14/08/13

Festivais: Janelle Monae foi uma Electric Lady na Zambujeira




Verão. Tempo de festivais de música por todo o lado, Coachella, Pitchfork...Sudoeste!! Eu não me sinto atraída por festivais de verão e quando leio que milhares de jovens encheram o recinto deste ou daquele festival ponho-me logo a torcer o nariz. No verão é tudo medido em mares de gente mas eu tenho medo de me afogar na multidão, não nado nada bem neste conceito! Festivais de verão vivem do exagero dos números: muitos nomes em cartaz, uns com letra grande, outros com letra menor, outros quase invisíveis. Muita gente a circular, muito lixo produzido por certame, muita cerveja a entrar, muita urina a sair, muito de tudo. Há que admitir, já não sou jovem, pelo menos de acordo com o BI, formulários e estatísticas, talvez não seja mesmo público-alvo dos festivais de verão. Por causa dessa minha aversão já perdi a actuação da Janelle Monae várias vezes. Esteve no Sudoeste em 2011. Mas, lá está, eu já nessa data não era muito jovem. Ela é que é jovem dos pés à cabeça, não tem aversão a banhos de multidão, que merece, sem dúvida, e parece gostar de Portugal, pois por cá canta, dança e pinta a manta. Antes disso tinha actuado em Lisboa, no Super Bock Super Stock, Festival que não é um festival de verão e que até tinha uns concertos em salas, justamente o que eu mais gosto. Mas falhei.
(Quem esteve no Sudoeste)

Tudo isto a propósito de um telefonema do Zé. O Zé estava ou esteve no Festival da Zambujeira do Mar ou Festival do Sudoeste, lá na Herdade da Casa Branca. Eu não gosto muito de telemóveis e o telemovel que uso é uma velharia tal que a maior parte das vezes quando recebe chamadas, pimba, desliga-se! A bateria deve estar arruinada se não for isso é outra coisa qualquer. Costumo ter o 91 desligado muitas vezes, mas uso quando vou para a praia, para saber as horas e ligar para o 112 se alguém se estiver a afogar. Brinco, mas a única vez que vi alguém na eminência de ser engolido pelo mar nem telemóvel tinha para chamar socorro e como nado que nem um prego senti-me verdadeiramente impotente! Pois é, tenho de comprar um telemóvel desses bem espertos, mas isso é quando tiver uns trocos extra. Por acaso há um que até me piscou o olho, um tal Samsung Galaxy Note 2, pois dá para fazermos uns desenhos bem giros, dava jeito. 

Fiquei a saber que tenho amigos com sorte, ele tinha ganho um passe - que custa quase 100 euros - para ver aquilo de fio a pavio. Pois eu nem assim, nem paga - a não ser que muito bem -, nem mesmo levada de helicóptero ou pelos ares nos braços do Homem-de-Ferro até à tal Herdade da Casa Branca. Curtam lá os não sei quantos palcos, o campismo, a erva, chamem pela Elsa, Oh Elsaaaa, onde estás, as ondas. Não há nada como ter amigos sintonizados na mesma onda que nós. O Zé ligou-me para me dizer maravilhas do concerto da Janelle. É claro que ao fim de uns segundos a chamada caiu e ele voltou a ligar e voltou a ligar. Acabámos a trocar mensagens e foi assim que soube que a moça foi demais, que cantou tudo e mais alguma coisa, do The ArcAndroid, do novo CD que aí vem, há que tempos que estou à espera, e até canções de Prince. É claro que o Zé foi um querido mas eu não estaria a escrever isto se numa das SMS ele não tivesse escrito, "tinhas razão, ela é mto boa". Eu não aprecio muito vocalistas femininas mas a Janelle é uma das recentes excepções. A princesa do R and B, arraçada de James Brown e cruzada de robot andróide, é um portento. Com a Janelle Monae "the only way is up", como cantava a loura Yazz, nos longínquos anos 80. Exuberante, enérgica, cheia de personalidade, uma verdadeira estrela. E eu aqui, roída de inveja do Zé. Mas já não sou jovem. Paciência. Eu continuarei à espera que a festivaleira Janelle se decida a vir dar o seu enérgico show numa sala. E da próxima vez não falho.




