8/31/07

A BOMBA do Papelustro e o Joel


E lá veio um dia em que a Bomba teve de conversar com o passarito para negociar o seu caminho pelos céus.O passarito era destemido e levava o tempo todo atravessando-se no caminho da Bomba e ela errava o alvo e os homens perdiam todas as guerras.Há quem diga que foi a pomba da paz que meteu cunha ao passarito pois ela não se estava safando, era só boas intenções, muita conversa!
O Joel do blog Arranhos de papel escreveu e eu gostei:

quero a bomba no meu quintal
é essa que acende/apaga incêndios?
É essa que quero no meu quintal
é essa que erra o alvo e só queima ao lado
só arde ao lado.
Essa que desvia das aves, do passarito, da pomba, a bomba que cai no meu quintal...
eu quero a bomba que os homens perdiam todas as guerras, eu quero essa, que não serviu o efeito para que foi construida, eu quero essa, a do meu quintal.
Lá vem um dia eu tenho que conversar com a bomba, eu tenho eu tenho eu quero...

8/19/07

FREE GIFT INSIDE!



Hoje comprei uma embalagem de incenso que dizia free gift inside, mas que não dizia que oferta afinal continha.Sempre pensei que fosse mais um suporte para a minha colecção de suportes de incenso.Qual não é a minha surpresa quando abro a embalagem e vejo um lápis e uma pequena borracha que muito jeito me vão dar ao longo da próxima semana.Aproveito para mostrar o meu elefante em pedra sabão, uma base linda para queimar o incenso que tem imensos fãs.O pequeno elefante branco segura o pau de incenso com a sua tromba enquanto ele arde na base circular onde se acumulam lentamente os desperdícios, tudo made in India...perfeito!

8/18/07

PERGUNTEM AO PAUL McCARTNEY, VÁ LÁ...

A propósito do novo álbum de nome Memory almost full,
eis o link para fazer perguntas a Paul McCartney.
Divirtam-se ou enfadem-se tanto como ele.
Perguntei-lhe se vinha tocar a Lisboa
e ele respondeu-me de viola, com uma canção, safa, não
sabia que o meu inglês era assim tão mau.
John, se estás a ver isto, fuma um bom charro e desliga.
Que saudades do tempo em que bastava a música.

8/16/07

UM DIA NA PRAIA




O ZOO DE LX GARATUJADO PELO MEU SOBRINHO


No fim de semana o meu sobrinho Gabriel que tem quase 5 anitos
foi ao Jardim Zoológico de Lisboa e quando chegou a casa
desenhou a bicharada toda numa enorme folha de papel...

