7/27/10

Inception - A origem - Cartazes do filme







7/26/10

Como fazer panquecas!


Eu e o meu sobrinho adoramos panquecas. Da última vez que estive em casa da minha irmã treinei a arte da viragem da panqueca na frigideira. Um desastre. Bom, para o fim da sessão já estava uma expert da panqueca! Aqui deixo a receita para os meus visitantes mais gulosos. Eu gosto de as comer ao natural mas a panqueca aguenta com tudo desde manteiga a doce, chocolate, enfim, a escolha é vossa. Os ingredientes para preparar panquecas são simples:1 chávena de leite, 1 chávena de farinha de trigo, 2 ovos, 2 colheres de sopa de açúcar, 1/2 colher de chá de fermento em pó, manteiga para untar a frigideira antiaderente. Dá jeito ter um batedor eléctrico mas também pode ser tudo misturado numa taça, rodando a colher até misturar tudo muito bem. E não esquecer uma espátula para virar a panqueca matreira, ou duas, a princípio parece ser complicado. E nada de tentar aquele truque de filme americano, atirar a panqueca ao ar com a própria frigideira e colá-la ao tecto, isso não é cena para principiantes!
Preparar é simplesmente bater todos os ingredientes no batedor eléctrico até ficar cremoso e homogéneo.Após esta exigente tarefa há que colocar no lume a frigideira untada, em lume brando, não queremos fazer bife! Assim que ela estiver quente é deitar um pouco de massa e experimentar. A primeira panqueca serve para testar a espessura. Mais massa, mais espessa. É uma questão de gosto, mas uma panqueca quer-se fofinha. Não é segredo que a massa vai cozer primeiro do lado de fora da panqueca, depois no centro. O centro deve ainda estar cru quando se vira a panqueca com a espátula para que coza deste lado. Isso funciona como indicador, é mais que provável que do lado inverso ela esteja perfeita. Em regra uma panqueca fica pronta em 2,5-3 minutos. E esse é o tempo em que eu e o meu sobrinho devoramos a pilha de panquecas que cresceu no prato!!Ah, e quem não tiver farinha de trigo à mão pode usar a que já tem fermento, a receita não vai correr mal por isso.

7/25/10

Casar sem gastar

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra "sim"! É das palavras pequenas a que pode alcançar um preço mais redondo. Refiro-me, claro, ao "sim" dito no altar pelos noivos. Em tempos de crise até as noivas fazem contas à vida - já não procuram o vestido mais encantador, provavelmente procuram o mais barato dos encantadores vestidos. Tradicionalmente se havia ocasião em que não se olhava a gastos era no momento de dar o nó. Mas a impiedosa conjunctura deu um nó sério a muitas bolsas obrigando, efectivamente, a repensar os gastos. Romantismos à parte, afinal o sonho tem um preço. Todavia há pessoas verdadeiramente imaginativas que conseguem dar um pontapé na crise e ainda por cima mostrar o seu lado empreendedor. É o caso duma mãe de uma noiva que conseguiu arrecadar seis mil euros em patrocínios e assim pagar o casamento da sua filha Sónia, de 20 anos, com Ricardo, de 21, no dia 24 de Julho. Gabriela Almeida tem 46 anos e estuda marketing. Foi durante as aulas de organização de eventos que se lembrou de obter patrocínios para o que muitas pessoas consideram ser o evento de uma vida. A troco de publicidade durante o casamento ela obteve bens e serviços das empresas, tudo o que precisava, desde fato e vestido para os noivos, alianças, banquete, e até a viagem de lua-de-mel, tudo fruto de muita insistência:o lema de Gabriela é insistir em vez de desistir. A história já deu livro e tudo,intitula-se Casar sem gastar. Vamos agora ver se vai dar moda!