13/08/13

Legumes orientais na cozinha: a cabaça (lauki/ghiya)




Olhem o que me apareceu na cozinha! Mas o que é isto? Fui ao Google. Só sabia que era um legume oriental. Mas...e o nome?!! Observem a variedade de legumes orientais. E há ainda mais. Depois de uma viagem pelos legumes do oriente eu identifiquei esta cabaça (lauki/ghiya) como um dos vegetais favoritos na cozinha indiana. Parece-me que é isto! Será?!! Da família da cabaça (Lageneria vulgaris), li, é verde-amarelado na casca e tem polpa branca com sementes brancas embutidas na carne esponjosa. É exactamente assim. Ele também é conhecido por outros nomes, consoante os locais, tais como abóbora-garrafa ou blottle gourd, - pois é usado como contentor, quando crescido - cabaça branca, calabash, lauki, doodhi, ghiya, pul qua, opo squash, long melon!!!

Dizem que é odiado pelas crianças e jovens, pois não tem um grande sabor, mas muito do agrado dos adultos, que lhe reconhecem inúmeras propriedades. Ocupa o primeiro lugar no sistema médico ayurvédico indiano, sendo consumido desde tempos ancestrais pelo seu valor na saúde. Quando jovem tem um sabor suave, mas depois fica amargo! Uns chamam-lhe melão, outros abóbora! Pode ser comido cru, finamente fatiado, como acompanhamento, ou salteado ou em sopa. Também pode ser cozido no vapor. Eu fiz sopa com ele. Temperei com sal na cozedura, onde também juntei cebola e outros dos nossos legumes, incluindo feijão. Depois foi tudo moído e ficou muito saboroso, com textura aveludada.

Pertence à família Cucurbitaceae (inclui abóbora, melão, pepino, etc) e deve ter tido origem em África mas o cultivo espalhou-se e hoje é amplamente cultivado nos trópicos, especialmente na Índia, Sri Lanka, Indonésia, Malásia, Filipinas, China, África e América do Sul tropical.

A cabaça é baixa em gordura e calorias e de fácil digestão. É rica em fibras alimentares. É composta por 96% de água e fornece várias vitaminas (vitamina C e algumas vitaminas B) e minerais (ferro, sódio, potássio, e elementos vegetais). Parece ser uma boa alternativa à popular courgette!

12/08/13

Publicidade: Dumb ways to die é o melhor de CANNES 2013



Em Cannes, no Festival de Criatividade atribuem-se Leões aos melhores da publicidade. Para quem gosta de publicidade aqui fica um link para uma página com todos os premiados com os ambicionados Leões!

Eis um exemplo de uma campanha de sucesso premiada em Cannes - Dumb ways to die. Uma animação e uma canção de prevenção, um sucesso. Vender ambos os rins na internet, usar a máquina de lavar como esconderijo, ter uma cascavel como animal de estimação! É uma letra demasiado divertida para ser ignorada por miúdos e por graúdos igualmente. Nos últimos versos formas estúpidas de morrer relacionadas com comboios são indicadas: aproximar-se da borda da plataforma dos comboios, contornar as proteções nas passagens de nível, andar nos carris pelo meio das plataformas. A melodia fica rapidamente no ouvido e tornou-se a banda sonora de muitas casas de família, não apenas na Austrália. O meu sobrinho é que me mostrou o video, enquanto cantarolava a canção. Ele sabe que eu gosto de publicidade mas ele não estava a consumir o video como publicidade. O que tornou Dumb ways to die num êxito foi justamente isso: as pessoas começaram a ver o video como entretenimento, era divertido!Partilharam-no porque gostavam, parodiaram-no, Dumb ways to die tornou-se viral. Que melhor forma de interiorizar a mensagem de alerta sobre o perigo de um comportamento inconsciente junto de comboios? Também há um jogo para Iphone e Android e quem sabe se um destes dias não aparece uma série de animação para TV?