8/14/07

MERDINHAS














Andam a repetir a série Prison Break na RTP, penso que a segunda temporada.Eu não vi a primeira temporada nem me estou a esforçar agora por ver esta.Mas como aquilo passa lá para o fim da noite não tem sido raro ligar a TV por essa hora em busca de cansaço para a pestana, e lá apanho os foragidos de Fox River on the run. Deixem que vos diga: a música do genérico é qualquer coisa. Ficou-me no ouvido.(Até o Pac concordaria comigo certamente, já lá vamos ao Pac.)Pois ontem vi uma cena de merda no Prison Break.Verdade.Não se ofendam com a linguagem que por aqui ainda não multam o pessoal dos blogs por uso de linguagem considerada abusiva ou insultuosa como fizeram na Inglaterra ao tipo que usava uma t-shirt com uns dizeres um pouco fora da lei!Bom, como estava a dizer há na pandilha de foragidos um tal T-Bag, que por acaso é mau como as cobras, que num acesso de desespero engole uma chave que abre um cacifo numa estação - mas que lugar comum - onde guardou uma mochila cheia de verdinhas e eu imediatamente pensei que os dois que estavam com ele, polícias ou isso, tão maus como as cobras ou como o próprio T-Bag assim me quis parecer, o iam abrir como se faz a um porco para lha retirar das tripas. Mas não.Limitaram-se a deixar funcionar a natureza, limitaram-se muito ordeiramente a lavar daí as mãos,ataram-no bem atadinho a uma sanita onde previamente tinham colocado uma taça metálica e vai de esperar que os movimentos peristálticos do intestino dessem conta do recado enquanto eles vêem televisão e bebem cerveja.Depois toca de lavar a chave bem lavadinha e segue a dança. Por acaso, minutos antes, eu tinha pegado numa revista que se chama Domingo e que acompanha o inominável jornal Correio da Manhã. Quase toda a gente sabe que Pacman é o nome de um lendário videojogo.Nem toda a gente sabe que Pacman é também nome de músico e menos gente ainda saberá que é também nome de cronista, articulista ou escrevedor de revista de fim de semana. Polivalência nos nossos dias ou está-nos no sangue ou é-nos oferecida de bandeja. Para ser um poli genuino é preciso ser valente. Se não se for valente espera-se que a oportunidade nos caia dos céus aos trambolhões e agradece-se o dinheiro extra com um sorriso ensaiado ao espelho. Ora o Pac já escrevia letras de canções, alguém então arquitectou que ele podia dar conta do recado e despachar meia página da revista Domingo. Não sei se ele foi valente ou se o convite lhe caíu assim no regaço, não sei se ele leva a tarefa a sério ou a brincar, mas ele aí está a reinar ao melhor jeito dos polivalentões.Diz ele no seu escrito do passado Domingo que a Renova tem um papel higiénico de cor preta e que esta qualidade o torna um acessório bonito, discreto, e milagre dos milagres, sexy.Palavra de Pac. Diz ele que até torna o cocó mais bonito. Sic.(Isto é de mijar a rir, a sério!)Ora se os produtores do Prison Break tivessem lido isto não se teriam certamente coibido de tornar aquela cena que descrevi inesquecivelmente sexy e bonita: bastava um simples rolo de papel higiénico de cor preta na parede da casa de banho e pronto. O Pac confessa-nos adiante pormenores do seu ritual íntimo de defecação: diz que leva um livro ou uma revista e que demora o seu tempo.Sic.Talvez ele tenha visto ontem o Prison Break e aprendido qualquer coisa para minorar a sua prisão de ventre:sem livro nem revista o T-Bag não demorou a libertar a chave das entranhas pois os diligentes amigos da onça deram-lhe a engolir charope de ameixa. Confessa ainda Pac que o diabo do papel negro deixa afinal ficar pequenos pedaços colados ao rabinho,(sic) não há bela sem senão, escrevo eu, e para obstar ao inconveniente pormenor ele compra afinal duas qualidades de papel, branco e preto, que usa consoante as suas necessidades mais líquidas ou mais sólidas.Nem vos digo como é que ele termina a croniqueta porque aí é que se borrava a pintura de cima abaixo e eu até gosto do Pac, tenho o Iniciação a uma vida banal, não tenho mais nenhum CD da Doninha porque já estou cansada do hip-hop, mesmo se o som dela até seja mais do que isso. Homem da frente dos Da Weasel, que vão estar no Pavilhão Atlântico em Novembro e que o vão encher até ao tecto sem problemas, o Carlos Neves mais conhecido por Pacman, foi também o mandatário para a juventude do Manuel Alegre nas últimas eleições de 2006.Agora escreve sobre merda na revista Domingo.Que ninguém lhe negue a polivalência artística.





O origami de Prison Break, dobragem a dobragem

AS LATINHAS DA ISABEL (Praça do Cubo, Porto)



No início de Junho, estava eu na esplanada da Praça do Cubo, ao fim da tarde, apareceu a Isabel a fazer uma reciclagem muito engraçada. A partir de latas de Coca, Sprit,Ice-Tea, a Isabel cria estas bases de design irrepreensível. O que fazer depois com elas depende de nós. Ela sugeriu que são boas para colocar velas a arder.Para mim são boas para afiar um lápis enquanto desenho, andam por aqui por cima da minha secretária com uma afiadeira de metal lá dentro. Para outras pessoas, quem sabe! Explicou a Isabel que depois de recolher as latas há muito trabalho a fazer: primeiro ela lava-as e seca-as, depois tem de as cortar logo abaixo do topo e cortar o corpo da lata em tiras iguais na vertical, tiras que depois ela dobra à nossa frente construindo as bases ali mesmo,enquanto bebemos um finito ou tomamos um café, como se fosse fácil. Ora eu que adoro ideias criativas não podia deixar de ter gostado das latinhas da Isabel e prometi-lhe que mostrava as latinhas no meu blog.Infelizmente quando cheguei a casa o meu computador tinha-me novamente pregado a partida e nada podia publicar.Se a Isabel veio espreitar deve ter ficado desapontada e nas semanas seguintes eu também não voltei à Praça do Cubo para lhe dizer o que se tinha passado...e para trazer mais umas latinhas pois, entretanto, ela já tinha por aqui, mais a sul, quem também quisesse um exemplar!

