07/06/14

Manjerico: é regar e pôr ao luar


É claro que os leitores deste blogue já deram às de vila-diogo, nem outra coisa poderia ser. Não tem havido nada de novo para ler por aqui e as últimas postagens eram apenas as listas dos prémios de cinema, ainda por cima os mais conhecidos, algo que faço para minha referência, mas sem grande sentido, pois o Google serve para isso mesmo. Mas já que estamos em maré de verdes, - acabo de ler que os Verdes Europeus não querem o Marinho Pinto porque ele é ligeiramente homofóbico, eu acrescentaria que se é marinho, não pode ser Verde, mas, decidam lá isso, recambiem-no para os Liberais ou para um qualquer canteiro à medida do seu preconceito - informo que fui a correr comprar um manjerico antes que me acontecesse como em 2013, ano em que foi quase tão difícil encontrar um manjerico como encontrar um político honesto. Ou já os tinham levado todos quando finalmente decidi ir às lojas ou o centro do país é terra ingrata para a vendagem do manjerico. 

Em 2014 continua a ser francamente complicado encontrar um político honesto, mas eu já tenho o meu manjerico. Uma outra tendência que se mantém, ano após ano, é que os manjericos que aqui se vendem são sempre uns mirrados de meter dó. Eu chego ao Porto e começo logo a babar para cima daqueles manjericos que vejo nas bancas e que parecem o cabelo do Michael Jackson quando cantava com os Jackson Five. Definitivamente o manjerico está para mim como a nepeta cataria para os gatos. Obviamente não ando por aí a rebolar-me como os gatos, para quem esta erva aromática funciona como afrodisíaco!Mas também fico enebriada com o cheirinho deles e se pudesse gostava que a casa cheirasse a manjerico todo o ano. O manjerico, também chamado "erva dos namorados", é uma planta de presença obrigatória nas festas de São João e de Santo António, os santos populares respectivamente do Porto e de Lisboa.

Li aqui que a maioria dos manjericos que estão à venda nos festas de Santo António, em Lisboa, vêm do Casal Ventoso, um bairro da capital, de um terreno onde se podem encontrar milhares de manjericos, isso é que era uma overdose de manjerico! E aqui, fiquei a saber que alguns dos que que vejo à venda nas bancas do Porto devem vir da Maia. Estes cultivadores do norte também escrevem as quadras populares que os acompanham. O manjerico que comprei é low-cost: foi comprado num supermercado, vem em vaso de plástico e sem direito a quadra popular, e não é nem muito redondinho nem muito cheiinho, paciência. Low-cost ou gato por lebre, ainda não me decidi. Tem crescido muito ao longo desta semana. Vamos ver se dura pelo menos até ao S.João! É regar e pôr ao luar!

Notícias bem verdinhas do abacateiro!


Os fãs do meu abacateiro devem por esta hora estar a perguntar-se se ele terá sobrevivido ao inverno e até à primavera. Contra fotos não há argumentos. Ei-lo, em carne e osso, melhor é dizer, em caule e folhas. Para que conste: o abacateiro está de boa saúde. Tão pouco lhe parece estar a fazer diferença que a prima Vera o ande a traír com o Inverno. A mim o facto tem-me deixado muito mais perturbada pois ando num afã, - tira cobertor - volta o frio - repõe cobertor, - muito impróprio para um calendário que me diz que faltam 13 dias para o verão. Além disso, este de manhã sol, ao meio-dia chuva e à noite frio obriga-me a criatividades com o vestir que só uma top-model habituada a passarelas internacionais domina de A a Z. Enquanto isso, o abacateiro cresce, as folhas multiplicam-se, num está-se bem de causar inveja, perfeitamente adaptado ao seu ambiente. Não solta um queixume, as folhas mal se agitam, o caule não amua. Está lindo. Não sei por quanto mais tempo ele poderá ficar no vaso sem prejuízo para o seu bom desenvolvimento. É talvez chegado o momento de o passar do vaso para um jardim.Tenho de me fazer ao Google, nosso consultório privilegiado, porque grátis, e ver se encontro a resposta. Depois, se for o caso, procurar alguém que queira adoptar o meu abacateiro. Aceito inscrições, mas só da minha área de residência, pois arrogo-me o direito de fazer visitas à árvore, e até regar se me apetecer. Mas desde já aviso que só o leva quem me demonstrar que o vai tratar bem, na maturidade e na velhice, na saúde e na doença. Uma mãe de semente de abacate nunca o fará por menos. (Para verem fotos da semente e seu desenvolvimento, espreitem aqui.)

