim tão importante não saber quem escreveu isto ou aquilo, ler é que é, interpretar e integrar o conhecimento. Colecionar factos só por colecionar não é cultura geral nenhuma, é apenas ter memória. É isto que esta reportagem é, um concurso a ver quem tem melhor memória. Pois, estou a escrever "à velha", mas é o que apetece depois de ver estas misérias, aliás só vi o princípio.

* Maseru

11/16/11

Erros que damos ao escrever um blogue

“Errar é humano, repetir o erro é burrice”, diz a Nospheratt, na introdução à tarefa #7 Erros cometidos ao blogar no corrente ano
Gosto de escrever sem amarras, sem ter de me preocupar com o leitor, regras disto e daquilo. Já fui redatora de um jornal - tinha de estar muito atenta aos textos que me entregavam, ao teor da minha escrita e ao público que lia ambos! O mesmo na redação publicitária: o trio “ó- de-mira”, isto é o diretor criativo, o visualizador e o cliente sempre à perna. POR FAVOR! Aqui no blogue quero estar liberta da tirania e escrever o que me apetece, da forma que me apetece. O preço dessa liberdade é errar, tenho consciência disso, e ter um blogue, o Palavras-Cruzadas, não é carne nem peixe, é uma sandes mista. É o meu recreio, o meu intervalo da escola, onde eu corro e salto e ocasionalmente faço amigos novos, não concorre na primeira liga dos blogues. 
Hoje esta tarefa é-me de todo ingrata. Não que eu não consiga encarar a verdade e ser honesta, mas a reflexão forçada irá acabar por convencer-me de que sou, de facto, burra. Não deveria colocar em prática o que sei sobre conduta na blogosfera? Sofrerei de preguicite blogueira crónica? As respostas surgirão dentro de parágrafos. Até lá eis os sete pecados mortais, perdão, os sete erros maiores que cometi ao longo deste ano no Palavras-cruzadas.

1. Não ter consideração nenhuma pelo leitor. A ser verdade, quem lê blogues, não lê, passa os olhos. O que se aconselha é fazer uma boa mancha gráfica, desenhar com o texto enquanto escrevemos, criar zonas e pontos de orientação visual. 
Há que dar o tópico e o sumário da postagem logo no primeiro parágrafo, usar parágrafos e poder de síntese; usar listas, as bullets ou numeração, usar negrito. A maioria das vezes nunca me lembro disto. Gosto de escrever “ao correr da pena” e os desgraçados dos leitores já têm sorte por eu não usar toda a largura do blogue para alinhavar frases! Eu também nunca conto a quantas palavras ando à hora, escrevo até se acabar o combustível! Quando chego ao fim e vejo uma postagem gigante devia ter a coragem de a dividir em duas. Mas, mais uma vez, estou-me nas tintas. MAS confesso que estou a tentar melhorar estes aspetos sobretudo porque não faz sentido que nos meus documentos em papel faça tudo certinho. Incompreensivelmente esses vícios só existem...no blogue, sou Mr. Hyde na blogosfera e Dr. Jekyl fora dela!

2. Não ter nenhuma consideração por mim! Verdade. Com a crise que está aí fora, eu, que ganho dinheiro a escrever justamente lá fora, ando aqui a brincar aos blogues e se calhar até podia estar a descolar um dinheirinho melhor se me decidisse a encarar a blogagem de uma forma mais profissional. E quanto a isso eu tenho uma questão: é mesmo verdade que ninguém leva um blogger a sério se o seu blogue estiver hospedado no Blogger? Eu não só estou no Blogger como nem domínio próprio tenho. E, a cereja em cima do bolo da desconsideração, é esta : sabendo como é importante o SEO- optimização de motores de busca - para a indexação do conteúdo do blogue, não me habituo a pesquisar palavras chave - embora tome algumas outras medidas - pois acho completamente anti-natural estar a contaminar o fio da minha escrita com elas. E depois meto Adsense no blogue! Só posso ser uma genial 
burra ...!

