5/31/09

Tour Here and Now passou por Portugal

Kim Wilde,Nick Kershaw,Rick Astley,Curiosity Killed the Cat,Belinda Carlisle e ABC,juntos,no mesmo palco?! Li à pressa no jornal que dia 29 a Kim Wilde esteve a cantar no Pavilhão Atlântico no âmbito da Tour Here and Now - o melhor dos anos 80 ao vivo. Parece que a jovem moça de 48 aninhos arrasou, como se diz agora à falta de melhor inspiração verbal em qualquer programinha de TV. E que o Rick Astley também esteve por lá,possivelmente com menos poupa capilar do que me recordo. Acho que não referiam mais ninguém, mas,como disse,li à pressa. Apesar de conhecer todos estes nomes do cartaz só tenho um LP do Nick Kershaw e um single do Rick Astely,adivinharam, é aquele tema mais popular que tinha um videoclip desastroso,Never gonna give you up!Todavia,desta listagem, de quem eu gostava mesmo era dos ABC. Deles ainda guardo algures as cassetes que alguém me gravou, se bem que já não devam tocar nada de jeito! Comprei The look of love em CD e de vez em quando,quando me dão acessos revivalistas, ainda o ouço,mas os ABC também não me levavam a comprar um bilhete hoje. Dando um pulinho ao site oficial do Here and Now relembrei mais alguns artistas dos anos 80. Do grupo dois (talvez) ainda hoje me levassem a um concerto: The Christians, uma banda de Liverpool, - tenho vários LP deles - e Midge Ure, ex-Ultravox. Quanto ao resto, nada feito. Estes reencontros com o passado musical não me atraiem nada mas pelos vistos são um filão lucrativo.No cartaz lê-se que foi a primeira vez da Tour por cá e algo me diz que até todos os artistas nomeados no site baterem a bota, vamos ter novas edições do Here and Now em Portugal.Obrigada, mas não obrigada!

The Christians - Perfect moment ,1993

JOURNAL FOR PLAGUE LOVERS: CAPA CENSURADA!


Os supermercados britânicos censuraram a capa do nono CD dos Manic Street Preachers que mostra uma pintura da artista plástica inglesa Jenny Saville.Os responsáveis das cadeias Sainsbury's, Tesco e Asda consideraram a pintura demasiado violenta e inadequada para estar exposta nas lojas enquanto mera capa de um disco. Assim a solução encontrada foi vender os CD sem as capas!Saville pinta o corpo feminino nas suas telas,pinta transexuais e travestis, fotografias de lipoaspiração,vítimas de acidentes ou doença, ou deformidades também fazem parte do seu material e expressão artística.Pessoalmente também considero a capa chocante,todavia executada primorosamente.A comprar este CD o mais certo era virar a capa para dentro...

SUSAN BOYLE e DIVERSITY:QUEM GANHOU?QUEM PERDEU?


11 contra 1 não parece nada favorável, mesmo tratando-se de Susan Boyle. Com tanta publicidade em torno da senhora até parecia certo que o desfecho do Britain's Got Talent lhe seria seguramente favorável.Todavia it ain't over till it's over, como eles dizem, e os 11 de Essex,o grupo de dança Diversity, ganharam tha money e vão actuar no Royal Albert Hall para a Rainha.A Susan calharam outros triunfos e a médio prazo se verá até onde a levará a sua voz portentosa e de que forma conseguirá beneficiar com toda esta fama instantânea nascida em parte de um preconceito estúpido relacionado com a sua aparência. Quem ganhou em primeiro lugar com Boyle foi este show televisivo de um dia para o outro tornado ainda mais popular do que já era. Há muito que me enviavam links para clips de actuações neste concurso de talentos mas eu nunca lhes prestei muita atenção. Até ela aparecer e fazer Simon Cowell engolir a sua habitual má educação. Eu até sabia que ontem era a final deste programa tutti-frutti!Considero que pedir a um juri e ao público que escolha entre tanta variedade - performances, dança, canção,etc - é apenas um formato possível e quanto a mim impossível de concurso. Como é que podemos dizer que os Diversity são melhores que Susan Boyle e que ambos são melhores que os outros que se classificaram abaixo deles? É uma comparação muito pouco razoável. Adorei a criatividade da dança dos 11 rapazes mas também gostei da voz da senhora. Não consigo escolher entre uns e outros!Ir à TV parece já não ser prémio suficiente.Desde há muito que toda a gente espera ganhar alguma coisa com a sua exposição mediática.E pensando que estes programas se fazem à custa dos concorrentes quantas vezes enxovalhados pelos jurados e até expostos além daquilo que é razoável esperar, está certo.Mas essa retribuição passa agora sempre pela selecção/competição que abre o caminho ao prémio.Logo há que eleger o melhor entre os melhores,o vencedor. O que está a suceder é que o nome de Susan Boyle continua a ser a referência: não lemos por aí que os Diversity venceram o concurso,lemos que os Diversity derrotaram Susan Boyle; ou então que Susan Boyle perdeu para os Diversity.Ou seja, a senhora escocesa continua a ser a âncora da informação sobre o concurso de talentos britânico.Como o que importa é que falem de nós, nem que digam mal, ela continua a vencer.
Video dos Diversity>