Power body, Power balance, as pulseiras da moda

A semana passada falaram-me na pulseira da moda que já tem página no Facebook e tudo. Isto porque me queixava de uma certa apatia. Sou muito dada a flutuações de humor! Ora, pensei eu para com as minhas bijuterias, cá temos mais uma Tucson. Será que o António Sala vai fazer campanha por esta também?! De tempos a tempos aparece um produto milagroso que depois o próprio tempo acaba por devolver ao esquecimento. Primeiro franzi a testa ao assunto, depois torci o nariz ao preço da brincadeira, 35 euritos. Mais depressa os gastava em boas garrafas de vinho, pensei! Um bom repasto, bem regado, e boa companhia, acredito mais nessa trindade para me tirar da apatia do que na conversa fiada made in USA, falatório que já deu a volta por outros lugares e agora está a dar por cá. Já vimos disso e vamos ver mais, mas enquanto se fala, 20.000 pessoas já andam empulseiradas desde o Natal e a jurar a pés juntos que estão em equilíbrio. Será que é porque o Cristiano Ronaldo usa uma? Sim, mas ele também usa um brinco na orelha, ou um em cada uma delas, já não sei. Se calhar é por causa deles que é tão esperto. Os jogadores da Selecção também usavam a pulseira no seu regresso a Portugal. Não se sabe se já usavam no momento em que golearam a Coreia. Se calhar, sim, e acharam que bastava a pulseira para vencer a Espanha. Só eu é que não invento um negócio destes! Agora que já sei que esta maravilha made in China - era capaz de jurar que é fabricada lá - é feita de silicone 100% cirúrgico e que tem dois hologramas quânticos processados com uma frequência específica, deveria ter mais fé no plástico?! Tretas, ou como dizem os americanos mumbo-jambo, crendices. Basicamente eis o que eu penso: se eu comprar uma dessas pulseiras da amizade vendidas em tendas coloridas na beira da praia e acreditar que ela me dá paz a coisa vai funcionar, é o efeito placebo. A força do pensamento positivo é um facto comprovado. Ora, placebo por 35 euritos, antes um bela garrafa de vinho, etc, etc. O vinho não aumenta a eficiência dos sistemas bio-electricos, físico e orgânico, garantindo de imediato mais equilíbrio, flexibilidade, força e resistência, - até é preciso ter fôlego para ler isto - como diz que faz a pulseira da moda. Pelo contrário, o vinho, apresenta um espectro muito mais alargado de sensações e efeitos que a ciência e o senso comum já provaram e comprovaram. Isto é tudo muito aborrecido. Afinal eu estou aqui a escrever contra uma pulseira criada por um cientista da Nasa e nem sequer a testei!! Ainda não li o nome dele em lado algum, o que eu já li foi que o Prof. Carlos Fiolhais, que também é um cientista, e que por acaso tive o prazer de conhecer, também não vai à bola com a pulseira, e que a Universidade Politécnica de Madrid as estudou e declarou que os seus efeitos são nulos! E agora?! Entretanto lembrei-me de um episódio da série True Blood. Nele uma alcoólica vai ser objecto de exorcismo pois diz ter um demónio dentro dela que a faz beber que nem uma esponja. Quando o desagradável transe termina ela está curada e não volta a beber, transformando-se numa mulher nova. Um dia, porém, a filha descobre que a feiticeira não passava de uma charlatã! Logo, quer o dinheiro, muito, de volta e quer contar à mãe a verdade! A charlatã acaba por vencer dizendo que se a mãe tinha sido curada com a mentira o melhor seria que tudo continuasse assim, já que com a verdade dos médicos a mãe dela não se tinha safado. Eis porque as pulseiras são um sucesso. Mas eu continuo a preferir uma garrafa de bom vinho.

7/18/10

Espinafres dão pedra!

Desde há um tempo que me tornei fã dos espinafres. Tudo começou com uma sopa de espinafres! Mas depois vieram os folhados de espinafre, a quiche de espinafre e outras iguarias que tais. Então resolvi inteirar-me do valor nutritivo do espinafre. Asseguro-vos, isto tem dias que mais vale a gente ser ignorante! Encontrei opiniões tão diversas que agora já não estou certa se vale a pena comê-los ou ignorá-los. Há quem defenda que são tóxicos e que deviam ser banidos da alimentação, e há quem diga que são uma farmácia! O problema parece residir nos elevados níveis de oxalatos presentes nesta hortaliça. Se pensam que podem vir a ter pedras no rim ou na bexiga, ou se já têm, então é melhor não seguirem o exemplo do Poppey, o Marujo. Nada de espinafres, as pedrinhas formam-se a partir dos oxalatos. O ácido oxálico reage com o cálcio, magnésio, ferro, minerais, que estão nos outros alimentos, e forma oxalatos de cálcio, magnésio, ferro. Estes deixam de estar disponíveis para serem absorvidos pelo organismo! Além disso, os oxalatos são sais insolúveis e daí originarem as tais pedras. Para atenuar o inconveniente do ácido oxálico há solução. Para quem não puder passar sem espinafres o melhor é acompanhar a refeição com uma limonada, um suco rico em vitamina C. O Poppey não devia saber isto! Agora até estou com receio de me informar sobre o teor nutritivo do agrião!

7/17/10

O cheque bebé, o cheque peixe e o cheque vaca

Quando comecei a ouvir falar do cheque-bebé pensei que era mais uma anedota. Sabem o que é um cheque peixe? É um cheque que chega ao banco e...nada! Sabem o que é um cheque vaca? É um cheque que chega ao banco e o gestor de conta faz hummmmmmmmmmm. Bem, eu pensava que era mais uma anedota e é, é mais uma anedota do Zé Sócrates que prometeu um dinheirito ao Zé Povo para fraldas e pó de talco... e faltou. Sabem o que é um cheque bebé? Vejam se cresce e aparece! Diz que é a crise. A promessa vinha em números claros: 200 euros para uma conta poupança de cada bebé gerado a partir de não sei exactamente quando,talvez quando ele entendesse, a data até ao momento ainda não foi marcada. Não sei se alguém se meteu a fazer filhos incentivado pela generosa medida de apoio à natalidade.(Talvez o Cristiano Ronaldo?!)Se assim aconteceu, olha, correu mal. Gerados os bebés, andam pais e mães aos papéis, ou melhor à cata do tal cheque. Eis o estado da política actual: pode prometer-se tudo e faltar e depois dizer que é a crise e que afinal, oops!, já não há dinheiro. O primeiro ministro deve ter pensado que os bebés demoram ainda um tempo até aprender a falar e que por isso não haveria lugar a mais manifestações de descontentamento, era um golpe seguro. Mas as pessoas crescidas lembraram-se de acordar o cheque adormecido e agora não há beijo que as cale. A população portuguesa está velha pra caraças e ainda vai ficar mais velha com políticas destas. Já não há rosto que aguente sem rugas nem cabelos que não virem brancos nem sorriso que se rasgue. Não, não é mais uma anedota. É a imagem de marca da política nacional.