8/11/07

TINDERSTICKS! JÁ TINHA SAUDADES DELES!

Tindersticks! Os CD deles estão todos encostadinhos ali na prateleira.Os anos passam e ao contrário de muitos outros estes não os dou, não os troco, não os vendo, nada disso, estes são para ficar comigo até ao fim.Inexplicavelmente um dia surge uma banda cujas palavras e música parecem ter sido encomendadas por nós. E então a gente não a larga mais. No caso dos Tindersticks tudo começou com uma música a gemer no rádio de um Carocha de um amigo meu.De cada vez que saíamos lá andavam os violinos e a voz anasalada do Staples, assim se chama o vocalista, a intrometer-se nos nossos diálogos, a banda sonora das nossas viagens. Ele insistia que aquilo era divino, eu achava arrepiante.Ele insistiu mais ainda e gravou-me uma cassete que ficou seis meses a um canto. Um dia qualquer, eu que na altura devorava e bebia música, encontrei-me subitamente às não sei quantas da manhã sem nada de novo para servir aos meus ávidos ouvidos.E foi então coloquei finalmente a cassete no leitor. E foi até hoje.Muitos discos e concertos depois, quando me perguntam pela minha banda favorita, eu respondo invariavelmente: Tindersticks. Hoje apeteceu-me recordar.


Can we start again
So many times
I said that I love them
Looking over my shoulder at the door
So many times
I can't live without her
The wheel kept turning round
My feeling's changed
I went my own way
What can I say
To make you stay?
Cos in my dreams
They smother all over me
And I'm trying to explain
So many arms
Reach from my memories
Pull all at once
I'm lost amongst
The folds in their skin
I did you wrong
But I'm sorry now
And I'll show you how
If you were here now
You couldn't change
you wouldn't understand
but I'm ready now I'm ready now
I'll make you proud I was your man
and sing a song
but it's so ugly now
and I'll show you how
cos I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Hey I'm ready now
Can we start again?
so many times I said that I loved them
I'm ready now
but I'm ready now
Can we start again?
so many times
I can't live without her
The years was more than I could bear
It's turning round
But in my dreams Can we start again?
They smother all over me I'm ready now
And I'm trying to explain Can we start again?
So many arms reach from my memory
The wheels kept turning round


8/10/07

COMO SE FAZ UM VETOR EM COREL DRAW?



Para muitos dos que visitam o Palavras Cruzadas este video talvez seja curioso.Ele mostra como se vetoriza uma imagem. Para desenhar qualquer coisa em Corel é sempre preciso proceder assim, quer se queira criar uma simples flor ou reproduzir o rosto da Kylie Minogue. O Alpio Stanchi é um brasileiro muito experimentado nisso. Ele é mesmo especialista em vetorizar beldades famosas, um destes dias tem de fazer um vetor meu,eheheh!Parece até fácil mas são centenas de camadas que se têm de sobrepôr,muitos nós e linhas traçadas, tons diversos para acertar até se conseguir um resultado assim.Muitas horas de trabalho aqui resumidas em alguns minutos.O video tem música da Kylie Minogue!

8/7/07

OS SIMPSONS SÃO RUSSOS!