FLOR POP-UP!



Ao ver este modelo lembrei-me imediatamente das festas de S.João, que já não demoram aí!Muito facilmente podemos adaptar esta ideia e fazer um belo manjerico para enviar aos amigos por correio tradicional!E até juntar-lhe uma quadra popular.Ainda há tempo para treinar e chamar a inspiração poética!

KEY BAG de JOÃO SABINO


Eu já as tinha visto em publicidades,o que não sabia é que se podiam comprar.

5/30/09

A EXTINÇÃO DO EXTINTOR VERMELHO?!

Extintores ultracoloridos da Fire Design, ainda não sei bem o que pensar disto.Supostamente o extintor não deveria ser vermelho e sempre vermelho para ser facilmente identificável por qualquer pessoa em qualquer ambiente?!Quando eu olho para estes extintores já não sei se eles são extintores,se lacas para os cabelos em pé da Penélope Cruz ou da Amy Whinehouse, ou se alguma nova bebida à pressão...Todavia,são bonitinhos,não?

V FOR VENDETTA - algo de muito errado se passa com este país

Uma prancha de BD e capas de livros

"Remember, remember the 5th of November / Gunpowder, treason and plot; / I know of no reason, why the gunpowder treason / Should ever be forgot."
(Rima popular inglesa que remete para a figura de Guy Fawkes, católico conspirador, que falhou ao tentar bombardear o Parlamento e assassinar o rei Jaime I. )

V for Vendetta, novela gráfica escrita por Alan Moore, inglês, que também escreveu Watchmen, foi adaptado ao cinema em 2006 e passou hoje na TV. Disse Moore do argumento deste filme ser uma grande porcaria e que Hollywood estraga as suas histórias. Independentemente do que ele disse, embora não sendo um filme perfeito, é uma interessante e provocatória visão-ou manifesto? - sobre totalitarismo e resistência, sobre subjugação e perda do direito à nossa individualidade. É também uma história sobre o medo, medo enquanto derradeira arma de um governo e luta dos homens contra o medo. V, anti-herói, assassino, monstro ou libertador, atormentado pelo seu passado, movido por ideais de justiça vingadora, conquista-nos ao som da 5ª Sinfonia de Beethoven, de Tchaicovsky e de citações literárias. Ao mesmo tempo que lança punhais mortais e distribui rosas vermelhas como sentença de morte, prepara pequenos-almoços de avental feminino e dança ao som de um jukebox com um toque de romantismo. Hugo Weaving tem a voz certa e assume com êxito uma postura teatral necessária para representar um personagem sem rosto que simboliza um ideal e a massa anónima subjugada. Natalie Portman compensa com um dos rostos mais bonitos do cinema actual, como aprendiza/iniciada que se supera a si mesma ao conhecer V. A sua personagem cresce ao longo da interpretação a tempos frágil e determinada, a sua face humaniza e ilumina esta trama obscura. Stephan Rea, como apresentador de TV, Stephen Fry, como inspector, John Hurt, como líder totalitário, também compõem excelentes personagens. Visualmente vibrante, é pena que o realizador não tenha tido uma mão mais segura a conduzir tudo quanto o filme promete, mas adaptar comics ao cinema não é fácil, sobretudo quando quem escreveu foi Alan Moore! Mesmo assim, esta fita complexa, algo orweliana, merece a nossa atenção. Curiosidade: penso que nos EUA estrearam o filme a 5 de Novembro, remember, remember...


