11/16/11

Erros que damos ao escrever um blogue

“Errar é humano, repetir o erro é burrice”, diz a Nospheratt, na introdução à tarefa #7 Erros cometidos ao blogar no corrente ano
Gosto de escrever sem amarras, sem ter de me preocupar com o leitor, regras disto e daquilo. Já fui redatora de um jornal - tinha de estar muito atenta aos textos que me entregavam, ao teor da minha escrita e ao público que lia ambos! O mesmo na redação publicitária: o trio “ó- de-mira”, isto é o diretor criativo, o visualizador e o cliente sempre à perna. POR FAVOR! Aqui no blogue quero estar liberta da tirania e escrever o que me apetece, da forma que me apetece. O preço dessa liberdade é errar, tenho consciência disso, e ter um blogue, o Palavras-Cruzadas, não é carne nem peixe, é uma sandes mista. É o meu recreio, o meu intervalo da escola, onde eu corro e salto e ocasionalmente faço amigos novos, não concorre na primeira liga dos blogues. 
Hoje esta tarefa é-me de todo ingrata. Não que eu não consiga encarar a verdade e ser honesta, mas a reflexão forçada irá acabar por convencer-me de que sou, de facto, burra. Não deveria colocar em prática o que sei sobre conduta na blogosfera? Sofrerei de preguicite blogueira crónica? As respostas surgirão dentro de parágrafos. Até lá eis os sete pecados mortais, perdão, os sete erros maiores que cometi ao longo deste ano no Palavras-cruzadas.

1. Não ter consideração nenhuma pelo leitor. A ser verdade, quem lê blogues, não lê, passa os olhos. O que se aconselha é fazer uma boa mancha gráfica, desenhar com o texto enquanto escrevemos, criar zonas e pontos de orientação visual. 
Há que dar o tópico e o sumário da postagem logo no primeiro parágrafo, usar parágrafos e poder de síntese; usar listas, as bullets ou numeração, usar negrito. A maioria das vezes nunca me lembro disto. Gosto de escrever “ao correr da pena” e os desgraçados dos leitores já têm sorte por eu não usar toda a largura do blogue para alinhavar frases! Eu também nunca conto a quantas palavras ando à hora, escrevo até se acabar o combustível! Quando chego ao fim e vejo uma postagem gigante devia ter a coragem de a dividir em duas. Mas, mais uma vez, estou-me nas tintas. MAS confesso que estou a tentar melhorar estes aspetos sobretudo porque não faz sentido que nos meus documentos em papel faça tudo certinho. Incompreensivelmente esses vícios só existem...no blogue, sou Mr. Hyde na blogosfera e Dr. Jekyl fora dela!

2. Não ter nenhuma consideração por mim! Verdade. Com a crise que está aí fora, eu, que ganho dinheiro a escrever justamente lá fora, ando aqui a brincar aos blogues e se calhar até podia estar a descolar um dinheirinho melhor se me decidisse a encarar a blogagem de uma forma mais profissional. E quanto a isso eu tenho uma questão: é mesmo verdade que ninguém leva um blogger a sério se o seu blogue estiver hospedado no Blogger? Eu não só estou no Blogger como nem domínio próprio tenho. E, a cereja em cima do bolo da desconsideração, é esta : sabendo como é importante o SEO- optimização de motores de busca - para a indexação do conteúdo do blogue, não me habituo a pesquisar palavras chave - embora tome algumas outras medidas - pois acho completamente anti-natural estar a contaminar o fio da minha escrita com elas. E depois meto Adsense no blogue! Só posso ser uma genial 
burra ...!

3. Ter a mania de ser criativa nos títulos.  Topei com alguns neste Desafio 21 Dias quando andei a dar uma volta pelo “blogue profundo” à procura de spam. Muito engraçadinhos mas em 10 leitores só um ou dois apanhará o significado integral do jogo de palavras ou da piada pseudo-inteligente!Ao escrevê-los, devo focar-me mais no conteúdo do texto e menos nos floreados que vão na minha cabeça, devo  torná-los mais descritivos, simples, lembrar-me de usar neles as palavras-chave do texto a ver se pingam mais uns cliques nos anúncios, ultimamente tento lembrar-me disso!