De regresso à blogoesfera! Que maravilha ter o meu laptop de volta.Quase um mês sem o meu bicharoco electrónico! Finalmente posso escrever no blog de novo!Obrigada a quem deixou comentários mesmo assim.Eu fui lendo, mas sem tempo para responder ou visitar, sempre a correr.Da última vez que estive no cybercafé para ver os emails esqueci-me de levar dinheiro e por pouco não ficava a lavar copos e chávenas e pires!!! De regresso, pois, ao meu cantinho não quadriculado de palavras cruzadas com tudo. Mas até parece que estou enferrujada! Ao longo deste mês só pensava em escrever isto e aquilo no blog e agora até parece que a preguiça tomou conta dos meus dedos...
De regresso a casa passei pelo shopping apinhado de turistas e vi o cartaz do filme dos Simpsons afixado. Ao ver o Homer a minha cabecinha logo elaborou que afinal Springfield deve ser russa, os Simpsons são russos e não americanos. São russos sem eira nem beira e vão todos morrer pois estão intoxicados com Extrasept. Não estão a perceber nada disto, pois não? Há dias vi na BBC um documentário sobre aquilo a que o jornalista chamou “a morte amarela”.Eu não sei porque gosto tanto de documentários mas penso que uma das razões remotas tenha sido o Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz.Dele fazia parte uma secção de cinema documental e eu via tudo. Alguns dos documentários eram melhores que a ficção apresentada. Apanhei-lhes o gosto. Vejo pouca televisão mas se a ligar e estiver a dar um documentário é difícil eu não ficar a ver até ao fim.Na realidade não deixa de ser entretenimento,pelo menos para mim.Nas últimas semanas vi vários: um sobre o pastor cristão Jim Jones que fundou o Templo do Povo,um homem que se movia pelos meandros da política, religião e mística como uma estrela do rock, e que fundou na Guiana uma espécie de paraíso terrestre, (Jonestown) uma comunidade cujos membros (cerca de 900) se suicidariam em circunstâncias muito estranhas nos anos 70. Vi ainda mais dois, um sobre o exílio forçado, nos anos 60-70, dos habitantes de Chagos, parte das Ilhas Maurícias, um território que desejava ser livre e que acabou por ser vendido aos americanos pelo governo inglês, que desde então manteve no exílio esses 1800 descendentes de escravos, cidadãos a quem na altura intitulara com desprezo de “Tarzans ou Sexta-feiras”, todos forçados a viver em péssimas condições nas ilhas Maurícias ou a emigrar até Inglaterra, enquanto os EUA transformam Chagos numa base militar,e,quem sabe, numa Guantanamo? E o terceiro sobre o envenenamento de milhares de russos com uma mistura que contém um desinfectante industrial. Logo por coincidência tinham oferecido ao meu pai uma garrafa de um líquido transparente trazida de Leste. Mas, devidamente selada e rotulada, essa vodka não seria problema algum. Mas a vodka está na raiz do problema da pele amarela, um indicador bem conhecido de doenças do fígado. Os russos são grandes bebedores de vodka e como eu os compreendo! Aquela região desconsoladamente fria e escura parece exigi-lo e quase justificá-lo como forma de sobrevivência e suplemento de alma! Ora o senhor Putin não gosta de vodka,pelo menos aparentemente, e por isso subiu o seu preço para o triplo. Além disso mandou aplicar multas nos bebedores de samogon, uma bebida feita no mercado negro, comprada por quem não tem dinheiro para adquirir a vodka genuína.1000 pessoas já morreram, pensa-se que 10.000 vão a caminho disso, a sua pele tão amarela como a dos bonecos Simpson.Mas ninguém é responsável!Ó santa impunidade!E eu pensava que era só cá que ela havia!A dado momento vemos o jornalista britânico Sweeney abastecer-se de samogon algures na noite russa.Na mão segurava uma garrafa de Coca-Cola com um líquido incolor que cheira a combustível e graxa de sapatos!É isso que os russos andam a beber e que o próprio Sweeney também bebe! Mais umas voltas entre o Instituto de Toxicologia e uma fábrica que produz Extrasept e a conclusão a tirar parece ser que este componente, que é vendido não como sendo venenoso mas apenas com a mera indicação “para uso externo”, se ingerido em pequenas porções e sem ser junto a outras substâncias, será inócuo. O problema é quando o misturam com o moonshine para fazer samogon. Extrasept que é barato, isento de impostos e que contém 95% de álcool, convém, portanto aos fabricantes de samogon a martelo...De volta a casa o jornalista levou o líquido consigo e um laboratório em Londres comprovou que aquilo não destrói as células do nosso fígado, aquilo queima as células completamente. O que é surpreendente é que na Russia ninguém quer saber dos peles amarelas, chamam-lhes degenerados por beberem aquela mistela.Enquanto aqui nos rimos com a pele amarela dos Simpsons, na Russia chora-se à vista daquela cor. Mas aqui como lá, os pobres é que estão sempre tramados.

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