10/28/12

Calendário Ryanair 2013

Já escrevi neste blogue sobre os calendários da Ryanair. As Ryanair Girls arriscam-se a ser mais famosas do que as Bond Girls. Hoje, ao passear-me pela internet, deparei-me com este poster - a tradição ainda é o que era, as edições vão de vento em poupa! A Ryanair já colocou à venda a edição para o próximo ano. Por acaso ontem vi um filmito, Just  go with it, que em português ganhou o título  Engana-me que eu gosto!, e nele aparece uma loira jeitosa, de nome Brooklyn Decker, que não é hospedeira e que também não me parece talhada para altos vôos cinematográficos, mas, bem eu posso estar enganada. Já a conhecia da Batalha Naval onde também fez prova dos seus dotes físicos. Por esse prisma, parece bem talhada. Isto é tudo uma questão de perspectiva. Ocorreram-me de imediato algumas considerações sobre a indústria do corpo. Não, não estou a falar da mais velha profissão do mundo! No filme Engana-me que eu gosto a história parece um pretexto para Brooklyn Decker mostar o seu corpo bonito. Como diz a parceira de cena, Jennifer Anniston,  a dado momento desta comédia enfadonha e idiota, "ela sabe mesmo usar o bikini"! Todavia, não é apenas ela que sabe usar o bikini, a própria Jennifer também acaba por provar que sabe usar o bikini, ao desfilar e mergulhar num recanto paradisíaco no Hawai. Dir-me-ão vocês que poderá ser injusto para Jennifer ter de competir com uma cachopa, quase 25 anos mais nova do que ela, neste preparo. Mas nem por isso. A mulher ainda está para as curvas. Só Nicole Kidman não passeou em bikini, estava-lhe reservado, pois, o pior papel feminino do filme. Neste filme quem não usa bikini não existe. Ora, ninguém devia ter de sofrer assim para poder espreitar estas duas belezas em bikini! Por isso a Ryanair oferece uma solução mais expedita: as suas hospedeiras todos os anos posam para o calendário e o produto das vendas destina-se a ajudar obras de caridade. Todos têm uma boa desculpa para comprar o Calendário da Ryanair a não sei quantos pés de altitude. E este ano - li mas não confirmei - até há fotos mais arrojadas pois faz parte do negócio  do corpo oferecer sempre um pouco mais e surpreender os clientes! Espreitem o Making of filmado na ilha do Chipre! É melhor do que aturar o filme com Adam Sandler que não faz mal a ninguém, mas também não faz grande bem. Pelo menos o Making of é bem mais rápido e resume-se no mesmo - miúdas em bikini.
O filme Engana-me que eu gosto baseia-se num outro de 1969, que por vez se baseia numa peça da Brodway. No filme de 1969, Cactus Flower,   entravam Walter Matthau no papel de dentista, - aqui promovido a cirurgião plástico - Ingrid Bergman como assistente dentária e Goldie Hawn encarnava a namorada jovem. Fazer de loirinha gira, já perceberam, coube agora à moça que ficou famosa como Capa da revista da Sports Illustrated. Ao contrário de Goldie Hawn, Decker  teve direito a uns segundos de filme em slow motion para que se possa apreciar sem pressas como sabe usar bem o bikini. Esta cena faz lembrar Bo Derek, uma mulher de sonho, em 10, uma mulher se sonho!! 
A última vez que vi Adam Sandler foi em Grown ups e o filme é do mesmo realizador deste, Dennis Dugan. Não me perguntem como é que acabo a ver tantos filmes com Adam Sandler. Eu não aprecio comédias. Ou me fazem rir até doer a barriga ou são sérias e só me fazem sorrir. As que ficam no limbo fazem-me sofrer, fazem-me apenas doer o cérebro - é o caso. Não percebo o êxito de Adam Sandler, é uma estrela de Hollywood,  uma máquina de fazer dinheiro, mas aquelas expressões são sempre as mesmas, a voz constipada nunca muda, e ora faz de idiota ora é um tipo simpático de bom coração, e não passa disto. Talvez a comédia romântica mais simpática onde entrou seja 50 firts dates ,Como se fosse a primeira vez, que eu também vi há muito tempo. Por já me ter esquecido de quase tudo é que me atrevo a escrever isto!  Bom, a avaliar por esse Grown ups, não me devia ter prestado a ver mais este, já sabia o que a casa gastava.  E, para o final, o Dave Mathews, da Dave Mathew's Band, uma das minhas bandas favoritas, também se juntou ao desastre. Não, o Dave não usou o bikini. Logo, teve direito a um papel quase tão mau como o que coube a Nicole Kidman!! Digam-me, como é que agora vou ouvir os CD da Dave Mathew's Band sem me recordar da cena poderosa em que Dave apanha um côco do chão com o rabo?!! Sim, sim, com o rabo! Mas que trauma! Imaginam agora o nível cómico de Engana-me que eu gosto?!

10/26/12

Concurso Lotaria à Portuguesa


A origem da Lotaria Clássica remonta ao final do séc. XVIII, tendo sido criada com o objetivo de angariar financiamento para instituições de saúde e com fins educativos. Atualmente, a Lotaria Clássica mantém o seu carácter benemérito e representa o produto-mãe do leque de jogos explorados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu Departamento de Jogos.
O concurso "Lotaria à Portuguesa" é um concurso de criatividade que pretende lançar um conjunto de extrações da Lotaria Clássica com base em obras únicas de criativos portugueses. Este destina-se a criativos, em nome individual ou organizados por grupos ou empresas, de origem portuguesa ou residentes em Portugal.
As candidaturas deverão ser submetidas em formato digital através do sítio www.lotariaaportuguesa.pt mediante o preenchimento e envio do formulário de candidatura.
Após a aprovação da candidatura e posterior avaliação técnica realizada pelos organizadores, o Júri selecionará as 20 melhores propostas, que serão divulgadas no referido sítio e estarão expostas no Palácio Quintela, na Rua do Alecrim, em Lisboa.
O público poderá votar na sua proposta finalista favorita através do sítio da internet, das redes sociais ou no local da Exposição. As 6 propostas mais votadas serão as vencedoras do concurso.
Cada um dos 6 vencedores do concurso recebe um prémio monetário no valor de 1.000 Euros, e cada uma das propostas vencedoras será reproduzida, com referência ao seu autor, na edição especial da "Lotaria à Portuguesa" composta por 6 extrações da Lotaria Clássica, a realizar durante o ano de 2013.
Será ainda distinguida com uma Menção Honrosa a proposta que registar maior visibilidade (mais referências) nas redes sociais.

