10/31/07

FAÇAM-ME UM FAVOR, COMEDORES DE SARDINHAS: ENTUPAM O MIRROR.CO.UK COM A VOSSA INDIGNAÇÃO



Para feedback@mirror.co.uk enviei este email:


Dear Senhor Tony Parsons

I'm just another sardine eater like our ambassador. If you can't write something constructive stay at home and write bios.
Accept my best regards,
Belinha Fernandes

P.S Learn some portuguese, "Senor" Tony Parsons.


http://palavras-cruzadas.blogspot.com/2007/10/tony-parsons-e-anne-enright-sobre-o.html

10/30/07

24: O TRAILER DA TEMPORADA 7


Ok, ok, eu quase ia adormecendo em alguns dos episódios da útima temporada do meu vício televisivo mais entranhado deste século - no passado foram os X-Files e Vickie, o Vicking. Mas eis que aqui está o novo trailer a prometer o melhor de sempre. E, well,well, Tony Almeida is back!

(Spoiler: agora pertence ao clube dos maus...Fãs, preparem-se: na 8ª temporada a mulher do Jack ressuscitará da tumba. Ela afinal tinha uma irmã gémea secreta e foi apenas esta pobre de Cristo que foi morta.Um esquema sem sentido, típico na 24, para assegurar aos argumentistas um trunfo lá para o 8º ou 9º ano de escritas de argumentos, isto na eventualidade do governo dos EUA se tornar menos imaginativo e de rarearem pretextos de inspiração para escreverem insanidades.)

Tony Parsons e Anne Enright e EU sobre o caso Maddie Mccann - foi o mordomo!



Estive no Algarve em Setembro e ainda vi por lá alguns posters da Maddie afixados nas lojas. Na realidade penso que já ninguém pensa na Maddie pois os papás conseguiram catapultar-se para o centro das atenções e de tal forma que o rosto da criança já se deve ter eclipsado da maioria das cabeças das pessoas, substituido pela face da escanzelada Kate e do seu hubby Gerry.Metade dos interessados anda a seguir os passos do casal, outra metade quer vivamente desinteressar-se do caso, já nem sequer pode ouvir falar deles - eu incluo-me nesta. Só ocasionalmente ambas as partes se perguntarão ainda onde estará a menina, no nosso íntimo já estamos todos convencidos de que nunca irá aparecer,infelizmente como muitas crianças. O caso Maddie tornou-se um dos mais bens sucedidos reality shows, leia-se,mundiais, de todos os tempos e todos têm dado contributos inexcedíveis para o seu conteúdo: protagonistas e espectadores.Enredo romanesco e policial, só falta alguém vir sustentar a tese de que foi o mordomo!Eu estou à espera disso.Neste momento o simples nome Mccann causa-me náuseas.A figura dos papás é-me ainda mais desagradável agora do que quando soube que tinham deixado os filhotes sós (bebés?!!)para irem matar o bicho à mesa com os comparsas de férias.É claro que os pobres papás têm direito a jantar descansadamente.Senão como é que eles iriam repôr as energias necessárias dispendidas no diário gozo de férias de forma a aproveitar o bom do sol algarvio, aquele mar, na sua plenitude?Eu não deixo o meu sobrinho sózinho na minha casa e ele tem cinco anos.Modifiquei algumas coisas no meu escritório para o tornar mais seguro para ele.E, mesmo assim, ontem deu uma cabeçada valente num móvel bicudo e só por sorte não aconteceu pior. Aquele pequeno detalhe mantém-me deste o primeiro momento nesta certeza:mais culpa que venha para cima dos doctors essa já é bastante para eu achar que são no mínimo duas criaturas irresponsáveis para não dizer pior, dois seres de outro planeta, será?!!Não confessam mais nada? Para mim não é preciso pois isso eles confessaram e isso chega-me. O tal Tony escrevedor e opinador-mor britânico cujo texto reproduzo abaixo diz que cometeram um erro e que terem perdido a filha já basta como punição. Talvez, mas se assim é porque teremos nós, os comedores de sardinhas, que ser punidos meses a fio com toda esta trama arrastada, opiniões e rudes epítetos? O diabo das notícias, das crónicas, das opiniões estão em toda a parte.Comedores de muffins e de sardinhas, tudo opina e re-opina. Eu esforço-me por não ler pois não acrescentam nada de conclusivo ao facto inicial:a miúda desapareceu e continua desaparecida.É só isso que sabemos de concreto. Eu apenas queria ler nas notícias uma de duas coisas: a Maddie apareceu, ou então o cadáver da Maddie foi descoberto, há factos e provas que condenam X como o responsável, não há factos nem provas e não sabemos o que lhe sucedeu excepto que está morta. Falta esse ponto final que não há forma de acontecer.E enquanto isso, ingleses e portugueses, vão sendo espicaçados por textos como os que se seguem,ambos opiniões extremadas e pouco serenas, que em nada contribuem para alcançar o tal ponto final e que antes fazem ferver o sangue a muitos e encolher os ombros a outros tantos, os tais que já se tornaram imunes, estado que eu anseio alcançar de todo,infrutiferamente. É que, peixa de um mesmo e orgulhoso cardume de sabor bem português, acabo de me sentir atacada: eu sou uma "comedora de sardinhas". Eu gosto de sardinhas e o Senor Tony que assim chama o embaixador português,com desprezo, não deve saber que as sardinhas são um peixe genial, um óptimo alimento rico em nutrientes para o cérebro, injustamente afastado das dietas infantis talvez por ter muitas espinhas mas hoje lentamente a ser repescado para os seus pequenos pratos.Bem merecido seria um bom plano publicitário que virasse a favor das nossas mais emblemáticas peixinhas a opinião pública e ignorante dos Senores Tonys.O diabo dos ingleses não nos gramam - facto histórico mais que provado - mal disfarçam que gostariam que o Algarve fosse uma sua colónia... e nós, povo de brandos costumes, o cardume dos comedores de sardinhas, ainda temos que viver com esta história dos Mccann atrelada às nossas escamas até à eternidade. Um destes dias os Mccann lembram-se de construir uma estátua na Praia da Luz - que nome tão bonito para um episódio tão obscuro -para perpetuar a sua busca pela criança desaparecida e lá estaremos nós,os comedores de sardinhas, a afixar posters, a publicar posts nos blogs, a recolher donativos, a construir a estátua com mão de obra barata e depois a acender velinhas à memória da Maddie, a colocar flores, lacinhos e desenhos na estátua no dia da inauguração.É que somos de outro planeta, como diz este Senor Tony.E é por sermos extraterrestres que não gostamos de deixar as crianças sózinhas para nos irmos divertir e que censuramos os que o fazem sejam portugueses, ingleses, peruanos, marcianos ou venusianos.Leiam-nos,pois, aos comedores de muffins, irritem-se até à medula com a ofensa,apreciem a falta de senso se ainda conseguirem ser sensiveis à insensatez, bocejem até ao céu das amígdalas...se ainda tiverem pachorra, leiam.

