3/11/12

Passou um ano sobre o tsunami do Japão


No dia em que se assinala a passagem de um ano sobre a data em que o tsunami devastou a costa nordeste do Japão, não apagámos decerto da memória as imagens da onda gerada pelo violento sismo de 11 de Março, que atingiu uma altura de 23 metros, de acordo com notícia que o diário japonês Yomiuri Shimbun publicou em 2011. O estudo, realizado pelo Instituto de Investigação sobre Portos e Aeroportos do Japão, indicava que os 23 metros de altura da onda  foram medidos em Ofunato, no distrito de Iwate. Pelo menos 400 quilómetros quadrados foram afectados. O sismo que gerou o tsunami teve magnitude 9 na escala de Richter. Os dois fenómenos naturais provocaram mais de 6405 mortos confirmados, 10.259 desaparecidos e 2409 feridos. 300 mil pessoas deixaram ou perderam as suas casas. O desastre nuclear de Fukushima só por si provocou 80.000 desalojados.  Ainda restam 6 milhões de toneladas de resíduos a serem recolhidas, das cerca de 22 milhões deixadas pelo tsunami. Uma tragédia que, graças aos muitos registos obtidos por telemóveis e máquinas digitais, seguimos na internet ou na TV, imagens inimagináveis que observámos incrédulos e horrorizados, dia após dia. Penso que muitos portugueses se terão lembrado do terramoto de Lisboa, em 1 de Novembro de 1755, que também gerou um maremoto que fez a água do Tejo avançar para a cidade. Apesar de ter sido em Lisboa, o tremor de terra foi tão forte que provocou estragos em todo o país e sentiu-se no Sul de França e Norte de África. Dizem os entendidos que pode voltar a suceder. Como vivo perto do mar, e vou muito à praia, tenho de confessar que neste Verão me recordei do Japão e dessas imagens muitas vezes. Ao observar o mar até custa a crer que a serenidade ondulada das águas se possa transformar numa força tão destruidora em poucos minutos. 

Um documentário da BBC - O tsunami nas palavras das crianças


1 comment:

Olímpio said...

Tsunami? A vida está cheia deles, com o devido respeito por aquele do Japão. nesta altura na minha cabeça também vive um tsunami de pequena escala,feito por mim e controlado por mim, procurando que nas suas profundezas não venham á tona as águas que por mim passaram e que me encharcaram de lodo.

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