A máscara e Gwy Fawkes,origami para quem tiver dedos e paciência!

5/29/09

Sorry I'm late, curta metragem em stop motion


Sem tempo nem muita vontade de me sentar em frente ao laptop a blogar.Todavia enviaram-me esta curta metragem e eu tinha de a colocar aqui.Filmada sobre o chão de um ginásio,tudo em stop motion,com paciência e muita imaginação.Vale a pena admirar!

5/23/09

O nosso José Sócrates é um dandy!

Acabei de receber por email esta chocante revelação.Descubram vocês mesmos.Supostamente esta é uma montra em Rodeo Drive,em Beverly Hills, na Califórnia.O Al pacino compra lá os trapinhos dele. Mas ele vive nos EUA.Até lhe fica bem.Seria mais estranho se ele viesse às compras a Lisboa.Rodeo Drive é o centro de moda mais luxuoso que existe,100 lojas e hotéis só para eleitos,é espreitar aqui para ter uma percepção deste epicentro de consumo de luxo, como eles dizem.Na loja em questão,esta da bela montra, cada cliente tem direito a atendimento personalizado,por marcação e com staff dedicado.A loja é toda sua, não há cá misturas com outros clientes, é o ideal para ir às compras em tempos de pandemia.Esta notícia é informação do jornal ionline e,a meu ver, existiriam assuntos melhores para serem notícia.Mesmo assim,e a ser efectivamente verdade,-alguém me diga que esta notícia sobrou do primeiro de Abril - é de vómito que uma pessoa autorize uma loja a colocar o seu nome na montra,sobretudo sendo uma pessoa ligada ao governo, ou melhor, ao desgoverno, de um país estrangeiro.Não me choca que os artistas o autorizem,um artista é um artista,vive também destas coisas,destes snobismos, é até natural que haja aqui um acordo que beneficie ambas as partes. Mas penso que um governante de um país externo devia ter mais juízo.Sobretudo quando o país anda governado a migalhas e subsídios e encharcado em anti-depressivos.Desta concluo que o nosso Zé não pode andar a governar-se apenas com o vencimento de primeiro-ministro. Isto faz-me pensar que ir para um qualquer lugar no Governo é que é o verdadeiro Programa Novas Oportunidades,aprender política compensa.Compensa mesmo.É que mesmo com avaliações negativas a malta governante safa-se sempre muito bem,bem demais.Se eu fosse Sócrates teria vergonha que isto se tornasse público e agora estaria a pedir uma idemnização à loja por ter divulgado o meu nome e ainda por cima mal escrito,sim, parece-me que escreverem Jòse.A não ser que tenha recebido uma pipa de massa para autorizar a sua utilização,o que também seria muito impróprio.Eu sei que esta é a esfera da sua vida particular.Mas ele é uma figura com responsabilidades públicas,logo,não é irrelevante o que escolha fazer nessa esfera.Todavia isto já parece tique de governante do médio oriente-qual será a próxima revelação? Torneiras de prata e pedraria no wc? Se o país fosse próspero talvez isto não incomodasse.Mas perante as estatísticas actuais eu esperava que o primeiro ministro não fosse tão descaradamente snob.Seria bem mais nobre se ele tivesse aqui em Portugal um costureiro e apoiasse a divulgação do seu trabalho.Assim é também um atestado de incompetência que ele passa aos nossos estilistas. Porcaria de gente sem nível,é o que é.Será que ele pensa que o hábito faz o monge?!