OH, UP YOURS, SENOR - Tony Parsons- Mirror.co.uk 29/10/2007
Portugal's ambassador to Britain, Senor Antonio Santana Carlos, says that the Madeleine McCann case has seriously damaged relations between the two countries. Well, whose fault is that? It is the fault of the spectacularly stupid, cruel Portuguese police. I have never much cared for the convention of calling cops "pigs" or "filth", but I am happy to make an exception. They have tried to cover their humiliation at coming nowhere close to finding that stolen child by fitting up her parents. The decline in relations is also the fault of the appalling Portuguese media, happy to print any piece of poisonous trash spoon-fed to them by "police sources" treating the abduction of a small child as light entertainment. And the Portuguese public must also take their share of the blame. The sight of locals jeering at Kate McCann as she went in for questioning made me feel as though these leering bumpkins were not from another country, but another planet. And the good ambassador can also be blamed for the decline in relations. When he should be exercising a little diplomacy, he huffs and he puffs about the McCanns' tragic decision to leave their children sleeping alone on the night Madeleine was stolen. "In Portugal we have the concept of a nuclear family," sniffs Senor Carlos. "That the families all live together." They made a mistake, ambassador. Their lives have been wrecked. That is punishment enough, without your asinine, unwanted comments. And I would respectfully suggest that in future, if you can't say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut.