10/22/12

Vem aí o 19º Peditório da AMI




Só no primeiro semestre deste ano, os serviços sociais da AMI apoiaram em Portugal mais de 10 mil pessoas, o valor mais elevado de sempre.

Este ano, a missão de emergência da AMI é em Portugal. Estamos a fazer todos os esforços para ajudar quem mais precisa. Por esta razão é que 19º Peditório é tão importante para nós, já que as verbas daí resultantes vão ser determinantes para dar resposta à pressão sentida com o crescente número de pedidos de ajuda.

Mesmo numa altura de crise profunda, acreditamos na solidariedade dos portugueses e que é possível inverter a tendência do último peditório cujo resultado se fixou nos 64.208€, significativamente menos que os 81.620€ angariados em 2010.

Graças à sua ajuda, acreditamos que vamos conseguir!

Colabore com a AMI, inscrevendo-se como voluntário nesta iniciativa (enviando nome e morada para voluntariado@ami.org.pt) ou através do seu donativo.

Mais informações em www.ami.org.pt.

Dê. Vai ver que não dói nada.
Fundação AMI

Rua José do Patrocínio, 49 | 1959-003 Lisboa | Tel. 218 362 100 | Fax 218 362 199



10/21/12

Ajudar o cão do Cais Comercial de Faro (PRAVI-ALGARVE)




Amigos e leitores. Há já algum tempo que não trago nenhum apelo ao blogue. Por isso hoje aqui divulgo as palavras da Marta Correia, da Pravi-Algarve. Não me vou alargar a tecer grandes considerações. As fotos são por demais evidentes - como é que é possível deixar que um animal chegue a este estado? Ninguém
viu este cão adoecer? Se alguém viu porque não deu o alerta mais cedo? Claro que nem todos podemos pegar num animal e levá-lo para o veterinário. Mas todos podemos  E DEVEMOS mobilizar ajuda. Quanto mais cedo forem travadas as condições que levam a este estado, mais fácil é ajudar, ou não é? Menor é a necessidade de cuidados veterinários, de dinheiro para fazer face a despesas, e maior a possibilidade de recuperação do animal. Fiz questão de trazer aqui o caso do Gabriel, um cão encontrado no Cais Comercial de Faro. A indiferença, a falta de sensibilidade, o desapego moral, chamem-lhe o que quiserem, precisa de ser demonstrada, publicada. Para que se saiba. Mas que muitos se indignem e lutem por uma mudança da legislação que, ao equiparar os animais a coisas, permite que ninguém seja punido por negligência ou maus tratos a animais. Quando essa questão se lhe colocar lembre-se deste cão. Entretanto, se puder, ajude a salvar o Gabriel. Pouco é muito para quem nada tem. Não deixe de ajudar - eu apenas enviei 2 euros. Mas se cada um dos subscritores do Palavras-Cruzadas também enviasse 2 euros...Aqui deixo os dados:

ENVIO DE DONATIVOS PARA A PRAVI - ALGARVE

NIB - 0033.0000.45415941649.05 

Para donativos que venham de fora de Portugal:
IBAN:PT50.0033.0000.45415941649.05
SWIFT/BIC:BCOMPTPL

O Gabriel, foi resgatado hoje,19 de Outubro, do Cais Comercial de Faro. O estado dele era tão grave que mesmo sem canil ou famílias de acolhimento,a PRAVI recolheu-o perto da meia noite, para a sede. A a febre era muito elevada e receavam que não sobrevivesse mais uma noite! Levaram-no a uma clínica para fazer testes.
Actualização 20 de Outubro, 13h
O Gabriel foi visto pela Clinica Veterinaria Central, onde realizou os testes. Dirofilaria não tem, Sarna tem de certeza, Leshamiose e outros, não se conseguiu fazer através de testes normais, pois o sangue dele nem dá para isso! Levaram-no para a Clinica Veterinaria Torrejao, onde será internado, no espaço de infecto contagiosos e esperar que ele responda aos tratamentos!
Actualização 20 de Outubro, 16h25
O Gabriel foi observado na Clínica Veterinária do Torrejão, onde lhe foi feita raspagem, e outros testes. Tentou-se novamente fazer o teste da Leshmaniose, e deu negativo. Como estes testes às vezes são falíveis, enviaram o sangue para o laboratório.O Gabriel para já, além de anemia e um estado de magreza e desidratação enorme, tem sarna e piodermatite. Ficará internado pelo menos 15 dias na clínica até se encontrar estável o suficiente para começar uns 3 meses de recuperação total. Pesa apenas 8 kilos, e terá perto de 4 anos de idade, pelo estado dos dentes. Apesar de todo o sangue tirado, raspagem feitas, o Gabriel nunca se queixou, apenas deixando correr lágrimas constantemente! Com a ajuda de todos vós, vamos recuperar o Gabriel! Que mais este caso sirva de lição para a desumanidade, falta de civismo e valores da população.

Fonte (Fotos e texto) : Página Facebook Pravi-Algarve

10/18/12

Dodu, O rapaz de cartão



Conceito | José Miguel Ribeiro Argumento| Alexandre Honrado e Virgilio Almeida Criação Gráfica | Adriana Castro, José Miguel Ribeiro Realização| José Miguel Ribeiro Fotografia | Carlos Cunha Animação| Luís Soares, João Gargaté, José Miguel Ribeiro Música e Sonoplastia | Fernando Mota (2009)
SinopseUm rapaz de cartão. Um caixote de cartão. Um rapaz de cartão faz-de-conta dentro dum caixote de cartão. Dodu, o rapaz de cartão, é muito sensível e vive numa cidade hostil para as crianças. Por isso, passa muitas horas dentro de casa, a brincar com Carica, a sua amiga joaninha. Sempre que Dodu arranha a superfície do caixote de cartão, cria mundos maravilhosos habitados por criaturas invulgares que o ajudam a lidar com as suas emoções e a crescer.Consulte a biografia e obras de José Miguel Ribeiro.

