8/21/09

PRAIA DE BUARCOS-FIGUEIRA DA FOZ-AGOSTO

Antes que me chamem mentirosa deixem-me explicar.A máquina com que fiz estas fotos não tem visor e o seu ecrã mede 2cmx3cm.Quando está sol,como hoje,eu não vejo o que fotografo,o ecrã não mostra nada.Limito-me a apontar e a esperar que as coisas que vi sejam aquelas que vão aparecer na fotografia.Ainda tem outro detalhe magnífico:carrego no botão para fazer a foto mas a máquina é preguiçosa e faz a foto uma eternidade depois.Por vezes eu tento compensar antecipando o resultado.Com esta máquina eu quase me sinto uma lomógrafa.De facto eu,à semelhança de um bom lomógrafo, levo-a para todo o lado, mas nunca confio no resultado.Até espero que não surja nenhum motivo interessante para fotografar pois sei que será frustrante.Por outro lado, a maquineta anda ao rebolão na minha mala e eu tanto se me dá.Até ma podem roubar se aparecer alguém com interesse nisso.Eu entrego logo,nem penso duas vezes.Quase como os lomomaníacos eu nunca sei bem o que fotografei antes de despejar para o computador.A única vez que imprimi fotos feitas com esta maquineta num estúdio profissional elas revelaram-se tão fraquinhas que nunca mais voltei a gastar dinheiro em revelações.Por isso é verdade o que disse uns posts atrás: não tenho máquina capaz e fotografar às cegas não é certamente fotografar.Feito o aparte,deixem-me lamentar.Não sei a que velocidade soprava hoje o vento sobre a praia da Figueira da Foz mas quase dava para levantarmos vôo.Da vila de Buracos avistava-se uma névoa de areia sobre o areal que chegava a camuflar os edifícios da marginal.Fui até junto do mar.Cheirava espectacularmente a marinho e as vagas rebentavam ruidosas e rápidas.O vento era uma parede.Não se conseguia avançar na areia em direcção a Buarcos.Uns desgraçados aninhavam-se debaixo de chapéus e guarda-vento tentando proteger-se de 20 cm de areia a deslizar pelo chão.Voltei ao calçadão junto à estrada em dois minutos.Pelo calçadão fora caminhava-se bem melhor.Muita gente a percorrê-lo nesta tarde de ventania ideal para quem precisa de arejar as ideias.À entrada da vila de Buarcos deparei-me com uma pequena vendagem em tendas e artigos a voarem das bancas ao som da música colorida dos carrinhos de choque no parque de diversões contíguo.Os miúdos mais velhos revolviam o parque radical nas suas bicicletas e os mais pequenos faziam fila para trepar aos baloiços no parque infantil.Praia é que não.O ambiente estava animado.Na baía de Buarcos a situação não era assim tão má.Má era a concentração de pessoas por metro quadrado no pequeno areal, reforçada pelo facto de exceptuados os habituais espertos, toda a gente estar em seco por causa da bandeira vermelha e das ondas roliças. Se não tivessem escolha eu compreendia.Eu, que acredito na máxima de que o espaço é um luxo, não compreendo.Eu acho que se alguém ali tiver a gripe A...bem...ehhh...pois é.Continuei a minha passeata pela margem da estrada em direcção ao Bar Costa.O trânsito era contínuo e havia muita gente na amurada a observar a rebentação das ondas que em alguns casos chegavam a molhar a estrada.No regresso do meu passeio e uma bica depois,fumo no céu.Já mais perto de casa vi passar um helicóptero.De novo a Serra a arder?Com o vento forte seria uma calamidade.Neste momento ainda não sei onde foi o fogo.A esta hora o vento já amainou um pouco.E amanhã é outro dia.

2 comments:

Frank H. said...

what a beautiful place!

Ed, Maria and Matthew said...

thank you for sharing such beautiful pictures of the beach. Matty, my son would love it there! We all would! Ed

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