Origem - Cinema é sonho


Ultimamente não faço mais do que ver cinema de animação, tem sido uma barrigada. Coisa de criança, dirão. Só que por vezes é mais fácil encontrar originalidade e frescura no cinema de animação do que no género de carne e osso. Ultimamente até que a fronteira entre os dois se tem diluído:os actores parecem desenho animado, os desenhos animados parecem reais! Ando à espera de um filme que me encha as medidas, algo que seja visualmente delirante e esmagador mas que não embruteça os meus princípios de animal cinéfilo pensante. Pois é, Avatar não funcionou. Não há mal nenhum em gostar de fantasia, filmes que testam os limites da imaginação. Até é pena que Inception esteja a ser publicitado como o blockbuster do Verão, há sempre aquela ideia de que esse tipo de filme é uma nulidade. Ora aí está uma ideia que é um parasita. Eu apenas gosto de histórias bem contadas, sejam elas quais forem. Por isso, quem sabe Inception é o filme que estou à espera...desde Matrix? Eu acho que é isso. O poster de Matriz ainda anda por aí algures enrolado a um canto. Já lá vão talvez 10 anos mas penso que ainda nos lembramos da surpresa que foi assistir a esse filme e da onda de entusiasmo que gerou. Eu ainda não acredito que o sucesso actual de uma fita tenha de passar pelo 3D gritado aos quatro ventos pela publicidade! Tenho alguma expectativa nesse filme pois foi realizado pelo Christopher Nolan que dirigiu o fantástico The dark knight. Os elogios a este realizador não cessam de crescer e leio até comparações com o meu adorado Kubrick, o que me parece um pouco exagerado. A tagline do filme é The dream is real e parece que Nolan sonhou mesmo alto. Não é tanto por ter bons actores e sim, eu acho que Di Caprio é um bom actor, já lá vai o tempo em que era apenas um miúdo giro, quem ainda não deu por isso é porque descartou os últimos filmes que fez. Mas tudo conjugado, director, actores e muitos dólares, música de Hans Zimmer, um dos melhores a compôr para bandas sonoras nos dias correntes, se a história for tão boa quanto se anda por aí a dizer, talvez seja desta que o sonho se torna realidade.