10/14/12

Marsupilami, o filme


Sur la piste du Marsupilami

Salah Benlemqawanssa

Por vezes vejo filmes porque o meu sobrinho quer que eu veja. É um bom motivo. Ele gosta de ver filmes acompanhado, eu nem sequer faço muito sacrifício. Assim, por vezes, graças a ele, vejo filmes que de outra forma nunca veria. Como este - No rasto do Marsupilami. Alain Chabat é o nome do realizador, e também actor, e o filme é baseado nos livros de banda desenhada de Andre Franquin

Marsupilami é bem conhecido na Bélgica mas eu já só tinha uma vaga ideia do engraçado bichinho amarelo e preto, o príncipe da floresta virgem!O Marsupilami é inteligente, curioso, tem  sentido de humor, é muito ágil e cheio de força. Alimenta-se de pulgas, nozes e piranhas, constrói enormes ninhos suspensos e partilha com a companheira os cuidados com as crias. Utiliza a sua longa cauda de 20 metros para lutar, pescar, deslocar-se! Consegue imitar a fala humana mas o seu som característico é “houba”.  É difícil classificar uma criatura assim, rivaliza com um dos animais mais inusitados da natureza, o ornitorrinco, uma mistura de pato, castor e lontra...Ora, o Marsupilami, é um mamífero e também nasce de ovos, mas parece ser mais próximo dos felinos, com a sua pele amarela às manchas. Aqui o Marsupilami é uma criatura CGI bem conseguida. Quando aparece no ecrã, o Marsupilami realmente hipnotiza a plateia. Pena que apareça muito pouco! Ele surgiu primeiro nas bandas desenhadas de Spirou e Fantasio, depois teve direito a livro próprio e séries de animação. Agora é filme e fiel ao universo do desenhador, cheio de preocupações ecológicas. Todas crianças que viram No rasto do marsupilami devem já ter colocado na lista de presentes a pedir ao Pai Natal um peluche Marsupilami.  

Jamel Debbouze é veterinário num país fictício na América do Sul, Palombia. Tem dívidas por pagar e por isso até as crianças o ajudam a caçar dinheiro aos turistas. E eis que chega um repórter de TV  caído em desgraça, Dan Geraldo,- interpretado por Alain Chabat - a quem aquele convenceu que entrevistaria o chefe da tribo Paya, conhecida por enterrar os prisioneiros vivos e por lhes comer a língua. Toda a gente pensa que o veterinário, também guia da região, é um mentiroso, por todas as razões e porque ele afirma que viu um Marsupilami, animal que todos pensam não ser real, que o salvou da morte há muitos anos. Mas afinal quem é o trapaceiro é o jornalista que no passado forjou as reportagens que lhe deram fama. A honra de ambos acabará por ser restaurada com a ajuda do general ditador que governa Palombia, depois de muitas peripécias na selva onde se embrenham e onde, afinal, vivem o Marsupilami - que se nutre de orquídias raras que segregam um elixir da juventude - e os Payas, a tribo que os vai reconhecer como deuses e lhes revelam uma profecia, da qual fazem parte. Ao salvarem o Marsupilami ameaçado por um botânico ganancioso, que não olhará a meios para obter para si os lucros da venda de um elixir da juventude milagroso, salvam-se a si mesmos e é uma festa.

Longe de ser uma experiência cinematográfica completamente bem sucedida, o filme, meio trapalhão, oscilando entre o absurdo e o puramente ingénuo, e cujas cenas iniciais quase nos fazem perguntar se não se teriam enganado no take escolhido, acaba por nos oferecer algumas piadas irresistíveis e uma ou duas gargalhadas. As interpretações não são boas, por vezes é mesmo difícil acreditar em Jamel Debbouze, o veterinário-guia! Mas levados pela boa música de Bruno Coulais a percorrer uma América do Sul caricatural, luxuriante e colorida, acabamos por conseguir chegar ao fim e descobrir, já nos créditos finais, a performance de  Salah Benlemqawanssa, um dançarino de hip-hop francês que vem acumulando prémios e admiração, não só em França. A rivalizar com ele, só mesmo Lambert Wilson, que intrepreta o ditador General Pochero, confesso fã de Celine Dion, ao protagonizar um momento hilariante como travesti na pele da diva que ele adora, Celine Dion, e que já é objecto de culto! A própria Celine Dion aparece já depois do filme ter acabado, numa pequena cena dos créditos, muito engraçada, mesmo que previsível. 

Marsupilami não é bem uma comédia para toda a família com o seu humor peculiar, mas é simpático poder escutar um filme em francês - e mau espanhol - neste universo do cinema quase sempre anglo-saxónico!! O filme tem diálogos em francês e espanhol e foi filmado em França, na Bélgica, no México e na Malásia. Alain Chabet já tinha realizado Asterix and Obelix: Mission Cleopatra, um dos maiores sucessos do cinema francês. 



10/12/12

Amezaiku - esculturas japonesas de açucar

Takahiro Mizuki é um ourives do açucar

Amezaiku é o nome que se dá a este tipo de artesanato tradicional japonês. Talvez tenham começado a fazê-lo em 1600 em Tóquio, ou em Kyoto em 796, durante o período Heian. Pensa-se que a técnica terá sido importada da China. Certo é que  inicialmente as figurinhas doces eram oferecidas em templos com propósito religioso. Originalmente era usado um xarope de arroz chamado mizuame e o seu segredo é ainda bem guardado. Encontrei o site de Takahiro Mizuki enquanto lia na internet sobre o Japão, um dos meus interesses de sempre. 
O que é o amezaiku? O açucar é moldado em diferentes formas, usualmente são insectos e outros animais, uns mais simples, outros complexos, e até dragões. O açucar é primeiro fervido e fica numa pasta transparente. Depois é aquecido sobre carvão e torna-se flexível, sendo mantido a elevada temperatura, talvez a temperatura de um café acabado de fazer, que permite a moldagem manual. Não deve ser agradável trabalhar com uma pasta tão quente na ponta dos dedos! A pasta é trabalhada com o auxílio de pequenas tesouras, depois a escultura é montada no topo de um palito. O askunin - artesão tem de trabalhar a pasta rapidamente antes que a pasta arrefeça pois assim que perde temperatura começa a endurecer. As decorações são feitas com tinta comestível  - vermelho, verde e azul são os corantes alimentares escolhidos. Nos festivais no Japão as bancas destes artesãos estavam sempre presentes. Hoje são mais raros. Pode ler aqui sobre este curioso doce do Japão e outros doces de Kyoto, texto em inglês.