Diary - Anne Enright - 04.09.2007
It is very difficult to kill a child by giving it sedatives, even if killing it is what you might want to do. I asked a doctor about this, one who is also a mother. It was a casual, not a professional conversation, but like every other parent in the Western world, she had thought the whole business through. She said that most of the sedatives used on children are over-the-counter antihistamines, like the travel sickness pills that knocked me and my daughter out on an overnight ferry to France recently. It would also be difficult, she told me, to give a lethal dose of prescription sleeping tablets, which these days are usually valium or valium derivatives, ‘unless the child ate the whole packet’. If the child did so, the short-term result would not be death but a coma. Nor could she think of any way such an overdose would lead to blood loss, unless the child vomited blood, which she thought highly unlikely. She said it was possible that doctors sedated their children more than people in other professions but that, even when she thought it might be a good idea (during a transatlantic flight, for example), she herself had never done so, being afraid that they would have a ‘paradoxical rage reaction’ – which is the medical term for waking up half out-of-it and tearing the plane apart.
I thought I had had one of those myself, in a deeply regretted incident at breakfast on the same ferry when my little son would not let me have a bite of his croissant and I ripped the damn pastry up and threw it on the floor. She said that no, the medical term for that was a ‘drug hangover’, or perhaps it was just the fact that an overnight ferry was not the best place to begin a diet. We then considered the holidays with children that we have known.
How much do doctors drink? ‘Lots,’ she said. Why are the McCanns saying they didn’t sedate the child? ‘Why do you think?’ Besides, it was completely possible that the child had been sedated and also abducted – which was a sudden solution to a problem I did not even know I had: namely, if the girl in the pink pyjamas was being carried off by a stranger, why did she not scream? Sedation had also been a solution to the earlier problem of: how could they leave their children to sleep unprotected, even from their own dreams?
But sedation was not the final answer, after all.
If someone else is found to have taken Madeleine McCann – as may well be the case – it will show that the ordinary life of an ordinary family cannot survive the suspicious scrutiny of millions.
In one – completely unverified – account of her interrogation, Kate McCann is said to have responded to the accusation that the cadaver dog had picked up the ‘scent of death’ on her clothes by saying that she had been in contact with six dead patients in the weeks before she came on holiday. My doctor friend doubted this could be true of a part-time GP, unless, we joked, she had ‘done a Shipman’ on them. Then, of course, we had to row back, strenuously, and say that even if something had happened between mother and child, or between father and child, in that apartment, even if the child just fell, then Kate McCann was still the most unfortunate woman you could ever lay eyes on.
And we are obliged to lay eyes on her all the time. This makes harridans of us all.
The move from unease, through rumour, to mass murder took no time flat. During the white heat of media allegations against Madeleine’s parents, my husband came up the stairs to say that they’d all been wife-swapping – that was why the other diners corroborated the McCanns’ account of the evening. This, while I was busy measuring the distance from the McCanns’ holiday apartment down the road to the church on Google Earth (0.2 miles). I said they couldn’t have been wife-swapping, because one of the wives had brought her mother along.
‘Hmmmm,’ he said.
I checked the route to the open roadworks by the church, past a car park and a walled apartment complex, and I thought how easy it would be to carry my four-year-old son that distance. I had done that and more in Tenerife, when he decided against walking. Of course he was a live and not a dead weight, but still, he is a big boy. Too big to fit into the spare-tyre well of a car, as my father pointed out to me later, when it seemed like the whole world was figuring out the best way to kill a child.
‘She was only a slip of a thing,’ I said.
I did not say that the body might have been made more pliable by decomposition. And I had physically to resist the urge to go out to my own car and open the boot to check (get in there now, sweetheart, and curl up into a ball). Then, as if to pass the blame back where it belonged, I repeated my argument that if there is 88 per cent accurate DNA from partly decomposed bodily fluids found under the carpet of the boot of the hired car, then these people had better fly home quick and get themselves another PR company.
If.
Who needs a cadaver dog when you have me? In August, the sudden conviction that the McCanns ‘did it’ swept over our own family holiday in a peculiar hallelujah. Of course they had. It made a lot more sense to me than their leaving the children to sleep alone.I realise that I am more afraid of murdering my children than I am of losing them to a random act of abduction. I have an unhealthy trust of strangers. Maybe I should believe in myself more, and in the world less, because, despite the fact that I am one of the most dangerous people my children know, I keep them close by me. I don’t let them out of my sight. I shout in the supermarket, from aisle to aisle. I do this not just because some dark and nameless event will overtake them before the checkout, but also because they are not yet competent in the world. You see? I am the very opposite of the McCanns.
Distancing yourself from the McCanns is a recent but potent form of magic. It keeps our children safe. Disliking the McCanns is an international sport. You might think the comments on the internet are filled with hatred, but hate pulls the object close; what I see instead is dislike – an uneasy, unsettled, relentlessly petty emotion. It is not that we blame them – if they can be judged, then they can also be forgiven. No, we just dislike them for whatever it is that nags at us. We do not forgive them the stupid stuff, like wearing ribbons, or going jogging the next day, or holding hands on the way into Mass.
I disliked the McCanns earlier than most people (I’m not proud of it). I thought I was angry with them for leaving their children alone. In fact, I was angry at their failure to accept that their daughter was probably dead. I wanted them to grieve, which is to say to go away. In this, I am as bad as people who complain that ‘she does not cry.’
On 25 May, in their first television interview, given to Sky News, Gerry McCann spoke a little about grief, as he talked about the twins. ‘We’ve got to be strong for them, you know, they’re here, they do bring you back to earth, and we cannot, you know, grieve one. We did grieve, of course we grieved, but ultimately we need to be in control so that we can influence and help in any way possible, not just Sean and Amelie, but the investigation.’
Most of the animosity against the McCanns centres on the figure of Madeleine’s beautiful mother. I am otherwise inclined. I find Gerry McCann’s need to ‘influence the investigation’ more provoking than her flat sadness, or the very occasional glimpse of a wounded narcissism that flecks her public appearances. I have never objected to good-looking women. My personal jury is out on the issue of narcissism in general; her daughter’s strong relationship with the camera lens causes us a number of emotions, but the last of them is always sorrow and pain.
The McCanns feel guilty. They are in denial. They left their children alone. They cannot accept that their daughter might be dead. Guilt and denial are the emotions we smell off Gerry and Kate McCann, and they madden us.
I, for example, search for interviews with them, late at night, on YouTube. There is so much rumour; I listen to their words because they are real, because these words actually did happen, one after the other. The focus of my ‘dislike’ is the language that Gerry McCann uses; his talk of ‘information technology’ and ‘control’, his need to ‘look forward’.
‘Is there a lesson here, do you feel, to other parents?’
‘I think that’s a very difficult thing to say, because, if you look at it, and we try to rationalise things in our head and, ultimately, what is done is done, and we continually look forward. We have tried to put it into some kind of perspective for ourselves.’
He lays a halting and agonised emphasis on the phrase ‘what is done is done,’ and, at three in the morning, all I can hear is Lady Macbeth saying this line after the murder of Duncan, to which her husband replies: ‘We have scorched the snake, not killed it.’ Besides, what does he mean? Who did the thing that has been done? It seems a very active and particular word for the more general act of leaving them, to go across the complex for dinner.
There are problems of active and passive throughout the McCanns’ speech. Perhaps there are cultural factors at play. I have no problem, for example, with Kate McCann’s reported cry on the night of 3 May: ‘They’ve taken Madeleine.’ To my Irish ears ‘they’ seems a common usage, recalling Jackie Kennedy’s ‘I want the world to see what they’ve done to my Jack’ at Dallas. I am less happy with the line she gives in the interview when she says: ‘It was during one of my checks that I discovered she’d gone.’ My first reaction is to say that she didn’t just go, my second is to think that, in Ireland, ‘she’d gone’ might easily describe someone who had slipped into an easy death. Then I rewind and hear the question, ‘Tell us how you discovered that Madeleine had gone?’ and realise that no one can name this event, no one can describe the empty space on Madeleine McCann’s bed.
Perhaps there is a Scottish feel to Gerry McCann’s use of ‘done’. The word is repeated and re-emphasised when he is asked about how Portuguese police conducted the case, particularly in the first 24 hours. He says: ‘I think, em, you know, we are not looking at what has been done, and I don’t think it helps at this stage to look back at what could and couldn’t have been done . . . The time for these lessons to be learned is after the investigation is finished and not now.’
I am cross with this phrase, ‘after the investigation is finished’. Did he mean after they’d packed up their charts and evidence bags and gone home? Surely what they are involved in is a frantic search for a missing child: how can it be finished except by finding her, alive or dead? Why does he not say what he means? Again, presumably because no one can say it: there can be no corpse, killed by them or by anyone else. Still, the use of the word ‘investigation’ begins to grate (elsewhere, Kate McCann said that one of the reasons they didn’t want to leave Portugal is that they wanted ‘to stay close to the investigation’). Later in the interview the word changes to the more banal but more outward-looking ‘campaign’. ‘Of course the world has changed in terms of information technology and the speed of response, you know, in terms of the media coming here and us being prepared, em, to some extent to use that to try and influence the campaign, but above all else, it’s touched everyone. Everyone.’
The sad fact is that this man cannot speak properly about what is happening to himself and his wife, and about what he wants. The language he uses is more appropriate to a corporate executive than to a desperate father. This may be just the way he is made. This may be all he has of himself to give the world, just now. But we are all used to the idea of corporations lying to us, one way or another – it’s part of our mass paranoia, as indeed are the couple we see on the screen. No wonder, I think, they will not speak about that night.
Then I go to bed and wake up the next day, human again, liking the McCanns.