7/15/10

O potencial mediático de João Garcia aumentou

De acordo com a NewsSearch, uma empresa que monitoriza e analisa a informação editada pelos Media, e desenvolve ferramentas que suportam toda a gestão da informação, o alpinista João Garcia aumentou o seu potencial mediático, cuida-te Ronaldo, um destes dias ainda vais ter de subir o Evereste a fazer brincadeirinhas com a bola, se quiseres uns trocos. E mais: terás de fazê-lo em tronco nu se quiseres mesmo marcar a diferença, pois sem oxigénio e sem sherpas de altitude o João já fez. Não sei quantos portugueses gostam do João Garcia tanto quanto eu. Já escrevi sobre ele aqui no blogue. Fiquei então a saber pelo SOL que ele é o homem mais valioso a quem já apertei a mão. Os homens não se medem aos palmos, mas os desportistas e outras personalidades da vida pública medem-se pelo Advertising Value Equivalent(AVE). O do João Garcia passou de 620 319 euros, valor do ano passado, para 6.224,520 milhões ao longo deste primeiro semestre de 2010. A exposição mediática do primeiro português a conquistar os 14 cumes mais altos do mundo aumentou. (Ofereço um chupa a quem disser já, aqui e agora, os nomes dos montes. ACABOU O TEMPO!! Vejam no fim deste texto a resposta.) Como é que há pessoas que ganham dinheiro a fazer estas contas de somar e, mais, como é que há quem pague para saber estes números: “Durante o primeiro semestre de 2010 contam-se 285 presenças em imprensa escrita e on-line.” O valor da imagem de João Garcia consiste na quantidade de mancha no espaço editorial ocupado. Como se determina o valor? Tendo por base de quantificação o custo do milímetro quadrado em cada publicação e um segundo de televisão ou rádio. Se João Garcia quis dinheiro para alimentar o seu sonho teve de se transformar em veículo publicitário. Eu penso que ele preferia não ter tanta exposição e que a considera um mal necessário. Como nunca gostei de números desliguei dos cálculos e dei uma vista de olhos pelos comentários, essa popular secção de descargas públicas que a internet popularizou e onde toda a gente opina, questiona, incendeia, escavaca, alucina, vocifera, imagina, enfim, é um espaço fértil em sentenças as mais das vezes sem préstimo. Um pouco como o que escrevo por aqui. E eis que um comentador se interroga sem contenção e responde, para nos poupar trabalho:” É caso para perguntar o que é que isso contribui para o bem de portugal (com “ p” minúsculo mesmo) e que benefícios lhe traz. Subir montanhas fomenta emprego? ...Não! Cria valor acrescentado?...Não! Promove o turismo?...Não! A restauração?...Não! A Indústria agrícula?...Não! O desenvolvimento urbanístico?...Não! A indústria farmacêutica?...Não! O cinema?...Não Os bovinos e caprinos?...Não! Coelhinhos e patinhos?...Não!O queijo da serra?...Não! Olivais e carrapais?...Não! Move a roda do moínho?...Não! E a que amola o machadinho?...Não! Põe o Ronaldo a jogar?...Não! Então que raio anda ele lá a fazer?" Pois é, que raio é que anda o João Garcia a fazer?! Algo que até hoje apenas 19 alpinistas fizeram, ou seja, alcançarem os cumes das 14 maiores montanhas existentes no mundo com uma altitude superior a 8000 m. Desses, 10 alpinistas escalaram todas as montanhas sem recurso a oxigénio artificial, entre os quais João Garcia. Menos de 100 pessoas escalaram o Evereste sem recurso a oxigénio artificial, uma das quais também João Garcia. É preciso ser mesmo muito bom para andar por lá a escalar, ora imaginem lá isso, a arriscar a vida para conquistar a Natureza. Olha lá, um português que é bom a nisso! Viram? Deram por ela? Ou é preciso abrir-vos as retinas com um machadinho? Enquanto lia o comentário, eu ia contra-comentando: mesmo que nada disto fizesse diferença, subir montanhas fomenta emprego para o próprio João Garcia: é a sua empresa, a empresa da sua vida. Mas o que estaria ele a fazer se não fosse isso? Seria um talento perdido. E, olhem, ele até dá trabalho desde logo à NewsSearch. E cria valor acrescentado, sim senhor: então se se viu o valor do João a aumentar enormemente?! Mas este comentarista não leu a notícia?! E promove o turismo! Sempre que neva eu vejo na TV uma romaria de gente que se faz à estrada só para ir à Serra da Estrela imitar o João. É uma fraca imitação, mas, lá está, ninguém é o João Garcia. E depois ficam presos na neve e queixam-se que em Portugal não há meios, etc,etc. Este fenómeno aumenta todos os anos. Quanto à restauração, não sei, mas é provável que alguém dê o nome do alpinista a um restaurante ou uma cadeia deles. Em Portugal não, claro, os portugueses sabem lá o que é alpinismo. Cinema! É claro que alguém vai fazer um dia um filme sobre João Garcia. Certamente um realizador estrangeiro, um pouco como o que sucedeu com Blindness, o livro do Saramago?! Quando cheguei a este ponto do comentário, ui, perdi o fôlego e já de bom grado pedia emprestada uma tenda hiperbárica. Realmente se não mete bola nenhum valor ou benefício João Garcia poderá trazer a Portugal, país que só pára para ver a bola passear pelos relvados e mais nada. Só que enquanto a bola rebola o mundo não pára, em particular o mundo de pessoas que têm um sonho e que não abdicam dele. Há quem se identifique e atribua valor, há quem ignore. É a vida. Só para quem souber os nomes dos jogadores da Selecção Nacional mas não os nomes dos 14 picos mais elevados do planeta, a lista: Annapurna, Cho Oyu, Dhaulagiri, Evereste, Gasherbrum, Lhotse, Kangchenjunga, Sisha Pangma, K2, Makalu, Broad Peak, Maslu e Nanga Parbat.

7/14/10

TRUE BLOOD - Season 3 - Publicidade





Estreou em Junho, nos EUA, a terceira temporada de True Blood. Eu já dei uma espreitadela.

Dia 27 de Outubro, Porto, concerto dos Tindersticks!

Os Tindersticks vão regressar a Portugal para dois concertos! A banda vem apresentar o último álbum Falling Down a Moutain. O Coliseu do Porto recebe-os a 27 de Outubro e no dia seguinte estão em Lisboa, no palco do seu Coliseu. Os bilhetes para o Coliseu do Porto e Lisboa variam entre €20 e €40, plateia sentada, e vão estar à venda a partir de amanhã, 15 de Julho às 10h00, nos locais habituais. Eu vou, eu vou!