Amezaiku - doces de xarope de açucar no Konomiya Hadaka Matsuri (Naked Festival) 2012

Uma professora ensina a moldar um elefante passo a passo.

10/11/12

Comida mexicana para principiantes

Olá! Hoje o tema aqui no blogue é comida mexicana, mais propriamente as célebres fajitas. Há uns anos eu frequentava um restaurante mexicano. Mas não ia lá muitas vezes pois o preço era mais picante do que a comida mexicana que nos serviam. Afinal as fajitas não são nada difíceis de preparar em casa e são também motivo para uma refeição diferente e divertida ao estilo tão em voga do "do it yourself", ou faça você mesmo. É colocar na mesa e cada um que prepare a sua. Em tempos de crise podemos facilmente recriar os sabores da gastronomia mexicana em nossa casa. Só aqui faltam as margaritas! Mas a receita também se arranja, aqui. Deixo as receitas de fajitas de carne de vaca e de frango, e acompanhamentos, para o caso de alguém se querer aventurar por caminhos picantes e saborosos!
  • FAJITAS feitas com carne de vaca
Ingredientes para 6 fajitas
500 gr de carne de vaca
1 cebola pequena
1 pimento vermelho pequeno (eu coloco verde e vermelho)
1 dente de alho picado
meia colher de chá de chilli em pó (pode ser substituido por pimenta e cominhos)

meia lata de tomate pelado
meia colher de sopa de óleo
sal a gosto
6 tortilhas*** de trigo ou pães pita ( Compram-se prontas em saquetas no supermercado.)


Como preparar:

Num tacho refogar a cebola no óleo até ficar macia e juntar o alho. Adicionar a carne previamente picada, o sal e o chilli em pó ou as outras especiarias. Refogar a carne por 3 minutos e acrescente o tomate pelado, o pimento vermelho picado, envolvendo tudo. 
Meter no forno pré-aquecido em 200º por 30 minutos. Retirar do forno e servir bem quente com as tortilhas. Aqueça previamente as tortilhas no forno ou microondas antes de as servir.
Na mesa, colocamos o tacho para as pessoas se servirem. Pegam numa tortilha e no meio colocam um pouco de carne, dois dedos acima da borda, por cima o molho Guacamole ou o molho Picante  ou  Sour Cream, o que preferirem. Enrola-se a base para cima  e depois os lados para enrolar e formar o wrap (rolinho)!

Para acompanhar: pico de gallo*, alface picada, queijo cheddar, guacamole, sour cream...
  • Guacamole
Ingredientes:
1 abacate maduro e molinho (deve dar para fazer puré com um garfo)

1 tomate 
1 cebola média
Sumo de 1 lima
1 dente de alho
3 colheres de sopa de salsa
1 colher de chá de pimenta do reino (ou malagueta verde, mas é mais picante. Neste caso tem de se tirar as sementes e cortar miudinha)
1 colher de sopa de coentros
sal a gosto
(nachos** para acompanhar)


Como preparar:
Cortar o abacate ao meio e retirar o caroço. Raspar a polpa do abacate para um recipiente, não usar os fios do fruto. Acrescentar a cebola e o alho picadinhos, o tomate cortado aos pedacinhos, sem polpa nem sementes, a salsa e os coentros também tudo bem picadinho. Juntar o sumo de lima, temperar com o sal e misturar. Ajustar o gosto da lima, mais ou menos, e juntar a pimenta. Manter no frigorífico até servir.

  • Sour cream - (em rigor seria coalhada e não isto, penso eu!)
Para as 6 fajitas
Ingredientes:
1 iogurte natural
sumo de 1 lima
Natas q.b.

Como preparar:
Misturar o sumo de lima com o iogurte, colocar no frigorífico por duas horas antes de servir. Pode juntar-se sal e salsa picada ou não. Pode ou não juntar natas de acordo com o seu gosto. Elas são para quebrar o gosto azedo e tornar mais cremoso.
  • Fajitas feitas com frango (mas também podem ser feitas com peru)
Os ingredientes:
500gr de frango
1 pimentão verde, 1 vermelho e 1 amarelo (podem ser todos de uma só qualidade)
1 cebola cortada em tiras
Pimenta q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
Molho de soja, se gostar

Como preparar:

Temperar o frango com sal, pimenta e azeite e deixar marinar por  30 minutos. Colocar depois numa frigideira ao lume para fritar. Quando estiver bem fritinho, demora menos de 10 minutos, retirar do lume. À parte, noutra frigideira, colocar azeite e juntar os pimentos cortados em tiras e a cebola. Deixar que o calor amoleça os vegetais, 5-7 minutos, eles devem ficar molinhos. Juntar um pouco de molho de soja. Juntar ao frango para ser mais prático, mas também pode ser levado à mesa em taça separada para cada um colocar na tortilha o que quiser.

Com este frango, além do cream sour é bom servir um molho picante.

Ingredientes:
1 tomate vermelho grande sem casca
Meia colher de chá de coentros
1 dente de alho picado

Meia cebola pequena
Pimenta q.b.
Sal q.b.
Água q.b.
Azeite q.b.
1/3 lata de polpa de tomate

Como preparar:

Refogar levemente a cebola em azeite. Juntar  o  tomate picado, mexendo. Retirar as sementes ao tomate! Quando começar a secar, adicione um pouco de água, até meio copo. Junte o  alho picado. Tem de apurar até ficar um molho vermelho, espesso. Por fim adicionar a polpa de tomate e os coentros picadinhos, sempre a mexer. Junte pimenta a seu gosto. Guarde no frigorífico até à hora de servir.
  • O que é Pico de gallo? ("Comida para galinhas!")
O pico-de-gallo é um ingrediente típico da culinária mexicana. É uma salada feita com pedacinhos de tomate, misturada com cebola, cebolinho e folhas de coentro e temperada com sumo de limão e óleo. Também leva grãos de milho amarelo, doce ou cozido, o que lhe dá um aspecto próprio de "comida para galinhas"...! Também é conhecido como Salsa Mexicana, devido às cores que formam as cores da bandeira do país.