Syriana, o filme e a BSO de Alexandre Desplat



“Corruption charges. Corruption? Corruption ain't nothing more than government intrusion into market efficiencies in the form of regulation. That's Milton Friedman. He's got a god-damn Nobel Prize. We have laws against is precisely so we can get away with it. Corruption is our protection! Corruption is what keeps us safe and warm. Corruption is why you and I are here in the white-hot center of things instead of fighting each other for scraps of meat out there in the streets. Corruption is how we win.”TIM BLAKE NELSON (Danny Dalton)

Podia escrever linhas e linhas sobre a(s) complexa(s) história(s) de Syriana, -que está numa lista* dos 10 melhores filmes que até hoje se fizeram sobre a CIA - que vi hoje de madrugada, os quilos que Clooney teve de engordar para dar corpo ao seu Bob,ou como apreciei ver Alexander Siddig que interpreta solidamente Nasir, um príncipe reformista,um actor que me tinha deixado saudades como Hamri-Al-Assad,um terrorista islâmico,desde a 24. O único problema que encontro em Syriana,que me lembro dizerem-me ser por demais desconexo, é o de desejar que as personagens tivessem sido mais desenvolvidas,queria ver mais delas.Mas assim talvez Syriana perdesse parte do seu efeito.Labiríntico,intrincado, Syriana sabe mais acerca do que se passa do que alguma vez nos revelará e nós teremos de conjecturar o que falta se quisermos encontrar a saída. Ao manter-nos suspensos este filme exige paciência do espectador para o seguir até ao fim, e nem mesmo quando termina e as peças se ajustam cessa esse nosso desejo. Isto não é um defeito do filme,é uma forma de nos manter despertos e de nos provocar.Se tudo fosse muito explicado talvez se tornasse menos inquietante. Mas hoje prefiro centrar-me antes na banda sonora da autoria de Alexandre Desplat porque a achei fenomenal. Permeada pela sonoridade típica do médio oriente,mas sem excessos, carregada com a gravidade e tensão exigidas pela história, pontuada pelo timbre da insegurança e turbulência destes mundos turvos, é tão perfeita que até parece que não está no filme. Ou seja, funde-se com as imagens.Remetendo-nos para a vastidão do deserto, ela parece ser a voz dessa paisagem árida onde as únicas raízes que penetram o solo são de betão e ferro.Nesses lugares é o vento o compositor,assobiando por entre a floresta industrial das explorações petrolíferas, engolindo a história das vidas errantes que aí se constróiem e destroem, vidas que não pertencem aos corpos que as abrigam,submetidos os indivíduos a teias de influência e jogos de poder inelutáveis,que nem sequer percebem,algumas urdidas próximo,outros que se jogam a muitas milhas dali à roda de mesas diversas,onde se falam outras línguas e se usam outras linguagens,palcos onde afinal se declarou a guerra económica total em nome da prosperidade-sobrevivência?- que o petróleo promete e garante desde a IIª Grande Guerra.Desolação,impotência e fatalidade num filme algo cínico, mas também muita beleza sonora, uma banda sonora que não me importava de ouvir na íntegra e onde tudo parece ser subtil e fluído,minimal. Aqui ficam dois dos temas para audição.



Alexander Siddig como Príncipe Nasir. O seu próximo filme é Cairo time onde representa um polícia egípicio reformado que se envolve com a mulher (Patricia Clarkson) de um amigo, de visita ao Cairo.Não promete muito!
*A lista dos melhores filmes sobre a CIA,segundo a TIME
Three Days of the Condor (1975)
The Good Shepherd (2006)
The Hunt for Red October (1990)
Spies Like Us (1985)
The Bourne Supremacy (2004)
JFK (1991)
The Quiet American (2002)
Syriana (2005)
Mission: Impossible (1996)
Charlie Wilson's War (2007)