VOLTA AO MUNDO GRÁTIS!ENA, QUE SORTE!



Para quem se anda sempre a queixar e a dizer que não tem sorte em concursos que funcionam por sorteios a excepção vem confirmar a regra: tive sorte!Acabo de receber o primeiro de 12 números da revista VOLTA AO MUNDO, umas das publicações que compraria sempre se não fosse tão cara: 3,80 euros.Não digo que não valha a pena: artigos escorreitos,fotos excelentes,papel razoável.Eu é que vivo na penúria. A minha segunda paixão nesta vida são as viagens e daí se compreende que curta a revistinha. Se não posso ir-me pelo Mundo pelo menos posso ir dando umas Voltas no papel,sonhando com isso! Há que ter esperança, a última coisa que morre, diz-se. Esta não é a capa da revista de Novembro, que acabo de receber. A de Novembro tem uma linda foto do deserto tunisino, com a silueta de dois camelos recortada a preto num céu ocre, o sol brilhando ao fundo, rentinho às areias. Promete também reportagem sobre as Maldivas e Amsterdão. Nunca estive nem na Tunísia nem nas Maldivas, mas já estive em Amsterdão e achei a cidade verdadeiramente incrível. A par de Barcelona tornou-se uma das minhas eleitas para repetição da experiência. Enquanto não posso voltar vou lendo e revendo os canais nas fotos da Volta ao Mundo!

10/28/07

I PLEDGE TO BUY HANDMADE!




Sou a nº 1871! Iniciativa Pledge Handmade é engraçada e despretensiosa enquanto publicidade para divulgar as novas e velhas expressões do que é artesanal e vai reunindo um assinalável número de links para sites,blogs e shops de pessoas que se dedicam ao artesanato.

10/25/07

ESTADO DE BABY SÍTIO

Nada a fazer.Se não podes vencê-los, junta-te a eles! Amanhã vai ser estado de sítio cá em casa,melhor dizendo, estado de baby-sítio, já que o meu sobrinho vem passar a tarde novamente comigo. Da última vez que cá esteve em vão tentei transformar os meus fantoches de dedo - confecionados por uma comunidade de mulheres dos Andes-em heróis de brincadeira. O máximo que consegui foi um entusiasmo passageiro embora se tenham feito uns teatrinhos simpáticos envolvendo os animais domésticos e selvagens e explorando as habilidades de cada um.
Todavia nem uns nem outros conseguiram sobreviver aos super poderes dos Pokemons acabando ambos aniquiliados e dentro do saco que eu agitara em jeito de surpresa na cara do meu sobrinho quando ele entrou na sala.
O mistério que o saco encerrava, que era macio, colorido e de formas simples ,foi rapidamente desvendado e ainda mais rapidamente engolido pela trama diabólica dos super-heróis de estranhos poderes e forças que tudo podem, mesmo que incompreensivelmente para mim.Eu bem que tentava lutar pelos meus amigos de lã mas a batalha era diabolicamente desigual, nem com a ajuda de algumas magias eu me safei!
E então não me restou alternativa: peguei no lápis de cera e desenhei dois super-animais da tal esplêndida e magnética colecção de Pokemons e durante uns minutos o meu sobrinho coloriu-os com esmero e fez-se paz entre os dois reinos!

10/23/07

CHINA IS GETTING READY- Imagens de campanha da Amnistia Internacional




«A China presta grande atenção aos Direitos Humanos, que são protegidos e defendidos pela constituição chinesa»
Liu Jianchao, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês




10/21/07

The 'John Believes In Me' Contest

1. What you like about yourself.1. Despites I’m a grown up woman I like to be able to still sometimes see, feel and think things as when I was a child. It allows me a sweet escape from the madness of our fast-a-porter modern life where no one seems to care about each other anymore but often spends hours chatting with strangers in the internet… but also gives me the fuel and the perspective I need to create my imaginary world in paper were with words and draws I can make it all perfect!
2. What you don't like about yourself that you can change.2.I don’t like the color of my hair. Now I have dark brown hair and that’s my natural color. But for almost five years I was blonde and I enjoyed it a lot! I had to quit blonde color when I got unemployed because I can’t afford a monthly hairdresser visit!!!Well, this is the truth but I don’t want you and your readers to tagg me as a futile woman so I must say that I dislike being so distrustful of people I meet.
3. What you can do to make that change happen in #2.
3.So I can get the Marilyn Monroe hair looks back again but I’d better try the Totoloto Saturday Lottery as Portugal isn’t the best place on earth to get a job these days. Or I can post an ad on TV to find myself a very wealthy guy to pay my hairdresser bills, a kind of Italian mecenas for beauty, a football player maybe! Of course you’re not taking me serious this time and you shouldn’t. First I never take fortunate games because I’m unlucky since I remember. So now you’re asking yourself what am I doing entering your contest. I’m the masochist kind of blogger that never wins but never gives up. I’m kind of a tree that is said that dies on its feet standing. Ok, now I will be a Christmas tree and your giveaway is the present missing beneath it!! Oh, about the ad. It might be an idea to explore when I’m starting to get gray hair instead of brown hair and still no job! So right to the bottom line - we have a say: gato escaldado de água fria tem medo. Literally this means a burnt cat is afraid of cold water. I think it’s easier to become blonde again than to change the way I feel...
4. What you can't change about yourself and haven't accepted.4.I went to law school and hated it and hated the job after it, and quit the job, and went to social work area and now I have no job. But since I was in law school that I felt and knew that what I really wanted to be, what I really wanted to do every single day of my life was to become an artist, a painter or something like that. I still haven’t accepted that I was too coward, to weak to leave law school and start fresh and embrace my inner call…
5. What you can do to overcome #4.
5.Well in a certain naïf way I overcome it because there are plenty of self taught artists around and I’ve been trying hard to learn the most and improve my skills since I was fired from my last job. And I intend to keep the route! At last I had the time and liberty in my life to do it and it has been a party except for the money thing! But still there is a certain sour regret and a feeling of waste of my youth years in a struggle with books that I hate and court routines and dull and dark realities that turned my school and professional and emotional life into misery when it should have been about joy of knowledge and professional satisfaction, I guess ...And that’s it! Sorry for my so-so English!I think I’m late for the contest anyway but I enjoyed entering!

10/19/07

A NOSSA PELE É UMA FESTA!


Ontem,eis que depois de um belo copo de vinho e de um jantar quase vegetariano me instalo no conforto do sofá para descansar a cabeça dos enovelados e malucos pensamentos do dia. Se fosse só isso até talvez desse bom resultado.Mas perto de um sofá fofo não raras vezes anda um comando de TV que a nossa mão teima em ir buscar como quando o coçar chama por unhas!E vai daí lá começo eu a percorrer os canais.Num deles um documentário já adiantado sobre a pele, a nossa pele, e então apenas consigo perceber que numa tribo qualquer existe um ritual de iniciação em que os rapazes andam às cambalhotas por cima de uma manada de bois chifrudos, ou algo assim, mas, se por azar do destino tiverem irmãs, enquanto os irmãos se submetem às marradas, elas são chicoteadas pelos homens da tribo. A pele negra das costas fica cortada, o sangue jorra e depois elas ostentam orgulhosamente as cicatrizes.É assim que os rapazes passam a homenzinhos, daí para a frente são considerados casadoiros, isso é claro, se algum dos bois não lhes der cabo do material. Os jornalistas estavam impressionados com a quantidade de dor implícita na festa. Eu também.De seguida o grupo visado são os gangs americanos, uns tais Asian Boys que se divertem a roubar carros, a traficar droga, enfim, brincadeiras juvenis próprias de rapazolas na idade civilizada do nosso século.Nos intervalos da diversão eles fazem-se mutuamente tatuagens e para isso, diz o narrador, apenas precisam de uma lapiseira, de uma corda de guitarra e de uma bateria.Eu fiquei a matutar no método artesanal já que eles não explicitaram a arte da tatuagem improvisada.E eu, quem costuma espreitar o meu blog, sabe que eu gosto de tatuagens.No Algarve deu para perceber que não sou só eu, aquilo veio para ficar entre os ocidentais.Depois era a história de um ex-gang boy que queria mudar de vida mas que tinha a sua história/vocação escrita no corpo, era complicado, todos o julgavam perigoso. Para quem queria descansar, eu não estava a ficar nada relaxada.Então mudei de canal e desta vez apanhei uns videos com o Timbaland. Não cesso de me pasmar com a versatilidade e omnipresença deste produtor,cantor...whatever!Ele está em todas! E a qualidade do que faz é aceitável e mais ou menos constante.Bom, durou pouco e eu mudei para novo canal e fiquei a pasmar ao som da Jennifer Lopez. Ora era mesmo isso que o meu corpo, mente e estado de sofá pediam: música ligeira sobre a boa vida, o bom humor, os amores felizes,let’s get loud,etc,etc.Para variar neste conjunto de videos o que se faz é o elogio da pele perfeita: sã, macia, lisa, elástica, sem mácula, muitos centímetros quadrados de pele gulosa. Mas isso acabou e lá tive eu de dar ao dedo.Desta vez surgem as histórias de três jovens americanas problemáticas.Apesar de parecerem bastante normais, de trabalharem, de estarem inseridas na sociedade americana e tal, duas delas automutilam-se fruto de traumas diversos, cortam-se com lâminas nos braços, na barriga,sangue a pingar, infecções, hospital, cicatrizes, sofrem tanto psicológicamente que só a dor física lhes transmite alívio...porra!Será que as televisões se combinaram no alinhamento?!!O caso da terceira jovem até dava vontade de rir se não fosse igualmente dramático:arrancava cabelo e fazia peladas enormes na cabeça, tudo fruto da ansiedade.Não satisfeita com isso, contava os cabelos arrancados.Na sessão mostrada com a sua terapeuta levou-os numa saca plástica: eram 506!!!(Por acaso também arrancava pelos púbicos, mas isto é só um pormenor.)Lembrei-me de uma amiga minha do tempo da faculdade que enquanto estudava estava sempre de tesoura em punho e ia cortando pontas espigadas..mas um dia arrancou meia sobrancelha e nos tempos seguintes, enquantos os pelitos não cresciam, usava um band aid e dizia a todos que “tinha dado um toque”!!!Ora quando eu penso que sou maluca em virtude das escolhas que faço para a minha vida o que eu preciso é de ligar a TV para ver como há gente mais maluca do que eu, e, infelizmente, a lutar desesperadamente contra uma maluquice que não controla, pois cá eu ainda vou mantendo a minha dentro dos limites da minha ténue consciência.Exausta, desliguei o aparelho e fui revisitar o som de Smoke City.Ufff, que alívio!(Ah, a fotografia do protagonista de Prison Break, pois é.O que faz ela ali?Ando sempre à procura de desculpas para meter o W.Miller neste blog, já devem ter percebido isso... e este post é apenas mais uma!)