Ingredientes:
2 tomates médios
meia cebola

1 dente de alho
1/4 chávena de coentros
1 pimenta verde
meia colher de café de sal
2 colheres de sobremesa de sumo de limão (1 limão grande)

Como preparar:
Cortar a cebola e o tomate em cubos muito pequenos,limpo de sementes. Junte os dois numa taça de vidro. Esmague o dente de alho. Picar os coentros e juntar. Juntar ainda uma pimenta verde, é parecida com as malaguetas. Tem de ser cortada muito finamente e tirar todas as sementes amargas. Espremer os limões, juntar sal e misturar. 
  • O que são nachos?**
Nachos são aqueles pedacinhos triangulares de massa estaladiça que comemos com guacamole e não só. Como fazer?

Ingredientes:
- meia chávena de farinha de trigo 
- meia chávena de farinha de milho
-1 colher sopa de pimentão/paprica
-1 colher de café rasa de pimenta
-2 pitadas de pimenta calabresa
-1 colher de café rasa de sal
-1 colher de sopa rasa de colorau
-1 a 2 alhos muito bem picadinhos
- 6  colheres de sopa de água morna
-meio cubo de caldo de legumes
-1 ovo
-Óleo de fritar

Como preparar:

Dissolver o caldo de legumes na água morna e colocar de lado. Juntar os ingredientes à farinha, mexer e depois acrescentar o ovo e a água. Sovar a massa muito bem até desgrudar das mãos, podendo ser necessário juntar mais farinha. Com o rolo da massa estender a massa bem fina sobre a pedra. Tem de ficar muito fina. Depois é só cortar e fritar em óleo bem quente. Os nachos são servidos frios.
  • Como preparar tortilhas?
Ingredientes para 12 tortilhas
2 chávenas  de farinha de milho (Também se pode usar trigo)
Meia chávena de água

Modo de preparar
Nunca coloque sal na massa, a comida tem temperos que cheguem. Colocar a farinha uma tigela grande e juntar a água a pouco e pouco até a massa estar macia e formar uma bola. Tem de ser muito bem amassada ou a tortilha não vai crescer. Depois de amassar a bola fica em repouso por 15 minutos.

Faça 12 bolinhas com a massa- pode testar o tamanho da bolinha antes de fazer as seguintes. Deixa as bolinhas a repousar por mais 5-10 minutos. Polvilhar a pedra com farinha e esticar a massa com o rolo até que fique bem fina. Não deve ter mais que 3 mm de espessura. Pode colocar a bola entre duas folhas de plástico quadrado e depois esticar  para ajudar a manusear as rodelas de massa.
Use uma frigideira anti-aderente e aqueça no lume. Coloque a tortilha por um minuto e volte-a para ela cozer do outro lado. Ela vai inchar. Volte a virar a tortilha. Isso não vai demorar mais que 2 minutos a fazer- a tortilha não pode ficar dura pois vai ser usada para dobrar e conter a comida. Coloque-as num prato junto de uma fonte da calor e embrulhe com um pano para ajudar a que se mantenham quentes.

A precariedade tem muitos rostos

Figueira da Foz - Foto O Figueirense
"Um homem. 39 anos, 25 a trabalhar na construção civil. O último trabalho que arranjou foi sem contrato – chegou ao fim e deixou-o sem direito a subsídio de desemprego.Uma mulher. 32 anos, muitos dos quais a trabalhar em limpezas, outros passados a entrar e sair do hospital, à conta de um transplante hepático. O último emprego, 4 meses sem contrato numa unidade hoteleira da cidade, chegou ao fim e deixou-a sem direito a subsídio de desemprego.Um casal, que diariamente percorre a cidade à procura de trabalho, porque com emprego já nem sonham, espera e desespera pelo rendimento social de inserção. Estão inscritos no centro de emprego, já assinaram o contrato da praxe, mas o sistema diz-lhe que «não há nada», talvez em novembro. Até lá, esgotadas as poupanças curtas, é um banco alimentar duma IPSS local que os afasta da fome. De comida, porque a de justiça, social, moral ou outra, vê-se no rosto.Este homem está hoje, com mãos e pés amarrados, numa praceta desta cidade. Não quer esmola, frisa. Quer trabalho, um direito que sabe que está na Constituição, mas que não encontra em mais lado nenhum. Está de mãos e pés atados porque já não lhe servem de nada num país sem pernas para andar.E a mim só me apetece chorar."
Jornal O Figueirense, Foto e texto de Andreia Lemos

Porto - Print still de reportagem da TVI
José Eduardo Cardoso tem 28 anos, é designer desde 2008, e protestava, em Setembro, na Rua de St.ª Catarina, das nove às sete da noite, contra a situação do país, contra a sua própria situação de desempregado e a de muitos jovens como ele que  sobrevivem diariamente através de ajudas diversas mas sem perspectivas de futuro. “Por um emprego e um futuro digno”, esteve em greve de fome. Apenas bebia água. Conseguiu trabalho na sua área, o José é licenciado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. José Eduardo Cardoso queixa-se de algo que eu também conheço “uns não pagam, outros pagam passado meio ano e outros, ainda, pagam um terço do valor justo”. O trabalho como freelancer é difícil e as empresas não estão a contratar, ou melhor, estão, o problema é que, como alguém dizia há uns tempos num programa de TV, "existem em Portugal designers em proporções bíblicas".

Dois casos, dois problemas. Que solução?

10/10/12

Quantos tipos de arroz conhece?


Como alguns de vós já devem saber, decidi não comer nem carne nem peixe durante 15 dias, em Setembro, e ver como me safava. Fiz muitas leituras sobre alimentação saudável e também pedi aos amigos e leitores do blogue que me dessem links para sites sobre regimes alimentares alternativos.Num dos sites que me enviaram descobri uma Salada de arroz selvagem, ideal para acompanhar guisados picantes. De preparação rápida, fiquei cativada pela simplicidade e também pela novidade do arroz. E o que é arroz selvagem, perguntei-me eu? Ainda não o encontrei nos dois supermercados que visito, mas vi outros que também desconhecia. Rico em nutrientes, pouco calórico, também lhe chamam Zizania ou Grão de Água. O seu grão, de maior comprimento que o comum e de cor escura, cresce de forma selvagem e natural em pequenas produções nas margens dos grandes lagos da América do Norte. Obrigada Google!