5/17/09

EUROFESTIVAL 2009

Download Randajad (Wanderers) por Urban Symphony

Ontem à noite vi parte do Eurofestival. Longe vai o tempo do mero festival de canções.Hoje o Eurofestival é uma demonstração do que de melhor se pode fazer em matéria de espectáculo. A Russia quis deslumbrar e criou na Arena Olímpica de Moscovo uma produção de luxo, palco e um desenho de luz de alto nível, a que somou uma ligação à estação orbitral a meio da emissão para dar um toque especial,-ou seria espacial?!-ao evento.O Eurofestival,é ou quer ser um evento musical global, este ano invadiu a internet com um megasite, esteve no Facebook,Twitter e no Youtube com canal próprio. Promovido a um show de performances que vão da dança tradicional ao show acrobático, tudo vale para conquistar o público e o júri, até a stripper Dita Von Teese,a diva do burlesco, a contorcer-se num sofa! Nesse salto alguns artistas perderam o bom senso mas tudo isto forma um conjunto curioso e penso que vale a pena assistir no mínimo pela multiculturalidade que espelha. Como já vem acontecendo aparecem canções de recorte clássico, outras que se inspiram nas sonoridades mais tradicionais e muitas que são apenas boas para a pista de dança.Depois ainda casos de canções que não se encaixam em formato algum e outras apenas bem populares.Bem que tentei mas não gostei da canção portuguesa.Não está mal,mas.Mas.Agradável ao ouvido mas sem foco de força que nos faça cativos dela. A Estonia apresentou esta beleza visual e sonora, Urban Symphony, um dos conjuntos mais equilibrados e conseguidos do Festival, e penso que a minha canção predilecta, Wanderers,em inglês, mesmo se não consigo perceber uma palavra!
Jade foi uma das minhas intérpretes favoritas e também achei a canção muito boa,exemplo de um formato intemporal de canção que sempre fará boa carreira nos Eurofestivais ou até fora deles.

Quando (ou)vi este mocinho Alexander Rybak achei logo que ele era o vencedor. Os contos de fadas-Fairytale-continuam a encantar até mesmo os adultos. A música é contagiante e a juventude, expressividade e alegria da sua interpretação fizeram o resto. Havia vozes melhores,claro que sim,canções melhores,claro que sim, mas esta canção funciona muito bem como um todo e é um bom exemplo das tais canções populares, mas não popularuchas, de festival, se é que é esta a fórmula de canção festivaleira popular,eu não sou especialista! Ao contrário de outras prestações, aqui os "acrobatas de serviço" - a Frikar Dance Company- não são excessivos, apoiam a interpretação vocal e não nos distraiem dela.Pelo que vi os violinos estão em alta no Eurofestival e o vencedor tinha de ser um violinista.Com um toque de folclore e arranjos modernos, foi um final feliz de conto de fadas para a Noruega.
Years ago when I was youngerI kinda’ liked a girl I knew.She was mine, and we were sweethearts,That was then, but then it’s true
I’m in love with a fairytale Even though it hurts.‘Cause I don’t care if I lose my mind; I’m already cursed
Every day we started fighting, Every night we fell in love.No one else could make me sadder, But no one else could lift me high above
I don’t know what I was doing But suddenly we fell apart.Nowadays I cannot find her.But when I do we’ll get a brand new start
I’m in love with a fairytale Even though it hurts.Cause I don’t care if I lose my mind;I’m already cursed
She’s a fairytaleYeah Even though it hurts.Cause I don’t care if I lose my mind;I’m already cursed

5/15/09

A MELHOR ANEDOTA DE PORTUGAL,para rir ou sorrir e votar


Há muito, muito tempo, quando eu via o mundo a 80 cm do chão, descobri na casa dos meus pais uma pilha de revistas Selecções Reader´s Digest. Por essa altura eu talvez já lesse Os cinco,Os sete e outros livritos semelhantes.Ou seriam antes os livros da Anita?!! As revistas entraram rapidamente nas minhas preferências talvez porque pareciam um livro e não uma revista.Nessa altura as minhas referências de revista eram a Crónica Feminina e algumas revistas de fotonovelas que a minha mãe recebia do Brasil e que eu achava muito estranhas com as suas fotos a preto e branco e balões com falas!As revistas das Selecções eram já da década de 50 e 60. O papel estava envelhecido e as imagens meio desmaiadas ou então eram mesmo assim. O esquema do sumário na capa era algo que eu adorava e começava por percorrê-lo e imaginar o desenvolvimento dos títulos.Depois lia as anedotas do Rir é o melhor remédio,depois passava para os Flagrantes da vida real. Também havia uma outra secção intitulada Ossos do ofício!!E citações ou pensamentos em rodapé.Eu achava aquilo tudo fantástico.Era muito variado e até tinha algumas imagens,não podia ser melhor! Depois lia artigos soltos,maiores, e por fim atacava uma espécie de condensado de um livro que ocupava as últimas páginas da revista. Muitas acabaram no lixo mas antes eu guardei as reproduções de pinturas que sempre ocupavam a capa de trás, não sei se ainda as guardo. Passaram anos e anos sobre essa pilha de revistas amarelecida. De vez em quando eu vejo uma revista Reader's Digest na mão de um leitor, no comboio,possivelmente, mas eu nunca mais li nenhuma.Hoje recebi um email a pedir o meu voto num concurso de anedotas que promoveram,ou seja, ainda devem manter as rubricas iniciais. Aqui fica o link para as anedotas. Nas Selecções do Reader's Digest rir ainda é o melhor remédio.
Um homem entra num bar e pergunta:«De quem é o São Bernardo que está lá fora?»Responde outro homem: «É meu. Porquê?»O primeiro aproxima-se dele e diz: «Lamento, mas o meu cão acabou de matar o seu.»O dono do São Bernardo fica perplexo: «Deve estar a brincar! Aquele cão é maior que um carro!»Diz o primeiro homem: «Bem, ele engasgou-se com o meu chihuahua.»