4. Fazer do blogue o baú das descobertas na web em vez de usar o Delicious, que estava até bem acessível na barra do Exlporer antes de ter mudado para o Chrome. Ainda caio nessa. Em resultado, e porque nem sempre tenho tempo para tratar a informação que encontrei de forma a acrescentar-lhe valor, - fazer uma crítica, uma avaliação cuidadosa, investigar e completar - dou por mim a fazer umas postagens sem préstimo algum. Não passam de post-it para a memória.

5. Não usar o atributo alt nas imagens!!! Eis para que serve e como usar o atributo.

6. Quase não interagir na blogosfera. Os primeiros anos da minha experiência como blogueira foram muito activos. Depois fui-me distanciando dessa interação e a um dado momento estava sózinha na minha ilha. Como podem ver, actualmente eu não tenho quase comentários neste blogue e outros que tenho estão na mesma ou próximo disso. Quem não dá, não pode esperar receber. No caso deste, há explicação: o blogue Palavras-cruzadas tem um percurso irregular. Ora escrevo nele que me desunho, ora me farto e hiberno. 
Os visitantes desaparecem se não mantivermos uma rotina. Ele é um herdeiro dos primeiros blogues que não passavam de diários na web, meros registos pessoais despreocupados. Foi assim que ele nasceu, longe das ideias de monetização ou angariação de clientela.  Ainda hoje eu resisto a dar-lhe um perfil numa ou noutra direção. É um híbrido! Aém disso, este blogue sofreu o impacto da criação de blogues posteriores e da minha presença noutras redes, nomeadamente o Facebook. Mas, para mim, o Facebook nunca ocupou o lugar dos blogues e por isso, estou de volta!

7. Infringir direitos de autor!!! Eu, confessada ex-advogada, a admitir esta, é fechar alista dos sete pecados com chave... de fendas! Estou actualmente a preparar uma série de postagens dobre os direitos de autor na blogosfera depois de discussões estéreis sobre esse assunto ingrato no Facebook, onde devem pensar que eu sou tolinha. Mas não sou. A lei é clara, mas as pessoas não querem saber. Ainda ontem pedi a uma Câmara Municipal para me dar licensa de uso de uma imagem de um cogumelo num blogue! O site deles tem política de uso escarrapachada, só ignora quem quer. No início da era Blogger eu não me preocupava nada com isso. Mas um dia fui vítima de cópia e utilização de uma ilustração minha na rede Facebook – ela foi usada numa aplicação. Fizeram um e-card e eu descobri quando me enviaram o meu postal! Chocante, hem?! Porque não pediram autorização? Que falta de chá! Uma coisa que quero fazer é rever as postagens do Palavras-cruzadas e remover fotos que tenham direitos protegidos. Dará trabalho mas eu quero fazer isso antes de publicar o tal conteúdo sobre direito de autor. A minha culpa advém do uso de fotos, pois, regra geral, não sinto qualquer vontade ou necessidade de copiar textos. Se uso um texto alheio,  - se preciso dele para fundar o meu ponto de vista ou para comentar - não uso integralmente, faço citação, coloco aspas, tomo esses cuidados. Aguardem as tais postagens se têm interesse nestas matérias, ainda vão demorar pois estou mesmo a estudar a lei e tudo o mais que encontrei, é trabalhoso e não pode ser feito de improviso.

E por hoje dou por encerrada a tarefa. Em conclusão, uma coisa é certa - tenho de começar a aplicar o que sei pois isso pode beneficiar os leitores, o blogue, os meus rendimentos. Mas, por outro lado, tenho dúvidas sobre se quero que o Palavras-cruzadas se torne em algo diferente do que é, um espaço de descontração e expressão em liberdade.É um dilema. Qual será o ponto de equilíbrio?

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