3/2/12

Os Livros e os Óscares em 2012

Os livros chegaram primeiro, depois os filmes, depois os Óscares. Quando todos já tiverem esquecido as estatuetas douradas, os livros e os filmes continuarão a ser lidos e vistos. Eis alguns livros que deram filmes em 2012, que acabaram com e sem Óscares. Boas leituras!

Não perca a oportunidade de ler um dos melhores livros do ano, Os descendentes, nomeado para a categoria de Melhor Livro do Ano pelo San Franciso Chronicle. Personagens peculiares e humor fino numa história sobre uma família incomum, adptada com sucesso ao cinema por Alexander Payne que viu o seu filme nomeado para a categoria de Melhor filme do ano, além de ter sido nomeado na categoria de Melhor realização. Matthew King, que foi interpretado por George Clooney num desempenho que lhe valeu o Globo de Ouro, vive no Hawai, é um advogado e descendente real, um dos maiores proprietários de terra da região. A sua mulher adora desportos radicias mas sofre um acidente e está em coma no hospital - este incidente vai repercutir-se duramente na vida de toda a família. Matt tem duas filhas e não parece conseguir ter controlo sobre elas. Scottie, de 10 anos, que procura ter a atenção de todos, e Alex, de 17, que atravessou um período conturbado com o uso de drogas. Matt, confrotado por uma incrível descoberta, enceta uma jornada de aprendizagem e conquista da sua família ao mesmo tempo que todos têm de aprender a conviver entre si.
Em Os homens que odeiam as mulheres, Mikael Blomkvist é um jornalista de meia-idade, divorciado, que tem passado a sua vida a denunciar a corrupção do mundo dos negócios de Estocolmo na sua revista Millennium. Precisa de uma pausa da revista; acabou por ser julgado por difamação a um alto financeiro e vai agora encarregar-se de de uma missão. Henrik Vanger, um poderoso empresário sueco, convida-o para um trabalho de investigação, a história da família Vanger. O que na realidade está em causa é o desaparecimento da sobrinha-neta do empresário, Harriet, 36 anos antes, num encontro de família. Com a ajuda da sua rebelde parceira cheia de tatuagens e piercings,  Lisbeth Salander, uma hacker sofisticada com problemas de relacionamento social, irão desvendar os segredos sombrios da família de Henrik. Millenium 1, já foi duas vezes adapatdo ao cinema. No remake hollywoodesco de David Fincher, Rooney Mara, nomeada para o Óscar de actriz principal,  substitui Noomi Rapace da versão inicial sueca, realizada por Niels Arden Oplev, em 2009. O filme ganhou o Óscar para a melhor montagem. Stieg Larsson morreu sem suspeitar do sucesso à escala planetária dos seus primeiros e únicos romances. Pouco antes da publicação, foi vítima de ataque cardíaco, aos 50 anos, em Novembro de 2004.
As serviçais é um romance que faz um retrato social feminino da sociedade sulista e racista do Mississipi. Assenta em três personagens extraordinárias que se irão cruzar e iniciar um projecto comum e secreto que quebra as regras sociais e as coloca em risco. Skeeter que tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade à cidade de Jackson, jornalista e aspirante a escritora. Inconformada com a sociedade ela decide escrever um livro sobre o racismo. Para material ela conta com os testemunhos de Aibileen,  uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças, e Minny, a melhor amiga de Aibileen, uma mulher de língua afiada. É uma história  sobre a luta das mulheres pela igualdade de direitos civis no clima de tensão racial dos anos 60, cheia de humor, esperança e tristeza. O filme realizado por Tate Taylor foi nomeado para a categoria de Melhor filme nos Óscares. Octavia Spencer, que já tinha recebido o Globo de Ouro, apanhou também o Óscar para a sua interpretação como actriz de suporte. O Screen Actors Guild (SAG) também tinha distinguido este filme como o melhor do ano, a actriz principal, Viola Davis e Octavia Spencer.

Extremamente alto e incrivelmente perto

O filme Extremamente Alto, Incrivelmente Perto, realizado por Stephen Daldry, estava nomeado para os óscares de Melhor Filme e Melhor Ator Secundário (Max Von Sydow), mas quase não se ouviu falar desta obra. O principal narrador do livro é Oskar, um menino inteligente, 9 anos de idade, que se dedica a uma serie de actividades invulgares.  Ele sofre com a morte do pai, uma das vítimas acidentais do ataque ao World Trade Center. Oskar quer encontrar um sentido para a sua nova vida e perceber o mundo que o rodeia, um mundo onde, algumas coisas não fazem qualquer sentido. Pai e filho tinham uma relação muito afectuosa e partilhavam estranhos hobbies, como por exemplo, procurar erros no New York Times!! Inconformado, Oskar enceta uma busca pela cidade de Nova Iorque depois de encontrar uma chave no armário do pai que não serve em nenhuma fechadura da casa. Essa procura é um esforço para superar a sensação incontornável de vazio e, embora não lhe devolva o pai de volta, talvez lhe traga paz. 

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