MUSEU DE ARTE POPULAR EM VIAS DE EXTINÇÃO

MUSEU DE ARTE POPULAR
"O MAP é o único pavilhão sobrevivente da Exposição do Mundo Português, de 1940, e nele se instalou uma colecção de arte popular portuguesa onde se contam inúmeras peças únicas e cuja lógica se estruturou enquanto colecção museológica. Para além disso, o edifício do MAP foi projectado pelo Arquitecto Veloso Reis Camelo (e posteriormente adaptado a museu pelo Arquitecto Jorge Segurado) e nele trabalharam artistas como Tomás de Melo (Tom), Estrela Faria, Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho ou Paulo Ferreira, cujas contribuições podiam ser apreciadas nos frescos que deram ao MAP uma das suas mais-valias. A sua definição arquitectónica, em estreita ligação com a concepção museológica, bem como as qualidades da colecção que albergava, fizeram dele um museu recorrentemente visitado por especialistas estrangeiros que ali encontraram um exemplo de valor incalculável (nem tudo é convertível em cifrões, ainda que os nossos governantes possam não o saber). E as visitas de portugueses e estrangeiros comprovaram, ao longo dos anos em que funcionou, o interesse que o Museu despertava junto do público."

Não estava a par desta questão, recebi por email e acho que vale a pena divulgar e questionar o processo que se encontra em curso.

Amanhã, Sábado comemora-se o Dia dos Museus. Por isso, resolvemos festejar o Museu de Arte Popular, um museu fechado que queremos ver vivo, reaberto, renovado.Após a aprovação na semana passada, em Conselho de Ministros, da instalação do Museu da Língua no edifício do MAP, esta é a nossa última hipótese de protestar contra uma decisão arbitrária, leviana e culturalmente injustificável.Assim, a partir das 15h00 de sábado, diante do Museu de Arte Popular, voluntários e voluntárias bordarão colectivamente um Lenço de Namorados gigante, declarando a sua estima ao Museu de Arte Popular. Quando a noite cair, suspenderemos o resultado na fachada do Museu.Junte-se a nós. Fornecemos os materiais mas precisamos de mãos. Se não sabe bordar, não faz mal: esta é a ocasião de experimentar. Traga os amigos, a mãe, a tia, as crianças – o importante é mostrar que há quem não se conforme com o fim anunciado do Museu de Arte Popular.


A Língua de fora, já! Pelo Museu de Arte Popular, bordar bordar!
Para mais informações:
http://museuartepopular.blogspot.com
Facebook: A Língua de fora, já!
Organizadoras:
Catarina Portas, empresária A Vida Portuguesa/ Quiosque de Refresco
Rosa Pomar, designer
www.aervilhacorderosa.com
Joana Vasconcelos, Artista Plástica
Raquel Henriques da Silva, Professora de História de Arte, FCSH UNL