Dumb ways to die - site da campanha da Metro Trains - Melbourne


A letra original da canção Dumb ways to die

Set fire to your hair
Poke a stick at a grizzly bear
Eat medicine that's out of date
Use your private parts as piranha bait

Dumb ways to die
So many dumb ways to die

Get your toast out with a fork
Do your own eletric work
Teach yourself how to fly
Eat a two-week old unrefrigerated pie
.
Dumb ways to die
So many dumb ways to die

Invite a psycho killer inside
Scratch a drug dealers´s brand new ride
Take your helmet off in outter space
Use a clothes dryer as a hiding place

Dumb ways to die
Some many dumb ways to die

Keep a rattlesnake as a pet
Sell both your kidneys on the internet
Eat a tube of superglue
I wonder what´s this red button do?

Dumb ways to die
So many dumb ways to die

Dress up like a moose during hunting season
Disturb a nest for of wasps for no good reason

Stand on the edge of a train station platform
Drive around the boomgates at a level crossing
Run across the tracks between the platforms
They may not rhyme but they´re quite possibly
The dumbest ways to die

Dumb ways to die.
So many dumb ways to die

Be safe around trains
A message from metro


E a história breve do sucesso viral da campanha da McCann- Erikson

10/08/13

Guillaume Nery: mergulho de apneia no Dean's Blue Hole


Andava eu pelo Youtube quando deparei com a Tarja, uma cantora, letrista e compositora finlandesa com formação no canto clássico, mas sobretudo famosa por ter pertencido ao grupo de rock sinfónico Nightwish entre 1996 e 2005. Eu nunca fui grande metaleira, entre o metal e a ópera até prefiro a ópera. Pelo que pude ouvir no Youtube creio que esta senhora tem semelhanças com bandas como Evanescence.

 Eu nunca repararia nela se não fosse este video Until my last breath - onde o campeão mundial de apneia profunda Guillaume Nery mergulha no vazio. O video foi filmado por Julie Gautier, também em apneia, penso que seja a sua companheira, que se define como modelo e performer submarina no seu blogue, e que detém o record de mergulho em apneia na França.

Encontrei depois o video original de Guillaume. Desta vez a música chama-se You make me feel dos Archive. Guillaume claramente diz que este video é uma ficção e um projecto artístico. Ou seja, é provável que ele não tenha ido mesmo até ao fundinho do Dean's Blue Hole, são mais de 200 metros, mas que tenha usado a sua entrada e o fundo de outro buraco. Depois a filmagem foi editada. Independentemente disso, o mérito mantém-se, o resultado é fascinante. O mergulhador desafia os limites do seu próprio corpo, no seio da inóspita Natureza. Observem a sua queda e deixem-se envolver pela beleza, terror e poesia do momento.

Este homem cresceu nas margens do Mediterrâneo e mergulhava com o pai. Aos 14 anos ficou fascinado com o mergulho em apneia. Tornou-se o verdadeiro homem da Atlântida. Acabei de me lembrar do João Garcia. Também ele se basta a si mesmo quanto a oxigénio ao subir aos picos mais altos do mundo. Estão bem um para o outro! Um arrisca a vida para ir mais alto, outro, mais fundo. São raros. E loucos. Quem é que em seu perfeito juízo, estando no belo arquipélago das Bahamas, junto a praias de águas cristalinas e verde esmeralda, sob o abraço caloroso do sol, vai trocar este esplendor por águas geladas e escuras, tortura física e desnorte mental, atirando-se para uma autêntica garganta do fundo do mar, este tal buraco azul do Dean?! Os locais não se aproximam do buraco, dizem que é uma coisa demoníaca. Eles lá devem saber, vivem por ali desde sempre!



