1/22/07

ESMERALDA OU O TRIBUNAL DA OPINIÃO POPULAR

Convenção sobre dos Direitos da Criança

ARTIGO 3.º
Todas as decisões relativas a crianças, adoptadas por instituições públicas ou privadas de protecção social, por tribunais, autoridades administrativas ou órgãos legislativos, terão primacialmente em conta o
interesse superior da criança.Já ouviram falar de escrita criativa? Aquela que serve para fazer argumentos de novelas ou produtos similares? Este blog não foi criado para gastar os meus neurónios e tempo em assuntos sérios, para isso chega-me a vida extra-blogosfera. Para fazer isso teriam de me pagar. Escrevo para mim e para mim escrevo a brincar. Se por acaso me vierem ler, óptimo.Se gostarem, óptimo.Se não gostarem, óptimo.Se não vierem, óptimo.Não ganho dinheiro com isto, apenas exercito o cérebro como quem exercita os músculos.Pode ser que me garanta um extra de protecção contra o Alzheimer!Mas por vezes assuntos há que até me dão vontade de escrever à séria.Como se com isso pudesse ganhar dinheiro ou alterar alguma coisa. Neste caso penso que é a minha remota veia jurídica a palpitar. Neste assunto, no entanto, prefiro que, caso tenham tempo e vontade, leiam o acórdão relativo ao Caso Esmeralda em vez de me lerem a discorrer sobre a escrita (criativa) que lemos na nossa comunicação social muito bem socorrida de reportagens de televisão (também criativas) que já conduziram a um peculiar habeas corpus com mais de 10.000 assinaturas. A malta da comunicação social adora engravidar-se da causa alheia, engorda em discussões, julgamentos e opiniões até rebentar num pranto laborioso e parir vento, algo muito próximo da gravidez histérica. Depois até parece que é infeccioso não se ter opinião perante os factos - ter uma opinião mal informada surge como algo bem mais saudável do que não ter nenhuma. Aconselho que antes de abraçarem a vossa causa e de opinarem sobre o Caso Esmeralda procurem as fontes - o Acordão Tribunal Colectivo do Círculo Judicial de Tomar (Tribunal de Torres Novas),- a propósito do processo de crime de sequestro agravado e de subtracção da menor Esmeralda para assim evitar um eventual aborto espontâneo das vossas convicções quando o caso chegar ao fim e, em comoção, se defrontarem com o resultado.I rest my case.
Mais um link informativo

1 comment:

Zé Lérias said...

Realmente se o Estado não andou bem neste processo, em termos de celeridade, a nossa oportunista e muitas vezes desinformativa Comunicação Social, andou muito pior.

Já tinha chegado a essa conclusão quando tive acesso a este site:

http://www.asjp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=1

Como diria um brasileiro, mas sincero, é sempre gostoso voltar aqui.

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