7/10/10

As dúvidas do Tribunal de Contas sobre despesas públicas...são falsas!


Recebi este insólito conteúdo via email e não é um insólito YORN.O desvario numérico dos dados era de tal ordem que me custou a acreditar na sua veracidade. O email começava assim: "AQUI VOS DEIXO ALGUNS EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS.1. ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.

- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€. Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€. Alguém me elucida sobre esta questão?"

A lista continuava e a minha indignação crescia. Mas também a minha incredulidade. Afinal parece que é apenas uma brincadeira de mau gosto preparada para nos fazer perder tempo. O despesismo público é verdadeiro e dura há muito tempo.Infelizmente enquanto as pessoas tinham dinheiro no bolso para gastar nunca se preocuparam em criticar esse despesismo, até o encaravam como uma coisa normal, um privilégio de Estado, à moda da realeza de tempos idos. É um pouco como gastarmos água sem pensarmos que é, de facto, um recurso escasso. Ela vai correndo nas nossas torneiras, é apenas isso que importa. Feita uma pesquisa no Portal dos Contratos Públicos encontra-se o valor da adjudicação do material de escritório referido acima, neste link:

http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=37770&lk=srch

Malta amiga e inimiga, é bom que a gente comece a questionar o que recebe nos nossos emails. Já basta a verdade para nos amargar a vida, não precisamos de ler matérias de escribas ociosos que têm tempo para brincar com o nosso tempo. A possibilidade de divulgar informação que circula em tempo record e que se espalha viralmente na internet tem ser bem utilizada. Isto nem sequer nos faz rir. Esse escriba é que se deve a estar a rir à nossa custa.

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