10/16/07

O PAPELUSTRO EM DIEPPE



A língua francesa sempre me deu problemas e no Liceu bem que o professor Cartaxo se esforçava por me fazer conjugar os verbos, mas eu, preguiçosa, enrolava-os na língua e nunca passei de aluna muito mediana. De visita a Paris falei francês duas ou três vezes, de resto usava o inglês...shame on me! Ainda assim, durante muitos anos comprei a revista Prémière, primeiro nem sequer havia edição portuguesa à venda, e lá ia lendo as últimas novidades do cinema mundial em francês. Hoje ainda consigo ler com relativa facilidade peças fáceis, mas escrever isso c'ést une autre chanson, que é como quem diz, é outra cantiga: duas palavras escritas e a seguir corro para o dicionário para ver se está correcto!!De vez em quando dou uma saltada a blogs franceses, acho curioso ver outras blogosferas, e sobretudo porque em matéria de banda desenhada e cartoon há muita gente a dedicar-se a isso,há dezenas de blogs ilustrados de óptima qualidade. Qual não é o meu espanto descubro que um cavalheiro de Dieppe acabou de incluir o meu Papelustro numa lista dos blogs imperdíveis, imperdíveis para ele, claro, o que não deixa de ser motivo de agrado para mim.Já não era sem tempo de colocar aqui algo escrito nessa língua que tanto trabalhinho me deu nos bancos da escola...e portanto eis o que o blogger escreveu, com alguma piada, acerca da sua muito particular Hit parade des blogs:

"Le Top 20 des blogs
Impressionné par la diversité et la qualité de mes visiteurs, venus de 28 pays au cours des toutes dernières semaines et parmi lesquels on trouve, pêle-mêle :
- des gens très sérieux et des petits-rigolos
- des Pop stars internationales et des casseroles (les deux à la fois dans certains cas !)
- des personnalités connues, écrivains, magistrats, psychanalystes, ajusteurs, éboueurs, préfets,
- des centristes, des anars, des punks, des rockers, des trotskystes, des SE, des SPF
- sans oublier bien sûr ******* *******
je n'ai pas pu résister à la pression croissante pour élaborer -enfin!- un
Top 20 des blogs qui en est à son deuxième jour.
Il comporte des imperfections de forme que vous saurez certainement me pardonner étant donné l'excellence des découvertes que vous ferez par ce biais !
N'oubliez pas de brancher le son pour visiter le Top 20 en musique avec les meilleurs airs classiques en fond sonore !
De vous, oui de vous qui me lisez en ce moment précis dépend sans doute l'avenir du Top 20 : votez, suggérez, protestez, et demandez moi un RIB si vous tenez absolument à y figurer..."
Portanto, digo merci, pois claro, e, como ele escreve, "vite, vite, vos propositions : vous avez même le droit de voter pour vous-même !", ora aí está...ehehehh!

10/14/07

BLOG ACTION DAY- já escreveu o seu post dedicado ao ambiente?


É uma boa causa e merece o nosso esforço e empenho. O meu blog Papelustro participa, este só divulga pois como os estimados visitantes já se devem ter apercebido a minha preguiça para a escrita está em alta, nem me dei ao trabalho de fazer um texto para divulgar a iniciativa, limitei-me a fazer o famoso copy/paste do texto do site da organização (exercício ou função sem o qual metade dos blogs não existiriam).Todavia fiz uma colagem especialmente dedicada ao ambiente que será divulgada dentro de horas e isto apesar de estar com uma bela de uma constipação. Viva o Ilvico, a vitamina C, os rebuçados de mentol, os lenços de papel- reciclado?!!! - e o BLOG ACTION DAY!


E aqui vai a nota:
"No dia 15 de Outubro, blogueiros de toda a rede unirão para falar sobre um único assunto importante em todo o mundo. Em 2007 o assunto escolhido é o "meio ambiente". Todo blogueiro postará sobre o assunto do próprio modo dele e relativo ao seu próprio tópico. Nossa intuito é de que todos falem sobre um futuro bem melhor. Nós estamos procurando blogueiros de todas as nacionalidades, que escrevam sobre qualquer assunto para unir-se a esta ideia. É isso que aqui você terá que fazer: 


- Publique no dia 15 de Outubro
- Publique um post em seu blog relacionado a um assunto da sua própria escolha falando sobre o meio-ambiente.
- Um blog sobre finanças poderia escrever como economizar dentro de casa. Semelhantemente um blog sobre política poderia examinar que peso possui a política ambiental na área política em seu país, estado,etc.
- Os posts não precisam ter qualquer agenda específica, necessitam somente estar relacionadas ao assunto proposto conforme adaptação do blogueiro para seus leitores. O intuito aqui não é somente promover um ponto de vista particular, só jogar o assunto na mesa de discussão. Sendo assim, escreva de uma forma a convencer os leitores de seu blog do quanto o meio-ambiente necessita de nossa ajuda e atenção neste dia 15 de Outubro.