Adeus, Harvey Pekar

Faleceu no início da semana, com 70 anos, em Cleveland, o norte-americano Harvey Pekar, conhecido pela série de banda desenhada autobiográfica American splendor. Se não sabem quem foi talvez se lembrem de Paul Giamatti, que brilhou em American Splendor, o filme, no papel autobigráfico do autor de BD mais desencantado da América. O esplendor da vida de todos os dias de Pekar tornou-se um fenómeno de culto underground e depois de toda a gente. Arquivista num hospital de veteranos, vivia no meio da desarrumação, de livros e de discos jazz. Criatura ansiosa e deprimida, viveu sempre uma vida normal, trabalhou e escreveu ao mesmo tempo, pois o seu sucesso não foi financeiramente compensador. Ilustradores de renome traduziram em traços as palavras de Pekar: Robert Crumb, Spain Rodriguez, Frank Stack e Joe Sacco. Pekar também participou no talk-show de David Letterman, chegando a ser banido por ter criticado um financiador da estação televisiva. Em Novembro de 2009 Pekar lançou uma série de quadradinos online. The Pekar Project era actualizado cada duas semanas. Videos do filme e de Pekar com Letterman, abaixo.





7/12/10

A mulher invisível, no cinema e na realidade


Há uns anos atrás, em Setembro, no Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz, eu costumava ver cinema brasileiro. Ao contrário da maioria das pessoas em Portugal eu nunca caí de amores por novelas, nem brasileiras, nem mexicanas nem portuguesas. Eu pertencia à minoria que via cinema brasileiro que, provavelmente, nem os próprios brasileiros viam! Vi algumas novelas, as primeiras que apareceram na TV, e depois da novidade não mais ser novidade, deixei de ser cliente. Não vale a pena argumentarem pois nem com a melhor delas me convencem:por mais bem interpretadas e produzidas que sejam, é o próprio modelo de novela, com as suas histórias cruzadas, peripécias infinitas e rodeios, tudo servido a conta-gotas, que não serve para mim. Não sei se será impaciência em conhecer o resultado, mas para mim uma boa história tem de ser contada em duas penadas, ou seja, num máximo de duas, três horas, se for em filme, numa dezena e meia de episódios, mais ou menos, se for série, e são raras as que me conseguem manter fiel, temporada após temporada. Nada como um bom filme, não há melhor experiência no audio-visual. Bom, a navegar pelo Youtube, um dos meus ladrões de tempo favoritos, encontrei o trailer do filme A mulher invisível, onde aqui de diz mal, e aqui se diz bem, isto em matéria de críticas, aprendi há muito que melhor do que ler é ir ver o filme e fazer eu mesma a minha crítica. É um filme da autoria de Cláudio Torres - filho da actriz Fernanda Montenegro - que realizou uma obra de crítica social que eu vi há um tempo, de nome Redentor, uma fita que toca nos temas da corrupção, pobreza, tráfico de influências, dinheiro, e de que gostei. O contrate entre os dois filmes é enorme, este é uma comédia romântica, mas confesso que ri a ver o trailler. No mesmo dia li esta notícia sobre o número de mulheres que são assassinadas no Brasil:"Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio — índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo." A razão encontrada para a mortandade é também avançada: "Os assassinos são atuais ou antigos maridos e namorados inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar". Quem sabe não encontra Cláudio Torres neste relatório uma matéria para nova fita, ele que em Redentor mostrou ter sensibilidade para a análise social, talvez um dia dirija uma "longa" sobre estas mulheres que os antigos maridos e namorados quiseram tornar invisíveis, ao contrário da personagem deste filme, que inventou uma para ultrapassar a desilusão amorosa.


E em Portugal? Por coincidência reparo que está em destaque, no Sapo, o assunto da violência doméstica: em 2009, 29 mulheres foram assassinadas por homens de quem eram íntimas. Mas 28 sofreram uma tentativa de homicídio. Há uma redução de 17 vítimas em relação a 2008, quando se registaram 46 casos de mortes. Os dados foram divulgados hoje, no Porto, pelo Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) que monitoriza os crimes mortais de violência doméstica desde 2004 através da análise comparada de notícias da imprensa, relatórios de segurança interna e processos judiciais.
A tendência está confirmada: 62% dos homicidas mantinha uma relação de intimidade com as vítimas, sendo companheiro, marido ou namorado. No caso das tentativas de homicídio a tendência também se verifica (58%). Os restantes agressores eram homens de quem as vítimas já se tinham separado, 38% no caso dos homicídios e 21% nas tentativas. Lisboa e Porto são os distritos onde se registam o maior número de assassinatos de mulheres desde 2004.

7/11/10

Facebook é filme. Amigos, amigos, negócios à parte!


Depois do Verão correr as cortinas sobre os habituais filmes de aventuras, comédia e tolice, no mês de Outubro vai estrear o filme The Social Network. É apenas a história da aventura de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Talvez não estivesse mesmo nada interessada em assistir no cinema ao desenrolar da polémica que acompanhou a criação da rede mais popular da internet, mas que enorme bocejo isso não seria não fosse a fita dirigida por David Fincher! Não vi o Benjamin Button mas vi o Zodiac ainda há bem pouco tempo e adorei. Será agora que vamos descobrir se o estudante de Harvard roubou ou não a ideia aos amigos? Cá para mim esse vai ser um mistério tão grande quanto o de Zodiac. Não sei se o processo judicial ainda corre nos Estados Unidos nem se o brasileiro Saverin vai ter seu dia de glória algum dia. Mas no processo de obter sucesso no mundo dos negócios, e dos negócios na internet, nem sempre é fácil manter as amizades imbeliscadas. Essa é uma história antiga. O teaser aqui fica. Em Nova Iorque, no seu Festival de Cinema, vão ver já em Setembro como se portam Jesse Einsenberg, (Mark Zuckerberg), Andrew Garfield, (Eduardo Saverin) e Justin Timberlake, (Sean Parker, o co-criador do Napster) num filme que todo o Facebook user vai querer ver. Vai mesmo?!