A receita de salada de arroz selvagem é assim:

Os ingredientes
250g de arroz selvagem ( Em embalagem para ir ao micro-ondas)
1 cebola roxa em fatias finas
1 pequeno punhado de sultanas
3 cenouras raladas
raspas e suco de 1 limão
1 colher de sopa de mel

O modo de preparar
Preparar o arroz calor de acordo com as instruções de fabricante!! Colocar a cebola e as passas numa tigela e despejar água ferver. Deixar descansar por 1 min, depois escorrer e juntar o arroz e cenoura. Misturar as raspas de limão e suco, o mel e os temperos e servir.


Numa cozinha portuguesa o mais provável é encontrar-se arroz agulha ou carolino. Eu vivo próximo dos campos de arroz do Mondego, é minha obrigação pelo menos saber isso! O arroz agulha cultiva-se pouco em Portugal, é mais na zona do Sado. Pertence à espécie japónica - o agulha pertence à índica. É um bago comprido mas menos absorvente de sabores que o carolino. O arroz carolino é mais gomoso, chega a abrir e empapar facilmente, e é utilizado na confecção de pratos de arroz chamado "malandrinho" ou "no forno". Já o arroz agulha pode ser cozinhado e aguentar-se vários dias, com bagos soltos e inteiros. Este arroz é usado para preparar guarnições e o mais indicado para consumir frio, por exemplo, como base de saladas de todo o tipo.
Já agora aqui deixo uma forma muito simples de cozinhar arroz  para acompanhamento, apenas com cebola ou com alho, para aromatizar, eu prefiro o alho.

Ingredientes
1 copo de arroz
2 copos de água
1 cebola pequena ou alguns dentes de alho
3 colheres de azeite
1 pitada de sal (opção)

Modo de preparar
Colocar o azeite num tacho, eu disse 3 colheres, mas é para cobrir o fundo, e depois deixar aquecer. De seguida há que picar a cebola ou partir os alhos em pedacitos e quando o azeite estiver quente mete-se a cebola ou o alho até ficarem louros. Depois há que  juntar o arroz e misturar no azeite, mexendo, até que o arroz frite nele o que deve suceder em 3-4 minutos.Quando estiver frito é só deitar as duas canecas de água e deixar cozer. Há quem junte logo a água a ferver. Quando levantar fervura baixa-se o lume e tapa-se o tacho. Dantes eu ficava intrigada sobre o como saber se está cozido - quando o arroz não tem líquido e tem buracos em cima, está pronto. Costumo deixar ficar no lume apagado para que não haja dúvidas de que está mesmo prontinho a comer!

Não imaginam o meu espanto quando o Google me devolveu uma lista  grande de tipos de arroz diferentes!!Eu apenas tinha ouvido falar de alguns! É claro que a maioria destes nem nas cozinhas portuguesas nem no supermercado onde vou os encontro. Mas gostei de ficar a conhecer, afinal isto é cultura! 

Então vejamos mais alguns tipos de arroz:

1.Arroz Selvagem - O arroz selvagem tem sabor e aroma exóticos. Durante o cozedura exala um aroma herbácio.É um m arroz pobre em gordura, mas muito rico em proteínas, fibras, potássio e fósforo. Indicado para  pratos  com carnes nobres e defumadas e preparo de saladas.

Modo de Preparar 
250g de Arroz Selvagem
1colher de sobremesa de azeite de oliva
3 colheres de café de sal
500ml de água fria

Fritar o arroz com sal e azeite por 2 minutos. Após adicionar a água, mexer. Ao levantar fervura cozinhar em fogo médio com a panela tapada por 40 minutos. Desligar e deixar em pausa por mais 5 minutos.

2. Arroz Basmati
-  o "príncipe dos arrozes", de origem asiática,tem aroma e textura delicados,  grãos longos que ficam ainda maiores depois de cozidos. Basmati  significa “aromático excelente”. Este arroz é cultivado nos vales do Himalaia e possui grãos longos de grande brancura.

Modo de Preparar
250g de Arroz Basmati
500ml de água fria
3 colheres (chá) de sal
1 colher (sobremesa) de azeite de oliva

Adicionar todos os ingredientes na panela. Após levantar fervura, cozinhar em fogo médio por 20 minutos com a panela tapada. Deixar em pausa por 5 minutos depois de apagado o lume.

3.Arroz Preto - exótico, o arroz preto é muito apreciado por chefs. Inicialmente cultivado na China, apresenta grãos curtos, arredondados, de coloração preta e textura macia,  sabor e aroma acastanhado e coloração preta.
Vai muito bem com caça. Cultivado na China há mais de 4 mil anos, com fama de produto afrodisíaco era o “Arroz Proibido”, pois era consumido apenas pelo Imperador. O Arroz preto tem mais 20% de proteína  e mais 30%  de fibra, tem menos gordura e menor valor calórico que o arroz integral.

Modo de Preparar
250g de Arroz
1colher de sobremesa de azeite de oliva
3 colheres de café de sal
750ml de água fria

Fritar o arroz com sal e azeite por 2 minutos. Após adicionar a água, mexer. Ao levantar fervura cozinhar em fogo médio com a panela tapada por 45 minutos. Desligar e deixar descansar por 5 minutos.


4.Arroz Vermelhoo Arroz Vermelho recebe essa coloração devido aos pigmentos contidos na sua casca. Bago firme e arredondado e sabor amendoado, acompanha bem os produtos de charcuteria.O arroz vermelho é um arroz integral, rico em fibras, proteínas, vitaminas e sais minerais. Este arroz também é de origem asiática, chegou ao Brasil por meio dos portugueses, na época da colonização. Em meados do século XVIII, foi proibido pela Coroa portuguesa, por interesses comerciais, queriam que vingasse o carolino. Na década de 90 voltou a ser redescoberto! Na Europa, é bem conhecido em Camargue, conta-se que foi descoberto no sopé da abadia de Montmajour (a 2km de Arles), onde espigas de arroz vermelho cresciam nos campos tradicionais de arroz. Este arroz não gera consenso. Há quem o considere uma planta invasora dos arrozais típicos, há quem não goste do seu sabor. Há também quem defenda que este arroz é o arroz original e que inicialmente o arroz terá sido vermelho...

Modo de Preparar
250g de Arroz Vermelho
1colher de sobremesa de azeite de oliva
3 colheres de café de sal
650ml de água fria

Fritar o arroz com sal e azeite por 2 minutos. Após adicionar a água, mexer. Ao levantar fervura cozinhar em fogo médio com a panela tapada por 45 minutos.Desligar e deixar descansar por 5 minutos.