Outras coisas que você pode fazer:
- Você pode também participar do Dia de Ação dos Blogs colocando um banner em seu site (http://blogactionday.org/promote) ou ainda fazendo uma doação dos seus ganhos neste dia para uma ONG ambiental de sua escolha.
- Registre seu blog
- Nós estamos guardando o endereço de todos os blogs que estão comprometidos a participar com o BlogActionDay.org e seria muito útil que você registrasse seu blog em http://blogactionday.org/commit
- Neste momento o formulário está somente disponível em Inglês, mas os campos do formulário são somente 5:
1 - Título do Blog (Blog Title)
2 - URL do Blog (Blog URL)
3 - Número aproximado de assinantes RSS (Approximate RSS Subscriber Number)(Esta informação não será publicada. Será usada somente para gerar o alcance aproximado do Dia de Ação dos Blogs. Simplesmente digite um valor médio de uma conta do Feedburner ou serviço semelhante. Se você não sabe o que é isso, só digite 0.)
4 - Seu E-mail( Você receberá só dois e-mails. O primeiro será dois dias antes do Dia dade Ação dos Blogs de 2007. E um segundo em agosto de 2008, sobre o assunto do ano vindouro.)
5 - O campo final é um teste se você é um humano ou robô de spam. Simplesmente digite o número escrito lá
Obrigado por participar do Dia de Ação dos Blogs de 2007! Em anos futuros nós esperamos ter o site todo traduzido em muitos idiomas."

10/12/07

24...serei só eu a bocejar?!


E eu que não perdia um episódio da 24...E eu que até comprei 2 pack DVD que devorei num par de noites!!!E eu que desde os X-Files que não me viciava numa série televisiva...E então não é que agora só encontro defeitos na 24?!! Serei a única a pensar que os argumentistas perderam a pedalada? Serei eu que me canso depressa ou esta temporada é mesmo frouxa?!! Bem que suspeitava que não iam conseguir aguentar a fórmula!Neste momento estou mais ansiosa pelo recomeço de Prison Break- e quero ver se cravo a 1ª temporada a alguém...- do que por mais uma fornada de aventuras bauerianas. Opiniões...?

Adoro (Diospiros)


DIOSPIROS



Há frutos que é preciso

acariciar

com os dedos com

a língua

e só depois

muito depois

se deixam morder

(Jorge Sousa Braga)

10/6/07

ARMAÇÃO DE PÊRA (ALGARVE)


The typically portuguese fishing village and resort of Armação de Pêra is situated in Algarve in the south of Portugal approximately 10 kilometres west of Albufeira. You can stroll along the palm lined promenade and enjoy a cool drink or a coffe with a view to the sea. With a long, wide sandy beach backed by steep cliffs, Armação de Pera is great for a sun holiday. Not very long ago, 50 years ago maybe, this village was nothing more than a collection of small shacks where the local residents from the nearby small town of Pera used to maintain their fishing boats. It is quite probable that the name Armação(word that relates to fishing instruments and ships) is a link with the distant past of the great Tuna fishing industry that existed along the Algarve from the 15th Century and before. This later fell under the protection of a small 18th Century fort that still remains in part to this day on the beach and that locals call the Fortaleza. Nowadays, Armação is mainly composed of blocks of holiday apartments many of which offer bars and restaurants on the ground floor. In the three summer months the village overflows with tourists but outside the top of the season it offers a wonderful peaceful holiday location. Meanwhile, the nearby rural village of Pera remains as a reminder of the un-spoilt typical sleepy Algarve. Boasting one of the finest longest sandy beaches in the Algarve this is a popular location for tourists. On the beach close to the eastern side of the town are a number of fish restaurants that pride themselves on their fresh fish. We can watch the fishing boats arrival to the beach or go to the nearby lota where fish is sold.Happily the major area behind this beach is now a zone protected against development of any kind.Most people at the beach were english,spanish,italian, foreigners.September offers great weather along with tranquility.Water was allways quite warm.Algarvian pastries are a must along with seafood.Fig pastries shapped as chicken and decorated with almonds are popular. Also the marzipan pastries, shaped like little animals or fruits,(in my photos you can see some, these cookies have small quantity of egg cream inside) to the famous "D. Rodrigo" and "morgado" from the city of Lagos, to the puff pastry from Olhão, and to the egg yolk, almond paste and caramel pastries from Tavira.The first time I went to Armação was 25 years ago.It is still one of my favourite places to lay on the sun... it's just a seven hours car trip away!


Armação de Pêra. Já se passaram mais de 25 anos desde a primeira vez que lá fui passar férias e ainda me lembro da surpresa que foi chegar e correr para a praia, entrar na água e constatar que esta era quente!Habituada às praias do norte do país, Póvoa e em especial Apúlia, que eu adorava, e depois à Figueira da Foz, aquilo foi uma novidade e tantas. Já então havia imensos veraneantes mas quando alcançavamos a povoação conseguíamos ver o horizonte e não um mar de blocos de apartamentos, como agora acontece. Visitar as grutas e observar as formações rochosas que eu só conhecia dos postais foi outro acontecimento fascinante para uma adolescente como eu era então. A praia era enorme e demorava a percorrer, e eu estranhava nas minhas caminhadas que não existissem conchinhas nem pedras roliças misturadas nas areias muito macias e claras. A minha busca foi logo substituida pela observação diária do que vinha nas redes dos pescadores e ainda guardo búzios que me deram, que para nada serviam, mas que para mim eram tesouros marinhos arrancados às profundezas do mar.Tal como então são ainda muitos os barcos coloridos que hoje se acomodam na praia.À noite pontos luminosos sobre o mar indicam que a faina está em curso:- Ali é Marrocos - disse-me então o meu pai na brincadeira, apontando as luzes tremeluzentes.- A sério?!É já ali?!!Podemos lá ir amanhã? - repliquei eu completamente a leste da geografia do Sul!Ahahah! Há coisas que não mais esquecemos.A lota fica junto à praia e durante a tarde os pescadores tratam das redes enquanto outros levam os turistas às grutas. A terceira maravilha que na altura se me revelou em Armação de Pêra foram os docinhos de massa de amêndoa esculpidos delicadamente em forma de animais, frutos e tudo o mais que a imaginação ditasse a quem os confecionava. Mais bonitos do que saborosos, achava eu então, demorei anos até conseguir apreciar o verdadeiro sabor da amêndoa, mas queria sempre trazer pois eles eram tão giros que até era pena comê-los!Ao longo dos anos as expectativas do que devem ser umas boas férias ou uns bons passeios altera-se mas apesar de muitas viagens e muitos passeios, muitas experiências e descobertas, esta praia mantém ainda uma aura muito especial no meu mapa de destinos.