3. Ter a mania de ser criativa nos títulos.  Topei com alguns neste Desafio 21 Dias quando andei a dar uma volta pelo “blogue profundo” à procura de spam. Muito engraçadinhos mas em 10 leitores só um ou dois apanhará o significado integral do jogo de palavras ou da piada pseudo-inteligente!Ao escrevê-los, devo focar-me mais no conteúdo do texto e menos nos floreados que vão na minha cabeça, devo  torná-los mais descritivos, simples, lembrar-me de usar neles as palavras-chave do texto a ver se pingam mais uns cliques nos anúncios, ultimamente tento lembrar-me disso!

4. Fazer do blogue o baú das descobertas na web em vez de usar o Delicious, que estava até bem acessível na barra do Exlporer antes de ter mudado para o Chrome. Ainda caio nessa. Em resultado, e porque nem sempre tenho tempo para tratar a informação que encontrei de forma a acrescentar-lhe valor, - fazer uma crítica, uma avaliação cuidadosa, investigar e completar - dou por mim a fazer umas postagens sem préstimo algum. Não passam de post-it para a memória.

5. Não usar o atributo alt nas imagens!!! Eis para que serve e como usar o atributo.

6. Quase não interagir na blogosfera. Os primeiros anos da minha experiência como blogueira foram muito activos. Depois fui-me distanciando dessa interação e a um dado momento estava sózinha na minha ilha. Como podem ver, actualmente eu não tenho quase comentários neste blogue e outros que tenho estão na mesma ou próximo disso. Quem não dá, não pode esperar receber. No caso deste, há explicação: o blogue Palavras-cruzadas tem um percurso irregular. Ora escrevo nele que me desunho, ora me farto e hiberno. 
Os visitantes desaparecem se não mantivermos uma rotina. Ele é um herdeiro dos primeiros blogues que não passavam de diários na web, meros registos pessoais despreocupados. Foi assim que ele nasceu, longe das ideias de monetização ou angariação de clientela.  Ainda hoje eu resisto a dar-lhe um perfil numa ou noutra direção. É um híbrido! Aém disso, este blogue sofreu o impacto da criação de blogues posteriores e da minha presença noutras redes, nomeadamente o Facebook. Mas, para mim, o Facebook nunca ocupou o lugar dos blogues e por isso, estou de volta!

7. Infringir direitos de autor!!! Eu, confessada ex-advogada, a admitir esta, é fechar alista dos sete pecados com chave... de fendas! Estou actualmente a preparar uma série de postagens dobre os direitos de autor na blogosfera depois de discussões estéreis sobre esse assunto ingrato no Facebook, onde devem pensar que eu sou tolinha. Mas não sou. A lei é clara, mas as pessoas não querem saber. Ainda ontem pedi a uma Câmara Municipal para me dar licensa de uso de uma imagem de um cogumelo num blogue! O site deles tem política de uso escarrapachada, só ignora quem quer. No início da era Blogger eu não me preocupava nada com isso. Mas um dia fui vítima de cópia e utilização de uma ilustração minha na rede Facebook – ela foi usada numa aplicação. Fizeram um e-card e eu descobri quando me enviaram o meu postal! Chocante, hem?! Porque não pediram autorização? Que falta de chá! Uma coisa que quero fazer é rever as postagens do Palavras-cruzadas e remover fotos que tenham direitos protegidos. Dará trabalho mas eu quero fazer isso antes de publicar o tal conteúdo sobre direito de autor. A minha culpa advém do uso de fotos, pois, regra geral, não sinto qualquer vontade ou necessidade de copiar textos. Se uso um texto alheio,  - se preciso dele para fundar o meu ponto de vista ou para comentar - não uso integralmente, faço citação, coloco aspas, tomo esses cuidados. Aguardem as tais postagens se têm interesse nestas matérias, ainda vão demorar pois estou mesmo a estudar a lei e tudo o mais que encontrei, é trabalhoso e não pode ser feito de improviso.

E por hoje dou por encerrada a tarefa. Em conclusão, uma coisa é certa - tenho de começar a aplicar o que sei pois isso pode beneficiar os leitores, o blogue, os meus rendimentos. Mas, por outro lado, tenho dúvidas sobre se quero que o Palavras-cruzadas se torne em algo diferente do que é, um espaço de descontração e expressão em liberdade.É um dilema. Qual será o ponto de equilíbrio?

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