03/06/14

Figueira da Foz - foi você quem perdeu um telemóvel?

Ontem ao início da tarde encontrei um telemóvel na via pública. Hoje de manhã fui entregar na esquadra da P.S.P da Figueira da Foz (Rua de Mortágua). Muita gente já não acredita que as coisas perdidas sejam entregues na polícia e não vão às esquadras procurar. Peço aos bloggers da Figueira que partilhem esta postagem pois deve haver alguém a quem o aparelho só pode estar a fazer falta. Agradeço a divulgação!

02/06/14

Ex-futebolista Ricardo Vitorino precisa da sua solidariedade


A SAD do Vilafranquense organizou no passado sábado, dia 31 de Maio, um jogo solidário cuja receita de bilheteira reverteu totalmente a favor do seu antigo atleta, Ricardo Vitorino. O jogo realizou-se no Campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, pelas 16 horas, com bilhetes a quatro euros, com a participação de dois internacionais portugueses, Carlos Martins e Miguel Rodrigues (Nacional), entre outros jogadores.

Acabo de ler esta notícia no JN online. Peço que leiam. É uma história verdadeiramente dramática. Ricardo Vitorino, hoje com 35 anos, viu o sonho de ser futebolista terminar aos 19, quando foi atingido por uma bala perdida que lhe perfurou a medula, o pneumotórax e três vértebras. O autor do disparo foi multado por posse ilegal de arma e seguiu com a sua vida. Ricardo acordou no hospital, deu dois passos, caiu no chão e nunca mais conseguiu andar. Mais tarde, em 2006, já numa cadeira de rodas, Ricardo deu uma queda ao passar da cadeira para uma piscina em Tróia. Desta queda resultaram ferimentos que infectaram e que obrigaram à amputação de ambas as pernas atingidas por gangrena. Hoje Ricardo Vitorino vive com imensas dificuldades, sem sequer tido tempo para fazer descontos significativos ele recebe uma pensão de invalidez de 215 euros. O dinheiro não chega para nada, entrando na conta no dia 10, sumindo no dia 11 na totalidade, nem chegando para medicamentos. De desportista com um futuro promissor - treinou ao lado de Maniche e Deco - a pessoa profundamente dependente, esta é uma história que não deixará ninguém indiferente. A vida de Ricardo resume-se a ver TV. Assistir aos jogos de futebol na televisão, o desporto continua a ser a sua paixão, é o seu entretém. Ricardo gosta de viver - "Tenho dois braços, tenho de me fazer à vida", diz Ricardo aos amigos.

Pergunto se não podemos ajudar a tornar o dia-a-dia de Ricardo um pouco melhor. Se tem possibilidades de ajudar o Ricardo de alguma forma, informe-se da sua situação. Se pode contribuir com um donativo isso será seguramente uma grande ajuda. O NIB da conta de Ricardo Vitorino é 0035 0873 0006 3407 3007 6.  Vou contribuir com um pequeno donativo. Pode também divulgar esta situação no seu blogue, twitter e Facebook.

23/04/14

No Dia Internacional do Livro recordemos a censura



O Estado Novo, de António de Oliveira Salazar, como todos os regimes opressivos, criou diversos mecanismos de defesa para controlar as manifestações de opinião que considerasse nocivas ou potencialmente lesivas para o Estado.

Leiam, no Dia Internacional do Livro, como é que os censores avaliavam a obra do escritor Miguel Torga, o médico poeta e contista, que chegou a ser até indicado para Nobel da Literatura!

E aqui consultem uma lista de livros proibidos antes do 25 de Abril.