2/1/07

PRENDA POÉTICA ILUSTRADA


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece a alma que tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso,nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

9 comments:

Frel said...

Porque será tão típico português o escárnio e o maldizer, como se fosse o povo mais desgraçado do mundo?

Porque será que nunca mais esquecem o D. Sebastião e o nevoeiro?

Gosto muito do teu blog em geral, mas às vezes as raízes estão demasiado presentes...

belinha said...

Caro Frel

Foi exactamente por isso que coloquei o poema.Já vem de longe a sina perdedora!Obrigada por gostares do meu blog em geral, seria pior se não gostasses dele em especial...

Zé Lérias said...

Este fatalismo de que enfermamos é preciso ser divulgado aos sete ventos.
Se assim não for, tenho para mim que jamais lutaremos contra tal adversidade.

Nota: Leio sempre os teus escritos com prazer e gosto e, sempre que se proporciona, não deixo de fazer o meu comentário. Gostei obviamente da descrição que fizeste sobre a vida daquela gente que vive (quem sabe se melhor que nós!) no Pólo Norte.

Espero receber também os teus comentários (se possível com críticas construtivas) de quando em vez.

Ah! O poste sobre os Radiohead não é meu. Neste Blogue tenho, com grande prazer, um inestimável companheiro que tem alguns conceitos muito diferentes dos meus. O que não é o caso das músicas.

E a Figueira: Continua linda?...

Um abraço e bom fim-de-semana, Belinha.

Zé Lérias said...
This comment has been removed by the author.
Zé Lérias said...

Parabéns a você, nesta data feliz...
apesar do atrazo de um dia.

Burlesconi said...

Cara Belinha:

Venho agradecer a sua visita ao meu modesto "tasco".
Senti-me honrado por receber alguém com a categoria da senhora.
Honrado e envergonhado, que as condições do "estabelecimento" não são as melhores.
Cumprimentos e volte sempre que lhe aprouver.

Capitão-Mor said...

Belo poema! Isto faz parte do meu imaginário Sebastiânico e V Império...
Bom fim de semana!

Burlesconi said...
This comment has been removed by the author.
Burlesconi said...

Belinha:
Deixei a resposta à sua questão no meu "tasco".
No entanto, temendo que não volte a visitar-me, achei por bem vir aqui dizer-lhe que a sua observação está correcta: sim, trata-se da Casa da Renda.
Cumprimentos

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...