5.Arroz Koshihikari
Esta variedade é a mais plantada do Japão. Arroz de grãos pequenos, com  alta concentração de amido, é maleável, adquire uma consistência macia, úmida e cremosa depois de cozido, ideal para o preparo de sushis e pratos orientais em geral. É, também, considerada a mais fina variedade dentre todas, em especial a da área de Uonuma, na Perfeitura de Niigata, sendo o arroz mais caro deste país. Os famosos sushimen Tsuyoshi Murakami e Jun Sakamoto usam o tipo Koshihikari nos seus sushis e gohans.

Modo de Preparar
250g de arroz
500ml de água fria
3 colheres (chá) de sal

Lavar o arroz até que a água fique transparente.Colocar todos os ingredientes na panela e levar ao fogo alto com a panela fechada até levantar fervura, após cozinhar em fogo médio com a panela mal tapada por 20 minutos. Desligar e deixar descansar por 5 minutos.

6.Arroz Carnaroli - De origem italiana, onde a
 cultura do arroz faz-se nas regiões da Lombardia, do Vêneto e do Piemonte.Caracterizado por grãos grossos e longos e pelo seu perfeito cozimento, é cosniderado o melhor arroz para preparação de risotos. Os seus grãos grandes e levemente perolados absorvem muito bem a água e libertam amido, dando origem a pratos gomosos. Rico em amido e sais minerais, apresenta baixo teor de gorduras e é de fácil digestão.

Modo de Preparar
250g de Arroz
1colher de sopa de azeite de oliva
3 colheres de café de sal
625ml de água fervente


Fritar o arroz com sal e azeite por 3 minutos. Após adicionar a água quente aos poucos e mexer sempre até totalizar 17 minutos de cozimento em fogo médio.Desligar e servir.

7.Arroz Thai - A Tailândia tem uma enorme variedade de arroz. Thai é arroz da Tailândia,  o Arroz Jasmim (Hom Mali), com intenso aroma floral e um outro, de bago longo e transparente, quase tão longo como um basmati. Este é bastante gomoso e rico de sabor. Pode cozinhar-se como risotto e fica gomoso, ou solto, como pilau.

Modo de preparar
200g de Arroz Thai
400g de água
4 colheres de sopa de azeite

2 dentes de alho
Sal


Partir os alhos em pedaços e fritar no azeite, até começarem a alourar. Depois retirar os alhos. Juntar o arroz e envolver na gordura até estar com os bagos transparentes.
Juntar a água a ferver, temperada de sal.Não mexer o arroz. Basta tapar e retirar do lume. Meter o tacho no forno médio ou mesmo baixo por 25 minutos. O arroz deve ficar no quente mas a água deve ficar parada, sem ferver. O arroz vai ficar soltinho. Podem juntar-se outros ingredientes que se fritam no azeite, por exemplo tiras de pimento.

8.Arroz integral - é um arroz descascado e limpo, mas não branqueado. Conserva a maioria do seu farelo, pelo que é mais rico em fibras, minerais e vitaminas que o arroz branco. O arroz integral pode ser encontrado em três formas – agulha, cateto e vermelho. Todos com propriedades semelhantes, mas com textura e sabor diferenciados.

E para terminar uma adivinha dos tempos da escola primária:
Qual é o vegetal, cujo nome lido ao contrário, é nome dum animal?

10/3/12

Sombras da escuridão

Dark Shadows Barnabas

Hoje, ao abrir o Facebook, vi que o Joel Neto tinha lá colocado um link para uma das suas crónicas do DN. A crónica era sobre o Mário Augusto. Quem é Mário Augusto perguntam vocês? Bom, eu nunca me interessei por "Googlar" o nome dele. Até hoje!! Descobri que o homem anda pelo menos há meia vida a pensar e a escrever e a falar sobre cinema. Ele já fez de tudo: jornalismo na radio, nos jornais e na TV, e ganhou prémios com trabalhos não ligados à 7ª arte o que deveria ter feito soar um sininho interior que o despertasse para a sua real vocação. Mas não. Ele é mais filmes. Mas não todos os filmes. Alguns estão envoltos pelas sombras da escuridão, são os chamados filmes de autor, os difíceis, os que "não falam americano" nem nunca chegarão ao rodapé do box office. Esses, segundo o Mário, não merecem a luz.

Como amante da 7ª arte eu devia curtir o Mário Augusto, fazer um grande Like nele, ver o seu informativo programa, o 35 mm. Mas nem por isso. Rapidamente me cansei do seu estilo lambe-estrelas-e-filmes-premiados, da forma como se apresentava no genérico de abertura, assim a modos que a querer ser também uma estrelinha, e, last but not least, do formato formatado dos seus 35 mm, uma espécie de Top dos Tops dos filmes mais vistos, mais caros, mais tudo. 

É pá, hoje quando abri o Facebook alguém me tinha tirado as palavras da boca - o Joel Neto, um escritor e cronista com quem até vou à bola, ainda bem, ou podia ser ele o alvo desta facada. Mas isto é uma facada que não esguicha muito sangue pois este filme não é de extremo terror. É mais uma comédia, uma comédia negra. O que dá vontade de rir é que todos os amantes do cinema passam muito bem sem os 35 mm do Mário Augusto. O que é negro é que o cinema não passa assim tão bem com a sua presença-ausente na TV fruto do critério bem apertadinho deste suposto divulgador da 7ª arte. 

O cinema amplia a nossa percepção da vida, da cultura, e em tantas formas que é constrangedor que seja reduzido a uma unívoca expressão - a do seu  sucesso comercial. O que disse então o Joel? Fiquei a saber que o Mário Augusto foi uma destas noites entrevistado na TV - lá está aquela pobre e tristonha, e  já não tão recente tradição televisiva de dar mais importância às pessoas do que aquela que elas na realidade deviam ter. Em tempos assisti a  isso, quando ligava mais a televisão, as figuras da TV desdobravam-se em entrevistadores e entrevistados, visitavam-se nos respectivos programas e estava feito. Na realidade um apresentador de programas, que por vezes nem sequer debita palavras da sua autoria mas antes que foram escritas para si, pode ser tão vazio como aquele saco que vogava ao vento numa bela cena de Beleza Americana, um filme que, Mário Augusto decerto aprovaria. Ou até pode ser interessante - NOT, como diria O Ditador, piada que só vai perceber se viu este filme. Pode. Mas eu não apostaria nem uma velha cassete de video nisso." O cinema de autor, ou marginal, ou independente, ou interventivo - tudo isso é coisa de intelectuais peneirentos. " - leiam a crónica de Joel Neto na íntegra e digam que ele está certo, certeiro. Tirou-me as palavras da boca e atirou-as com pujança para as páginas do DN. Curti. Like. Gosto.