5/14/09

FILMES PARA ESQUECER - Half light

Por regra só escrevo sobre filmes que me marcam pela positiva.Mas ultimamente só vejo filmes que não me agradam.Klimt! Uma desgraça.O libertino! Outra.E este foi mais um. Que pastilha. Em Half light tudo se arrasta,brinca-se aos antigos clássicos do suspense mas não se passa disso, muita música mais ou menos celta, muita paisagem de tipo escocês, mas o filme foi filmado em Inglaterra. Demi Moore faz das tripas coração para salvar esta história e gostei de a ver neste esforço,eu que não gosto da Demi Moore,nunca gostei nem mesmo quando entrou no Ghost eu gostei dela, mas também nunca percebi porque se gostou tanto desse filme. Habituada que estava a fantasmas deve ter-se sentido como um peixe na água nesta história. O ano passado circularam umas fotografias da senhora a exibir o seu novo corpo para uma revista- estou com preguiça de ir procurar - depois de cirurgias cosméticas milionárias. Também me lembro dela na TV americana a dizer maravilhas do tratamento à base de sanguessugas, e ainda dela a queixar-se que não há papéis em Hollywood para mulheres maduras. Pois! Mas com este aspecto como é que lhe vão dar um papel de mulher madura?!Aparentando demasiada juventude para quase meio século de vida mas já não possuindo juventude que chegue para competir com as jovens actrizes, receio bem que Demi Moore esteja numa encruzilhada maior do que aquela em que a sua personagem Rachel Carlson se encontrava neste filme!Mesmo assim que as encruzilhadas da vida fossem à la Demi Moore e estaríamos todas quase felizes. Depois deste filme que foi rodado em 2006 ela já entrou em mais meia dúzia de filmes não sei se com ou sem fantasmas, nem quero saber...

5/8/09

"Rise and shine,Samy,rise and shine!" e MÚSICA SOBRENATURAL

Penso que já não está a passar na nossa TV a série SOBRENATURAL. Vi alguns episódios da primeira temporada, não achei nada de especial, mas gostei da ideia de dois irmãos deambularem a América ao volante de um carro antigo estiloso atrás de fenómenos estranhos e,além disso, como não sou cliente habitual destas temáticas, as histórias eram-me apelativas por alguma novidade.Continuei a ver a segunda temporada e fui-me habituando ao jeito despretensioso do formato, que junta o sobrenatural e o humor,sem grandes elaborações ou teorias que por vezes apenas criam um falso e rebuscado supense.SUPERNATURAL é apenas a cruzada de dois irmãos que perpetuam a profissão do pai na caça a criaturas sobrenaturais de toda a qualidade numa vingança contra o Mal, as Trevas e todas as demais coisas essenciais ao estilo. Entretenimento sem mais, o que é certo é que de temporada em temporada a série foi ganhando fôlego e acabei por ver alguns episódios realmente bons. Mas houve um que me ficou na memória pois foi realmente hilariante!Os dois irmãos ficam à mercê de um feitiço do tempo,tal como acontecia ao meteorologista no célebre Groundhog Day. Eis um excerto do episódio, e, se quiserem divertir-se, eis uma interpretação sobrenatural de Eye of the tiger por parte de um dos actores,Jensen Ackles, SUPERFUN!

5/7/09

SEND A WHALE - ENVIA UMA BALEIA

Send a whale, campanha da Greenpeace contra a captura da baleia por parte do Japão. Assine a petição e depois construa a sua baleia-origami virtual, junte uma mensagem e envie. Menos poético que este mar de baleias origami nomeado e agraciado com um Webby,um video no site da Walewatch (agrupa 40 organizações não-governamentais ) entidade que sustenta o fim da caça à baleia com fundamento na sua crueldade intrínseca.

5/5/09

NOVA ATRACÇÃO TURÍSTICA NO AREAL DA FIGUEIRA DA FOZ



Na América do Sul variados sulcos no terreno com mais de 1000 anos de existência constituem mistério arqueológico por muitos tentado explicar.As gravuras de Nazca ficam no Sul do Perú e só podem ser identificadas como desenhos se vistas do ar.A Figueira da Foz também possui a sua gravura misteriosa mas a maioria das pessoas ainda desconhece a sua existência embora se lhe refiram vulgarmente como o "Oásis". Só que de oásis o local nada aparenta já que observado no chão não passa de um charco de águas nauseabundas, às vezes com patos, outras com ratos,e outras ainda com festivos repuxos de água suja e mal cheirosa que o vento espingalha para cima de nós quando ali passamos, algumas palmeiras risíveis e vegetação rasteira.Sugiro aos serviços turísticos da Figueira da Foz que no arranque da próxima época de Verão se promovam ali alguns vôos de balão para todos poderem apreciar devidamente a beleza desta gravura,- um caso único em Portugal - que muito dignifica o património desta cidade à beira-oásis plantada.
E em 2007,como era?!As notícias sobre o Oásis eram assim, no DC.

