6/25/12

Ajudem o Francisco a obter uma cadeira de rodas eléctrica!

Actualização! Ao fim de poucos dias o montante necessário para comprar a cadeira de rodas ao Francisco foi conseguido! Clicar aqui para a página de apoio ao Francisco no Facebook. e seguir os desenvolvimentos. Estão de parabéns: quem tomou a iniciativa e quem ajudou o Francisco! Pequenos gestos fazem a diferença!



Quem quiser ajudar, dando o seu donativo, pode fazê-lo para o NIB: 0007 0206 00129090001 15, conta em nome de Maria Helena Oliveira Amaro, no BES, enviem os comprovativos para o e-mail: marlenefonseca@iol.pt.A rampa é para ser feita na ...seguinte morada: Rua Teresa Borges, n.º 6, 2830-106 Barreiro. Será o Sr Quim, que trabalha no clube desportivo e cultural Estrela Negra, mesmo ao lado no n.º 6-A a fazer a rampa.Quem preferir e viver perto, por favor entreguem os vossos donativos no Estrela Negra, fica mesmo ao lado do prédio do Francisco onde será feita a rampa. Está lá uma caixinha para os receber. Também podem aproveitar e pedir informações por exemplo. Contactos 210 892 563 .212 165 430.Podem também entregar os vossos donativos, na papelaria aqui do Alto do Seixalinho, Av. do Bocage, Barreiro que serve também de posto dos correios, ao lado de uma agência de viagens. Obrigada 
(Texto a negrito retirado do Facebook - Lurdes Aleixo  Prudêncio)

Em plena Rua Augusta, no coração de Lisboa, um homem pede esmola, enquanto afaga o pelo da sua inseparável companheira. Francisco sofre de uma doença hereditária, que lhe deformou braços e pernas, obrigando-o a movimentar-se numa cadeira de rodas. O corpo fraco dificulta-lhe os movimentos e rouba-lhe cada vez mais a força para empurrar a cadeira. Ao longo dos anos, a cadela Esgazeada - "o nome não tem nada a ver com ela, mas deram-ma já batizada" - tem sido o seu único apoio. "Ela puxa-me a cadeira, é uma grande ajuda", diz, orgulhoso.

Francisco tem 54 anos, mora no Barreiro e vem diariamente para Lisboa. Para sair de casa - mora num quarto andar - é obrigado a arrastar-se pela escada, segurando a cadeira de rodas. Depois, apanha o barco com a Esgazeada, que o puxa até à Rua Augusta. Uma rotina dolorosa, mas para a qual não tem alternativa. "Tenho uma reforma por invalidez, de pouco mais de 200 euros, não chega nem para as despesas mínimas, e, por causa da minha doença, nunca pude trabalhar", conta ao JN.

A vida nunca sorriu a este homem, que de família tem apenas dois irmãos, com os quais não mantém porém qualquer contacto. Aos 10 anos, foi viver para a rua, expulso de casa pelo padrasto. Dormiu debaixo de arcadas e comeu do que apanhava. Só voltou a casa quando o companheiro da mãe morreu, deixando para trás quase 30 anos entregue à sua sorte.

Não espanta que considere a pachorrenta cadela como a sua única família. "Até dormimos na mesma cama, por isso ando sempre cheio de pelo", conta.

Vive há 13 anos com a Esgazeada. "Foram aqueles rapazes que andavam aí na rua, os punks, que me deram", relembra. Nessa altura, estava longe de sonhar a importância que a pequena cadelita viria a ter na sua vida. "Hoje, para mim, ela é uma filha! ", diz. Mas também à Esgazeada vão faltando forças para puxar pela cadeira.

Para continuar a sair de casa, a solução passa por adquirir uma cadeira de rodas elétrica e construir uma rampa no prédio em que habita. Um sonho duplo para o qual não tem, obviamente, possibilidades financeiras.

Recentemente, os amigos criaram uma página no facebook - "Vamos Ajudar O Francisco a Conseguir a Cadeira De Rodas Elétrica" - para tentarem angariar fundos. Com a humildade de sempre, diz que esse era o seu sonho. "As pessoas ajudam como podem. E, olhe, se estou vivo é por ela. Muitas ajudam-me mais por simpatizarem com ela", conclui, apontando para a sua amiga inseparável.


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