7/10/10

O bloco de materiais reciclados


Sou uma apaixonada pela reciclagem de materiais, muito mais do que pegar em materiais novos para criar coisas. Existem exemplos de reaproveitamento tão engenhosos que não cesso de os procurar. Costumo listar os meus favoritos no blogue Parapeitos, mas ultimamente o tempo tem sido pouco propício à descoberta. Esta segunda fotografia mostra um bloco feito todo com aproveitamento de lixos:cartão, fotocópias, folhas de revista. O que de peculiar tem este bloco é que foi feito pelo meu sobrinho Gabriel, ou melhor, foi feito a quatro mãos. Desde muito pequeno que fazemos coisas juntos, colagem e modelagem ou desenhos. Há coisas que ele ainda não consegue fazer sózinho: cortar fotocópias com uma faca de cortar papel foi um árduo desafio. Mas ele safou-se! Continua a detestar sujar os dedos com cola, fica logo em transe!! Fiquei de lhe dar duas argolas metálicas para substituir as fitas provisórias - assim ele poderá colocar mais folhas sempre que necessário. O Gabriel é um típico miúdo do nosso tempo. Usa melhor o rato que a esferográfica. A sua diversão preferida passa sempre pela intermediação da tecnologia.Quando eu tinha a idade dele não possuia um único brinquedo tecnológico! Em contrapartida inventava brinquedos com papel,lã,plástico, cartão,nozes, castanhas... cola, tudo servia. Mas o Gabriel mantém um interesse genuíno pela construção de coisas, seja de novos bonecos a partir dos que desmontou, seja de coisas como esta, um bloco reciclado. Até já tem uma caixa de materiais. Este balanço é saudável, acho eu. Mas como é que se estimula a criatividade infantil? Comparado comigo o Gabriel tem sido sujeito a uma variedade de estímulos muito superior. Será que isso se vai repercutir no seu desenvolvimento? Acredito que sim. Eu própria faço os possíveis para colaborar: todos os livros que tenho, e eu tenho muitos livros infantis e de manualidades, estão em prateleiras ao seu alcance, e eu deixo-o explorar livremente. Dei-lhe um diário para ele escrever pensamentos, um por dia, durante as férias, para não enfastiar muito! E até tentei que escrevesse histórias, mas aí sem muito sucesso. Mas usando fantoches de dedo, uma ferramenta óptima para soltar a imaginação, ele acaba por inventar enredos e faz teatrinhos. Encontrei uns, muito simples, feitos de lã, por uma comunidade de mulheres dos Andes. Ele gosta e constrói histórias variadas com as diferentes personagens, vocalizando cada uma delas. Em qualquer dos casos ele tem sempre de liderar o processo ou a brincadeira não resulta. Em jeito de retribuição empresta-me os seus filmes de animação! Hoje ou amanhã vou ver a Princesa Sapo! Acho que fazemos uma boa parceria! (Na capa do bloco ele escolheu aplicar um cão como motivo decorativo. Usou grãos de café para o corpo e para fazer o olho usou um caroço de cereja!)

As dúvidas do Tribunal de Contas sobre despesas públicas...são falsas!


Recebi este insólito conteúdo via email e não é um insólito YORN.O desvario numérico dos dados era de tal ordem que me custou a acreditar na sua veracidade. O email começava assim: "AQUI VOS DEIXO ALGUNS EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS.1. ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.

- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€. Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€. Alguém me elucida sobre esta questão?"

A lista continuava e a minha indignação crescia. Mas também a minha incredulidade. Afinal parece que é apenas uma brincadeira de mau gosto preparada para nos fazer perder tempo. O despesismo público é verdadeiro e dura há muito tempo.Infelizmente enquanto as pessoas tinham dinheiro no bolso para gastar nunca se preocuparam em criticar esse despesismo, até o encaravam como uma coisa normal, um privilégio de Estado, à moda da realeza de tempos idos. É um pouco como gastarmos água sem pensarmos que é, de facto, um recurso escasso. Ela vai correndo nas nossas torneiras, é apenas isso que importa. Feita uma pesquisa no Portal dos Contratos Públicos encontra-se o valor da adjudicação do material de escritório referido acima, neste link:

http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=37770&lk=srch

Malta amiga e inimiga, é bom que a gente comece a questionar o que recebe nos nossos emails. Já basta a verdade para nos amargar a vida, não precisamos de ler matérias de escribas ociosos que têm tempo para brincar com o nosso tempo. A possibilidade de divulgar informação que circula em tempo record e que se espalha viralmente na internet tem ser bem utilizada. Isto nem sequer nos faz rir. Esse escriba é que se deve a estar a rir à nossa custa.