10/5/07

ANTÓNIO SÉRGIO: acabaram-se AS HORAS!




Estava eu a preparar as malas para me ir ao reino dos Algarves e vinha esta notícia no jornal e eu, que até nem sou de recortar notícias, até recortei a coluna e a foto do "Lobo" mais querido de muitos melómanos portugueses. Enquanto uns viam Danças com Lobos, outros havia que ouviam Música com Lobo, era o meu caso.Durante anos a minha noite não era noite sem ligar a rádio e ouvir A hora do lobo.Em 2000 estava eu a viver no Porto e, como sempre, de rádio on, lá pela noite dentro, mas sem conseguir perceber nada do que o António Sérgio sussurrava.Nem levantando o volume nem dando murros na radio.Nada. As bandas e os nomes das músicas ficavam-se no ar e não chegavam ao meu ouvido.E aí, horas tardias, escrevi-lhe a resmungar, algo em que sou particularmente eficaz,eheheh!E daí a dias tinha uma carta dele no correio.Guardei até hoje ou não fosse o António Sérgio um ídolo das minhas noites sonoras.Tudo acaba e agora o Lobo também deixou a rádio.Mas foi bom enquanto durou!

10/3/07

A Dave Mathews Band gosta da gente, pá!



Uma das minhas bandas predilectas, tenho quase todos os discos,etc,etc, e lamentavelmente não pude ir vê-la ao Pavilhão Atlântico há meses atrás... e agora eis a supresa: o concerto está disponível em disco e o Dave até fez uma T-shirt com a bandeira portuguesa e tudo!E eu a pensar que só o futebol é que justificava a impressão das nossas cores em algodão estampado!E olhem só a capa do CD!O chiado!Não são uns tipos porreiros estes DMB?


Ora leiam o que se se pode encontrar no site oficial da banda:


"05.25.2007 Pavilion Atlantico, Lisbon, Portugal was the second European stop for Dave Matthews Band earlier this spring. DMB played their hearts out for almost three hours (longest show in 2007) to an ecstatic crowd of 18,000, most of whom were seeing their very first Dave Matthews Band show!

The Lisbon show featured a very rare double encore of Gravedigger > Jimi Thing, Stay followed by Don’t Drink the Water, Pantala Naga Pampa > Rapunzel. Another highlight of the show was Tom Morello’s surprise guest appearance, a first with DMB. Morello, guitarist from Rage Against the Machine, joined DMB for #41 and American Baby Intro.

The chemistry between DMB and the audience in Portugal was very apparent to those in attendance and definitely translates into the live recording. Dave praised the voracious Lisbon crowd as being “unbelievable” and “amazing…like tuning into a soccer match.”! Dave Matthews Band delivered a smashing performance in Lisbon, Portugal that deserves release as the special tenth volume Live Trax! "

10/2/07

DE VOLTA...AO INFERNO!


De volta à vida real depois de um par de semanas a ser acordada pelo pio estridente das gaivotas e badaladas dos sinos da igreja e a adormecer pela voz das ondas.Adeus à minha doce rotina feita de pequeno almoço frugal, roupagem descomplicada todo o dia feita de bikini e túnica e chinelo de dedão, fita no cabelo...Exercício físico intenso, ahahah, consistia em atravessar de pátio e rua estreita, descida de alguns degraus construidos na escarpa e algumas flexões necessárias para uma boa acomodação na toalha de praia... Depois à minha frente era só uma grande baía, uma língua de areia até chegar à água morna na maré cheia, um sol tão brilhante que até cegava.Maravilha, se eu pudesse viver sempre numa casa com vista para o mar, não, melhor dizendo, se eu pudesse viver sempre numa casa com vista para o Verão era o que faria! A praia dá-me tudo o que preciso para me sentir bem: calor e água retemperante, luz, energia, vontade de viver cada dia com mais força. E os pescadores traziam os barcos cheios de peixinho fresco para o almoço! Isso e mais uma fruta, se fosse assim todo o ano era adeus pneu!Não sou de todo uma criatura do Inverno, e, todavia, ele está quase aí, hoje já pingou chuva fresca na minha pele morena, já vi montras com cores de nojo-mas porque teimam os estilistas em nos vestir de escuro na estação escura?!À chegada a casa- e até parece que nem vivo também numa praia - vim espreitar os fotologs e os blogs dos amigos pois a sul estava sem ligação privilegiada à Internet, e até foi bom esse distanciamento das coisas electrónicas e da blogadura.E aí encontrei estes quadrinhos do Bruno, que eu venho seguindo já há bastante tempo e que me provocaram uma boa risada. Para ver mais quadrinhos do Rock Sujo é só ir até ao fotolog dele, ao inferno do casalinho cool, Paulo e Paloma!Eheheheheheh!A seguir a uma boa praia não há nada melhor do que uma boa risada!Quem disse que não havia inferno bom?!

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