Quem achou interesse a este video talvez queira ver o programa americano 60 minutos dedicado ao mergulho em apneia. O mergulho livre é um desporto radical e ainda experimental. Alguns dos feitos a este nível têm levado os médicos a repensar a fisiologia humana. Depois de ter visto o programa 60 minutos facilmente se conclui que os seus praticantes são autênticos viciados na prática do mergulho em apneia mais até do que apaixonados pela modalidade. Como em qualquer desporto a mente tem um papel fundamental e não apenas a parte física do indivíduo. Imagino que estes mergulhadores sejam pessoas com muita capacidade de concentração, auto-controlo e serenidade. De que outra forma se  aventurariam mar adentro, usando apenas braços e pernas para se impulsionarem, querendo ser mais animais - sim, eu sei, o homem também é um animal - do que homens até? 

Se ainda não estão suficientemente impressionados, podem ler mais sobre as respostas desencadeadas pelo organismo durante o mergulho em apneia. É o relato da atleta Tanya Streeter, mergulhadora que aparece nos 60 minutos, que fui encontrar um site brasileiro. Além da actividade de mergulho livre de competição, Tanya também é conhecida como apresentadora de documentários de aventura sobre animais selvagens,(Freediver, Dive Galapagos e Shark Therapy).Ela começou a praticar mergulho em apneia aos 25 anos. Não sei como é que alguém pode gostar de sentir os pulmões serem apertados pela pressão até terem o tamanho de um punho, suportar dores agudas nos ouvidos e mais desconfortos, enfrentar o risco de narcose - também chamada embriaguês das profundezas, que acontece quando o nitrogénio, até então inerte no organismo, se dissolve no corpo - e outras sérias ameaças. Existe uma lei para medir este estado, a Lei de Martini. Da euforia às alucinações, da dormência das extremidades, raciocínio lento e perda de visão periférica, os mergulhadores experimentam uma série de manifestações que podem ser fatais  ao fazê-los perder a noção da realidade. Isto tem a ver com a profundidade a que se encontra o mergulhador e então, por cada 15 metros é como se ele tivesse ingerido uma taça de Martini! É o preço a pagar para se ser uma auntêntica sereia!

09/08/13

Como preparar uma santola para servir na casca, passo a passo


É verão e regresso aos crustáceos. Viver junto à costa tem os seus privilégios, por exemplo, um pescador oferece-nos caranguejos frescos acabados de sair do mar. Poucas pessoas resistem aos encantos do bom marisco e eu sou uma delas. Em anterior postagem eu tinha mostrado como preparar uma santola ou caranguejo espinhoso. Para algumas pessoas a publicação não foi lá muito feliz pois eu deveria, no entender delas, mostrar mais e escrever menos. Prometi a mim mesma que da próxima vez que preparasse caranguejo iria documentar cada passo. Desta vez tirei mais fotografias. 

E então não é que quando me preparo para colocar aqui as fotos dou de caras com uma polémica notícia sobre o sofrimento dos crustáceos? A história que despoletou tanta conversa em torno dos crustáceos foi um programa da BBC de Janeiro deste ano chamado Science in action . Eu ouvi os 18 minutos do programa. Na Irlanda do Norte, na Universidade de Queens, o professor Robert Elwood, interessou-se a sério por saber se invertebrados sentem dor e realizou algumas experiências. Ao ouvir o programa da BBC já aprendi algo. Nociceptores são uma espécie de terminações nervosas que perante ameaça - queimadura ou ferimento - desencadeiam o reflexo da dor, o impulso sobe pela espinal medula e causa uma acção reflexa muscular de retirada. Picamos um pé e imediatamente ao foda-se! retiramos o pé. Mas depois vem o segundo estágio da percepção da dor e é comummente aceite que os crustáceos não o possuem, apenas a nossa sensível raça. Em nós, os impulsos nervosos também vão para o cérebro e o evento é percepcionado como algo muito desagradável. Isso é que é a verdadeira dor e ela leva-nos a focar naquilo que a causou e ensina-nos a evitar o evento no futuro. É isso que impede que nos queimemos uma e duas e três vezes. Aprendemos e não repetimos. Ora, de acordo com o entendimento mais difundido, os crustáceos não seriam capazes de aprender, logo não saberiam o que era a dor, apenas teriam reflexo nociceptivo. É uma tese mais confortável para comedores de marisco mas que talvez não tranquilize aqueles que se preocupam mesmo a sério com os direitos dos animais. Precisamos mesmo que um cientista nos venha dizer que cozer um animal vivo deve causar dor?! Quero lá saber se é mamífero, peixe ou crustáceo. Eu acho que deve doer.Mas mesmo sabendo isso eis-me a sacrificar animais inocentes na panela! Sou uma criatura bárbara e já não tenho redenção. O estudioso também referiu que há pescadores que apenas se interessam pelas pinças dos caranguejos, pescando-os, arrancando-as e atirando depois o corpo do animal ao mar. Ora, comparados comigo, esses pescadores levam o galardão máximo da barbárie. Estes estudos poderão até não ser conclusivos mas a verdade é que despoletam boas discussões e poderão até levar-nos a rever algumas práticas. 