É claro que o Mário Augusto vai continuar confortavelmente na sua, a comer estrelas de cinema com os olhos em entrevistas programadas, a conduzir-se como o expoente da cultura cinéfila na TV. Esse homem até podia surpreender-nos uma vez saído do seu caixão de 35 mm, podia reiventar-se  e assumir-se como um verdadeiro cinéfilo! Mas WYSIWYG - What you see is what you get, - Mário está definitivamente mergulhado nas sombras da escuridão. Felizmente temos muitas outras fontes para ler sobre cinema e seus protagonistas, ver trailers e satisfazer a nossa curiosidade sobre as fitas que embalam o nosso luminoso mundo cinéfilo.

Sombras da escuridão - Dark Shadows. Mas não sei se quero escrever sobre o último filme de Tim Burton. Gosto do Tim Burton, mas tive um desgosto valente com Sombras da escuridão - Dark Shadows, a história de Barnabás (J. Depp), um bon vivant do Maine que seduz Angelique Bouchard (Eva Green) desconhecendo que a bela mulher era uma bruxa má. Quando a abandona, ela vinga-se e transforma-o em vampiro além de empurrar para a morte a sua amada. Barnabás é libertado acidentalmente do caixão dois séculos depois, nos anos 70, quando havia boa música, automóveis e erva. Então ele reencontra os seus descendentes...e a exuberante bruxa má, boa como nunca. Espera-o a vingança e a luta pelo amor verdadeiro. Está dito, foi uma das minhas decepções cinematográficas do ano. Não sei se quero escrever isto, pronto, já escrevi. Mas é assim mesmo. Se os 35 mm do Mário não são um filme de terror, este eu também não sei como catalogá-lo. Não é carne nem é peixe. Até ao fim do filme eu andei num desnorte sem saber se me havia de assustar ou rir. O que pretendia Burton afinal? Criar um filme de terror, uma comédia, um musical? O que resultou foi, quanto a mim, desperdício de algum talento, personagens secundárias pouco trabalhadas e uma coisa que já começa a ser demais: faces macilentas, brancas e olheirentas. O vampiro Barnabás do Depp cheira a requentado depois do Mad Hatter e do Charlie e do Edward, e nem precisa de se expôr ao sol. Está na hora de Burton deixar de poupar no budget, sempre a chamar a mulher e os amigos para os seus filmes - Mr. Burton, precisa-se de sangue fresco! Quanto ao espectáculo visual e banda sonora, excelentes. E por hoje chega de facadas.

10/2/12

Como dobrar guardanapos para ocasiões festivas



Por mero acaso encontrei os videos deste senhor encantador, Luigi Spotorno, e depois fui procurar alguma coisa sobre ele e deparei-me com o seu blogue, Napkin Folding , é apenas duas ou três postagens, a sua biografia e alguma propaganda ao seu livro de dobragens de guardanapos. Lá se lê que quando ele era novo queria ser chef de cozinha. Mas as pessoas à sua volta diziam que ele não teria sucesso pois usava óculos. O vapor embaciaria os seus óculos e eles acabariam por cair na sopa! Não consegui perceber se os amigos de Luigi Spotorno estavam mesmo a sério ou a reinar com ele. Talvez por causa disso, talvez não, ele diz que a terrível notícia mudou a sua vida, o chef que nunca foi tornou-se empregado de mesa. E nessa carreira ele descobriu uma oportunidade única para apreciar e desenvolver o prazer de contactar com as pessoas - Luigi trabalhou nas salas de jantar de grandes navios, Canberra e Achille Lauro e foi aí que começou a dar forma à sua paixão. Uma mesa enquanto espera a boa comida, - a alma da refeição é a pessoa que a prepara, o chef, na cozinha, a anfitriã em casa - não tem de ser triste e vazia de graça. À semelhança do chef, na cozinha, quer o empregado de mesa, no restaurante, quer mesmo a dona de casa, devem ter um trunfo na manga - saber umas quantas dobragens de guardanapos ajuda, e de que maneira, na criação de uma atmosfera muito mais especial. Porque há-de o chef ter os louros só para ele? Uma mesa bem vestida pode fazer toda a diferença relançando a imagem de um restaurante, com elegância, humor, magia. E porque não experimentar em casa, na sala de jantar, naquelas refeições mais festivas, aos Domingos, uma das dobragens de Luigi? Afinal, guardanapos as nossas mesas já têm, agora é só preciso um pouco de criatividade e se não a tivermos o Luigi ajuda!
Natural de Itália, Luigi deixou Veneza e partiu para Inglaterra onde durante 20 anos trabalhou afincadamente, de gerente de restaurantes a organizador de banquetes, não foi um passo, foram decerto a soma de muitos, mas ele chegou lá, alcançou trabalhar nas mais prestigiadas casas de Londres. Descobriu que tinha talento para dobrar guardanapos e criar lindas esculturas têxteis e então tem concebido, exposto e ensinado a sua particular arte, tendo até feito um livro - Luigi's Language of Napkin Folding, em 2006. Um simples quadrado de tecido empresta beleza e magia a qualquer mesa, basta que assuma a forma de um lírio, de uma bailarina, de um animal, transformando-a com a sua criatividade.

Luigi Spotorno tem agora uma experiência de mais de 40 anos no sector da restauração, é uma estrela, apareceu em shows de TV e criou dobragens guardanapos em homenagem à Rainha por ocasião do Jubileu de Ouro, também pelo casamento do príncipe Charles com Camilla Parker-Bowles, e para cantor de ópera Luigi Pavarotti. Criou ainda uma dobragem única, a Chama Olímpica, especialmente para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Apreciem e experimentem dobrar um guardanapo com criatividade! É simples e fica mesmo bonito.




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