7/9/10

OS BLOGUES MORRERAM?

Depois de ter deixado os meus blogues à deriva durante mais de quatro meses sinto que morreram. Estão às moscas sem visitantes nem comentários, como não poderia deixar de ser. Ontem estive a testar a ferramenta de design que o Blogger agora oferece e dei uma cara nova ao blogue Parapeitos. Mas parecia não haver razão para retomar o fio à meada. Não seria melhor deixar tudo estagnado? Disse para mim, ao cabo de alguns minutos de cogitação, ó mulher, nunca houve muita justificação para teres primeiro um, depois uma ninhada de blogues, tu nunca foste uma profissional dos blogues, apenas gostavas de escrever, de criar coisas, de colecionar coisas e daí os blogues. Pois é, os meus blogues são isso. Eu sei que o Google detesta farmlinks mas por mais agregadores de links que use, sempre me apetece criar um blogue temático para colecionar os meus links favoritos!Parece mesmo que os blogues em geral se aproximam da extinção, outros valores mais altos se levantaram, nomeadamente o poderoso Facebook e outras redes. Pessoalmente não curto assim tanto o Facebook e até pode vir a ser preciso pagar para se usufruir dele, era o que circulava há uns tempos, até ao fim de Julho,embora o login agora se leia que é livre e que sempre será! Seria o dia em que eu lhe diria bye-bye. Eu estou mesmo convencida que a malta migrou para o FB. Lá também pode escrever e tal, e a experiência pode ser talvez mais interactiva,mais imediata, honestamente não sei se é o apelo da horta do Farmville o segredo do FB mas até a minha irmã cultiva alfaces e couves e tem um galinheiro de poedeiras...e ela é consideravelmente mais ocupada do que eu! As pessoas não têm tempo nem energia para escrever de forma continuada e, além disso, dispersam-se com tudo e mais alguma coisa! Publicam em todo o lado, é no Twitter, é no FB, é no Posterous. Hoje há de tudo:blogueiros, flickeiros, facebookeiros e a lista cresce! Mas, de facto, a minha melhor experiência na internet data do início da bloguice, ainda hoje tenho contacto com alguns dos blogueiros iniciais, em vez de couves cultivámos efectivos laços de amizade virtual que vingaram e superaram o teste do tempo! Surgiram muitos argumentos contra os blogues, aqui e ali foi sendo notado que a maioria dos blogues passaram a ser feitos por profissionais, com intuitos muitas vezes de pura monetização, que se tornaram repetitivos, que perderam frescura. A publicidade tomou conta deles, levou-os à asfixia, mercê de blogueiros com pouco senso ou que não escutam a sua verdadeira voz interior, voz de blogger. Também o spam e os comentários pouco sãos que muitas vezes enchem as caixas, transformando um espaço propício à troca de opinião em campo de tiro-ao-alvo, são responsáveis pela decadência dos blogues, dizem os pessimistas. Mas aí, é simples, basta dar um off nos comentários até os ânimos acalmarem. Os blogues acabam por ser o prolongamento da personalidade do indivíduo e por isso, não há fumo sem fogo, se a personalidade do blogueiro for incendiária, pois claro, vai arder. O autor é o moderador, é o capitão do barco, tem de saber o que quer e o que faz. Depois que não se queixe se não lhe restar alternativa senão saltar borda fora. Mas o leitor tem sempre saída: só lê se quiser, só fica por ali se quiser. Imbecilidade existe em toda a parte, na conversa diária no autocarro citadino, nas letrinhas da revista cor-de-rosa, na tirada infeliz do político à saída do parlamento. É preciso é reagir. E se a reacção significar desligar, seja. Não acredito na morte dos blogues, acredito na sua intermitência. E acredito que com o nosso sentido crítico poderemos levar os blogues a lugares ainda por explorar. Agora não esperem é que seja eu a fazê-lo. A minha postura é a mesma de sempre e não vai mudar. Umas vezes até escrevo textos com pés e cabeça, outras vezes são apenas meros espirros de palavras. Palavras que têm de sair. Os espirros também são precisos e não incomodam muito, mas também não fazem grande bem. Enquanto estiver assim, vou andando e blogando. Se estiver a estorvar, já sabem, o caminho passa adiante.

7/8/10

Mais Shampoo no Verão!