E passemos então à demonstração da barbárie.

1º Primeiro há que lavar os bichos com água corrente e escovar a carapaça com uma boa escova, em especial se quisermos aproveitar a casca para servir. Depois de cozidos e escorridos eles ficam assim. A água da cozedura deve cobrir os bichos. Estes são todos fêmeas.

2º Eis o aspecto dos caranguejos do lado de cima. Que cheirinho bom! A banca está forrada com papéis pois isto faz bastante salpicos. Eu começo por arrancar as patas do corpo e colocá-las de parte.
 
3º Aproveito para dizer que a chacina a que vão assistir não teve professor. Eu faço isto assim e resulta. Se alguém souber de uma alternativa melhor, deixe nos comentários. O primeiro passo é meter uma faca e forçar a abertura da carapaça na zona traseira da carapaça.
4º Eis-me a abrir a carapaça com cuidado, segurando cada uma das partes, inferior e superior. Aquelas fibras acinzentadas são para remover e deitar fora.
5º A parte inferior e superior, aqui, já estão separadas. Quase tudo o que está na casca inferior é para aproveitar. Mas atenção. Junto da cabeça, na frente, costuma haver um saco com areia, e também já encontrei uma tripa fina com areia a atravessar a casca. Cuidado com isso. Nem sempre encontro e a melhor maneira é usar mesmo os dedos e ir tacteando, procurando, e os olhos.
6º A parte inferior do caranguejo tem uma série de concavidades duras cheias de fibras brancas que são para aproveitar. Eu corto ao meio e depois, com os dedos, removo todas as fibras dos buraquinhos.
7º Podem ver ali na taça azul o conteúdo da casca e da parte inferior do caranguejo, tudo já foi bem escolhido para ver se tinha escapado algum pedacito duro das tais concavidades que referi, que é muito desagradável de encontrar no molho.
8º As pernas e pinças dos caranguejos. Nos restaurantes e marisqueiras elas vêm para a mesa inteiras e nós quebramo-las na placa de madeira, com a ajuda do martelo e de um guardanapo. Sinceramente eu não sou fã da prática. Já apanhei com caranguejo em cima proveniente dos comensais sentados ao meu lado, na minha frente e até em mesas vizinhas! Em casa eu prefiro partir tudo e juntar as febras no preparado.

9º Vejam. Aquelas febras brancas da taça amarela estavam nas patas. Ao lado é o recheio das cascas, misturado. Só assim já é bem gostoso!


10º Aqui estou a preparar ovo cozido e pickles para juntar, tudo bem migadinho. As receitas de ingredientes/quantidades para o molho são variadas. Basta fazer uma procura na internet pois depende muito do gosto de cada um. Como faço? É tudo a olho. O segredo é ir juntando os condimentos e ir provando!

11º E aqui estão as fotos da apresentação final para levar à mesa. Acompanhar a santola com um vinho leve e fresco, o que gostarem mais.