5/4/09

KONIEC

10 de Julho de 1925 - 4 de Maio de 2009

Boogie and Doodle.An animation film made without the use of a camera, in which "boogie" played by Albert Ammons and "doodle" drawn by Norman McLaren combine to make a rhythmic, brightly colored film experiment. The main title is in eight languages_ Um filme de animação feito sem uso de uma camera, em que "boogie" interpretado por Albert Ammons e "doodle" desenhada por Norman McLaren se combinam para fazer uma experiência fílmica ritmada e cativantemente colorida.

O lápis mágico - Zaczarowany Olowek
O programa Cinema de Animação que Vasco Granja apresentava foi o primeiro que me levou a sentar em frente à TV uma e outra vez e outra vez. Recordo que nem sempre gostava de todos os filmes de animação que via, mas voltava sempre para ver mais!Sem Vasco Granja tenho hoje a certeza de que o meu interesse, sentido crítico e apreciação do cinema de animação, e mesmo do cinema em geral, não seriam os mesmos. Talvez tenha sido ele quem moldou a minha curiosidade e disponibilidade para ver cinema oriundo dos quatro cantos do mundo, ou primeiras obras, habituada que estava à diversidade e ao carácter experimental da expressão animada. Com ele aprendi que o formato era menos importante do que o conteúdo e que valia a pena, sempre, ser uma espectadora paciente até ao fim. Tal como um filme Vasco Granja chegou ao fim.Mas tal como um filme viverá para sempre na história do cinema de animação em Portugal (e não só) como um dos seus mais interessados e sensíveis divulgadores.

5/2/09

PJ HARVEY ESTÁ NO PORTO


PJ Harvey está hoje na Casa da Música, no Porto, para um concerto às 22.30 horas. Em palco com John Parish, a cantora inaugura ali a digressão europeia da tournée de promoção de "A woman a man walked by". Em 2000 estava eu no Porto e tentei desesperadamente assistir a um concerto da Polly Jean,primeiro prometido para a rua de StªCatarina e depois realizado no Rivoli...Um desapontamento enorme!Cheguei atrasada de Matosinhos e soube em cima da hora do sucedido.Fiquei à porta e sem perceber o que se tinha passado,eu e muitos. Tinha comprado o Stories from the city stories from the sea que se tornou quase a banda sonora desses meus meses na cidade do Porto. Ainda hoje essas canções me transportam facilmente até esses dias.Não sendo o disco essencial de PJ Harvey é-o para mim não apenas pela música mas por tudo o que lhe associo. Hoje não tenho pena de não estar no Porto para ver a PJ embora Black Hearted Love seja uma proposta não digo irrecusável mas bem interessante,o video é que nem por isso.

THIS MESS WE'RE IN, com Tom York,(que dupla!!!) e THIS IS LOVE,para recordar o CD de 2000,Stories from the city stories from the sea...

"Can you hear them? The helicopters? I'm in New York No need for words now We sit in silence You look me In the eye directly You met me I think it's Wednesday The evening The mess we're in and The city sun sets over me Night and day I dream of Making-love To you now baby Love-making On-screen Impossible dream And I have seen The sunrise Over the river The freeway Reminding Of this mess we're in and The city sun sets over me What were you wanting? I just want to say Don't ever change now baby And thank you I don't think we will meet again And you must leave now Before the sunrise Above skyscrapers The sin and This mess we're in and The city sun sets over me"

SWINEFIGHTER - A VIDA É UM JOGO

Pois é verdade. A gripe A,ex-gripe suina,já inspirou um jogo online. Arcaico,é certo. Um nome mais adequado seria O implacável exterminador de porcos voadores...

5/1/09

LP PORTRAITS - DAR VIDA NOVA AOS NOSSOS LP


O grupo L P portraits no Flickr está repleto de fotografias como esta. Vale uma espreitadela para descobrir as capas dos nossos LP assim recriadas e,quem sabe, até fazer uma pose!

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