(Lê-se mais airosamente a ouvir a canção Shampoo, abaixo!!) Pois é, depois de me lembrar dos mariscos, lembrei-me do shampoo. Também é daquelas coisas que se consomem muito mais no Verão. Na prateleira do supermercado há quase tantos frascos como bivalves na zona dos peixes. São realmente demais, embora as embalagens se assemelhem. Há-os de todas as cores e de todos os aromas, e não param de aumentar. Para nutrir, para alisar, para manter a cor, para dar cor, para remover a caspa, e para todos os tipos de cabelo.De vez em quando inventam um novo tipo de cabelo até, se for preciso, para poderem inventar um novo shampoo! Regra geral eu tenho duas regras para comprar shampoo. Uma delas é comprar um anti-caspa. Aí é fácil. De tempos a tempos as malditas partículas acumulam-se. Se tivesse piolhos eles poderiam fazer ski no meu couro cabeludo. Isso sucede em especial quando ando muito ansiosa. No Verão as partículas somem-se como se por magia! Porque será? Conclusão possível:o Inverno faz-me caspa! A outra regra é comprar um shampoo suave, para alternar, uma coisa para limpar, basicamente um detergente cheiroso. E aí uso o nariz. Tenho sempre de cheirar antes de comprar. Depois deixo o preço decidir a compra. Não ligo muito à ficha técnica nem às promessas que fazem na TV ou nos folhetos. É escusado pois sou uma descrente crónica. Eu nisto dos shampoos tenho uma convicção íntima inabalável: acho que todo o dinheiro que dermos a mais por uma embalagem de líquido com cheiros que faz espuma em contacto com a água e que se destina a limpar a cabeleira vai indefectivelmente pelo cano abaixo. Não vale a pena lutar contra a evidência. Tal como a planta se alimenta pela raíz, também o cabelinho. Coisas que a gente lhe meta em cima e que escorregam por ele abaixo em dois tempos na lavagem não servem de muito. O cabelo alimenta-se pelos folículos. Já a pele do couro cabeludo me parece uma superfície mais receptiva. Mas mesmo assim por vezes a caspa não desanda nem à 5ª lavagem. Isto das promessas dos produtos capilares é zona quase tão movediça quanto a das promessas dos políticos, apenas cheiram melhor! Assim, para não me desiludir, eu fico-me pelo cheiro. Se o shampoo cheirar bem, é meio caminho andado para eu ficar feliz.Isso e que lave pelo menos como sabão amarelo. E depois vou à zona dos peixes e compro mexilhões. Este é o tipo de pensamentos que só ocorrem no Verão. Prometo para o Inverno elaborações mais eruditas...
Também há Shampoo em filme!


Receita de mexilhões com vinho branco



O Verão traz o apelo da vida ao ar livre. Não há homem, mulher ou criança a quem não apeteça espreguiçar-se ao sol, seja no campo, na montanha ou perto do mar. Eu sou mais marinha, mas na falta das ondas o campo serviria também, estou certa disso. Todavia e invariavelmente, no meu último dia de praia começo a suspirar pela chegada do Verão. Já o escrevi antes, até parece que estou a ficar militantemente preguiçosa e não me apetece escrever novidades.No Verão a vontade de me alambazar com marisco triplica. Não sou muito esquisita, à excepção das ostras, tudo marcha, com maior ou menor sofisticação no preparo. Eu, como sou pouco amiga da cozinha, quanto mais ao natural, melhor.Hoje apeteceu-me escrever de um dos meus bichinhos marinhos predilectos. Predilectos no prato. Na realidade eu não sei muito sobre eles a não ser que vivem nas rochas e que os podemos capturar facilmente. Li que, à semelhança das ostras, também podem gerar pérolas, mas nunca encontrei nenhuma pérola dentro das conchas! Refiro-me aos mexilhões. Tal como eu, estrelas do mar adoram mexilhões. Por isso, quando encontro uma estrela-do-mar na praia, eu olho para ela com respeito pois partilhamos um interesse gastronómico comum. As meninas de cinco braços têm dois estômagos. Ninguém resiste a um abraço tamanho e muito especialmente os bivalves. Não sei bem como é que funcionam os tais dois estômagos mas sei que elas comem animais maiores do que elas. Será que recorrem ao estômago extra para guardar parte do jantar enquanto comem o almoço?Faz-me aqui falta um amigo biólogo que emigrou, ele saberia fazer-me luz sobre o assunto! No meu caso, que só tenho um estômago, é tudo mais fácil. Depois de limpar muito bem os bichinhos de barbas e coisas agarradas às conchas azuladas, e de as ter deixado durante umas horas em água salgada para elas largarem areias,-atenção, as conchas têm de estar fechadas, ou, têm de encostar, com pressão; se não se fecharem, lixo com elas - é metê-los a escorrer, e, rapidamente, cortar uma cebola para um tacho onde se deitou uma noz de manteiga. A cebola há-de ficar transparente e depois entra a salsa!E na volta, vão os mexilhões e um copo de vinho branco. Daí a pouco começam a abrir e o meu estômago até já parecem dois! Tapa-se bem tapadinho esperando que o lume faça o resto. Tudo isto não demora nem cinco minutos. Depois colocam-se numa tijela e deita-se aquele molhinho bom por cima, mas com calma e cuidado, para que o sedimento fique no fundo. Usa-se uma concha vazia para abrir e pegar os bichinhos - isso, nem é preciso talher, só mesmo apetite e uma boa companhia para saborear os maravilhosos mexilhões com vinho branco! (Esta receita é que as estrelas-do-mar não sabem!)

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